O mês de janeiro chegará ao fim porém, ao contrário do planejado, o PSDB não deve divulgar o nome de seu pré-candidato ao cargo de prefeito de Sorocaba até amanhã. A confirmação foi feita na manhã de ontem pelo presidente do partido, Benedito Carlos Pascoal, o Bê Carlos, que preferiu não dar detalhes sobre a decisão. “A gente pensava em fazer a divulgação agora, dia 31, mas ficou mais para frente. Os motivos eu não posso declarar ainda, mas existem razões para a gente segurar, esperar mais um pouco.” Questionado se alguma situação, nos últimos dias, impediu a definição e divulgação do nome até a data projetada, Bê Carlos foi enfático. “As coisas mudam.”
No último dia 11 de janeiro, o presidente do partido declarou ao jornal Cruzeiro do Sul que o PSDB havia escolhido seu nome para disputar as eleições municipais deste ano e que o mesmo seria divulgado no final de janeiro. “Já há o consenso em torno de um nome, mas não posso revelar por uma questão de acerto interno entre as lideranças. Posso afirmar apenas que se trata de um nome forte e uma pessoa preparada”, disse Bê Carlos, naquela ocasião. A informação foi confirmada pelo ex-deputado federal Antonio Carlos Pannunzio, porém recebida com surpresa pela deputada estadual Maria Lúcia Amary, ambos cogitados para a disputa, juntamente com o vereador e presidente da Câmara Municipal, José Francisco Martinez.
Reunião na capital
O presidente do PSDB reitera que o partido continua trabalhando com a possibilidade dos três nomes para a disputa do Paço. “Agora parece que o cenário dos outros candidatos é definitivo e em função disso estamos vendo, dentro do nosso partido, qual dos três tem, nessas circunstâncias, as melhores condições”, falou. Enquanto informações do meio político dão conta de que a direção do PSDB de Sorocaba se reunirá ainda esta semana, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin para tratar da definição do nome, Bê Carlos desconversa. “O PSDB não. Pode ser que alguma liderança, eventualmente, tenha agendado uma audiência com o governador. Mas o partido não.”
Faltando nove meses para o processo eleitoral de escolha do novo prefeito, vice-prefeito e vereadores na cidade, quatro nomes já estão indicados pelos partidos para a disputa ao Paço Municipal. O PMDB foi o primeiro a lançar o ex-prefeito Renato Amary como pré-candidato. Já pelo PT, quem deve concorrer é a ex-deputada federal Iara Bernardi. O ex-deputado estadual Raul Marcelo será o candidato pelo Psol e o vereador Hélio Godoy concorrerá pelo PSD.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O momento é de divisão de sentimentos: alegria por voltar às aulas e rever os amigos e tristeza porque as férias estão chegando ao fim. Essa é a realidade de alunos de escolas particulares, estaduais e municipais. Quem ainda não voltou para escola, está prestes a voltar. Esta semana, no dia 1º de fevereiro começa o ano letivo para os 80 mil alunos da escolas estaduais. Dia 6 de fevereiro, próxima segunda-feira, é a vez dos 47 mil alunos da rede municipal voltarem às aulas. O calendário das escolas particulares é estabelecido pelas próprias instituições. Algumas já retornam na semana passada, dia 30, mas a maioria também retoma o ano letivo essa semana. As instituições de ensino superior voltam às atividades entre os dias 1º e 6 de fevereiro. Ao todo, cerca de 150 mil estudantes vão dizendo adeus às férias.
As primas Giovana Carolina de Lima, 10, e Tamires Keila de Lima, curtiram bastante o último domingo das férias brincando de patins no parque do Paço Municipal. “Quero voltar para escola, mas não quero muito”, diz Tamires, que este ano vai cursar a 6ª série. “Eu quero, mas quero pouco”, comenta Giovana, admitindo estar ansiosa com o grande número de professores que vai passar a ter daqui por diante. “Vou começar a 5ª série em escola nova, com novos amigos, novos professores. Estou um pouco aflita.”
