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População de Sorocaba cresce 8,6% em quatro anos e soma 637,1 mil habitantes

Sorocaba soma atualmente 637.187 habitantes e está entre os oito municípios mais populosos do Estado e 14º do país, fora as capitais. Em quatro anos, a cidade recebeu 50.562 moradores, o que correspondeu a um crescimento de 8,6%, comparado ao último Censo, em 2010, que apontava uma população de 586.625. Os números fazem parte da última estimativa populacional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a julho de 2014. Em relação à estimativa divulgada no ano passado, que indicava 629.231 habitantes no município, a taxa de crescimento foi de 1,2%, um pouco acima da média nacional (0,86%). As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, realizadas pelo IBGE, que tem como data de referência 1º de julho de 2014, foram elaboradas a partir da projeção para cada estado. A esses dados são incorporados os resultados dos parâmetros demográficos calculados com base nos resultados do Censo Demográfico 2010 e nas informações mais recentes dos registros de nascimentos e óbitos de cada município. Os números são atualizados anualmente e são utilizados oficialmente para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Região Metropolitana

A recente criada Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), instituída oficialmente no dia 8 de maio deste ano, já desponta como a terceira maior do estado de São Paulo em população – ficando atrás apenas da Grande São Paulo e da Região Metropolitana de Campinas – e a 15º maior do país. Os 26 municípios que compõem a RMS somam 1.867.260 habitantes. Em relação ao Censo 2010, o índice de crescimento foi de 8,1%, com 140.475 novos moradores. Em relação à estimativa de 2013, o aumento populacional na RMS foi de 1%. As cidades com maior índice de crescimento populacional no comparativo ao Censo 2010 foram Iperó (15%), Araçariguama (14,9%), Boituva (12,9%), Araçoiaba da Serra (12,5%) e Cerquilho (11,8%) e Alambari (11,7%). Entre os municípios com menores índices de crescimento, o destaque ficou com conta de Tapiraí, que embora tenha mantido praticamente o mesmo número de habitantes em relação ao Censo de 2010, chegou a apresentar uma pequena no total de habitantes no comparativo à estimativa do ano passado. Outros municípios com baixo índice de crescimento foram São Miguel Arcanjo (3,9%), Piedade (4,5%), Mairinque (5,8%) e Ibiúna (6,5%), todos com perfil mais rural.

Força de negociação

Para o especialista e consultor em gestão pública, Luiz Antônio Barbosa, os números divulgados pela estimativa populacional do IBGE demonstram o poder de força que foi conquistado pelos municípios que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba, que não trabalham mais de forma unitária, mas em conjunto na busca de novos investimentos para o seu desenvolvimento. Ele destaca que a região administrativa de Sorocaba, que incluía o região Sul do estado, onde estão os municípios mais pobres, fazia com que a cidade se colocasse como centro de atendimento, como na área de saúde, sendo obrigada a absorver toda essa demanda populacional. “Com a criação da Região Metropolitana, o poder de barganha das prefeituras ficou mais forte, pois não se pensa mais em uma cidade polo, mas sim no conjunto.” Barbosa argumenta outras regiões do Estado, como Campinas e Ribeirão Preto se destacavam por ter um entorno mais rico e com isso a distribuição de receita se dava de forma mais equitativa, o que deverá ser refletir também na Região Metropolitana de Sorocaba.

O especialista em gestão pública alerta, no entanto, que para que isso ocorra é necessário um trabalho conjunto entre as prefeituras e também na divisão de responsabilidades. “Não dá mais para pensar no desenvolvimento de uma única cidade. É necessário que todas se desenvolvam para oferecer à sua população os serviços necessários para que outra cidade, como ocorre hoje com Sorocaba, não tenha que assumir as carências das demais. Esse é o grande desafio hoje, o desenvolvimento regional”. Luiz Barbosa destaca que o fato de cidades de menor porte da região terem apresentado índices de crescimento demográfico maior já é um reflexo da tendência que se tem observado de migração populacional e de investimento dos grandes centros. “Cidades como Boituva, Araçariguama e até mesmo Iperó, pela proximidade com São Paulo e a logística favorável, têm recebido novas empresas e, consequentemente, novas famílias que vêm de cidades já saturadas, como já vinha acontecendo com Sorocaba.” Mas para isso se estenda para os demais municípios, o especialista diz que é preciso que as prefeituras se empenhem em trabalhar na questão logística, para facilitar o acesso viário.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


29 de agosto de 2014 por admin

Trabalhadores dizem que preferem registro em carteira do que “bicos”

Entrar para o mercado formal de trabalho, ter a carteira profissional assinada e, consequentemente, engrossar as estatísticas (neste caso, favoráveis), que apontam para o crescimento nos últimos dez anos do total de trabalhadores que passaram a contar com mais segurança, é a realidade dos três pessoas ouvidas pela reportagem. Todos foram consultados numa agência de recursos humanos da zona leste de Sorocaba e, em meio à correria do final de tarde, falaram de suas experiências. O vigilante Justino Gomes, de 38 anos, contou que há três meses esperava encontrar ocupação. Há pouco mais de trinta dias, ele foi contratado e, registrado, aposta na melhora da condição de vida.

