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Palmeiras vence Santos no Pacaembu

Principal referência do Verdão, Kleber esteve ligado a rumores envolvendo uma possível transferência para o Flamengo. Neste domingo, o Gladiador nem foi relacionado, alegando dores musculares na coxa esquerda. Pois há quem diga: “Nem precisou!”. Sem ele, o Verdão goleou o Santos por 3 a 0 no Pacaembu e se firmou na quarta colocação do Campeonato Brasileiro, voltando ao G4.

Os gols de Maikon Leite, Mauricio Ramos e Patrik representam a quinta vitória em nove jogos do Verdão. O camisa 7, ex-jogador do Santos, prometeu não comemorar contra o Peixe mas deixou escapar a vibração pelo gol, o primeiro da partida. O Palmeiras se mantém imbatível jogando em casa neste Brasileirão. Foram cinco jogos e cinco vitórias, e sem sofrer gols!

A derrota santista, por sua vez, fez a equipe cair duas posições na tabela: agora, o time de Muricy Ramalho ocupa a 16ª colocação, com 8 pontos, uma posição acima da zona do rebaixamento do Brasileirão.

Para piorar o panorama do Tricampeão da Libertadores, um tabu foi mantido neste domingo. O Santos não vence o Palmeiras desde 2009. Desde então, foram cinco vitórias e dois empates.

PRECISA DELE, FELIPÃO?
Para encerrar o ciclo de polêmicas envolvendo a escalação do atacante Kleber, vetado com dores musculares na coxa esquerda – sem jogar, o Gladiador se mantém com 6 jogos e, então, poderia ser possivelmente negociado com o Flamengo, como se vem especulando -, o Verdão focou para fazer um grande jogo.

Mas, dentro de campo, o primeiro grande lance foi mesmo do Santos. Diogo chamou dois palmeirenses para dançar, saiu da marcação e acertou a rede pelo lado de fora, assustando Marcos.

O Palmeiras se via diante de uma muralha de alvinegros à frente da área. Assim, só mesmo as habituais bolas paradas de Marcos Assunção pareciam vencer o cerco rival. Valia até o improvável: Mauricio Ramos, aos 15, deu chutão na intermediária e a bola passou perto do gol de Rafael.

Era necessária maior criatividade para o Alviverde. E Gabriel Silva, aos 20 minutos, iniciou a jogada do primeiro gol na medida exata para quebrar o gelo santista. O camisa 6 passou como quis por Pará e rolou para Luan, que fez o papel que seria de Valdivia ou Lincoln e colocou Maikon Leite na cara do gol. O ex-santista, como um raio, driblou Rafael e só parou no fundo das redes.

E o Palmeiras não estava satisfeito: aos 29, Marcos Assunção cobrou escanteio e o insaciável Verdão chegou ao segundo gol com Mauricio Ramos.

Em uma tentativa de se recolocar na partida, o Santos procurou a reação. Mas o máximo que conseguiu foi um pênalti não-marcado. Arouca sofreu encontrão de Leandro Amaro aos 23 minutos e pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou. Nem assim o Santos conseguia entrar na área alviverde

Luan, aos 33, e Gabriel Silva, aos 42, ensaiaram o que poderia ser uma goleada; Patrik consolidou o que parecia inevitável: aos 44 minutos, Márcio Araújo invadiu a área e rolou para Patrik, que, de primeira, acertou o ângulo direito do goleiro Rafael, marcando um golaço, o terceiro do Palmeiras. Ufa!

Com 3 a 0 no placar, o Verdão foi para o intervalo tranquilo, mas o Santos voltou a campo na etapa final disposto a tentar diminuir o estrago. Muricy Ramalho lançou mão de Roger Gaúcho e Felipe Anderson, dois meias, nos lugares de Rychely e Possebon.

O reforço na criação pareceu dar resultado logo a um minuto da segunda etapa. Borges recebeu na área e dividiu com Marcos. O Santo levou a melhor e evitou o que seria o primeiro gol do Peixe.

ESPIONAGEM VERDE
Em meio ao marasmo da segunda etapa, o jogo reservou alguns momentos curiosos. O espião Maikon Leite foi solicitado quando da entrada de Tiago Alves no Peixe. Felipão chamou o camisa 7 do Palmeiras e perguntou a ele quem era o jovem jogador que iria entrar no rival. Maikon ofereceu as informações do inimigo à beira do gramado.

Mesmo já “fichado” pelo adversário, foi justamente Tiago Alves quem ofereceu um pouco de perigo a Marcos, aos 18 minutos. Mas era pouco para o Santos, refém da ausência de Ganso, Neymar e Elano.

A única chance do Alvinegro da Vila Belmiro era aproveitar as falhas de um Palmeiras já relaxado. Mauricio Ramos, por exemplo, deu bobeada aos 29 minutos e Felipe Anderson finalizou livre, mas fraco.