Ambas estão matriculadas em escolas estaduais e regressam no dia 1º de fevereiro, próxima quarta-feira. Elas vão aproveitar os dois últimos dias de férias brincando juntas. “E bordando. Minha avó me ensinou a bordar”, disse Tamires. O material já foi providenciado. Tamires contou que reaproveitou muito coisa do ano passado, já comprou o que faltava e vai esperar pela mochila que a escola fornece. “Minha mãe ainda vai comprar tudo”, falou Giovana um tanto eufórica.
“Dá vontade de voltar à escola porque cansa ficar em casa sem muito o que fazer. Mas quando voltamos para escola, quase não temos tempo para brincar de bola, de esconde-esconde”, comenta o menino Nivaldo, 9 anos, deixando escapar uma suave careta, revelando o sentimento que atinge a maioria dos estudantes nesse período. Ele estuda em escola municipal e retorna no dia 6 de fevereiro.
Até lá vai curtir um pouco mais as férias e providenciar o material escolar. Pablo Henrique Nascimento Rodrigues, 11, não vê a hora de voltar para escola. “Não aguento mais ficar em casa”. Já o primo Christopher Felipe Nascimento, da mesma idade, está bem menos empolgado. É que jogar bola e soltar pipa, a partir dessa semana, são brincadeiras que ficarão reservadas somente para os finais de semana.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Por trás do recorde de contratações feitas por programas oficiais de habitação popular nos últimos anos há também um expressivo número de obras paralisadas, atrasadas ou que simplesmente não foram iniciadas. De cada dez contratos firmados na área da habitação pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do Ministério das Cidades, envolvendo o repasse de recursos da União para Estados e municípios, pelo menos sete não saíram do papel. É o que aponta auditoria feita pela Controladoria Geral da União (CGU) nos contratos assinados entre 2004 e abril de 2011.
Segundo o levantamento da CGU, até abril do ano passado existiam 4.243 contratos na carteira da SNH, o que corresponde a R$ 12,5 bilhões em investimentos. Deste total, 74% estão apenas na promessa, sendo que uma parcela considerável se refere a contratos antigos. “Esse fato implica na inexecução das ações do governo e nas sucessivas prorrogações de restos a pagar”, destaca o relatório. Os contratos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas tratam especificamente de casas ou melhorias em conjuntos habitacionais ou favelas. Uma técnica do Ministério das Cidades faz questão de destacar que não está incluída nesta lista da CGU os contratos firmados no Programa Minha Casa, Minha Vida.
A CGU informa ainda, em sua auditoria, que os indicadores de gestão dos programas e ações da Secretaria não espelham os seus resultados reais. “A SNH continua a considerar que o simples empenho orçamentário já configura uma unidade efetiva executada, “família beneficiada”, por exemplo. Essa conduta não permite a avaliação adequada dos resultados realmente obtidos”, ressalta o documento.
Favelas
A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, reconhece que o número de obras problemáticas é alto e reforçou que se concentram nas obras em favelas, sobretudo contratos mais antigos. Para ela, muitos dos projetos executados por Estados e municípios, com recursos do orçamento da União, demoram para ser finalizados devido à necessidade de licitações públicas, emissão de licença ambiental, regularização de terras e de infraestrutura dos governos locais envolvidos.
“Não é incomum um município ter apenas um engenheiro para cuidar de todas as obras feitas na cidade”, exemplifica Inês. “A execução tem relação com a complexidade de se fazer urbanização de favelas”, acrescenta. Apesar de ainda não ter um balanço fechado de 2011, ela informa que os números apresentaram melhora no ano passado. Segundo a secretária, uma obra de urbanização de favelas, por se tratar de ação integrada de saneamento, infraestrutura, recuperação ambiental e produção habitacional, agrega maior complexidade. Inês ressalta ainda que a melhoria da gestão é um dos desafios e prioridade do governo da presidente Dilma Rousseff.
Minha Casa, Minha Vida
O relatório da CGU informa apenas que, no último ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as operações de financiamento executadas pela Caixa Econômica Federal superaram as metas previstas. O desempenho positivo do programa foi utilizado na campanha eleitoral que elegeu a presidente Dilma. Apesar da auditoria não tratar dos resultados referentes a 2011, balanços recentes divulgados pelo próprio governo mostram que o programa travou no ano passado. A regulamentação só ficou pronta em setembro, comprometendo as contratações para as famílias que têm renda mensal de até R$ 1,6 mil. A expectativa é de que o programa deslanche nessa faixa de renda a partir deste ano.
