A expectativa por um futebol envolvente e encantador acabou esvaziada a medida que o relógio avançava e o Brasil não conseguia furar o ferrolho da Venezuela. A decepção se confirmou após o apito final de Raúl Orozco e o placar marcava um magérrimo 0 a 0 entre brasileiros e venezuelanos.
Tal como a Argentina, o Brasil decepcionou em sua estreia na Copa América. As duas seleções tidas como favoritas absolutas tiveram dificuldades em furar os bloqueios impostos por duas seleções que historicamente sempre foram sacos de pancada: Bolívia e Venezuela? Não pode ser coincidência…
Da mesma forma como no jogo de abertura da competição, os brasileiros tiveram amplo domínio e posse de bola. Criaram as principais jogadas, tinham mais alternativas, mais craques, só que não encontraram uma forma de vencer a retranca da Venezuela. Chegava a ser impressionante a forma como o adversário do Brasil se fechou e abdicou de jogar.
A lógica é até compreensível. Afinal, sabedor da inferioridade técnica, o técnico César Farias preocupou-se em se fechar defensivamente e sair nos contra-ataques. E impôs uma tremenda dificuldade ao Brasil. Mesmo com os craques Paulo Henrique Ganso e Neymar, a Seleção não conseguia abrir uma brecha.
Para não dizer que nada aconteceu no primeiro tempo, o Brasil acertou uma vez o travessão do goleiro Vega após chute de Alexandre Pato, após passe de Daniel Alves. A jogada parecia ter acordado a Seleção Brasileira, que cinco minutos depois teve a sua principal oportunidade. Neymar recebeu na área, conseguiu tirar do goleiro e bateu. A bola tinha endereço certo mas o zagueiro Vizcarrondo entrou de carrinho e bloqueou a definição.
Aliás, alguém tem a obrigação de dizer a Neymar que muita firula não vence jogo. É necessário ser mais objetivo, coisa que o jogador santista ainda não entendeu.
A partida continuou dura de se ver no segundo tempo. O Brasil tinha posse de bola, só que não passava do bloqueio venezuelano. Satisfeita, a Venezuela continua se defendendo e saindo no contra-ataque. O empate era uma vitória para a Vinotinto.
Só que vez por outra os espaços começavam a se abrir na defesa brasileira. O desespero por um gol era tamanho, que a Venezuela começou gostar do jogo e a sonhar com um gol milagroso. Porém esperar isso seria muito, pois faltava o mínimo de técnica.
Mano Menezes vendo que a coisa estava feia tentou fazer alterações para mudar o panorama. Colocou Fred no lugar de Robinho, que estava inoperante no segundo tempo, e depois Lucas na vaga de Alexandre Pato. Infelizmente, o jogador do Milan era o que mais lutava e a Seleção perdeu um pouco de sua força ofensiva.
A partir dos 30 minutos do segundo tempo, o time brasileiro foi tomado pela afobação e tentava a qualquer custo o gol da vitória. Só que a salvação não chegou.
Agora Mano Menezes terá de voltar a Los Cardales e estudar o que mudar nessa seleção. A certeza é que, mais uma vez, contra equipes muito fechadas o Brasil não consegue abrir espaços e encontrar a vitória. Embora tenha jogadores com habilidade e técnica capaz de fazê-lo.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA
Estádio: Ciudad de La Plata, La Plata (ARG)
Data/hora: 03/07/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orozco (BOL)
Auxiliares: Efráin Castro (BOL) e Marvin Torrente (MEX)
Cartões amarelos: Thiago Silva (BRA); Rondón (VEN), González (VEN), Moreno (VEN)
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano 30′/2ºT), Robinho (Fred 19′/2ºT) e Ganso; Neymar e Pato (Lucas 30′/2ºT). Técnico: Mano Menezes.
VENEZUELA: Vega, Rosales, Grendy, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, González (Di Giorgi 40′/2ºT) e Arango; Rondón (Moreno 19′/2ºT) e Fedor (Maldonado 33′/2ºT). Técnico: César Farias.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
O ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, considerou uma ação militar contra a Venezuela em 2008 se o presidente venezuelano, Hugo Chávez, expandisse sua agenda socialista na América Latina, revelou um telegrama diplomático dos Estados Unidos. O documento liberado recentemente está entre os 250 mil telegramas norte-americanos que foram publicados pelo website WikiLeaks.