A esperança santista para diminuir o placar estava nos pés de Tiago Alves e de Felipe Anderson, duas revelações do Santos que foram apostas de Muricy Ramalho na segunda etapa. O Alvinegro bem que melhorou, mas não alterou o resultado final.

A goleada marcou o primeiro jogo do Verdão no Pacaembu neste Campeonato Brasileiro. Como mandante, a equipe se manteve 100% e sem sofrer gols. Antes, o Palmeiras vencera o Botafogo em São José do Rio Preto e outros três adversários no Canindé (Atlético-PR, Avaí e Atlético-GO).

Na próxima rodada, a equipe de Felipão tem mais um páreo duro: encara o vice-líder Flamengo no Pacaembu, no domingo, em duelo entre duas equipes integrantes do G4. Um dia antes, o Santos recebe o Atlético-MG na Vila Belmiro.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3X0 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 10/7/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Herman Brumel Vani (SP)

Renda/público: R$ 444.239,00 / 16.751 pagantes
Cartões amarelos: João Vítor (PAL); Léo, Pará (SAN)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Maikon Leite, 20′/1ºT (1-0); Mauricio Ramos, 29′/1ºT (2-0); Patrik, 44′/1ºT (3-0);

PALMEIRAS: Marcos; Cicinho (João Vítor 33′/2ºT), Maurício Ramos, Leandro Amaro e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Patrik (Pierre 43′/2ºT); Maikon Leite (Tinga 23′/2ºT), Luan e Dinei. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Possebon (Roger Gaúcho, intervalo), Arouca e Danilo; Diogo (Tiago Alves 17′/2ºT), Borges e Rychely (Felipe Anderson, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

Fonte: Bom Dia Sorocaba

11 de julho de 2011 por antena1

Santos vence Peñarol, repete 1962, faz história e é tricampeão da Libertadores

Os 40 mil torcedores que estiveram no Pacaembu na noite desta quarta-feira viram história. 49 anos depois de ser campeão da Copa Libertadores pela primeira vez ao derrotar o Peñarol, o Santos venceu novamente o time uruguaio na final, desta vez por 2 a 1, e conquistou o tricampeonato da América do Sul. Com gols de Neymar e Danilo, o time de 2011 repetiu o feito das lendárias equipes de 1962 e 1963.

Mesmo com o domínio do Santos, o Peñarol demonstrou valentia e dificultou as coisas. Após um primeiro tempo sem gols e instantes de tensão, Neymar fez o gol logo aos 2 minutos da segunda etapa, abrindo caminho para o título. Depois, aos 24, Danilo fez o segundo gol. Aos 36, após finalização de Estoyanoff, Durval, contra, diminuiu para os uruguaios.

Depois de ter empatado o jogo de ida por 0 a 0 em Montevidéu, o Santos precisava apenas de uma vitória simples em São Paulo para levantar a taça. Nas arquibancadas, o mar branco de torcedores fez a sua parte desde antes de a bola rolar. Com camisas brancas, milhares de faixas com o nome do clube, sinalizadores vermelhos e muitos fogos de artifício, os torcedores fizeram um bonita festa no Pacaembu. Aos gritos de “vamos ser tri, Santos” vindos da torcida, os jogadores entraram em campo para transformarem a decisão histórica em um momento inesquecível para todos os santistas.

Com o terceiro título da Libertadores de sua história, o Santos iguala o São Paulo como o maior vencedor da competição sul-americana entre os brasileiros. O Peñarol continua com cinco conquistas, enquanto o recordista é o Independiente-ARG, com sete.

No final deste ano, o Santos vai disputar o Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, e pode enfrentar na final o badalado Barcelona de Messi e companhia.

O jogo

O técnico Muricy Ramalho escalou o Santos com força máxima, com o meia Paulo Henrique Ganso de volta ao time titular. Com isso, assim como era previsto, Danilo foi deslocado do meio-campo para a lateral direita, já que Jonathan segue machucado.

Empurrado pela torcida, o Santos buscou o ataque desde o início e teve posse de bola bem superior ao adversário, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio defensivo. Ganso, disparado, foi o melhor em campo no primeiro tempo. De cabeça erguida e com passes precisos, o maestro alvinegro armou as melhores jogadas.

A primeira chance, aos 4 minutos, foi em uma cabeçada do zagueiro Durval, que acabou errando o alvo. Na primeira grande enfiada de bola de Ganso para Neymar, o atacante, pressionado pela marcação, não conseguiu chegar. Na segunda assistência perfeita de Ganso, aos 31, Neymar sairia na cara do gol, mas foi seguro pelo lateral Alejandro González, que levou o cartão amarelo. Elano cobrou a falta com perfeição, mas o goleiro uruguaio Sosa fez ótima defesa.