No ano passado, o governo pagou R$ 7,5 bilhões referentes ao Minha Casa, Minha Vida. O grosso – R$ 6,9 bilhões – está relacionado a compromissos firmados em anos anteriores e quitados em 2011. Se considerado apenas o orçamento de R$ 12,65 bilhões destinado ao programa no ano passado, R$ 10,979 bilhões foram empenhados e apenas R$ 598,9 milhões foram pagos. De acordo com o balanço da Caixa, até o dia 31 de dezembro foram contratados 1,462 milhão de unidades nas duas etapas do programa Minha Casa, Minha Vida, sendo que as obras de 719.522 moradias já foram concluídas e 540.883 habitações foram entregues.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Estranhos e sobretudo usuários de drogas transformaram uma área comercial da rua Padre Madureira, no Além-Ponte, na “cracolândia” de Sorocaba. A afirmação é dos comerciantes e moradores daquela região, que com medo de terem seus nomes identificados por conta de represálias dos marginais, preferiram recorrer ao Cruzeiro do Sul por meio de uma carta assinada pela Sociedade Civil, representando toda comunidade da rua Padre Madureira, Vila Arruda, Árvore Grande, Vila Haro, Além-Ponte, e Jardim Pelegrino. Entretanto, de um modo bastante consciente, os reclamantes têm como objetivo chamar a atenção das autoridades competentes visando o encaminhamento dessas pessoas para tratamentos e reinserção social.
A área citada fica no numeral 68, e sua última função comercial foi a de estacionamento de uma igreja evangélica cujo acesso dos fiéis se dá pela rua Cruz e Souza. Mas desde que o contrato de aluguel foi encerrado, o espaço passou a ser ocupado por dependentes químicos e prostitutas, e segundo comerciantes, até mesmo crianças recém-nascidas já teriam sido vistas no local, demonstrando assim a necessidade de uma intervenção também no âmbito social. A comunidade representada na carta enviada à redação, cita que “no quadrilátero que envolve o referido imóvel localizam-se duas grandes concessionárias de veículos, três bancos, três lojas de pneus, um supermercado, uma cooperativa de consumo, três lojas de roupas, e vários outros comércios, além de moradias residenciais”.
Outras informações, tais como que a situação é de conhecimento das autoridades policiais, foram confirmadas por alguns dos comerciantes que aceitaram conversar com a reportagem, mas desde que suas fisionomias e seus nomes não fossem revelados. Segundo eles, o problema iniciado há menos de um ano, há dez meses aproximadamente, já resultou em ação policial no local. Porém, nada adiantou, pois em menos de quinze dias depois outras pessoas voltaram a habitar a área. Mas eles atentam que o problema não se limita à esfera policial, mas sim à social, entendendo que se tratam de pessoas miseráveis e doentes.
De acordo com um comerciante, viciados e prostitutas dividem o mesmo espaço. “As garotas são vistas conversando com supostos clientes entre a rua Padre Madureira e a avenida São Paulo, e em seguida entram no imóvel. O problema é que, normalmente todos são dependentes químicos, só que ao contrário das mulheres que vendem o corpo para conseguir dinheiro e manter o vício, os homens partem mais para o furto”, relatou esse comerciante. Comentários sobre furtos não são raros, sejam em bares, residências, sendo que nem mesmo a igreja evangélica teria escapado da ação dos “nóias” (gíria utilizada para se referir aos usuários de entorpecentes).
Outro comerciante e um morador ouvidos pela reportagem, disseram que a “cracolandiazinha” (no diminutivo por não se comparar com a de São Paulo), é ocupada por todo tipo de gente, independente de sexo e idade, mas que o movimento aumenta sempre ao cair da tarde e principalmente a noite, já em torno das 22h.
