As vendas no varejo de material de construção cresceram 7,8% em novembro, na comparação com outubro, e aumentaram 8,5% ante novembro de 2009, segundo dados divulgados hoje pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). A pesquisa foi realizada em parceria com o Ibope Inteligência. De janeiro a novembro, o segmento registrou alta nas vendas de 10 5% ante o mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o índice foi de 11%.
Para dezembro, o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, afirma que o setor está otimista, principalmente devido ao anúncio da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até dezembro do ano que vem para a cesta básica de material de construção. “A prorrogação da redução do IPI tem um papel fundamental no aquecimento da nossa cadeia produtiva e o governo entendeu a importância da manutenção dessa medida, pois ela beneficia, sobretudo, a parcela da população mais carente, a que tem renda familiar de até 5 salários mínimos”, afirma a Anamaco, em nota.
Sem o benefício, os materiais teriam custo 8,5% maior, em média, para o consumidor final. “Para quem estava construindo uma casa popular (em torno de R$ 40 mil), o benefício significou uma economia de aproximadamente R$ 1,5 mil ou a construção de um banheiro”, afirmou Conz. Segundo estimativas da entidade, que representa 138 mil lojas de material de construção no País, o setor deve encerrar 2010 com 11% de crescimento ante 2009, quando bateu recorde de faturamento.
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O mercado brasileiro de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, deve fechar o ano com crescimento de 3,64%, segundo estimativa divulgada hoje pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás). O crescimento, porém, é influenciado pela baixa base de comparação do ano passado, quando a indústria ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional, avaliou o presidente da entidade, Sérgio Bandeira de Melo.
O consumo industrial e comercial deve fechar o ano com alta de 10,2%, enquanto as vendas de botijões de 13 quilos subirão apenas 1,1%. O executivo disse que o crescimento da construção civil também contribui para o aumento das vendas de botijões maiores, uma vez que os novos condomínios estão sendo projetados com abastecimento coletivo de gás de cozinha. Para o ano que vem o Sindigás espera um aumento de 2,23% nas vendas (alta de 1,3% nos botijões de 13 quilos e de 4,7% nos mercados comercial e residencial).
A entidade espera também retomar as discussões a respeito de mudanças no modelo de subsídio ao consumo de GLP por famílias de baixa renda, hoje incluído no Bolsa-Família. O Sindigás defende que a parcela destinada ao botijão de gás seja carimbada para a compra do produto. “Hoje, muita gente usa lenha e gasta o dinheiro do gás em outros produtos”, argumentou o presidente da entidade, que calcula que 32,4% da energia consumida em residências brasileiras seja hoje proveniente da lenha.
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O pacote de aperto de crédito baixado ontem pelo Banco Central (BC) reduz a velocidade de vendas no varejo no fim do ano, mas não chega a estragar o Natal. O maior efeito das restrições no bolso do consumidor, como a redução nos prazos de financiamento, elevação das taxas de juros, exigência de entrada na compra de veículos, deve ser sentido em janeiro, dizem representantes do comércio.
“As medidas não vão afetar muito o Natal”, afirma o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti. Ele reviu de 12% para 11% a expectativa de crescimento de vendas para a data, depois que tomou conhecimento das medidas. Mesmo assim, se a previsão se confirmar, este será o melhor Natal dos últimos dez anos, com crescimento de dois dígitos. Burti reconhece que a “demanda estava aquecida acima das expectativas”. Em novembro, por exemplo, as vendas do comércio cresceram 12,3% na comparação com o mesmo mês de 2009.
Um fator que pode retardar o impacto das restrições nas condições de financiamento do consumo de fim de ano é a forte concorrência entre as instituições financeiras. Procurados ontem pelo Estado, os bancos Bradesco e Santander e a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), por exemplo, não quiseram informar se alterariam as condições dos financiamentos.
Já o Itaú Unibanco comunicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “está ajustando a operação às novas medidas”. A reportagem apurou que os bancos médios que financiam de veículos suspenderam ontem temporariamente as operações para avaliar o pacote.
“Num primeiro momento ninguém faz nada porque não quer perder mercado”, afirma o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. Além do impacto esperado nos juros, nos prazos e na entrada dos financiamentos, ele acredita que os bancos serão mais rigorosos na concessão de novos empréstimos.
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Os emplacamentos de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte) cresceram 7,41% em novembro quando comparados com os dados de outubro, segundo divulgou hoje a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram negociadas 498.143 unidades no mês recém-terminado, contra 463.763 unidades em outubro.