“Estava meio desacreditado de que conseguiria o emprego, mas acabei sendo chamado. As notícias, de um modo geral, falam de demissão, de fábrica fechando, e a gente fica preocupado. Felizmente, fui chamado e estou há um mês trabalhando, o que é garantia de poder manter o padrão da família que não é pequena”, comentou. A operadora de caixa Tauane Miranda, 27, ficou seis meses parada, tempo durante o qual fez “bicos”. Foi a forma encontrada para atender às necessidades. Decidiu insistir e acabou voltando à formalidade. “O registro faz com que eu possa usar os benefícios e também dá a segurança que todo trabalhador precisa”.

Tauane está há pouco mais de 40 dias na nova empresa e espera ficar muito mais. “Tenho projetos de me casar no ano que vem e vou comprar um apartamento com meu noivo. Esse é o sonho de todo mundo, e quando estamos trabalhando as coisas ficam menos difíceis, já que a maré não é das melhores”. A recepcionista Nonata Medeiros, 25, também disse estar satisfeita com o retorno ao emprego registrado depois de quase dois meses parada. Nesse tempo, ela conta, arriscou fazer uns trabalhos de natureza “free lancer”, foi vendedora de produtos de beleza, mas queria mesmo o registro em carteira.

“É uma necessidade, não? Quase todo mundo busca essa chance e quer ter tranquilidade. Trabalhar com a carteira assinada não é só um direito, mas, principalmente, a certeza de estar bem colocada. No meu caso, foi o melhor que podia ter acontecido. Tenho projetos futuros e o trabalho é importante para realizar o que desejo”.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

por admin

Sorocaba conquista 5 medalhas no Brasileiro

A equipe Askko Leonardo Tavares Karate Kyokushin

A equipe Askko Leonardo Tavares Karate Kyokushin Sorocaba conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e duas de bronze no Campeonato Brasileiro de Karate Kyokushin, disputado em Mogi das Cruzes, no último domingo. O ouro veio com Rafaela Moraes, na categoria mirim feminina. As pratas foram obtidas por Daniel Moraes (infantil masculino) e Jennifer Kunitake (infantojuvenil feminino). Já os bronzes ficaram com Rafael Leite (infantil masculino) e Fábio Sampaio (adulto, faixa azul e amarela). Também da equipe sorocabana, Silvino Brandão foi o oitavo colocado na categoria absoluto e garantiu vaga para o Campeonato Sul-Americano, que será disputado na Argentina.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

por admin

Tihany Spectacular aposta em mágica e efeitos especiais

Mesmo com alta tecnologia, o espetáculo traz também números mais tradicionais da arte circense

Não por acaso, uma palavra emblemática do mundo da mágica foi adaptada para nomear o espetáculo que foi produzido para homenagear o cinquentenário do circo Tihany Spectacular. O espetáculo Abrakadabra, que estreia hoje (para convidados), às 20h, em Sorocaba, nasceu há 10 anos, em Las Vegas, tendo como inspiração a essência da magia e com números de ilusionismo, contorcionismo, acrobacia aérea, equilíbrio, música e humor, apresentados por 50 artistas, de 25 nacionalidades. Recrutados e premiados nos melhores festivais circenses internacionais como o de Monte Carlo, Paris, Budapeste, China e Moscou, esses artistas serão os responsáveis por fazer, em um circo sob lonas, um espetáculo internacional, reforça o diretor executivo do Tihany Spectacular, Richard Massone. “É um espetáculo que mistura à arte circense, a magia, o ilusionismo e a parte musical”, destaca Massone, lembrando que as instalações, que estão na avenida Dom Aguirre, próximo à entrada da Castelinho, lembram um palácio de conto de fadas. No entanto, na parte interior, as instalações estão amparados por tecnologia moderna e uma grande variedade de efeitos especiais. Para se ter uma ideia, utilizam 40 mil watts de som e 120 luzes de LED, que geram figuras tridimensionais em 12 cenários temáticos, que mudam sem a percepção imediata do público. O grande momento do espetáculo é quando um helicóptero aparece no palco e depois desaparece, além de outros truques de ilusionismo em 18 atos e mais de duas horas de duração. “Decidimos colocar o nome de Abrakadabra por ser uma palavra forte no mundo da mágica, que quer dizer que tudo pode acontecer, pode transformar. É uma palavra cabalística. Tihany (o artista que dá nome ao circo) sempre foi um grande mágico e nesse show quis lembrar a essência pura da magia”, defende Massone, que está há 40 anos no circo e é sucessor do mágico Tihany, que acaba de completar 98 anos e está aposentado em Miami.