Em aproximadamente uma hora que ficou na rua Padre Madureira na quarta-feira ouvindo os relatos de alguns comerciantes e moradores, a reportagem constatou a existência de uma família, constituída por um casal e um menino, morando no local. Viu também quando um rapaz, citado como “nóia”, veio da rua João Ferreira da Silva e entrou no referido endereço que tem sido motivo de grande preocupação. Ainda segundo as pessoas que moram ou trabalham naquela região, no começo deste ano até fogo foi colocado no lugar, precisando chamar o Corpo de Bombeiros. Segundo consta, a polícia teria feito uma revista no local e retirado os invasores, e alguns destes, por bronca, teriam ateado fogo em alguns objetos nos fundos do terreno. O fogo foi pequeno, mas caso se alastrasse levaria risco aos imóveis vizinhos, que são antigos.
A empresa proprietária da área informou ontem que o imóvel já foi alugado, devendo em breve receber algum tipo de melhorias pelo locatário, não citando porém enquanto tempo isso deverá ocorrer.
Fotos comprovam invasão
As fotos feitas quinta-feira à noite comprovam que o imóvel é ocupado por diversas pessoas, havendo ao menos uma criança em torno de 12 anos de idade. Com base nas fotos pudemos conferir a existência de cinco pessoas no local, sendo uma mulher morena que vestia blusa rosa, outra morena com roupa preta de alças, um menino, um homem de cabelos grisalhos e outro que usava um boné branco.
Ainda segundo as fotos, pode-se afirmar que as pessoas estão morando no lugar, tendo em vista a existência de vassouras – numa das fotos a mulher de rosa aparece varrendo a frente de uma das edículas -, e roupas no varal. A porta aberta de uma edícula que fica mais para os fundos do terreno também é indicativo de pessoas ocupando aquele espaço. Além disso, um enfeite natalino mantido até agora no portão frontal do imóvel, confirma também a presença de pessoas.
Polícia alega que faz blitze
O capitão Ubiratã Marques da Silva, comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar (unidade responsável pelo policiamento nos bairros da região da rua Padre Madureira), lembrou que já são feitas operações de abordagem no local que gerou as reclamações de moradores e comerciantes. Na noite da última sexta-feira, ao tomar conhecimento pela reportagem da carta dos moradores e comerciantes, ele também determinou a realização de operação de abordagem policial na região da rua Padre Madureira.
Ubiratã acrescentou, no entanto, que este não é só um problema de polícia: “É um problema social que deve ser visto por várias outras situações.” Explicou que a polícia faz a abordagem, verifica se não há prática de ordem criminal e, na quando não encontra problema, mesmo assim as dificuldades relatadas pelos moradores e comerciantes continuam e por isso existe a necessidade da presença de outros setores competentes para atendimento ao caso.
Ele disse ter ficado surpreso com a atitude de pessoas que primeiramente procuram a imprensa quando, no seu entender, deveriam ir até às autoridades competentes para pedir solução para tais problemas. “A população deveria ter um contato com a gente (Polícia Militar)”, disse.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O consumidor foge como pode do aumento de preço dos combustíveis: muda para carro flex, coloca aditivo, e até deixa o carro descer a rampa no ponto morto para economizar. Com o preço do etanol quase alcançando o da gasolina, a opção que aparece como mais vantajosa vem sendo a conversão para Gás Natural Veicular (GNV). De acordo com dados fornecidos pelas oficinas de Sorocaba e região, que são registradas no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o número de conversões saltou de 40 por mês em novembro de 2010 para mais de 100 por mês em setembro de 2011. Em alguns casos, os carros já vêm com o equipamento instalado de fábrica.
O forte movimento em busca da alteração se justifica pela economia. O GNV é, atualmente, a melhor alternativa na hora de abastecer o veículo. O combustível está até 68% mais barato que o etanol em Sorocaba e região e 66% mais em conta que a gasolina, segundo pesquisa de preços realizada pela Gás Natural Fenosa no início do mês de janeiro (confira tabela abaixo). O levantamento foi feito em postos de combustíveis de 12 cidades da região que fornecem GNV, etanol e gasolina.