No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento foi de 10,7%, para 4.851.165 unidades emplacadas. Para 2011, a previsão da entidade é de expansão de 8% para o setor, segundo comunicado da Fenabrave.
“A estabilidade econômica, incentivos fiscais, taxas de financiamentos e prazos atraentes, bem como as promoções constantes, contribuíram para o bom resultado do setor no ano”, afirmou Sergio Reze, presidente da Fenabrave em nota.
As vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 8,66% no acumulado de 2010, aumentando de 2.731.286 unidades para 2.967.760 unidades. Na comparação entre outubro e novembro, a evolução foi de 8,28%, passando de 287.518 unidades para 311.318 unidades.
Já o segmento de caminhões registrou o melhor acumulado do ano da história, com 140.157 unidades emplacadas. O crescimento foi de 45% no período. A Fenabrave atribui esse crescimento à retomada da economia e a facilidades de crédito que o setor vem tendo, por meio das linhas Finame e Finame PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do programa ProCaminhoneiro, também do BNDES.
Motocicletas
Já os emplacamentos de motocicletas somaram 1.606.462 unidades no acumulado deste ano, crescimento de 10,7%. No mês de novembro foram 158,5 mil unidades, alta de 5,7% ante o mês anterior.
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Um almoço ou jantar que custaria R$ 59, com prato à base de raviolini no restaurante Mestrino, foi vendido pela internet por R$ 17,70. Nessa refeição, com desconto de 70%, o cliente ainda pode consumir no mesmo pacote uma taça de vinho e um petit gateau.
Esse desconto foi possível graças a um sistema de compra coletiva na internet que tem chegado com força a Jundiaí e no qual internautas recebem diariamente novos descontos - que em alguns casos atingem até 90%.
Vendida no site ClubeUrbano, a refeição do Mestrino fez tanto sucesso que foi necessário ao restaurante separar 30 lugares diariamente, por mais de dois meses, metade no almoço e metade no jantar, para poder acomodar todos os clientes.
No final, o restaurante vendeu mais de 1,5 mil refeições depois que a promoção foi anunciada nesse que é um dos sites de compra coletiva que tem investido na cidade.
“Não esperava toda essa procura”, afirma Donizeti Ribeiro da Costa, 40 anos, gerente do Mestrino. “Estamos conseguindo acomodar todas as pessoas mas o problema é que muitas delas querem agendar o jantar para alguma data especial e isso nem sempre é possível”, explica o gerente.
Além do desconto, o valor da venda é dividido com o site. Mesmo com preço tão baixo, Donizeti afirma que a promoção compensou, pois muitas pessoas que vão ao restaurante consomem mais e conhecem seu espaço. “Estão aparecendo muitos rostos novos.”
Nesse caso foi o ClubeUrbano que fez o primeiro contato, por meio de uma vendedora que foi até o estabelecimento.
Assim como o Peixe Urbano, um dos sites mais conhecidos de compras coletivas, o projeto tem investido em Jundiaí e em cidades com grande potencial de compra e venda, como São Carlos e Ribeirão Preto.
Sediado na capital, o ClubeUrbano colocou aqui seis funcionários para visitarem empresas e oferecer seus serviços, em especial bares, restaurantes e clínicas de estética.
“Percebemos que as pessoas de Jundiaí têm um extremo bom gosto”, afirma o gerente de marketing da empresa, Rafael Singh, 27.
A forma como será realizada a promoção e o desconto não é imposta pelo site mas ocorre em um diálogo com o cliente.
“É uma negociação a quatro mãos”, ressalta Rafael.
Só em Jundiaí, o ClubeUrbano já lançou mais de 150 ofertas, geralmente uma por dia.
CLIENTE VIRTUAL/Consumista assumida, a analista de marketing Evelyn Rigoni, 30, descobriu nos sites de compra coletiva uma oportunidade de economizar. Depois que passou a comprar nesses espaços virtuais ela afirma que está economizando até 60% em relação ao que gastava antes com estética e restaurante, entre outros serviços.
“Compro toda semana em diferentes sites desse tipo”, diz ela, que está noiva e tem aproveitado as ofertas com o futuro marido.
Sua última aquisição foi uma viagem a Ubatuba, que deve fazer ainda nesta semana.
