Nove horas. Esse foi o tempo em que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba levou para conter o vazamento de água que jorrou, ininterruptamente, por conta do rompimento de uma tubulação da rede de distribuição da autarquia, ocorrido na rua Major Joaquim Silvério, na Vila Gabriel. O rompimento da tubulação aconteceu por volta das 8h de ontem, quando pedreiros contratados pela aposentada Maria Izabel Bortoleto, 61, que mora na casa de número 193 daquela rua, ao tentarem retirar as raízes de uma árvore plantada em sua calçada. O reparou foi feito às 17h.
De acordo com a aposentada, logo quando houve incidente teria acionado, por telefone, o serviço de atendimento ao consumidor da autarquia para informar sobre o problema e solicitar o reparo. Teria sido informada que uma equipe do Saae iria até o local, sem precisar horário específico. Por volta das 13h, diante da ausência da equipe que seria responsável por efetuar o reparo da tubulação, do desperdício de água, e ainda sem que os profissionais contratados por ela pudessem continuar com seus trabalhos, a aposentada conta que fez novo contato com o serviço de atendimento ao usuário. “A atendente chegou a perguntar que horas eu havia feito a solicitação e, diante de minha resposta, ele disparou: “Ainda faz pouco tempo”. Acredita?”, questionou, em tom de indignação.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Saae e, de acordo com nota, encaminhada por volta das 16h40, a autarquia havia informado que estava com ordem de serviço registrada para o referido caso, cuja manutenção seria realizada nas próximas horas e só não havia sido feita até aquele momento “porque a equipe de manutenção que atende aquela região da cidade está com um número excessivo de serviços sendo executados desde as primeiras horas desta quinta-feira.” Somente por volta 17h é que uma equipe do Saae chegou ao local do vazamento e efetuou o reparo. “Um bem tão rico quanto e em falta em muitos países sendo desperdiçado dessa forma. É lamentável”, finalizou Maria Izabel.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Espécies de micróbios descobertas recentemente devoram mais rapidamente do que o esperado, em mais de 1000 metros de profundidade, o petróleo da maré negra no Golfo do México, segundo um estudo americano publicado nesta terça-feira (24) na edição eletrônica da revista Science. De acordo com pesquisadores, o processo acelera a biodegradação do petróleo sem afetar consideravelmente o nível de oxigênio dissolvido na água.
“Esta descoberta, que fornece os primeiros dados científicos da atividade microbiana na dispersão de uma pluma de petróleo no fundo marinho, indica que existe um grande potencial de degradação natural de hidrocarbonetos nas grandes profundezas oceânicas”, explicou Terry Hazen, ecologista microbiano do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, principal autor do estudo.
“A pesquisa mostra, também, que estas populações microbianas psicrófilos – capazes de viver em profundidades marinhas com temperaturas de 5 graus Celsius – e outros microorganismos próximos desempenham um importante papel no destino e nas consequências ambientais das plumas de petróleo submarinas no Golfo do México”, acrescentou. Este ecologista e uma equipe de trinta cientistas fizeram a pesquisa no fim de maio sobre o hábitat microbiano nas águas profundas do Golfo do México, até agora relativamente inexploradas, e caracterizadas por ter águas muito frias, grande pressão e um pouco de carbono em estado natural.
O estudo parece contradizer as conclusões de uma pesquisa publicada na edição de 20 de agosto da Science, realizada pelo instituto privado Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), segundo o qual esta biodegradação poderia ser mais lenta do que se pensava em virtude das baixas temperaturas no local.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Os Estados Unidos aceitaram a ajuda oferecida por 12 países para ajudar a conter e a limpar a mancha de petróleo deixada pelo vazamento de uma plataforma da British Petroleum (BP) no Golfo do México, informou nesta terça-feira (29) o Departamento de Estado norte-americano. “Os Estados Unidos aceitarão 22 ofertas de ajuda apresentadas por 12 países e entidades internacionais”, informa a chancelaria norte-americana por meio de nota divulgada em sua página na internet.