O GNV custa, em média, na região, R$ 1,599, enquanto que o preço médio do etanol é R$ 1,933 e o da gasolina, R$ 2,677. Mas a grande vantagem econômica do GNV não está apenas no preço. O combustível que é menos poluente que os demais e por isso gera até desconto do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para os proprietários de veículos que foram convertidos, é no rendimento. O GNV chega a render o dobro (14 km/m3) que o álcool (7 km/l) e 40% mais que a gasolina (10 km/l). “É preciso fazer esta conta na hora de abastecer. Além do preço do GNV na bomba, que é bem mais barato, é preciso também considerar o seu rendimento, que é o dobro que o etanol”, destaca Jairo Xavier Caires, gerente comercial da distribuidora Gas Natural Fenosa em São Paulo.
Dos 12 municípios pesquisados, o etanol e a gasolina estão mais caros em São Roque – sendo vendido até a R$ 1,995 e R$ 2,695, respectivamente, e mais baratos em Itu com preço de venda de R$ 1,864 e R$ 2,544. Já o preço do GNV, o mais em conta está em Araçariguama (R$ 1,499 ) e o mais alto, em Salto, a R$ 1,699. Ainda assim, o GNV é 58% mais econômico que o etanol no município. Em Sorocaba, o GNV pode ser encontrado ao preço médio de R$ 1,599.
Como fazer a conversão
Inicialmente, o proprietário do veículo deve pedir uma autorização para alteração de características em veículos, que deve ser feita no Detran. Em seguida, o motorista deve procurar uma empresa com registro no Inmetro para fazer a conversão. Após a conversão, o veículo deverá ser testado e aprovado pelo Inmetro. Após a aprovação, o veículo deve retornar ao Detran para a regularização da documentação.
Em Sorocaba, uma das oficinas com registro no Inmetro é o Centro Automotivo HP-7. Na empresa, o custo da conversão varia de acordo com o tamanho do cilindro escolhido pelo proprietário do veículo: de R$ 1,3 mil o de 7,5 m3 a R$ 3,5 mil pelo cilindro novo de 25 m3. Existe ainda o sistema chamado de 5º geração, que é utilizado em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível. O controle da mistura (ar/gás) é feito eletronicamente por meio do módulo de controle e executado por válvulas injetoras, evitando a perda de potência do veículo. Por esse modelo, o proprietário do veículo irá desembolsar aproximadamente R$ 4.300,00 pelo kit, que pode ser utilizado tanto em veículos nacionais como nos importados.
O proprietário da oficina, João Lopes dos Santos Filho, confirma que atualmente a utilização do GNV é bastante compensadora em relação aos demais combustíveis. Ele explica que o rendimento médio dos carros convertidos varia conforme a potência do motor. “Com Gás, um carro 1.0 percorre de 10 a 12 quilômetros com 1m3 na cidade e de 16 a 18 quilômetros na estrada. Já os veículos mais potentes como o 2.0 a autonomia é de 10 a 12 quilômetros por m3 na cidade e de 14 a 16 na estrada”, informa João Santos.
Manutenção
O mecânico garante que o custo de manutenção do carro movido a GNV é baixo, mas o motorista deve tomar alguns cuidados para evitar problemas. “Se seguir nossas recomendações, o custo de manutenção fica em torno de R$ 100 a R$ 170 a cada 20 mil quilômetros rodados. Uma das sugestões que damos aos proprietários de veículos movidos à GNV é que sempre utilize um pouco a gasolina. A cada 200 quilômetros rodados com GNV o motorista deve utilizar combustível líquido em pelo menos 10 quilômetros. Isso irá evitar o ressecamento de peças e, consequentemente, outros problemas no motor”, alerta João Santos.