Além da parte artística, Massone destaca também a estrutura oferecida pelo circo: poltronas estofadas, ar-condicionado, um grande espaço para alimentação, palco panorâmico de 700 metros quadrados que privilegia a vista das 1.700 pessoas. “A pessoa que for assistir esperando um espetáculo de circo, vai ser surpreendida. Ela vai imaginar que está entrando em uma sala de espetáculo”, garante.

Estreia sorocabana

Essa é a primeira vez que o circo, natural dos Estados Unidos, vem a Sorocaba, ao longo de suas mais de seis décadas de atividades. A atual turnê pelo Brasil começou há quatro anos, iniciando a incursão em Manaus. De lá, desceram para capitais e grandes cidades até chegarem em São Paulo. Depois da Capital, conta Massone, a ideia era rumar para Curitiba, mas resolveram, antes, fazer uma pesquisa, para saber como estavam as possibilidades nas cidades do interior de São Paulo. “Fizemos uma pesquisa bastante interessante, que apontou algumas cidades e, Sorocaba, estava em primeiro lugar.” Mesmo assim, por conta de logística, acabaram fazendo outras praças no interior e deixaram aquela que apareceu como melhor opção, por último, antes de rumarem sentido a Capital paranaense. “É a primeira vez que nos apresentamos aqui”, reconhece Massone. Nessas cidades menores, como Sorocaba, a ideia inicial é de permanecerem por três semanas e meia. No entanto, dependendo da demanda do público, essa estada pode ser estendida em até uma semana. “Esperamos que seja um sucesso aqui em Sorocaba. Hoje em dia, não apresentamos apenas um circo familiar, mas um espetáculo internacional. Está embaixo de uma lona, mas as pessoas irão sair maravilhadas”, acredita o diretor sobre o espetáculo, que já foi visto por mais de 1,5 milhão de espectadores nas 22 cidades pelas quais passou.

Depois da temporada em Sorocaba, o Tihany Spectacular segue para Curitiba e conclui a temporada brasileira na região sul do Brasil e, entre março e abril do ano que vem, desembarcam em Montevidéu, no Uruguai, dando seguimento a estada sul-americana. Geralmente, o circo demora 14 anos para completar o seu giro pelas três Américas e retornar para um mesmo local ou região.

Serviço

O espetáculo estreia hoje para convidados às 20h, e segue em temporada com 10 espetáculos semanais que ocorrem de terça a quinta, às 20h; sexta, sábados e feriados, às 16h e 20h; e aos domingos, às 11h, 15h e 19h. Os preços variam entre R$ 30 (geral) e R$ 140 (camarote). Todos os valores contam com meia entrada, disponíveis para maiores de 60 anos, aposentados, professores, estudantes de qualquer idade ou grau (obrigatória a apresentação da carteira estudantil do ano vigente na hora da compra e na entrada ao circo) e para crianças de 12 meses a 12 anos, devidamente documentadas. Os ingressos podem ser adquiridos nas bilheterias do próprio circo, de terça a domingo, das 10h até o início do último espetáculo, ou pelo site www. livepass.com.br. O Tihany Spectacular está instalado na avenida Dom Aguirre, s/nº (acesso pela Castelinho).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

por admin

Emissão de carteiras de trabalho em Sorocaba dobra em dez anos

O número de carteiras assinadas em Sorocaba dobrou de 2003 a 2013, aponta a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada este mês pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A cidade contava com 103.166 empregados formais em 2003, e chegou a 206.073 no ano passado. Nesse mesmo período, a população com idade ativa – com mais de 15 anos e que está apta a trabalhar – aumentou 24,7%. De 2012 para o ano passado, o mercado de trabalho com carteira assinada apresentou crescimento de 6,25%, de acordo com a Rais. Entre os três principais setores da economia, serviços foi o que mais empregou no período de 10 anos. Em 2003, estavam registrados 39.368 trabalhadores no setor, número que passou para 83.921 no ano passado, o que representa um aumento de 113%. A indústria vem logo em seguida, passando de 35.897 para 67.049 empregados em igual período, com 86,78% de crescimento. O comércio, por sua vez, empregava 23.684 sorocabanos em 2003 e atingiu a marca de 45.214 registros, no último ano. O número de carteiras assinadas, neste caso, cresceu 90,9%.

Em relação a aumento percentual, no entanto, os setores que mais cresceram em termos de contratações foram agropecuária e construção civil. O primeiro registrou uma expansão de 163,1% nos postos de trabalho, passando de 312 trabalhadores para 821, no decorrer da última década. Já a construção civil, apresentou uma elevação de 132,2% nos postos de trabalho. Tinham carteira assinada, neste setor, 3.905 trabalhadores em 2003, número que foi a 9.068, em 2013.