“Nós estamos atualmente trabalhando nos detalhes específicos referentes ao fornecimento da assistência oferecida”, prossegue o comunicado. Segundo o Departamento de Estado, os detalhes serão divulgados “assim que os arranjos estiverem concluídos”. Ao todo, 27 países ofereceram ajuda aos EUA. Deste total, 12 ofertas foram aceitas por Washington. A chancelaria norte-americana não especificou, no entanto, de quais países aceitou ajuda.
Os 27 países que ofereceram assistência ao governo norte-americano foram Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Croácia, Dinamarca, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Holanda, Irlanda, Israel, Itália, Japão, México Noruega, Portugal, Qatar, Quênia, Reino Unido, Romênia, Rússia, Suécia, Tunísia e Vietnã. Entre as entidades internacionais que ofereceram auxílio estão a Organização Marítima Internacional, o Programa Ambiental das Nações Unidas e o braço ambiental da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A Casa Branca apresentou nesta segunda-feira (21) à BP uma nova fatura pela maré negra no Golfo do México, de 51 milhões de dólares, a terceira enviada ao grupo petroleiro britânico e a seus sócios para compensar os gastos do governo americano na luta contra o enorme vazamento de petróleo. Os Estados Unidos continuarão cobrando da BP todos os custos associados ao vazamento de petróleo no Golfo do México – o que provocou a pior catástrofe ambiental da história do país -, como prevê a lei “quem contamina, paga”.
”Como parte responsável, a BP é financeiramente responsável por todos os custos associados às operações de combate à maré negra, incluindo os esforços para deter o vazamento na fonte, reduzir a propagação do petróleo e proteger as costas”, destacou a Casa Branca em comunicado. As faturas anteriores entregues este mês a BP e a seus sócios somam 70,89 milhões de dólares.
A maré negra tem origem na explosão de uma plataforma da BP em abril passado, o que está causando a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O presidente Barack Obama, resolvido a impor exigências mais severas à empresa British Petroleum (BP), inicia hoje um percurso de dois dias pelas áreas litorâneas afetadas por um vazamento de petróleo no Golfo do México.
Ao retorno de sua viagem pela Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida, o presidente dirigirá uma mensagem à nação na terça-feira à noite na qual explicará as medidas que seu Governo tomará para enfrentar a poluição e compensar os indivíduos e empresas atingidos.
Na quarta-feira Obama se reunirá na Casa Branca com o presidente da BP, Carl Henric Svanberg, e segundo um funcionário da Presidência exigirá a criação de um fundo especial para o pagamento de compensações e indenizações aos atingidos pelo vazamento que começou no dia 20 de abril.
O almirante (aposentado) da Guarda Litorânea, Thad Allen, que lidera o esforço do Governo para a contenção do vazamento de petróleo, disse que desde este domingo começou a instalação de sensores que deem às autoridades uma ideia mais precisa do volume de petróleo que flui do poço.
BP isolada
Além da viagem de Obama ao Mississipi, a edição do jornal britânico ” Financial Times” desta segunda-feira (14) diz que os diretores das maiores petrolíferas do mundo afirmarão amanhã no Congresso americano que o vazamento ocorrido no Golfo do México poderia ter sido evitado, distanciando-se assim em público pela primeira vez da British Petroleum (BP).
Segundo soube o “Financial Times”, os diretores de Exxon Mobil, Shell, Chevron e ConocoPhillips dirão que se forem seguidas as “melhores práticas” do setor podem ser evitados acidentes ecológicos como o da plataforma Deepwater Horizon.
Os grandes grupos petrolíferos querem aproveitar seu testemunho perante uma subcomissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, para justificar os trabalhos de prospecção em águas profundas do Golfo.
O Governo impôs uma moratória de seis meses a essas atividades desde que aconteceu o derrame, e muitos na indústria temem que as autoridades decidam ampliá-la.
