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Apoio a Serra dá ao PMDB secretaria no governo de SP

Defensor da candidatura do tucano José Serra à Presidência da República, o PMDB de São Paulo terá ampliada nos próximos dias sua participação no governo paulista. A sigla passará a comandar uma secretaria de Estado. O sucessor de Serra, Alberto Goldman, deve anunciar nos próximos dias a entrega da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social ao PMDB.

 O acordo estreita ainda mais os laços entre PSDB e PMDB no Estado e vai contra decisão da cúpula nacional do partido, que fechou aliança com o PT para apoiar Dilma Rousseff na disputa presidencial em troca de indicar o vice. A pasta estava com um outro aliado, o PV. Porém, o partido teve de desembarcar da gestão ao decidir neste mês que lançará candidato próprio a governador em São Paulo.

 Com um número expressivo de prefeitos, o PMDB paulista é considerado um aliado estratégico para a campanha do tucano e do pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O presidente do PMDB no Estado, o ex-governador Orestes Quércia já anunciou, mais de uma vez, que seu candidato à Presidência é Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

28 de abril de 2010 por antena1

DEM quer apontar candidato a vice-presidente na chapa de Serra

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou neste domingo (21) que o partido apontará um candidato a vice-presidente para a chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra, caso o governador mineiro, Aécio Neves, não aceite a tarefa. Setores do PSDB resistem a essa indicação, avaliando que o escândalo político envolvendo a queda do governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, causou grande desgaste à imagem do DEM e poderia prejudicar a candidatura de Serra, caso o partido ocupe uma vaga tão importante como a de vice-presidente.

 Maia confirmou que uma das possibilidades de indicação para a vaga de vice é o da senadora Katia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). “Se Aécio Neves for o candidato a vice, não haverá qualquer discussão da parte do DEM. Mas acho pouco provável que isso vá acontecer porque o próprio governador tem dito que não será o vice. Nesse caso, não tenham dúvidas que o DEM aprovará um nome para vice na sua convenção, em junho”, avisa.

 Para o presidente do partido, o problema envolvendo Arruda, que se desfiliou do DEM para não ser expulso, não serve como desculpa para impedir a presença do partido na chapa. E cita o tempo de propaganda eleitoral que o DEM poderá oferecer como principal motivo para que a aliança se concretize com a divisão da chapa.”O PSDB tem 66 deputados. O DEM tem 65. Ou seja, os tempos de propaganda eleitoral dos dois partidos são praticamente idênticos. Sem o tempo do DEM, a campanha não se viabiliza. Não vejo como essa parceria não seja feita sem que o posto de vice seja discutido diretamente com o DEM”, diz.

 Apesar desse movimento, é improvável que as relações entre DEM e PSDB azedem a ponto de os dois partidos caminharem separadamente na sucessão presidencial. Desde a primeira vitória de Fernando Henrique Cardoso, na eleição nacional de 1994, os dois partidos têm sido parceiros eleitorais constantes e atuam juntos dentro do Congresso na oposição ao governo federal. O comando nacional do PSDB e o próprio Serra também já deixaram claro que desejam a manutenção da parceria com o DEM.

 Para fortalecer a campanha presidencial, os tucanos contam com a coligação do PSDB não apenas com DEM, mas também com PPS e PTB. Sonham ainda em avançar na negociação com o PP, presidido pelo senador Francisco Dornelles (RJ). Mas essa aliança se tornou cada vez mais improvável dada à participação intensa do ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP), nas inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ao lado da pré-candidata do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 Maia acha, entretanto, que agora não é o tempo adequado para discutir a questão da formação da chapa. “Não podemos falar de vice antes de o candidato a presidente se lançar, o que só deverá o ocorrer dia 10 de abril”, afirma. E avisa que o partido não quer criar dificuldades para a candidatura Serra. “Nosso interesse é colaborar ao máximo. Tanto que aceitamos até a opção de chapa puro-sangue, com Serra e Aécio. Mas não dá para aceitar se o PSDB apresentar dez opções para vice, excluindo o DEM”, garante. (Marcelo de Moraes – AE)

Fonte: cruzeirodosul.inf.br

22 de março de 2010 por antena1

Inauguração de fábrica em Sorocaba vira palanque para Serra e Dilma

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Sorocaba nesta terça-feira para a inauguração da nova fábrica de máquinas agrícolas da Case New Holland em parceria com o Grupo Fiat. No entanto, o investimento de R$ 1 bilhão e as mais de 4 mil vagas de emprego que serão geradas acabaram-se tornando coadjuvantes do primeiro encontro entre os candidatos à presidência nas eleições de 2010: o atual governador do Estado de São Paulo, José Serra e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sobre o palanque, os dois candidatos priorizaram metas e caminhos diferentes no discurso mas, igualmente, tentaram se aproximar do eleitorado – mais de 800 funcionários que hoje trabalham na Case – com frases de efeito e simpatia.