Na sequência, Neymar também mostrou as suas armas defensivas, exagerou na marcação e também foi punido com o amarelo, após dar uma solada em González. O lateral do Peñarol se machucou no lance e teve que ser substituído por Albín. Bem marcado, Neymar teve dificuldades para criar cercado de vários adversário na ponta esquerda.

Nas duas últimas oportunidades da equipe brasileira antes do intervalo, Léo chutou com perigo para fora e Durval cabeceou para a defesa de Sosa. Encolhido atrás, o Peñarol aproveitou-se dos momentos de nervosismo dos donos da casa para tentar ir à frente. Em um dos contragolpes, Martinuccio chutou à esquerda do gol de Rafael.

Mas o 0 a 0 provisório que poderia ser preocupante não durou muito no placar na segunda etapa. A apreensão deu lugar à alegria dos santistas logo. Aos 2 minutos, Ganso deu belo passe de calcanhar para Arouca, que arrancou em velocidade e enfiou na esquerda para Neymar, que entrou na área e chutou cruzado para balançar a rede. Foi o sexto gol do jovem atacante nesta Libertadores. A torcida alvinegra explodiu no Pacaembu e incendiou ainda mais o time.

Daí em diante, o Santos se soltou em campo e aproveitou melhor os espaços deixados pelos carboneros, que precisavam sair em busca do resultado. Então, aos 24 minutos, Danilo recebeu na direita, deu bom corte em Darío Rodríguez e chutou rasteiro para fazer o segundo gol alvinegro.

Muricy ainda trocou Léo por Alex Sandro, e Ganso, que saiu ovacionado, por Pará. Com a desvantagem, o Peñarol se lançou ao ataque e conseguiu diminuir aos 36 minutos. Após cruzamento de Estoyanoff, Durval marcou gol contra: 2 a 1.

Apesar da tentativa de pressão uruguaia, o Santos ainda teve outras chances de marcar, como em uma bola na trave de Neymar, segurou o resultado e comemorou o tricampeonato da Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 PEÑAROL-URU

Local: Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 22 de junho de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Sergio Pezzota (Argentina)
Assistentes: Ricardo Casas e Hernán Maidana (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Neymar e Zé Eduardo (SAN) Alexandro Gonzáles, Corujo e Dário Rodríguez (PEN)
Gols: Neymar, aos 2min, Danilo, aos 24min, e Durval (contra), aos 36min do 2° tempo

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso (Pará); Neymar e Zé Eduardo
Técnico: Muricy Ramalho

PEÑAROL-URU: Sosa; Alejandro González (Albin) (Estoyanoff), Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Corujo, Aguiar, Freitas e Mier (Urretaviscaya); Martinuccio e Olivera
Técnico: Diego Aguirre

Fonte: ESPN Brasil

24 de junho de 2011 por antena1

Rafael Futebol Clube

Gabriel Gebaile, 20 anos, é corintiano. Guilherme Romano, 21, é palmeirense. Bruno Ferreira e Rafael Romano, ambos 21, torcem para o São Paulo. Esta noite, no entanto, todos eles serão apenas Rafael Futebol Clube.

O quarteto é amigo de infância do goleiro santista. No primeiro jogo da final da Copa Libertadores, quarta-feira passada, eles se reuniram num bar de Sorocaba para torcer por Rafael. A tática deu certo e eles pretendem repetir a atitude  nesta quarta-feira (22).

Pelo amigo de infância os quatro deixaram de lado as diferenças futebolísticas e se uniram na torcida pelo conterrâneo. “É muito legal ligar a TV e ver o Rafa jogando”, afirma Gabriel Gebaile.

Mas nem sempre o camisa 1 do Santos foi chamado pelo nome. “No condomínio a gente chamava ele de Cabrinha”, revela Rafael Romano. A razão do apelido é o sobrenome do arqueiro, que é Cabral. “Depois [provavelmente com o sucesso com a camisa do Santos] passamos a chamá-lo de Rafa Show”, complementa.

Já marquei gol  /Um dos maiores orgulhos dos amigos de Rafael é o de poder contar algumas vantagens. Todos eles fazem questão de lembrar de algum gol que marcaram no goleiro no passado. “Nas férias no começo deste ano, o Bruno fez um golaço em cima dele”, conta Guilherme.

Além disso, o quarteto enche a boca para dizer que já jogou ao lado de Rafael. “A gente jogava junto na ADPM [Associação Desportiva da Polícia Militar]”, diz Guilherme. “Ele sempre foi goleiro e desde pequeno se destacava no time, mas confesso que nunca imaginei que ele fosse tão longe assim”, conclui.