População

O crescimento do número de carteiras assinadas, no total, foi de exatamente 99,75% e não pode ser explicado pelo aumento da População com Idade Ativa (PIA) – aquela que tem idade superior aos 15 anos e pode trabalhar. No período de 2003 a 2013, o número sorocabanos aptos a trabalhar passou de 391.292 para 487.945, o que significa um aumento de 24,7%. Para o economista Fernando Lima, da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em Sorocaba, apenas o crescimento da população economicamente ativa não explica o aumento no número de carteiras assinadas na cidade. “É importante deixar claro que fenômeno do crescimento de carteiras assinadas não é local, mas também estadual e nacional. É um fenômeno da década passada, dos últimos anos, que está atrelada ao desempenho da economia como um todo”, analisa.

O fato de que Sorocaba é como uma capital regional também explica o crescimento dos postos de trabalho formal. “Sorocaba é o centro, ou capital da região, inclusive região metropolitana e é a maior empregadora da região”, acrescenta Lima, sobre a vinda de trabalhadores de outras cidades para Sorocaba.

Crescimento 2013

Na comparação entre os anos de 2012 e 2013, a geração de postos de trabalho em Sorocaba aumentou 6,25%. O setor da construção civil foi o que mais se destacou, com 11,26% de crescimento, passando de 8.150 trabalhadores para 9.068 de um ano a outro. A agropecuária também teve aumento semelhante na contratação, da ordem de 11,25%, registrando 738 empregos em 2012 e 821 em 2013. Nos setores que mais empregam, o comércio se destaca, com um aumento de 6,7% nos postos de trabalho. De 42.376 trabalhadores, passou para 45.214, de um ano a outro. A indústria local apresentou aumento de 6,05% nas contratações nesse período. Tinham registro de 67.049 trabalhadores, no ano passado, ante 63.225 do ano anterior. O setor de serviços foi o que menos contratou, com uma elevação de 5,6%. Eram 79.469 empregados em 2012, número que saltou para 83.921, no ano passado.

Perfil do sorocabano

Atualmente, 58,9% dos trabalhadores sorocabanos são homens, enquanto as mulheres são 41,1%. Apesar disso, de 2012 para 2013, o número de mulheres no trabalho formal cresceu 8,08%, enquanto o número de homens aumentou 5%. De acordo com o economista Fernando Lima, a participação das mulheres no mercado de trabalho, apesar de lenta, apresenta constante crescimento em Sorocaba. “Para se ter noção, no ano de 2003 a participação feminina estava na casa dos 36%”, diz. Em relação à faixa etária, em números absolutos, os jovens (com até 29 anos de idade) somaram 79.066 trabalhadores no ano de 2013, enquanto em 2012 somavam 75.884. “Em termos relativos, manteve-se praticamente estável em 38,5%”, analisa Lima.

Quanto à formação escolar, o economista ressalta que a maioria, ou 58,12% dos trabalhadores, possui o ensino médio completo. Trabalhadores com ensino superior completo e incompleto somam 18,46%. Contudo, o total de trabalhadores com escolaridade inferior ao ensino médio correspondem a 23,42%. “É importante destacar que, no ano de 2006, esse percentual correspondia a 37% dos trabalhadores com carteira assinada. Assim é possível notar que, em um curto espaço de tempo, a escolaridade dos trabalhadores cresceu enquanto indicador”, destaca o economista. Em torno de 46,6% dos sorocabanos receberam, no máximo, dois salários mínimos ao mês, em 2013. Somados com outras faixas de remuneração imediatamente posteriores, 79,03% dos trabalhadores com carteira assinada recebiam até 4 salários mínimos. Por outro lado, os trabalhadores que recebiam mais de 20 salários mínimos, no ano passado, corresponderam a 0,81% do total com carteira assinada no município.

Por fim, a Rais aponta que, em relação ao tempo de serviço, 38,36% dos trabalhadores possuíam menos de um ano de atividade na empresa. Em 2012, o número correspondia a 39,2%. Para Lima, o número revela estabilidade. Por sua vez, 10,49% dos sorocabanos com carteira assinada possuíam mais de 10 anos de empresa, enquanto que, em 2012, eles correspondiam a 10,12% do total. Os demais trabalhadores tinham os seguintes tempos de serviço em 2013: de um a três anos incompletos, 28,24%; de três a cinco anos incompletos, 10,99%; e de cinco a 10 anos incompletos, 12,28%.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Demissão de cabeludo dá multa para Urbes

Juliano Afonso Costa Xavier, de 25 anos, deve ser reintegrado ao cargo por força de acórdão do Tribunal de Justiça

A Urbes foi condenada ao pagamento de R$ 50 mil a título de danos morais causados à coletividade por demitir sem justa causa o agente de trânsito Juliano Afonso Costa Xavier, de 25 anos, que se recusou a cortar os cabelos compridos. A decisão do juiz da 3ª Vara do Trabalho de Sorocaba, Walter Gonçalves, da qual cabe recurso, atende a pedido feito em ação civil pelo Ministério Público. O magistrado também proibiu a empresa de incluir referências discriminatórias nas fichas de implantação utilizadas pelo setor de recursos humanos e deve divulgar a sentença a todos os servidores, sob pena de multa diária de R$ 500 por item descumprido. Juliano, um “concurseiro” como ele próprio se define, deve ser reintegrado ao cargo por força de acórdão do Tribunal de Justiça que confirmou sentença de outro processo, um mandado de segurança que corre pela Vara da Fazenda Pública. Ele também ingressou com Reclamação Trabalhista onde reivindica indenização pelos prejuízos que sofreu.