O pacote sai pelo preço de um serviço
Segundo a analista Evelyn Rigoni, cliente assidua de sites de compras coletivas, uma das vantagens desses serviços é a possibilidade de comprar pacotes que já incluem muitas coisas em uma só. Em clínicas de estética isso tem se tornado comum. “O que eu gastava para fazer a mão e o pé, pago por um pacote de estética completo”, explica ela.
40 a 50%
É a porcentagem da venda que fica com o site
Para empresária, sistema é cartão de visitas para negócio
A empresária Daise Cristina Cunha Fernavieri, 36, decidiu investir na parceria de sites de compras coletivas visando não o lucro, mas inicialmente para abrir as portas da clínica de estética, a Miss Dayse, a novos clientes.
“Como fiz muitas vendas de pacotes de beleza pelo site nem sempre o lucro vale a pena”, declara ela, que viu-se obrigada a abrir uma agenda já para o ano que vem devido ao volume de procura de clientes.
“O que quero, nesse primeiro momento, é mostrar meu comércio ao público.”
Houve pessoas do Rio de Janeiro que chegaram ao seu negócio pelo site e compraram um pacote de estética para presentear um parente em Jundiaí.
“Tem também aquelas pessoas que aproveitaram esses pacotes e compraram até três vezes”, lembra a empresária, que tem apostado no comércio virtual para alavancar suas vendas.
Diferente do que ocorreu no Mestrino, foi Daise quem procurou os serviços virtuais.
“Têm pessoas que vão casar no ano que vem e que já compraram um pacote de beleza.”
fonte:www.redebomdia.com.br
Com 1.548 unidades comercializadas, a venda de carros novos em Sorocaba teve alta de 20,84% no mês de outubro. O crescimento é com relação ao mesmo período do ano passado, quando as concessionárias somaram 1.281 vendas. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e mostram elevação de 17,49% no acumulado do ano (janeiro a outubro). Nos três primeiros trimestres do ano a cidade soma 12.820 vendas realizadas contra 10.912 registradas no mesmo período de 2009. As informações são baseadas nos números de emplacamentos feitos no município.
Para o economista e professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), Geraldo Almeida, o desempenho é indicativo de que a população está confiante na economia. O professor, no entanto, chama atenção para o perigo de endividamentos excessivos. “Apesar da crise (financeira) do ano passado tivemos melhoria de rendas, o emprego continuou forte e muito provavelmente as empresas continuaram com os descontos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em forma de promoções, é só lembrar a quantidade de feirões que foram feitos no último mês”, pondera ele.
Com a crise que abalou o mundo durante os anos de 2008 e 2009 o governo brasileiro usou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como forma de aquecer a economia e durante um ano o tributo não foi cobrado. O abatimento no preço dos carros, que chegava a R$ 2 mil, incentivou consumidores a fecharem negócios e evitou que muitas pessoas fossem demitidas. “A indústria automobilística é importante pois emprega muita gente e a venda de carros novos é um termômetro para a economia”, ponderou o economista.
A volta do crédito para o mercado também é apontado pelo professor como um dos fatores responsáveis pelas vendas aquecidas. Almeida, porém, chama atenção para o perigo das pessoas se endividarem além da capacidade de pagamento. “O risco é nascer uma bolha de financiamento em cima de veículos, com as pessoas não conseguindo pagar o financiamento”, alerta.
Concessionárias comemoramNa Automec, revenda da Chevrolet em Sorocaba, outubro foram vendidos 500 automóveis. A gerente de carros novos, Vasthi Lúcia Xavier, espera aumento de 15% para dezembro. “Agora em novembro o movimento também está ótimo. Temos muitas pessoas comprando antecipado para o Natal”, afirmou ela. Sobre a opção de pagamento escolhida pelos clientes, Vasthi afirma que há casos em que a compra é paga à vista ou em que o veículo usado é dado como parte do pagamento. “Temos também muitos compradores que fazem a troca com troco”, comenta. Assim, nessas situações, o veículo usado e quitado é comprado pela concessionária e o automóvel novo é totalmente financiado. “Normalmente são pessoas que estão com uma obra ou que precisam do dinheiro na mão”, pondera.
Desde que foi fundada, há quatro anos, a Notre Dame, concessionária Citroën em Sorocaba, registrou neste mês de outubro seu melhor desempenho em vendas. “Conseguimos superar em 20% as vendas de setembro, que já tinham sido excelentes”, comemora Daniel Garcia, supervisor do setor de veículos zero quilômetro da empresa. O diretor da concessionária, Antônio Galvão Bicudo, destaca que a motivação da equipe de vendas e o lançamento de novos modelos foram cruciais para o resultado.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Brasil ultrapassou a marca de um celular por habitante. O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg. Segundo Sardenberg, a superação dessa marca ocorreu em 31 de outubro, quando foram recebidos os dados sobre os celulares em operação no Brasil de outubro e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a população brasileira: 194 439 milhões de celulares para uma população de 193,585 milhões de habitantes.