Fonte: agência Bom Dia

2 de março de 2010 por antena1

Impacto eleitoral de cassação de Kassab preocupa Serra

Desde a noite de sábado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), acompanha, apreensivo, os desdobramentos da cassação do mandato do prefeito Gilberto Kassab, com quem conversou ao telefone, informa a reportagem de Catia Seabra, publicada nesta segunda-feira (22) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Entre tucanos e democratas, a orientação foi a de evitar contaminação política, restringindo o problema ao campo técnico.

Embora concordem que Kassab não afrontou a lei, a controvérsia preocupa serristas por coincidir com um inferno astral experimentado pelo DEM e pelo prefeito.

Além da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), as seguidas enchentes enfrentadas pela população paulistana provocaram desgaste na administração Kassab num momento em que Serra reúne coragem para trocar a hipótese de reeleição por uma disputa que promete ser difícil pela Presidência da República.

Fora isso, o próprio Serra reclamou pessoalmente com Kassab de duas medidas impopulares adotadas pela gestão: o reajuste do IPTU e das tarifas de ônibus. Segundo tucanos, Serra se queixa especialmente do fato de o anúncio ter sido previamente antecipado, “sangrando” por dias.

DEM

O DEM criticou a decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Silveira, de cassar o mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por suposto recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. A decisão deve ser publicada no “Diário Oficial” de terça-feira, e a cassação do prefeito vale oficialmente após esse ato formal.

Para o partido, a decisão é “incoerente”, “eleitoral”, “irresponsável” e “criminosa”. Mesmo assim, de acordo com o líder da legenda no Senado, José Agripino Maia (DEM-RN), o DEM está tranquilo e confia na Justiça. Ele preferiu não politizar a decisão, porém ressaltou que as “as decisões judiciais tem que ser coerentes”.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), por outro lado, considera a decisão “100% eleitoral, irresponsável e criminosa”. Segundo ele, a cassação visa a criar desconforto e instabilidade ao partido e “sem dúvida” atingir a eventual candidatura à Presidência do governador José Serra (PSDB-SP), principal aliado político de Kassab.

Caiado avalia que se a decisão for levada adiante mostrará que a Justiça Eleitoral “tem dois pesos e duas medidas”. Isso porque, segundo o partido, há jurisprudência que permite a doação de empresas que são sócias de concessionárias de serviços públicos sob gestão dos cargos em disputa eleitoral.

O líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), afirmou que o pedido de cassação é um assunto “técnico e jurídico que está se transformando em político apenas porque envolve o prefeito de São Paulo”. Para Bornhausen, “as análises das doações já foram feitas e aceitas dentro da lei. Mas o juiz resolveu, em cima dos fatos, dizer que não”.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse estar “absolutamente tranquilo”, já que “as contas estão rigorosamente dentro da lei”. “Não tenho dúvida alguma a este respeito, na prestação de contas de Kassab as determinações legais foram seguidas integralmente”, disse.

Confiança

O prefeito de São Paulo negou ter recebido doações ilegais na campanha de 2008 e disse não temer perder seu mandato. “Não temo [perder o mandato]. Estou realmente confiando na Justiça, sempre confiei. E volto a afirmar que tudo foi feito corretamente.”

“Essa ação já foi adotada em relação a outros candidatos e foi suspensa. Nossa confiança é que possa acontecer da parte da Justiça o mesmo encaminhamento.”

Segundo ele, sua defesa irá recorrer da decisão. “Nossos advogados terão a oportunidade de expor tudo que foi feito, mais uma vez. Nossas contas já foram aprovadas pela Justiça.”

Ao ser questionado sobre a influência da cassação nas eleições deste ano, Kassab disse que a decisão da Justiça não é política. “A decisão é técnica e, tecnicamente, estamos todos convencidos de que foi feito corretamente.”

Em nota, a defesa do prefeito afirma que causa “perplexidade e insegurança jurídica” que assuntos e temas já decididos há tantos anos pela Justiça sejam reabertos e reinterpretados sem nenhuma base legal e contrariando jurisprudência do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Por esse mesmo motivo seriam cassados desde o presidente Lula até o vereador do menor município do Brasil.”

Como antecipado pela Folha no último dia 3, Kassab corria o risco de ser cassado porque perícia contábil da Justiça Eleitoral apontou que 33% dos recursos arrecadados pelo prefeito no último pleito municipal tiveram origem em fontes de contribuição consideradas ilegais pelo Ministério Público.

O juiz Aloísio Silveira também já apresentou em cartório as sentenças nos processos contra a petista Marta Suplicy e o tucano Geraldo Alckmin, candidatos em 2008.

No processo contra Kassab, o promotor eleitoral Maurício Lopes acusou o prefeito de ter recebido doações ilegais da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), de sete construtoras e do Banco Itaú –cujas contribuições somaram mais de R$10 milhões em 2008.

Fonte: uol.com.br

22 de fevereiro de 2010 por antena1
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