Concentração em Sorocaba

Às vésperas da partida mais importante do ano para o Santos, os jogadores  titulares ganharam folga no fim de semana. Rafael, então, aproveitou para visitar a família. O goleiro ficou em residência  na  Granja Olga.

No sábado, o camisa 1 santista se encontrou com os amigos na casa de Gabriel Gebaile. A eles, o goleiro disse que estava bem tranquilo e que fez questão de se concentrar na cidade. Segundo o quarteto, a entrevista ao BOM DIA foi o assunto principal da noite.

Fonte: Bom Dia Sorocaba

22 de junho de 2011 por antena1

Médico do Santos libera Ganso para jogar 90 minutos

Muricy Ramalho ensaiou várias formações de ataque no treino técnico desta segunda-feira (20) à tarde, no CT Rei Pelé. Uma delas teve Maikon Leite na direita, Neymar na esquerda, Zé Eduardo no meio e Paulo Henrique Ganso mais solto e se encarregando de dar o último passe. Essa deverá ser a opção do treinador para virar o jogo se o Peñarol sair na frente do marcador na finalíssima de quarta (22), no Pacaembu.

Era esperado que Muricy orientasse um coletivo para readaptar Danilo à lateral-direita, no lugar de Pará, e Ganso no meio de campo, e também treinasse cobranças de pênalti. Mas o técnico preferiu trabalhar a parte ofensiva. Como os jogadores já estão concentrados no Hotel Recanto dos Alvinegros (anexo ao CT Rei Pelé), é provável que o comandante santista tenha deixado para dar um mini-coletivo e treinar cobranças de pênaltis na terça pela manhã, longe dos olhares da imprensa. À tarde, no CT Rei Pelé, ele vai comandar o último treino antes da decisão.

Depois de ter participado do treino de dois toques de uma hora no sábado, Ganso voltou a treinar normalmente no domingo e nesta segunda. À tarde, o médico Rodrigo Zogaib afirmou que o meia está totalmente liberado. “Paulo Henrique está liberado para jogar os 90 minutos. Ele está sem 100% e não tem nenhuma limitação. A sua escalação só depende do técnico Muricy”, afirmou Zogaib. Além de Ganso estarão de volta ao time o capitão Edu Dracena, que cumpriu suspensão na partida de Montevidéu, e Léo, que nem viajou ao Uruguai para fazer treinos especiais de fortalecimento muscular. Bruno Rodrigo e Alex Sandro retornam ao banco de reservas.

Fonte: Cruzeiro do Sul

21 de junho de 2011 por antena1

Agora a bola está com Muricy

Paulo Henrique Ganso vai ter que provar para Muricy Ramalho que está pronto para voltar ao time na finalíssima da Copa Libertadores da América contra o Peñarol, do Uruguai, na próxima quarta-feira (22), no Pacaembu. O meia está liberado pelos médicos há mais de 10 dias, mas até o começo da semana apenas fazia exercícios em aparelhos na academia e corria, sem forçar, em volta dos campos do CT Rei Pelé, com acompanhamento de um preparador físico e de um fisiologista.

Se o seu desempenho nos treinos dos três próximos dias convencer o treinador de que não há risco da lesão ser agravada, será escalado. “Tenho que pensar em primeiro lugar no atleta. Não podemos correr riscos porque o Ganso é importante para o Santos e para a seleção brasileira”, afirmou Muricy. Hoje, ele vai conversar com o médico Rodrigo Zogaib, que cuida do jogador desde que ele sofreu o estiramento no músculo reto anterior da coxa direita, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista diante do Corinthians, no dia 8 do mês passado. “E preciso sentir de perto como Ganso está”, ponderou o treinador.

Caso Muricy Ramalho se convença de que Paulo Henrique Ganso tem condições de voltar e de jogar sem receio da volta do problema muscular, o Santos vai aumentar muito as possibilidades de superar os uruguaios no Pacaembu e conquistar pela terceira vez a mais importante competição do futebol do continente, 48 anos depois.

Se o Santos tivesse perdido do Peñarol no primeiro jogo da decisão da Libertadores, em Montevidéu, é provável que Muricy Ramalho não estivesse tão reticente quanto à volta do meia. Mas, com o empate, o treinador prefere não abrir o time porque em caso de nova igualdade no tempo normal e também na prorrogação, a decisão irá para os pênaltis e se o pior acontecer, a derrota será menos sentida. E se Paulo Henrique Ganso não voltar bem, aumenta o risco de uma surpresa uruguaia.