Custo benefício
Para demostrar a economia gerada pelo GNV, João Santos faz um cálculo para demonstrar em quanto tempo um cliente levaria para pagar a instalação do kit GNV. “Um motorista que roda 200 quilômetros por dia, gastaria aproximadamente R$ 956,00 por mês com gasolina e apenas R$ 334,00 com GNV, gerando uma economia de mais de R$ 600,00. Em três meses, esse motorista pagaria um kit seminovo com cilindro de 15 m3″, explica. “Os preços da conversão não conquistam o consumidor de imediato, mas a economia de combustível é gritante. Um carro com GNV anda quase o dobro do que andaria com o mesmo valor em reais de etanol, por exemplo”, complementa.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A Prefeitura de Sorocaba decidiu adiar o Mega Plantio por conta da previsão de chuva para o dia 5 de fevereiro, data em que o evento seria realizado. A nova data e mais informações serão divulgadas em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27), às 10h30, no gabinete do prefeito Vitor Lippi, no 6º andar do Paço Municipal.
A iniciativa ocorrerá no canteiro central do novo trecho da Avenida Itavuvu, na Zona Norte, próximo à área da instalação da fábrica da Toyota, do Parque Tecnológico e do Parque da Biodiversidade.
A ação ambiental faz parte do Plano de Arborização Urbana da Prefeitura, que tem como meta o plantio de 500 mil árvores em Sorocaba até o final do ano. O canteiro central do novo trecho da Av. Itavuvu possui aproximadamente seis quilômetros de extensão e 14 metros de largura e, além das árvores, ela ganhará ciclovia, calçada e grama.
A expectativa é de que 10 mil pessoas participem do plantio das mudas ao lado de amigos, familiares ou mesmo individualmente. Os interessados em participar devem se inscrever até este domingo (29) pelo site. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3219-2280.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A Central de Regulação Integrada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) com o Corpo de Bombeiros (Resgate 193) já está funcionando. A previsão da Prefeitura era de que o atendimento só seria normalizado na semana que vem e que as ligações para o 192 estariam temporariamente interrompidas até amanhã. Entretanto, algumas horas do dia de ontem foram suficientes para fazer a transferência do serviço para a sede do Corpo de Bombeiros, no Cerrado, conforme mostrou o capitão Ivan Luiz Godinho. “Toda a parte operacional já está sendo atendida. Tanto os números 192 quanto o 193 estão funcionando efetivamente”, disse, no início da noite de ontem.
Com as duas equipes de atendimento integradas num mesmo espaço físico será possível otimizar os serviços emergenciais da cidade. “Isso irá multiplicar o potencial de emergência. Não haverá mais o risco de chegarem duas viaturas para uma mesma ocorrência e acabar faltando para uma outra. Além de diminuir o tempo-resposta do socorro às vítimas”, explicou Godinho. Enquanto os casos clínicos serão encaminhados especificamente para a equipe do Samu, o Resgate irá priorizar as ocorrências que envolvam outros riscos, como acidentes de trânsito, queda de ribanceira e incêndios. “Também será possível trabalhar em conjunto, mandando as motos dos Bombeiros e uma viatura do Samu, por exemplo, para agilizar.” Além disso, todas as vítimas atendidas serão encaminhadas a locais definidos pelo médico regulador de plantão no Samu. “Antes, a gente levava todos os casos para o Hospital Regional, mas alguns podem ser levados para PAs ou Santa Casa. E esse médico é responsável por definir isso”, afirmou o capitão.
Devido ao aumento da demanda, foi necessária a contratação de mais um médico regulador para o plantão do Samu. “Agora são dois médicos reguladores, que ficam na central, e dois socorristas, para atender aos dois serviços”, destacou. Apenas a central de atendimento foi transferida. As viaturas do Samu irão continuar nas Unidades Pré-Hospitalares da Zona Norte e Oeste, onde já atendem. Para a nova central foram levados a estrutura de comunicação – com os atendentes e operadores de rádio – e os médicos reguladores, que fazem a triagem das ocorrências.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Comprar propriedades rurais na região de Sorocaba ficou mais caro nos últimos anos. Um estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontou que entre 1995 e 2011 as terras ficaram até 300% mais caras na região. A especulação imobiliária e a expansão urbana são as principais causas apontadas pelo Sindicato Rural de Sorocaba para esse fenômeno. Atualmente, os valores variam de R$ 14.462 a R$ 21.694 o hectare. O levantamento levou em conta 19 municípios da região.