Em nota, a Urbes confirmou que mantém um Regulamento Disciplinar, datado de 2010, que estabelece regras para o exercício da atividade de quem trabalha fardado. Juliano cumpria o estágio inicial da carreira e não chegou a ser designado para o patrulhamento nas ruas. Antes disso, foi dispensado porque não concordou em seguir o padrão estético imposto pela empresa. Conforme o Regulamento o agente não pode “usar, quando em serviço, adornos, piercings e tatuagens que possam prejudicar a apresentação pessoal, bem como, o uso de brincos no caso de funcionários do sexo masculino”. Mais: é proibido, ainda de acordo com a norma, usar “costeleta, barbas ou cabelos crescidos, bigode ou unhas desproporcionais”.

O regulamento ainda obriga o agente a “manter a higiene pessoal e cuidados necessários quanto à maquiagem leve e bigodes aparados e barba feita”. Foi este o fundamento que a Urbes utilizou para demitir Juliano. A empresa manifestou-se da seguinte forma: “ocorre que, referido funcionário possuía cabelos longos, até próximo à cintura e se recusou a cortá-lo”. O procurador Gustavo Rizzo Ricardo recebeu denúncia, e foi informado da irregularidade trabalhista. O Ministério Público do Trabalho teve acesso à chamada “Ficha de Implementação”, utilizada pelo setor de recursos humanos da Urbes para fazer referência às características particulares dos empregados, como cor da pele, cabelo e do uso ou não de barba e bigode. Para Rizzo Ricardo, a dispensa foi abusiva e atentatória à dignidade do trabalhador, desrespeitando princípio constitucional básico, de forma a configurar um ato de “discriminação estética”. “A conduta da empresa não pode afastar o dever de observância da necessária igualdade entre os seres humanos que participam da relação de trabalho, não pode afrontar a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, ao ponto de impor a uma das partes, no caso, o empregado, tratamento degradante que viola sua honra e sua autoimagem”, lamentou o procurador.

Ao Cruzeiro do Sul, Juliano Xavier disse ter ficado feliz com o desfecho do caso, principalmente em razão do sofrimento a que se submeteu. Ele citou o italiano Norberto Bobbio, segundo quem “quanto mais se restringe o poder, mais emana o Direito”. “É lamentável que eu tivesse de passar por isso dentro da própria administração pública. O que esperar de um governo com essa orientação? Felizmente, a justiça foi feita”, afirmou.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

28 de agosto de 2014 por admin

Ranking de saneamento básico mostra Sorocaba na 5ª posição

O índice de tratamento de esgoto utilizado na pesquisa ainda é o que o Saae divulgava equivocamente

Sorocaba atingiu a 5ª posição do Ranking do Saneamento 2014, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia os índices de oferecimento de água tratada, coleta de esgoto e investimentos no setor. Porém, entre os indicadores utilizados para colocar o município com destaque entre os 100 maiores do País, está uma taxa de 93,6% de tratamento de esgoto em relação à água distribuída à população. O dado foi disponibilizado pela Prefeitura ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, em 2011, mas reconhecido como irreal, no último mês de junho, pelo próprio Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Na ocasião, o índice foi atualizado para 89% após questionamentos feitos pelo jornal Cruzeiro do Sul sobre a taxa de 96% – que vinha sendo divulgada, há alguns anos, pela Prefeitura. O diretor-geral do Saae, Adhemar José Spinelli Júnior, argumentou que o índice maior referia-se, na verdade, à capacidade instalada para o tratamento e não o esgoto tratado efetivamente. A autarquia ressalta que essa informação já foi atualizada junto ao SNIS. O Ranking do Saneamento deste ano foi elaborado com todos os dados fornecidos pelos municípios em 2011. O estudo foi feito em parceria com a consultoria GO Associados, especializada em saneamento básico, considerando vários indicadores, entre eles os índices de população atendida com água tratada e coleta de esgoto, quantidade de esgoto tratado, perda de água, investimentos feitos nos serviços, entre outros. Os indicadores de Sorocaba – com o índice do esgoto acima do real – colocam a cidade numa perspectiva positiva, acima da média nacional. E grande destaque do município em relação aos demais ficou exatamente em relação ao esgoto tratado. A média de Sorocaba de 93,6% se mostrou bem maior que a das cidades consideradas na pesquisa, de 38,51%. A nacional ficou em 37,5%. Com o índice irreal, Sorocaba ficou à frente de municípios como Niterói-RJ (92,7%), Jundiaí-SP (91,4%), Maringá-PR (90,1%) e São José do Rio Preto-SP (89,2%) – e assim não seria se tivesse sido considerada a taxa de 89%.