“No plano mundial, o Brasil ocupa a oitava posição (no ranking de celulares por habitante). Abaixo do Brasil estão França, Estados Unidos, Japão, Paquistão, México e a Índia. É motivo de festa na Anatel”, ressaltou Sardenberg. Entre os benefícios da expansão da telefonia celular para a população, ele enumerou segurança, conforto, acesso à informação, geração de renda e empregos, economia de tempo e pagamentos eletrônicos.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Os ingressos para o Rock In Rio 2011, que tem sua edição de volta ao Rio de Janeiro, já estão à venda no site oficial do evento. O festival acontecerá nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 01 e 02 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca.
Em seu primeiro dia de vendas nas livrarias, o livro Decision Points (Pontos Decisivos, em tradução livre), memória do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, teve 220 mil exemplares comercializados nos EUA, mais de 20% deles em formato digital.
A editora Random House anunciou hoje que as vendas do livro de Bush, baseadas nas informações de 95% dos clientes (livrarias), foram as mais altas desde 2004, quando o ex-presidente americano Bill Clinton lançou suas memórias My Life, que venderam 400 mil exemplares no primeiro dia de comercialização.
O livro de Bush, que começou a ser vendido ontem, num lançamento que contou com a presença do autor numa livraria de Dallas, teve tiragem inicial de 1,5 milhão de exemplares. A Random House afirma que vendeu 50 mil exemplares eletrônicos até agora, o que demonstra o acelerado crescimento do mercado de livros digitais nos EUA. As informações são da Associated Press.
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O comércio de Sorocaba está aquecido para mais um Natal. De olho no 13º salário dos clientes e na tendência de maior consumo que existe nesta época, em pleno mês de outubro os lojistas já iniciaram os processos de contratação de funcionários temporários e quem trabalha com produtos de época está abastecendo suas vitrines com os tradicionais Papai Noel, árvores e bolas coloridas. “A gente acredita que este será o melhor Natal dos últimos cinco anos”, aposta Hudson Pessini, da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), que estima um aumento entre 10% e 11% nas vendas. Fernando Soranz, do Sincomércio, concorda que o cenário aponta que o volume comercializado este ano não será inferior ao registrado no ano passado.
As projeções positivas acompanham os resultados que o comércio sorocabano vem registrando ao longo de 2010. “Este foi um ano aquecido. Todas as estimativas da Acso foram superadas”, comentou Hudson. Um exemplo foi o Dia dos Pais, em agosto, para o qual havia projeção de aumento de vendas de 6% e o índice chegou a quase 10%. “Por isso, este ano, esperamos que as vendas de Natal subam em dois dígitos”. Além da tradição de troca de presentes, o aumento do consumo nos meses de novembro e dezembro é estimulado, principalmente, pela maior circulação de dinheiro no mercado – o que faz com que nenhuma data comercial do ano supere o Natal. “O brasileiro, tendo dinheiro na mão, acaba gastando. Tem o 13º salário, os abonos e até o salário daqueles que conseguem um emprego temporário. Além disso, tem todo um clima que estimula o consumo”, comentou Hudson.
Já o Sincomércio se baseia, para apostar num fim de ano “gordo” para o comércio, em pesquisas recentes que apontam indicadores bastante animadores. Dentre eles, que mais de 60% dos consumidores pretendem presentear neste Natal, com itens que custarão, em média, R$ 93. Destes, 62% querem pagar à vista e o cartão de crédito deve ser utilizado por mais de um terço dos consultados. Entre as escolhas dos consumidores, os itens de vestuário e calçados lideram a preferência de compra, seguidos pelos eletroeletrônicos. Para o sindicato, a mão-de-obra incrementada com as contratações temporárias, um indicador de aumento de renda do trabalhador, deve se reverter em compras no comércio varejista.
OportunidadeEm relação à contratação para vagas temporárias, a Acso estima que devem ser abertos entre 2,7 mil e 3 mil postos de trabalho até o início de dezembro, número cerca de 20% superior às 2,3 mil de 2009. A busca por profissionais que queiram atuar por um período pré-definido – normalmente com contrato de 45 a 60 dias – já começou no início deste mês. Isso porque muitas lojas estão optando por contratar antes e, assim, garantir o treinamento dos novos funcionários, na prática do dia-a-dia, para que estes consigam encarar a correria do mês de dezembro.
