Em 2010, a região de Sorocaba teve 86 mortes por afogamento — quase o dobro de toda Baixada Santista, que registrou 47 óbitos. A região é a terceira do Estado em maior número de mortes desse tipo. Ficou atrás apenas do Litoral Norte e Vale do Paraíba, que juntos contabilizaram 91 afogamentos, e da capital e região metropolitana, que teve 360. Os dados, levantados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, apontam que, por mês, 77 pessoas morrem afogadas no Estado. Em 2010 (último dado consolidado disponível), foram 931 óbitos — nove a mais que em 2009. Já a média de internações por afogamento foi de apenas sete por mês em todo o Estado, alcançando um total de 91 pacientes no ano de 2010, o que indica alto índice de vítimas fatais nessas ocorrências.
Embora a região de Sorocaba reúna 48 municípios, as 86 mortes foram registradas apenas em três: 13 em Itapetininga; 22 em Itapeva; e 51 em Sorocaba. Na cidade e nos municípios mais próximos, os pontos principais de afogamentos, segundo o Corpo de Bombeiros, são a lagoa no Parque Vitória Régia, em Sorocaba; as cachoeiras de Votorantim (da Fumaça, da Penha e principalmente a da Chave); a pedreira desativada de Salto de Pirapora; e a represa de Itupararanga.
Em 2011, somente os casos noticiados pelo jornal Cruzeiro do Sul somavam quase 20 pessoas mortas por afogamentos na região. As idades variam de 5 a 47 anos, mas a maioria é jovem e tem entre 16 e 19 anos de idade. A mais recente vítima foi um menino de 5 anos, que se afogou em uma piscina, na noite de domingo em Sorocaba. Apesar de contar com vários locais de risco, o principal motivo das mortes na região é a imprudência, de acordo com o o tenente Marcos Novaes, do 15º Grupamento de Bombeiros de Sorocaba e região. “Os piores problemas acontecem com as pessoas que acham que sabem nadar e vão além da própria capacidade”, afirma o tenente.
Entre as principais instruções do tenente Novaes, não nadar sozinho e não ingerir bebidas alcóolicas ou quaisquer outras drogas antes de nadar são imprescindíveis. “Além de não deixar crianças nadarem desacompanhadas, não mergulhar de cabeça em hipótese alguma e não nadar em local que não conhece”, ressalta. O médico gerente operacional do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau), da Secretaria Estadual, Jorge Michel Ribera, chama a atenção para os afogamentos específicos de crianças. Segundo ele, é um tipo de acidente comum especialmente em churrascos à beira de piscina.
Para o médico, os pais costumam relaxar acreditando que todos ao redor estão observando as crianças e não se atentam ao fato de que as festas trazem naturalmente muita distração. “Quando fazemos o atendimento de crianças que se afogam, percebemos que é sempre algo muito doloroso para os pais e amigos, pois é um acidente que poderia ser evitado apenas com um pouco mais de atenção e observação”, diz. “A piscina normalmente traz uma falsa impressão de segurança”, alerta Ribera.
Já para os adultos, o maior perigo está na combinação de excesso de confiança e consumo de bebidas alcoólicas. “O óbito por afogamento é extremamente evitável. É uma questão de conscientização”, afirma o médico.
Algumas dicas para segurança
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para os cuidados que banhistas devem ter no mar, piscinas, rios, lagos e cachoeiras. Veja abaixo algumas dicas para evitar afogamentos:
- Não entre na água caso esteja alcoolizado. A bebida alcoólica faz com que o banhista perca seu senso crítico relação ao mergulho.
- Procure evitar mergulhos solitários. Sempre tenha uma companhia, que possa ajudá-lo no caso de imprevistos.
- Não mergulhe de cabeça em depósitos naturais de água, pois o fundo está em constantes transformações. O choque com o fundo pode causar de desmaios a sérios danos à coluna vertebral, expondo à vítima ao agravante de afogamentos.