Outro motivo é que o meio de campo está afinado. Tirar Adriano, o cão de guarda da defesa, nem pensar. Elano não está jogando tudo o que dele se esperava, mas tem cadeira cativa por ser o segundo maior salário do time, só perdendo para Neymar, e a maior contratação da atual diretoria. Caso Paulo Henrique Ganso retorne, vai sobrar para Pará, com Danilo voltando à posição de origem, a lateral direita, onde se destacou na seleção brasileira que conquistou o Sul-Americano Sub-20 no começo deste ano. Além de ser um jogador moderno e bom finalizador de fora da área, Danilo aumenta a altura do time, considerada muito baixa por Muricy Ramalho.

Fonte: Cruzeiro do Sul

17 de junho de 2011 por antena1

Santos sofre, mas empata com o Peñarol no Uruguai

O Santos sofreu na noite desta quarta-feira (15), mas garantiu o empate sem gols com o Peñarol no Estádio Centenário, em Montevidéu, no jogo de ida da final da Copa Libertadores. O resultado manteve em aberto a briga pelo título, que será definido na próxima quarta, no Pacaembu, em São Paulo. O vencedor do próximo duelo ficará com o troféu. Um novo empate, independente do placar, levará a decisão para a prorrogação, que poderá ser seguida de pênaltis.

Em sua quarta final de Libertadores, o Santos busca seu terceiro título, enquanto o Peñarol quer conquistar seu sexto troféu. Fora da rodada do final de semana do Brasileirão, o Santos concentrará toda a sua atenção nos próximos dias à preparação para a finalíssima. O time de Muricy Ramalho deverá ter o retorno do meia Paulo Henrique Ganso e do lateral-esquerdo Léo, desfalques na partida desta quarta.

O JOGO

O primeiro jogo da final foi precedido por uma grande festa da torcida do Peñarol. Cerca de 58 mil uruguaios cantavam em coro nas arquibancadas, iluminados por fogos de artifício e sinalizadores, que deixaram o gramado sob espessa nuvem antes do apito inicial. O clima de celebração era complementado pela presença de jogadores da seleção uruguaia nos camarotes, como Lugano e Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. O atacante estava acompanhado do seu pai Pablo, ídolo do Peñarol.

Com a bola rolando, o Santos não se intimidou com a festa da torcida e impôs seu futebol diante dos uruguaios. Valorizou a posse de bola, freando a empolgação das arquibancadas, e buscou o ataque nos primeiros instantes da partida. O primeiro chute a gol veio dos pés de Zé Eduardo, aos 4 minutos. Ele bateu fraco e rasteiro, sem dar trabalho ao goleiro Sosa. O Peñarol respondeu aos 6, em um lance perigoso pela direita. Mas o goleiro Rafael se antecipou e foi para dividida para evitar o chute de Olivera, quase dentro da pequena área. O time uruguaio só voltaria a ameaçar o gol santista no final do primeiro tempo.

O Santos chegava ao ataque com mais frequência, apesar dos constantes erros na saída de bola, principalmente com Elano. Isolado no ataque, Zé Eduardo mal via a bola. Neymar compensava ao buscar as jogadas no meio-campo. Depois de um lance individual, o jovem atacante armou para Alex Sandro acertar forte chute, exigindo grande defesa de Sosa. Na sequência do lance, Bruno Rodrigo cabeceou no travessão. Enquanto o meio-campo tentava se estabelecer em campo, a defesa santista garantia o domínio e a maior posse de bola. Durval e Adriano neutralizavam com propriedade as investidas uruguaias, principalmente as de Martinuccio.

O atacante, cobiçado pelo Palmeiras, desperdiçou boa oportunidade ao escorregar dentro da área, aos 22, após choque de Corujo com Alex Sandro quase em cima da linha da área. Os uruguaios pediram pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Os seguidos erros do Santos no meio-campo aumentaram o espaço do Peñarol na partida. Os anfitriões cresceram em campo e equilibraram o duelo nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 44, Darío Rodríguez perdeu a melhor chance de gol dos donos da casa na etapa. Em posição legal, ele recebeu lançamento pela esquerda e, sem marcação, tentou encobrir Rafael, mas acabou mandando por cima do gol.

O início do segundo tempo repetiu os primeiros minutos da partida. O Santos foi para o ataque e quase abriu o placar, novamente com Zé Eduardo. Logo aos 3, Elano arriscou de longe, mas parou nos pés de Danilo no meio da área. A bola sobrou para o atacante, que bateu no canto e viu Sosa desviar para fora. Zé Eduardo teve outra boa chance aos 26, em cabeçada para fora, rente à trave.

A partir dos 30 minutos, o Peñarol abandonou a defesa e, empurrado pela torcida, partiu para o ataque. O Santos levou um susto e quase foi vazado. Aos 27, Martinuccio aproveitou cruzamento na pequena área e mandou em cima do goleiro Rafael. Na sequência, o próprio atacante se antecipou em jogada de Olivera, na entrada da área, e bateu para fora.

