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Até onde vão os tentáculos de Ivanilde?

A empresária e ex-presidente regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo), Ivanilde Vieira Serebrenic, pode ter cobrado propinas de donos de postos também em cidades da região de Sorocaba.

Segundo o promotor Roberto de Campos, do Gaerco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado), Ivanilde tem  muitos contatos na região em razão de seu trabalho no sindicato e atuação política (ela era presidente do diretório municipal do Partido Social Cristão em Sorocaba). “Apurando crimes ocorridos em Sorocaba encontramos filhotes em cidades da região”, diz. “Esses desdobramentos serão investigados separadamente.”

Ainda segundo o promotor, a investigação mostrou que Ivanilde cobrava propinas de donos de postos em troca da agilização da concessão de alvarás de funcionamento para novos postos.

Além disso, ela vendia como um serviço os avisos prévios em relação a operações de fiscalização da qualidade dos combustíveis.
Delação para reduzir a pena
O delegado Wilson Negrão, do Grupo Antissequestro de Sorocaba, confirma que o fato de Ivanilde ter colaborado com a investigação pode gerar uma redução de pena em caso de condenação, a chamada delação premiada. “Ela prestou informações valiosas que ajudaram a polícia e o Ministério Público a entenderem como operava o esquema.”

Ivanilde prestou o primeiro depoimento à polícia em setembro, quando foi presa temporariamente pelo Grupo Antissequestro.

Após a prisão da empresária foi a vez dos ex-secretários municipais Maurício Biazotto e José Dias Batista Ferrari serem presos, juntamente com Valéria Cavaller, esposa de Biazotto e ex-assessora de Ivanilde, e o engenheiro Jefferson Aily, que trabalhava na prefeitura.
‘Lentidão cria clima propício à corrupção’
Para o promotor Wellington Veloso, as ramificações do esquema de Ivanilde chegaram ao Paço enraizadas em uma realidade do poder público. “O Estado é tão lento em seus processos burocráticos que dá margem para que estes esquemas surjam”, diz. “Se há dificuldade, pessoas vendem facilidades.”

Segundo o apurado, Ivanilde teria contado com o apoio dos ex-secretários Biazotto e    Ferrari, e do engenheiro Jefferson Aily para agilizar a instalação do supermercado Extra e do posto Repsol, instalados no Campolim. Os três, Ivanilde e outras quatro pessoas responderão por formação de quadrilha, entre outros crimes.

Fonte: agência Bom Dia

27 de fevereiro de 2010 por antena1

Encerrado inquérito da Operação Pandora; oito são indiciados

O delegado Wilson Negrão e os promotores de justiça Wellington Veloso e Roberto de Campos concluíram o inquérito da Operação Pandora que, há 1,5 ano investiga um suposto esquema de propina envolvendo a então presidente regional do Sindicado dos Postos de Combustíveis de Sorocaba, Ivanilde Vieira, integrantes do Sincopetro, ANP (Agência Nacional do Petróleo) e dois secretários municipais que já foram exonerados.

Os ex-secretários Maurício Biazoto Corte (Governo) e José Batista Ferrari (Desenvolvimento Econômico) foram indiciados por corrupção passiva e formação de quadrilha. Na coletiva, no início desta tarde, o delegado Negrão informou que existem provas materiais de que os ex-secretários receberam propinas na época da instalação de um posto de combustíveis e do Hipermercado Extra, ambos situados no Campolim. Apesar do indiciamento, os dois ex-secretários e todos os demais envolvidos responderão em liberdade à acusação.

Ivanilde Vieira, apontada como a cabeça de todo o esquema, é indiciada em outros tipos de crimes. Foram indiciados ainda dois funcionários do Grupo Pão de Açucar, proprietário do Extra, um engenheiro da prefeitura e a esposa de Biazotto.

Leia a reportagem completa na edição desta sexta-feira do BOM DIA Sorocaba

Fonte: Agência Bom Dia

25 de fevereiro de 2010 por antena1
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