Os executivos das petrolíferas responderão também às críticas no sentido de que a indústria não estava preparada para um desastre de tal magnitude, tendo em vista que o vazamento ainda não pôde ser contido.
Segundo o jornal britânico ficou sabendo de fontes das empresas que vão testemunhar perante o Congresso americano seus diretores querem transmitir a mensagem que o acidente poderia ter sido evitado.
As petrolíferas asseguram que planos de perfuração contam com sistemas redundantes que permitem fazer o melhor acompanhamento das pressões nos poços e que também seguem as operações em tempo real de terra para detectar qualquer problema que possa surgir.
Os poços têm também múltiplas barreiras para o caso de acontecer algum acidente, mas não está ainda claro se BP tinha aplicado todas essas salvaguardas.
Fonte:www.uol.com.br
A temporada de furacões no Oceano Atlântico começou nesta terça-feira, aumentando a ameaça para o meio ambiente no litoral do Golfo do México, pois pode levar o vazamento de petróleo terra dentro e poluir restingas e rios.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) advertiu que esta pode ser uma das temporadas mais ativas na história.
A entidade prevê a formação de entre 8 e 14 furacões, dos quais a metade poderia ser de grande potência. Alem disso, podem acontecer entre 14 e 23 tempestades tropicais.
O local onde afundou a plataforma que originou o vazamento de petróleo está no caminho de passagem de alguns dos furacões mais devastadores, como o “Camille”, em 1969, e o “Katrina”, em 2005.
Os cientistas acreditam que o petróleo depositado no mar não impedirá a formação das tempestades.
Um furacão dificultaria as operações de limpeza, das quais atualmente participam mais de 20 mil pessoas e 1.700 navios.
Além disso, o vento e as ondas poderiam levar o material para o interior de estuários e restingas, que são um elo muito importante no ecossistema do Golfo do México.
Enquanto isso, a British Petroleum (BP) prepara-se para colocar em prática uma nova tentativa para deter o fluxo de hidrocarbonetos, depois que no sábado reconheceu que sua iniciativa anterior não funcionou.
A companhia petrolífera usará robôs submarinos para serrar um encanamento, colocar um selo e levar o petróleo e o gás natural até um navio na superfície, em mais uma operação arriscada, cujo êxito não está garantido.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, visitará nesta terça, pela primeira vez, a zona afetada pela poluição, e se reunirá com os fiscais dos estados de Louisiana, Alabama e Mississipi.
Holder analisa se houve irregularidades que motivaram o desastre e se a BP e suas empresas parceiras violaram normativas ambientais americanas.
Fonte:www.uol.com.br
O vazamento de petróleo no Golfo do México pode tornar-se um dos piores da história dos Estados Unidos se o poço não for selado, informou nesta terça-feira (27) uma oficial da guarda-costeira que lidera a resposta ao desastre. “Vou dizer diretamente. Os esforços da BP para controlar o vazamento no bloco obturador do poço não tem sido bem sucedidos”, informou a contraalmirante Mary Landry, em entrevista coletiva.
Landry negou-se a comparar este incidente com o desastre do petroleiro Exxon Valdez, em 1989, mas acrescentou: “se não tornarmos o poço seguro, sim, será um dos vazamentos de petróleo mais significativos da história dos Estados Unidos”. Nesta terça-feira, a mancha se moveu a 33 km do frágil ecossistema costeiro da Louisiana e as autoridades federais informaram que estão considerando uma “queima controlada” do petróleo já recolhido em barreiras flutuantes no Golfo.
A plataforma petrolífera “Deepwater Horizon”, administrada pela gigante britânica BP, afundou na quinta-feira a 200 km a sudoeste de Nova Orleans e continua vazando azando petróleo dois dias depois de uma explosão na qual morreram 11 operários. Quatro robôs submarinos operavam no local nesta terça-feira numa corrida contra o tempo para interromper o vazamento, sem conseguir maiores avanços, enquanto um grupo de engenheiros construía um domo gigante que poderia ser colocado sobre os locais de escape para deter o derramamento.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br