A pressão aumentou nos minutos finais e o Peñarol chegou a balançar as redes aos 40 minutos. Em posição de impedimento, Alonso mandou para gol, após cruzamento da esquerda. O árbitro, porém, anulou o lance, irritando jogadores, treinador e a torcida. Preocupado, Muricy colocou mais um zagueiro em campo para evitar mais sustos. Bruno Aguiar reforçou a defesa e ajudou a garantir o empate fora de casa.

FICHA TÉCNICA

Peñarol-URU 0 x 0 Santos
Peñarol
– Sebastián Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo (Pacheco), Luis Aguiar, Nicolás Freitas e Matias Mier (Estoyanoff); Alejandro Martinuccio e Juan Manuel Olivera (Alonso). Técnico: Diego Aguirre.
Santos – Rafael; Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Arouca e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar). Técnico: Muricy Ramalho.
Cartões amarelos – Martinuccio, Corujo, González (Peñarol); Neymar, Arouca (Santos).
Árbitro – Carlos Amarilla (Fifa-Paraguai).
Renda e público - Não disponíveis.
Local – Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai).

Fonte: Cruzeiro do Sul

16 de junho de 2011 por antena1

Santos parte em busca do tri

No imponente estádio Centenário, em Montevidéu, contra o tradicional Peñarol, o Santos começa a escrever hoje, às 21h50 (de Brasília), o capítulo final de uma trajetória de superação para buscar o tricampeonato na Copa Libertadores da América. Sensação do País no ano passado, o time de Neymar e cia. deixou o show de lado para se redimir. Na primeira fase, à beira da eliminação, trocou de técnico em meio à competição. Venceu por placares mínimos e causou desconfiança na própria torcida.

Desde as quartas de final, teve de aprender a jogar sem Paulo Henrique Ganso, que sofreu lesão muscular na coxa direita antes dos duelos contra o Once Caldas, da Colômbia, e luta agora para retornar ao time na finalíssima, no Pacaembu, no próximo dia 22. No total, o time da Vila Belmiro chega à decisão com quatro desfalques importantes. Além de Paulo Henrique Ganso, os laterais Jonathan (direito) e Léo (esquerdo), machucados, nem viajaram. O zagueiro e capitão Edu Dracena, expulso no último jogo, acompanha a delegação, mas não entra em campo.

Como se não bastasse, o time brasileiro ainda viveu a angústia pela possibilidade de ter o jogo adiado por conta das cinzas do vulcão chileno Puyehue. O grupo ficou em um hotel em Guarulhos (Grande São Paulo), à espera da confirmação do voo, ocorrido no início da manhã de ontem. “Foi até difícil dormir porque não sabíamos até hoje (terça) o horário que poderíamos viajar, mas nós estamos prontos para jogar”, disse o volante Arouca. “Vivemos a ansiedade de viajar sem saber se seria de ônibus ou de avião, mas nada vai impedir de jogarmos esta final”, garantiu o atacante Neymar, maior atração entre os personagens da decisão.

Já o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro preferiu optar pelo bom humor. “Vulcão vai ser o Neymar amanhã (hoje)”, disse o dirigente, no embarque da delegação santista.

Fator Neymar

Para a partida no Uruguai, o técnico Muricy Ramalho manterá a aposta em Neymar, principal esperança santista de obter valiosos gols em campo adversário, o que pode fazer toda a diferença para chegar ao título. Nos contra-ataques puxados pelo camisa 11, o time santista tem feito fora de casa suas melhores exibições na competição — sob o comando de Muricy, ganhou duas das quatro partidas que fez como visitante e empatou outras duas.

O amadurecimento de Neymar, que aprendeu a não revidar as constantes jogadas violentas dos rivais e tem se jogado menos ao chão para simular faltas, têm sido o retrato deste Santos “copeiro”. Ao seu lado, o garoto terá a companhia de Zé Eduardo e Elano, que não têm rendido o esperado nas últimas partidas. Elano, por sinal, mais uma vez atuará improvisado na armação, função que não tem conseguido desempenhar com desenvoltura, mas que foi obrigado a assumir desde a contusão de Paulo Henrique Ganso.

Na véspera do jogo, a notícia divulgada na Europa de que Neymar pode ir para o Real Madrid após a Libertadores irritou os santistas. “Isso não existe. É chato que estas notícias sempre surjam em véspera de jogos decisivos”, lamentou o presidente Luís Álvaro. O próprio jogador tratou de desmentir a informação, veiculada pela imprensa espanhola. “Não tenho nada com o Real. Hoje, nada nem ninguém me tira do Santos”, afirmou o atacante.