“A melhor contenção a Chávez, na visão de Uribe, permanece a ação – incluindo o uso dos militares”, teria escrito o embaixador norte-americano em Bogotá, William R. Brownfield, em um documento que descreve uma reunião entre Uribe e o principal militar do governo dos EUA, o almirante Mike Mullen, em 17 de janeiro de 2008. Uribe, um resoluto aliado dos EUA, disse que Chávez tinha “um plano para avançar sua agenda bolivariana (socialista) em cinco a sete anos” a regiões da América do Sul e expressou preocupações de que o líder venezuelano usaria insurgentes da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para ajudá-lo, consta no texto do documento.
“Uribe disse que Chávez havia se comprometido a derrubá-lo ao usar a insurgência das Farc dentro da Colômbia”, afirma um trecho do documento, assinado pelo então embaixador dos EUA na Colômbia. Uribe parecia particularmente consternado com a ameaça de Chávez em mudar a designação das Farc de organização terrorista para “status beligerante” e procurou ajuda norte-americana para “convencer os países da América Latina de que a abordagem de Chávez às Farc estava errada e prejudicaria a Colômbia e a democracia na região”, revela o documento.
Uribe afirmou “que estava preparado para autorizar os militares colombianos a cruzarem a fronteira para dentro da Venezuela, deterem líderes das Farc e trazê-los de volta para julgamento na Colômbia” e que seu país colocou prioridade em atingir “alvos de alto valor”.
Equador
Apenas seis meses após o documento norte-americano ter sido escrito, Uribe aprovou um ataque contra um acampamento clandestino das Farc no norte do Equador, próximo à fronteira sul da Colômbia, no qual foram mortos 25 insurgentes da guerrilha, incluído o número dois na liderança da organização, Raúl Reyes. O ataque surpresa levou ao ponto máximo as tensões regionais e provocou um impasse nas relações diplomáticas entre Colômbia e Equador, que foram restauradas 20 meses mais tarde.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tenta controlar as ideias e impor o silêncio na Venezuela, usando estratégias que remetem aos regimes comunistas do leste europeu e de Cuba, denunciou neste domingo (7) a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) durante assembleia no México. “Chávez pretende controlar as ideias e impor o silêncio”, disse David Natera, presidente do Bloco de Imprensa Venezuelano, ao apresentar o relatório preliminar da SIP sobre o país na cidade mexicana de Mérida (leste).
Segundo o documento, no último ano foram registradas 113 agressões contra jornalistas na Venezuela. Natera afirmou que Chávez tem fechado e assediado os meios de comunicação, bem como expropriado várias empresas de todos os setotes, como uma “estratégia de controle social” na qual “o povo dependa exclusivamente do Estado para onter emprego e alimentos”.
“Para tentar cumprir este objetivo perverso, Chávez necessita de silêncio, silêncio da mídia e dos jornalistas. O silêncio e o medo que caracterizaram os tristes e oprimidos da Europa do Leste, da União Soviética na era comunista e atualmente na Cuba de Castro”, acrescentou. Entre as 113 agressões documentadas pela SIP, mencionou a detenção, o processo judicial e finalmente, o exílio do dono do canal de notícias Globovisión, Guillermo Zuloaga, e as sentenças de 2 anos de prisão contra pelo menos dois jornalistas, acusados de difundir “calúnias e injúrias”.
A SIP celebra sua Assembleia Geral em Mérida (leste) com a participação de diretores, editores, jornalistas, autoridades, especialistas e dos presidentes de México, Felipe Calderón; Colômbia, Juan Manuel Santos, e de Honduras, Porfirio Lobo. Neste domingo foram ouvidos os informes sobre a situação da liberdade de expressão nos países do hemisfério. Os trabalhos se encerram na terça-feira, com a leitura das conclusões e aprovação destes documentos.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O cantor espanhol Alejandro Sanz postou nesta terça-feira (7) no Twitter um pedido de “permissão” ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para acertar sua viagem ao país.
“Presidente Chávez, quero cantar em seu país… Você me permite?”, pergunta Sanz ao líder venezuelano por meio do serviço de mensagens curtas. “O senhor me garante que nada vai acontecer com meu público, minha equipe, nem comigo?”, prossegue.
E conclui: “se o senhor me der permissão e nos der sua palavra que nada acontecerá, eu acerto a minha viagem à Venezuela. O senhor tem a palavra”.