Na questão de atendimento de água no município, o índice de Sorocaba foi de 97,82%. A média de atendimento dos municípios é 92,23% e a nacional 82,4%. Na coleta de esgoto, enquanto a média do Brasil é de 48,1%, Sorocaba possui 96,4% de seu esgoto gerado coletado. Já entre as perdas de água tratada, o indicador de Sorocaba não foi tão positivo. No ano considerado pela pesquisa, a cidade perdia 39,6% do líquido coletado dos mananciais e que passa por tratamento nas estações. Esse número é maior do que o das quatro melhores colocadas no ranking geral, que são Uberlândia-MG (20,76%), Jundiaí-SP (24,75%), Maringá-PR (15,77%) e Limeira-SP (11,76%).

Outros anos

As posições de Sorocaba no Ranking do Saneamento, feito anualmente pelo Instituto Trata Brasil, variaram bastante num período de nove anos. Entre 2003 e 2007, a cidade apresentou uma ascensão na pesquisa, evoluindo da 46ª posição em 2003, para a 3ª em 2007. Em 2004 ficou no 18º lugar, em 2005 no 8º e em 2006, no 4º lugar. Em 2008, o município caiu quatro posições no ranking, ficando na 8ª posição, sendo a mesma colocação obtida no ano seguinte (2009). Já em 2010 subiu para a 6ª e passou para a 5ª posição no ranking divulgado nesta semana, referente a 2011. O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, relata que Sorocaba sempre apareceu em posições de destaque no estudo, com “indicadores muito bons de atendimento de água e coleta de esgoto”. Segundo ele, essas variações apresentadas nas colocações do ranking demonstram uma melhoria nos investimentos das outras cidades e não, especificamente, que Sorocaba tenha piorado em suas ações no setor de saneamento básico. “Ela sobe e desce do ranking, porque entre as 10 primeiras, qualquer coisa que muda já interfere. Isso não significa que Sorocaba piorou”, explica.

Índices das 5 melhores colocadas

Cidade – Distribuição de água – Tratamento de esgoto por água tratada - Esgoto coletado - Índice de investimento – Índice de novas ligações de água – Índice de novas ligações de esgoto – Índice de perdas – Nota final

Uberlândia – 98,97% – 70,07% – 97% – 0,6% – 0,79% – 0,58% - 20,76% - 8,95

Jundiaí – 98,28% - 91,38% - 98,3% – 0,47% - 0,6% - 0,61% - 24,75% - 8,91

Maringá – 100% – 90,06% - 91,3% - 0,22% - 1% - 0,49% - 15,77% - 8,91

Limeira – 97% - 80,83% - 97% - 0,16% - 0,42% - 0,38% - 11,76% - 9,42

Sorocaba – 97,82% - 93,6% - 96% - 0,31% - 0,58% - 0,45% - 39,61% - 8,25

Fonte: Instituto Trata Brasil

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Oito entidades recolhem cães e gatos nas ruas

Pessoas podem escolher e levar cães e gatos para casa

Um problema comum em quase todas as cidades – o abandono de animais pelas ruas – é minimizado pela ação permanente de instituições do Terceiro Setor, em Sorocaba. Apesar de contar com poucos recursos, a contribuição de voluntários permite ações de recolhimento, tratamento e campanhas de adoção por essas entidades. No entanto, mesmo com esse trabalho, apenas um de cada dez cães e gatos conseguem um lar na cidade, estimam as associações. Em Sorocaba, oito entidades atuam pela proteção e respeito aos direitos dos animais. São instituições como a Associação Protetora dos Animais (Aspa), Centro de Apoio aos Protetores e Animais (Capa), Fundação Alexandra Schlumberger (FAS), Grupo de Amparo ao Melhor Amigo do Homem (Gamah), Movimento em Defesa dos Direitos dos Animais (MDDA), Adote Sorocaba, Sociedade Protetora dos Animais de Sorocaba (Spaso) e Associação Abrigo Temporário de Animais Necessitados (Aatan).
Apesar de contabilizarem centenas de cães e gatos em seus canis, representantes dessas instituições ressaltam que apenas reduzem o problema do abandono em Sorocaba. “Nós amenizamos o problema, porque quem pode resolver é o poder público. Fazemos um impacto médio na causa”, diz a presidente da Spaso, Rosmira Osmari Ribeiro. As atividades dessas instituições abrangem por todos os aspectos do problema, explica Rosmira, começando no recolhimento de animais abandonados e com problemas de saúde, no tratamento dos problemas de saúde, no controle populacional e no processo de adoção. Outro ponto importante, ela afirma, é a conscientização. “É uma conscientização que tem de ser constante e a fiscalização da população. Precisamos que a população ajude a fiscalizar”, pede.