FICHA TÉCNICA

Peñarol x Santos
Peñarol
– Sebastián Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Luís Aguiar, Nicolás Freitas e Matias Mier; Alejandro Martinuccio e Juan Manuel Olivera. Técnico: Diego Aguirre
Santos – Rafael; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Arouca e Elano; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro – Carlos Amarilla (Fifa-Paraguai)
Local – Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Horário – 21h50 (de Brasília)

Fonte: Cruzeiro do Sul

15 de junho de 2011 por antena1

Final entre Santos e Peñarol será no Pacaembu

O Santos anunciou nesta terça-feira (7) que mandará o segundo jogo da final da Copa Libertadores no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A partida, contra o Peñarol, será disputada no dia 22 deste mês, às 21h50. O primeiro duelo será realizado na próxima semana, no dia 15, no mesmo horário, no Estádio Centenário de Montevidéu, no Uruguai. Os árbitros das duas partidas e as informações sobre os ingressos serão anunciados nos próximos dias.

Antes da definição, a diretoria santista cogitava mandar o jogo no Morumbi, que apresenta maior capacidade e geraria maior renda para o clube. A maior bilheteria fez o Santos descartar a Vila Belmiro. Parte da torcida rejeitava o Morumbi por superstição. No estádio do São Paulo, o Santos perdeu o título da Libertadores de 2003 para o Boca Juniors. A diretoria, contudo, alegou que, no Pacaembu, os torcedores ficam mais próximos do gramado, apesar da menor capacidade de público.

Será a quarta partida do Santos no Pacaembu nesta Libertadores. Antes, o time venceu o Deportivo Táchira, da Venezuela, na primeira fase, empatou com o Once Caldas, da Colômbia, nas quartas de final, e derrotou o Cerro Porteño na semifinal. (AE)

Fonte: Cruzeiro do Sul

8 de junho de 2011 por antena1

Borges marca dois na estreia e Santos vence lanterna

Quando o Santos anunciou a contratação de Borges, o comentário geral era que o atacante desandaria a fazer gols, assistido por Elano, Ganso e Neymar. Mesmo sem a companhia dos três, o ex-gremista já começou a justificar sua contratação. Com dois gols dele, o Santos venceu neste domingo o Avaí, por 3 a 1, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Maurício Alves e Rychely marcaram no fim.

Os gols de Borges foram dignos de centroavante oportunista. No primeiro, ele só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes, embaixo do gol. Depois, quando ampliou o placar, apareceu impedido, atrás da zaga, e ficou cara a cara com Aleksander, chutando a queima-roupa.

A primeira vitória na competição fez o Santos ir a quatro pontos e subir para a 11.ª posição. O Avaí segue com sua campanha 100% derrotas, em último.

O Santos volta a campo no sábado que vem, às 18h30, em Sete Lagoas, para visitar o Cruzeiro. Só na quarta-feira seguinte começa a decidir a Libertadores. Ao mesmo tempo, o Avaí recebe o América-MG na Ressacada.

O JOGO – Desfalcado de Elano e Neymar, na seleção, e Jonathan, Léo e Ganso, machucados, o Santos entrou em campo neste domingo, na Vila Belmiro, sem as suas principais estrelas. A noite fria na Baixada Santista e o foco na decisão da Libertadores também contribuíram para que o público fosse pequeno na Vila.

Quem foi ao estádio santista não se empolgou com o futebol apresentado pelos donos da casa no primeiro tempo. Qualidade na troca de passes e ímpeto ofensivo apenas nos 15 minutos iniciais. Foi neste período que o Santos abriu o placar. Aos 9, Alan Patrick cobrou escanteio da esquerda, Zé Eduardo desviou de cabeça no primeiro pau, Borges apareceu sozinho na segunda trave e só teve o trabalho de escorar para dentro.

Na comemoração, pôs a bola por baixo da camiseta alvinegra. Uma homenagem à gravidez de sua esposa, que espera gêmeos: Mateus e Gabriel.

Como o Avaí só estava preocupado em marcar, o jogo seguiu sem emoções até o intervalo. Na volta para o segundo tempo, Robinho entrou no lugar de Marquinhos Gabriel. Mal deu tempo de os visitantes mudarem de postura e Borges voltou a marcar. Alan Patrick bateu falta da direita, Bruno Rodrigo desviou no meio de caminho e a bola sobrou para Borges, impedido, fazer o segundo dele no jogo.

Pouco antes, o Santos havia perdido Danilo, que deixou o campo sentindo dores na coxa. Roger, contratado junto ao Oeste de Itápolis, entrou no lugar dele.

Borges por pouco não fez o terceiro, aos 32. Arouca fez boa jogada pelo meio e bateu forte, acertando a trave direita. O atacante pegou o rebote e finalizou sem força. Aleksander se esticou todo e espalmou. Depois, Pará e Alex Sandro também desperdiçaram chances de marcar.