A polêmica entre ambos estourou em 2008, quando o show que o cantor planejava dar em fevereiro em Caracas foi suspenso pela empresa organizadora “por não respeitar as condições apropriadas para a realização do espetáculo”.
Um manifesto posterior assinado por vários artistas, entre eles, Joan Manuel Serrat, Fito Páez e Joaquín Sabina, atribuía ao Governo venezuelano a responsabilidade pela suspensão do evento, algo que o Executivo de Chávez negou.
fonte:www.uol.com.br
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, promulgou nesta terça-feira (17) uma nova lei para o mercado financeiro, que proíbe as Bolsas de comercializarem títulos da dívida pública.
Essa atividade, além de operações de renda fixa e variável, será assumida pela nova Bolsa Pública de Valores, a ser lançada nas próximas semanas, segundo Chávez. O presidente disse a uma TV estatal que a nova lei irá contribuir para livrar o país da “podridão do capitalismo”.
Analistas ouvidos pela Reuters disseram no mês passado que a regra restringiria as Bolsas e corretoras ao quase inexistente mercado da dívida privada, o que pode levar ao “fechamento técnico” das quase 90 corretoras de valores venezuelanas.
Até agora, as Bolsas e corretoras podiam operar a compra e venda dos títulos da dívida pública, com os quais investidores podem obter dólares de maneira legal, em meio ao rígido controle cambial vigente desde 2003.
O governo diz que empresas privadas que enriqueceram com as enormes emissões de dívida pública dos últimos anos incorreram em crimes de lavagem de dinheiro e conspiraram para desestabilizar a “revolução socialista” de Chávez.
Cerca de 30 Bolsas e corretoras sofreram intervenções e dezenas de executivos foram presos durante o governo de Chávez.
A nova lei se soma a várias outras restrições prévias, como a que vetava a participação de intermediários num novo mecanismo do Banco Central que usa cotações dos títulos soberanos e dos papéis da estatal petroleira PDVSA para gerar um terceiro tipo de câmbio oficial.
fonte:www.redebomdia.com.br
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciaram nesta terça-feira (10) o restabelecimento das relações diplomáticas entre seus países, rompidas por Chávez há 20 dias. O anúncio foi feito pelos mandatários ao término do primeiro encontro bilateral entre os dois líderes, realizado na cidade colombiana de Santa Marta. “Decidimos que os dois países restabelecem aqui suas relações diplomáticas”, declarou a jornalistas o líder colombiano, empossado no último sábado.
Chávez anunciou o rompimento das relações bilaterais em 22 de julho, horas depois de o governo colombiano então liderado por Alvaro Uribe ter formalizado, perante a Organização dos Estados Americanos (OEA), denúncia segundo a qual a Venezuela estaria tolerando a presença de aproximadamente 1.500 supostos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em acampamentos no seu lado da fronteira.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A militarizada Guarda Nacional da Venezuela ocupou nesta quinta-feira (29) uma propriedade de Guillermo Zuloaga, presidente da televisão privada Globovisión, crítica ao governo Chávez, informou uma das advogadas desse canal. “Disseram que estão fazendo uma investigação sobre terras improdutivas, que estão retomando terrenos” baldios, explicou Perla Jaimes, num contacto telefônico com a Globovisión.
No entanto, “não se trata de propriedade abandonada, mas de uma propriedade privada, com certos bens e, inclusive, um documento emanado de um organismo do Estado com o registro do nome da família Zuloaga”, insistiu a advogada. Segundo Jaimes, a medida “faz parte de outra arremetida contra o presidente da Globovisión e das ações abertas” contra Zuloaga, que está fora do país.
Zuloaga, de 67 anos, é acusado de “usura” pela justiça venezuelana e assegura ser vítima de perseguição por parte do governo de Hugo Chávez.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O presidente do canal de notícias venezuelano Globovisión, Guillermo Zuloaga, descartou nesta segunda-feira (14) que vá se apresentar à Justiça e denunciou a ordem de prisão emitida contra ele e também contra seu filho como uma “perseguição do governo de Hugo Chávez”.
”Se eu me entregasse (à Justiça) não faria nenhum favor ao país” disse Zuloaga em declarações difundidas pela Globovisión. Na sexta-feira, um tribunal ordenou a detenção de Zuloaga, para ser processado por um caso de maio de 2009, quando foram encontrados veículos importados com supostas irregularidades na garagem da casa do empresário.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br