A cultura de abandono e de criar os cachorros e gatos soltos pelas ruas é um dos maiores problemas, reforça Rosmira. “Muitos animais são criados com o portão aberto e, com essa cultura, ele migra e se perde, fica pela cidade.”

O trabalho feito na Spaso, de acordo com ela, é de recolhimento de animais doentes e machucados que não possuam dono. A partir disso, eles são tratados e colocados para adoção. “Não recolhemos animais saudáveis e com dono”, avisa Rosmira.

Adoção é pequena

Com 236 cães e 110 gatos abrigados, a Aatan consegue levar à adoção, em média, sete animais por mês. No último mês, considerado excepcional pela entidade, 11 animais conseguiram um lar e a expectativa é levar mais 15 à adoção neste final de semana, quando será promovida uma feirinha de adoção. O grande problema, explica a responsável pela Aatan, Dirma Leite, chamada por seus voluntários de tia Dirma, é que muitos animais são mais velhos e tem problemas, o que não desperta o interesse de quem quer adotar. E estes são a maioria dos animais que chegam até a sede da entidade, quase sempre largados nas proximidades da sede por seus donos, ela conta.

A média de animais adotados, em face da quantidade que poderia conseguir um lar, é de um para cada dez animais, ilustra Rosmira, da Spaso. Nesta entidade, que possui em torno de 100 gatos e 50 cães, de 15 a 16 animais são adotados por mês. A proporção é a mesma na Aspa. De acordo com o responsável pela instituição, Jessé Cubas Garcia, a média é semelhante. São 65 cachorros e 6 gatos dispostos, mas apenas quatro ou cinco conseguem novos donos. “São adultos, poucas pessoas os querem, e, às vezes, depois de adotados, por algum motivo, o devolvem”, diz.

Sustento

Por não serem entidades de assistência social, existe maior dificuldade para essas entidades obterem recursos. A Spaso contava com recursos da Prefeitura de Sorocaba até o ano passado. No entanto, neste ano não obteve verba. Diante disso, tanto ela quanto as demais entidades precisam contar com doadores fiéis e o trabalho voluntários.

“Nosso recurso é baseado na clínica, onde cobramos consultas mais em conta para população de baixa renda, e dos sócios”, esclarece Rosmira. A Aspa também necessita da contribuição de doadores, que são poucos, diz Jessé. “São poucos, porém não falham, mas o trabalho fica limitado”, ressalta. O número maior de animais faz com que Dirma, da Aatan, busque por diversas possibilidades de recursos para cobrir os R$ 6 mil gastos em ração todos os meses. “A gente vive de bazar, voluntários arrecadam coisas usadas ou de fundo de loja e vendem. A gente vende camisetas.” Além disso, a entidade conta com a colaboração de um grupo de veterinários, que ajuda no atendimento aos animais e com a doação de medicamentos.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

por admin

Colégio usa novo método que deve elevar aprovação em vestibulares

O Colégio Santa Escolástica vai adotar, a partir do próximo ano, um novo método de ensino. O Sistema Ari de Sá (SAS) já está sendo testado e agradou aos pais e alunos da instituição. Para a direção, a mudança trará resultados positivos, como o aumento da aprovação dos alunos nos mais difíceis vestibulares brasileiros, como o do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). ”O sistema vem obtendo, nos últimos anos, muitos bons resultados nos vestibulares. É muito atualizado, com parte tecnológica bastante avançada”, explica a prioresa Adriana Ribeiro. Segundo ela, isso possibilita reforço no aprendizado, uma vez que os alunos poderão assistir as aulas novamente, caso tenham perdido, ou para compreender melhor os conteúdos.

A atualização do material é um dos fortes do SAS, ressalta o gerente de marketing do Santa Escolástica, Augusto Scudeler. “A gente estava em Fortaleza, em um congresso, e eles estavam discutindo como iriam inserir na apostila do próximo ano o fato da morte do Eduardo Campos (que era candidato à presidência da República).” De acordo com Scudeler, atualmente, o vestibular do ITA é o mais difícil do País e o SAS conseguiu aprovar 22 alunos para essa instituição. O Colégio Santa Escolástica é o único na região a adotar o Sistema Ari de Sá, destaca Adriana Ribeiro. Para ela, a repercussão do novo método com os pais e alunos já matriculados na instituição foi boa. “A comunidade foi apresentada e os alunos já estão tendo algum acesso ao novo sistema”, complementa, reforçando que em janeiro o SAS deve funcionar para os alunos a partir da educação infantil.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