“As áreas estão sendo compradas para a construção de condomínios residenciais ou parques industriais”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba e Região, Luiz Marcello. Como consequência deste cenário, Marcello aponta mudanças econômicas, sociais e ambientais. Durante o período do estudo, a valorização mais expressiva foi encontrada nas terras de pastagem que registrou a alta de 300% passando de R$ 4.132 o hectare (ha) em 1995 para atuais R$ 16.528. Apesar deste comportamento, em valor nominal, as terras de cultivo de primeira são as mais valiosas, com o ha tendo um preço médio de R$ 21.694.
Terra de cultivo de primeira, informa o IEA, é aquela potencialmente apta para culturas anuais, perenes e outros usos, que suporta manejo intensivo de práticas culturais, preparo de solo, etc. É terra de produtividade média e alta, mecanizável, plana ou ligeiramente declivosa. O solo é profundo e bem drenado. A valorização dessas propriedades foi de 162%. Em 1995 o ha tinha custo médio de R$ 8.264.
Com valorização de 200%, as terras de cultura de segunda, em valor absoluto, ocupam o segundo lugar no ranking. O ha passou de R$ 6.199 para R$ 18.595. Essas propriedades apresentam terras que, apesar de potencialmente apta para culturas anuais e perenes e para outros usos, apresentam limitações mais sérias do que a terra de cultura de primeira. Pode apresentar problemas de mecanização, devido à declividade acentuada.
As terras para pastagem foram as que apresentaram maior valorização (300%). O preço que em 1995 era R$ 4.132 o ha, fechou o ano passado cotado em R$ 16.528. No campo, que são áreas com vegetação natural e com possibilidades restritas de uso para a pastagem, a alta foi de 164%. O ha, atualmente, está em torno de R$ 14.462. O mesmo preço por ha é encontrado nas áreas de reflorestamento. Nesse último caso, porém, a valorização foi de 250%. Consequências negativas Atualmente, o município de Sorocaba conta com pouco mais de 1200 propriedades rurais mas nem todas são produtivas. Com a diminuição da área rural da região, a produção de alimentos fica mais distante. Consequentemente, os alimentos chegam mais caros para os sorocabanos. No âmbito social, Marcello cita o êxodo rural provocado por essa situação. “Muitas vezes são propriedades familiares e os filhos não querem tocar a produção. Essa família acaba indo para a zona urbana que não tem mais condições de receber novos moradores”, pondera o presidente do sindicato. Por último, Marcello cita as consequências ambientais.
“Vimos no último sábado grandes enchentes na cidade e isso deve ficar cada vez mais frequente”, alerta o sindicalista. Com o uso da área rural para a construção de condomínios ou indústrias, continua ele, há um aumento significativo da impermeabilização do solo. “Há diminuição da área de absorção da água das chuvas para os lençóis freáticos”, explica. Com isso, a água é escoada para o rio provocando sua rápida elevação. O estudo O levantamento, realizado em parceria do Instituto de Economia Agrícola (IEA), com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), traz os preços da terra nua, ou seja, sem levar em conta a existência de edificações, instalações e plantações. Os preços referem-se a diferentes categorias de uso do solo. O IEA é responsável pela elaboração dos questionários analise e publicação das informações e a Cati é responsável pelo preenchimento dos questionários.
O coordenador do estudo, o pesquisador do IEA, Felipe Pires Camargo, explica que a relação dos valores entre as diferentes categorias de uso do solo não se altera ao longo do tempo, sendo que a terra de cultura de primeira é invariavelmente a categoria mais valorizada e conduz os preços das outras categorias. “Se a terra de 1º aumento 10% provavelmente as outras também se valorizarão no mesmo patamar”, pondera.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O primeiro dia sem a distribuição das sacolinhas plásticas nos supermercados foi tranquilo. A maioria dos entrevistados disse que apoia a iniciativa e que agora é uma questão de acostumar ao novo comportamento. Aqueles que esqueceram de levar de suas casas as sacolas retornáveis utilizaram caixas de papelão fornecidas pelos estabelecimentos ou comprando sacolinhas biodegradáveis, vendidas a R$ 0,19. Outros colocaram as mercadorias diretamente nos carrinhos de compra e depois as acomodaram no porta-malas do carro. Joel Siqueira, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), explicou que o resultado do primeiro dia sem sacolinhas ainda não foi contabilizado, portanto não soube dizer quantas sacolinhas plásticas deixaram de circular ontem na cidade. A entidade foi quem lançou a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, para redução do uso das sacolinhas plásticas em prol do meio ambiente.