Os comércios de médio e grande porte devem dobrar o número de funcionários nos meses de novembro e dezembro. O motivo, além do aumento das vendas, é a ampliação do horário de atendimento. É o que pretende uma loja de calçados instalada no boulevard Braguinha, onde a seleção já começou. “Queremos que os novos funcionários comecem a trabalhar em 1º de novembro. Estão passando por treinamento”, comentou o gerente Luis Carlos Brisa. Entre eles estão Luciane Camargo Barbosa, de 19 anos, e Mariana Ribeiro, de 18 anos, ambas de olho numa oportunidade. “Meu primeiro emprego foi temporário, no Natal do ano passado. É bom, porque ganhamos uma experiência a mais”, contou Luciane. “A gente aprende muito. Além do mais, está difícil conseguir uma vaga em escritório, onde trabalhei antes”, emendou Mariana.
A possibilidade de efetivação destes funcionários depois do final do contrato – a grande esperança dos desempregados – é uma realidade. Em 2009, 22% dos trabalhadores temporários do comércio acabaram permanecendo nas lojas e a expectativa, segundo a Acso, é de que esse índice deve subir para 30% este ano.
O gerente de vendas Wladimir Augusto Ruiz conhece bem como isso funciona. Dos 18 vendedores que mantém numa loja no centro, seis começaram a trabalhar no local como temporários no ano passado. “Para este ano já fechamos o quadro e queremos que comecem em 8 de novembro, para adquirir experiência”, comentou. Serão mais 18 para dar conta do movimento da época de Natal. “Se o horário permanecesse normal, creio que metade disso já seria suficiente. Mas dobramos o turno”, explicou. Wladimir conta que sempre avisa seus temporários que, para aqueles que se destacam, nunca vai faltar vaga. “Não posso prometer a todos, mas não irei perder os bons vendedores. E a oportunidade é boa. “Tem gente que tira mais de R$ 2 mil por mês, com as comissões”.
Para Hudson Pessini, da Acso, este é o retrato do aquecimento da economia de forma geral. “O comércio também teve seu crescimento. Com isso, quem já é profissional da área tem a oportunidade de ocupar cargos melhores e assim surgem novas vagas para o pessoal que está começando”, comentou. Ele destaca, entretanto, que falta pessoal qualificado, apesar da baixa exigência no que diz respeito à escolaridade. “Muitas lojas ainda não acharam estas pessoas. O comércio é um setor que paga bem, com boa premiação. Além disso, é um mercado promissor. Três novos shoppings serão inaugurados na cidade e quem começar agora terá experiência neste mercado”, finalizou. O salário de um vendedor do comércio sorocabano é de cerca de R$ 800, porém a grande maioria recebe comissão por cada venda efetivada.
Produtos natalinos já são vistos nas vitrines
Ainda são poucas, mas algumas lojas do centro de Sorocaba já exibem, nas vitrines, os tradicionais produtos natalinos. A dois meses do Natal é possível comprar árvores, enfeites, bonecos do Papai Noel e toda a gama de itens que compõem a decoração de fim de ano.
Nas vitrines de roupas, sapatos e presentes, a decoração natalina ainda não apareceu. Mas as famosas lojas de variedades – grande parte dominada pelos chineses – e as tradicionais livrarias e papelarias que também vendem produtos de época se equiparam, apostando no consumidor que quer se adiantar e evitar as filas de dezembro. Os clientes têm pedido este tipo de produto cada ano mais cedo, comentou a gerente Juliana Batista. É tudo estoque novo. Muitas vezes as pessoas vêm para comprar outras coisas e acabam levando os produtos de Natal.
Segundo Hudson Pessini, da Acso, os últimos detalhes de como será a decoração natalina no centro da cidade também já foram fechados junto à Secretaria Municipal de Cultural. Haverá um palco para shows, na praça Coronel Fernando Prestes, todos os enfeites e o Papai Noel com as balas para distribuir às crianças, que não pode faltar. A extensão do horário de funcionamento das lojas até 22 horas, outra tradição deste período, deve começar a valer a partir de 1º de dezembro. Nesta data também deve ser inaugurada a iluminação de Natal. Mas a decoração na praça deve ficar pronta já em 20 de novembro, finalizou Hudson.
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