Já aos 43 minutos, o Avaí descontou, com Maurício Alves, que havia entrado no lugar de Estrada. George Lucas, ex-lateral do Santos, cruzou da direita para o gol de honra dos visitantes. Nos acréscimos, Rychely, ex-Santo André, recebeu de Arouca na área e fez o terceiro do Santos – o primeiro dele pelo clube.

FICHA TÉCNICA:

Santos 3 x 1 Avaí

Santos – Rafael; Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Arouca, Adriano, Danilo (Roger) e Alan Patrick (Bruno Aguiar); Zé Eduardo (Rychely) e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Avaí – Aleksander; Gustavo Bastos, Bruno e Cássio; George Lucas, Marcinho Guerreiro, Fabiano, Estrada (Maurício Alves) e Julinho; Marquinhos Gabriel (Robinho) e William (Fábio Santos). Técnico – Silas.

Gol – Borges, aos 9 minutos do primeiro tempo. Borges, aos 6, Maurício Alves, aos 43, e Rychely, aos 47 minutos do segundo tempo.

Árbitro – José de Caldas Souza (DF).

Cartões amarelos – Roger, Marcinho Guerreiro, Fabiano e Gustavo Bastos.

Renda – R$ 64.420,00.

Público – 4.109 pagantes.

Local – Estádio da Vila Belmiro, em Santos.

Fonte: Cruzeiro do Sul

6 de junho de 2011 por antena1

Santos vai à guerra no Paraguai

Assunção está pintada em azul, branco e vermelho para receber o Santos de Neymar. Nesta quarta-feira (1º), às 21h50 (de Brasília), até os paraguaios estão ansiosos para ver como o camisa 11 vai se portar no duelo contra o Cerro Porteño, que vale a vaga na final da Copa Libertadores da América. “Mesmo antes de pegar o Santos ele já era conhecido no Paraguai. No jogo de ida, foi ele quem decidiu”, disse Derlis Acosta, torcedor fanático do Cerro Porteño e dono de uma banca de jornal na capital paraguaia.

No Pacaembu, em noite inspirada, o atacante superou a marcação cerrada do rival para assegurar a vantagem santista por 1 a 0. Para chegar à quarta decisão de Libertadores de sua história, o time da Vila Belmiro precisa apenas de um empate. Derrota por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis e, se balançar as redes, o Santos pode até perder por um gol de diferença. “Vencer esse campeonato nos deixaria marcados para sempre. Não apenas eu, mas todo o grupo”, disse Neymar, ontem, na chegada ao Paraguai. “O Cerro é um time muito bom, que jogou de igual para igual em São Paulo. Mas estamos prontos para fazer um bom jogo”.

Apesar de o Cerro Porteño ser o clube mais popular do Paraguai, as ruas, casas e prédios estão coloridos em azul-grená por outro motivo. Há pouco mais de duas semanas, o país parou por conta dos festejos pelos 200 anos de independência. Mesmo assim, a maioria manteve as bandeiras nas janelas. Por todos os lugares, o clima de otimismo toma conta da capital. “O duelo está aberto”, disse o meia Fabbro, destaque do Cerro Porteño no jogo de ida, em entrevista ao diário Ultima Hora. “Falta muito pouco. Falta apenas um passo para chegarmos à tão desejada final”.

Para buscar a vaga inédita na decisão, o Cerro Porteño promete ir ao ataque no estádio Pablo Rojas. Com isso, os contra-ataques puxados por Neymar são a principal arma de Muricy Ramalho na busca da classificação. Caçado em campo no Pacaembu, na semana passada, o atacante santista deve ser alvo de marcação ainda mais dura hoje. “Isso é normal, algo que a gente já espera”, afirmou Elano. Arouca, no entanto, não teme excesso de violência. “Eles viram que com o Neymar não dá para ter espaço, mas acredito que não vai haver deslealdade”. O Santos terá o retorno de Jonathan na lateral direita, mas perdeu o experiente Léo na outra ala. Seu substituto será Alex Sandro, que teve poucas oportunidades este ano no time titular.

FICHA TÉCNICA

Cerro Porteño-PAR x Santos
Cerro Porteño-PAR
– Diego Barreto; Iván Piris, Mariano Uglessich, Pedro Benitez e César Benítez; Luis Cáceres, Javier Villarreal, Iván Torres e Jonathan Fabbro; Juan Lucero e Fredy Bareiro. Técnico: Leonardo Astrada
Santos – Rafael; Jonathan, Durval, Edu Dracena e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro – Wilmar Roldán, (Fifa-Colômbia)
Horário – 21h50 (de Brasília)
Local – Estádio Pablo Rojas, em Assunção (Paraguai). (AE)

Fonte: Cruzeiro do Sul

1 de junho de 2011 por antena1
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