27 de agosto de 2014 por admin

Sorocaba tem um roubo a cada 3 horas

Sorocaba teve uma média de um roubo a cada três horas neste ano. Segundo as estatísticas da criminalidade divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), entre janeiro e julho de 2014 foram 1.394 casos, número 15% maior do que o mesmo período do ano passado, quando foram 1.217. Enquanto isso, moradores da cidade reclamam da sensação de falta de segurança e em alguns bairros, muitas casas estão com placas de “vende-se” por conta da grande incidência desse tipo de crime, considerado violento. No mês de julho deste ano aconteceram 204 roubos em Sorocaba, contra 198 em junho. Já comparado com julho de 2013 também teve aumento, pois foram 178. Na comparação entre os primeiros sete meses deste ano e de 2012, o crescimento também ocorreu. Há dois anos, foram registrados 1.368 casos, enquanto que neste ano foram 1.394.

Os números de furtos também chamam a atenção. Houve uma média de um roubo a cada hora entre janeiro e julho deste ano. De acordo com a SSP, a cidade registrou 4.630 furtos nesse período. Nos primeiros sete meses de 2013 foram 4.699 ocorrências desse tipo e 2012, aconteceram 4.353. A região dos bairros Morumbi e Iguatemi tem sido bastante visada pelos criminosos, para a prática de roubos e furtos. Isso fez com que os moradores daqueles locais se reunissem, para pedir intervenções policiais, pois não aguentavam mais ver os números de casos como esses crescerem a cada dia no local. A Polícia Militar respondeu à reportagem, na semana passada, de que iria intensificar o patrulhamento naquela região.

O comerciante José Luiz dos Santos, 44 anos, é uma das vítimas das ações criminosas no bairro Morumbi. Ele possui uma lanchonete há 3 anos no local e já foi assaltado por três vezes a mão armada e em outras duas ocasiões teve seu estabelecimento furtado. “Da última vez que entraram renderam os clientes e levaram seus celulares e carteiras, além do dinheiro das minhas vendas”, afirma. Santos diz que os roubos e furtos são cada vez mais frequentes por lá. O mesmo vem acontecendo na região da Vila Progresso. O aposentado Geraldo Santos, 69, inclusive, já está arrumando suas coisas e de sua esposa para irem morar em um apartamento. Há quatro meses, arrombaram a porta de sua casa e levaram joias e outros bens, o que faz com que o casal se sinta inseguro de continuar vivendo ali. “Moro aqui há 42 anos e é a primeira vez que isso acontece. Mas na minha rua várias outras casas foram furtadas, não sei o que está acontecendo”, relata.

A vizinha de Geraldo, a aposentada Cristina Loffler, 63, também foi uma das vítimas. “Eles entraram em plena luz do dia em casa. Eles estavam no terreno aqui do lado e fizeram um buraco no meu muro para entrar em casa. Aqui já tem cerca elétrica, mas agora colocamos alarme também”, conta Cristina. No furto, ocorrido há dois meses, joias e dinheiro foram levados.

Lei branda

O delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, relata que o que mais complica para o combate de crimes como roubos e furtos é a própria legislação. “No roubo de forma geral, a pena gira em torno de 5 a 6 anos, e já começa no semiaberto. A lei é branda, muito ruim”, afirma Carriel. Ele relata ainda outra situação, que seria o grande número de crimes como esses cometidos por menores de 18 anos. “Vários roubos são cometidos por menores de idade, que, quando cumpre internação, fica no máximo 3 anos. Isso joga contra o combate da criminalidade”, afirma. Ele alega que a Polícia Civil “faz o que pode e menos do que deve”. “Esse “menos do que se deve” é atribuído a esse conjunto de fatores, como a lei branda. Com o contingente que temos, fazemos muita coisa, prendemos muita gente, mas grande parte já está na rua, por conta da legislação. A gente está cansado de prender a mesma pessoa no mesmo ano. Muitos que estão no semiaberto, em condicional, ou aqueles que saíram do presídio nas “saidinhas”, estão pela cidade hoje cometendo crimes”, ressalta.

Para o comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) de Sorocaba, coronel Marcos Antonio Ramos, esse aumento nas ocorrências de roubo reflete alguns problemas sociais ainda registrados na cidade e também em outras localidades pelo mundo. Segundo ele, os índices de desemprego, os valores distorcidos da sociedade, a exaltação do consumismo e os índices de educação dos munícipes. “O problema é que o tecido social apresenta rupturas, vulnerabilidades, sobre as quais, a corporação não possui controle”, relata. Além disso, o comandante concorda com Carriel, no caso de as leis serem brandas. “As nossas leis estão fragilizadas e isso tem favorecido esses números crescentes”, conclui.

O coronel Ramos também informa alguns dados da PM, em que eles conseguiram realizar 944 flagrantes de crimes de diversos tipos na cidades nesses primeiros sete meses. Durante essa ações, a corporação prendeu 1.181 criminosos. Um total de 286 procurados pela Justiça foram recapturados.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

por admin
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