No hipermercado Extra do bairro Santa Rosália, que até então distribuía 40 mil sacolinhas plásticas por dia, os clientes adaptaram-se bem ao novo costume. Muitos colocaram as compras nos carrinhos e depois no seus veículos, outros pegaram caixas e os mais desprevenidos compravam sacolinhas feitas de amido de milho ou as retornáveis, vendidas a R$ 2. A comerciante Luiza Helena Flores afirmou que sempre procura usar as caixas disponíveis. “Deixo um contêiner de plástico no carro para colocar os produtos. Sempre tive essa consciência, então para mim não está sendo difícil.” No supermercado Galves, na av. Cel. Nogueira Padilha, a reação dos clientes foi semelhante. A doméstica Eliana Marques não lembrou do “fim das sacolinhas” e comprou uma sacola biodegradável, enquanto a professora Márcia Teixeira de Barros esqueceu em casa a sacola retornável e optou pelas caixas de papelão. “Já estava trazendo a sacola de casa antes mesmo de começar a valer a campanha. Se é algo que vai ajudar a melhorar o meio ambiente, então todos poderiam contribuir.”
A diarista Angélica Almagro Gross foi ontem ao supermercado com a filha Daniele, que ajudou a mãe a acondicionar as compras. Angélica comprou sacolas retornáveis e afirmou que concorda com a campanha da Apas. “Só não sei ainda como vou fazer para jogar os lixos da cozinha e do banheiro, não decidi ainda se vou usar o jornal ou as sacolas biodegradáveis”, disse. Já o ajudante geral Paulo Roberto Correia e a doméstica Maria Madalena dos Santos acharam “horrível” abolir as sacolinhas. “Está complicado, essas sacolinhas biodegradáveis são fracas e arrebentam facilmente, para nós que não temos carro e dependemos de carregar os produtos ficou complicado. Da próxima vez teremos de trazer as sacolas retornáveis”, afirmaram. O casal reside em Votorantim e prefere fazer compras no Santo. “Acho que seria melhor multar quem abusasse do uso das sacolinhas plásticas do que tirar de circulação”, argumentou Paulo Roberto.
Sacolas de papel
Uma opção politicamente correta tem sido a distribuição gratuita de sacolas de papel. Em Sorocaba, a empresa BagNews tem atuado nessa área há um ano distribuindo sacolas de papel Kraft para os estabelecimentos comerciais, que repassam a seus clientes também sem custo algum. A empresa produz 15 mil sacolas de papel, que é um produto biodegradável, reutilizável e reciclável, portanto ecologicamente correto. “A sacola é impressa com tintas à base de água”, explica o jovem empresário Guilherme Galli Larrubia, que trouxe a ideia para Sorocaba.
Explicou que a BagNews é uma espécie de franquia e são ao todo 35 no país. Guilherme é o representante em Sorocaba e região. A gratuidade é possível graças aos anunciantes que pagam para estampar suas marcas nas sacolas. As sacolas são distribuídas em bancas de jornais, padarias, revistarias e mercados, entre outros, na região central e zona sul da cidade. São 40 pontos em Sorocaba. Com a campanha da Apas, Guilherme acredita que o negócio pode expandir. “Este ano a ideia é trabalhar com papel reciclado”, adiantou.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Novo conjunto de semáforo será implantado no cruzamento da avenida Ipanema com a rua Comendador Genésio Rodrigues, na zona norte da cidade.
O dispositivo entra em operação hoje, se as condições do tempo permitirem e visa disciplinar o trânsito local, além de oferecer mais segurança aos condutores e pedestres que circulam pela região.
O local recebeu, ao todo, 20 grupos focais e será monitorado por agentes de trânsito. Os técnicos da Urbes recomendam aos motoristas para que tenham muita atenção à presença do novo equipamento.
Fonte: Cruzeiro do Sul
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