- Caso se sinta em perigo, evite gritar e não nade contra a correnteza para poupar o fôlego e evitar o cansaço físico. Sinalize pedido de ajuda com os braços e procure boiar.
- No mar, em rios e outros locais com correnteza, o ideal é que o nível da água não ultrapasse a cintura do banhista para que ele não seja surpreendido por depressões no solo ou ondas e correntes inesperadas.
- No caso de perder o controle do corpo em rio, nade no mesmo sentido da correnteza e procure avançar lentamente pelas laterais até alcançar as margens.
- Em locais de correnteza, jamais desobedeça a sinalização do Corpo de Bombeiros.
- Designe uma pessoa específica para tomar conta de crianças. Essa pessoa deve, por exemplo, reduzir o consumo bebida alcoólica e se concentrar exclusivamente nas crianças.
- Não confie na falsa impressão de segurança que comumente os pais têm com o uso de boias e com a presença de outros banhistas conhecidos em torno da piscina.
- Se for para o fundo usando uma boia, jamais a abandone, mesmo que perca o controle da situação.
- Socorro: Tão importante quanto saber evitar o afogamento, é saber como prestar socorro. O ideal é que pessoas sem treinamento apropriado não tentem fazer salvamentos sozinhas com o próprio corpo, colocando a própria vida em risco. O mais adequado é fornecer para a vítima objetos que flutuem ou que sirvam como uma corda.
* Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Fonte: Cruzeiro do Sul
A região de Sorocaba tem mais linhas de telefonia móvel do que habitantes. O indicador utilizado internacionalmente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para demonstrar o número de telefones em serviço em cada grupo de 100 pessoas, chamado de teledensidade, é de 125,15 linhas ativas nos 49 municípios da região que têm código de área (DDD) 15. Nessa área, que inclui a cidade de Sorocaba, segundo o levantamento há 2.342.295 linhas em operação, para uma população aproximada de 1,87 milhão de habitantes. A matemática mostra que, em um grupo de quatro pessoas na região, uma delas tem duas linhas de telefonia móvel (1,25 linha por habitante). Esses cálculos são baseados em informações divulgadas no site da Anatel, referentes ao mês de dezembro de 2011.
A videomaker Sandra Ribeiro, 38 anos, enquadra-se nessa porcentagem de sorocabanos com mais de uma linha de telefonia móvel. Ela decidiu há dois anos ter um par de aparelhos de operadoras distintas com o objetivo de economizar. “Busco sempre as promoções, pois tenho amigos que possuem as mesmas operadoras e assim gasto menos”, diz. Sandra não tem telefone fixo em sua residência. “Não paro em casa e nem me faz falta.” A produtora cultural Midiã Lopes Peres, 23, também tem duas linhas móveis, uma delas com a tecnologia de rádio. Trabalha em Campinas durante a semana e usa um dos aparelhos para falar com a família em Sorocaba. “Fica mais prático e mais econômico para mim.”
O número relativo à região de Sorocaba está acima da média nacional. Segundo a Anatel, o país atingiu a marca de 242,2 milhões de linhas móveis em 2011. O Brasil adicionou 39,3 milhões de novas linhas de telefones celulares em 2011, o maior volume nos últimos anos. Para cada 100 habitantes, há no Brasil aproximadamente 124 linhas. O líder estadual nesse ranking de teledensidade é São José dos Campos, com 154 linhas móveis. Em seguida está São Paulo, com 149, à frente de Campinas, com 147. Os dados da Anatel também demonstram um crescimento contínuo no número de linhas ativas de telefonia móvel por 100 habitantes em Sorocaba, no ano passado. Em janeiro, a quantidade era de 104,1. A evolução seguiu durante os 12 meses e chegou às 125 linhas em dezembro.
“Esses números são relevantes para todos os investidores que buscam expandir ou ampliar seus negócios no Estado”, afirma o presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), Luciano Almeida, em nota. “O acesso à telefonia móvel é um dos itens pesquisados pelas empresas estrangeiras quando estão procurando um lugar para se instalar”, continua.
Fixos
A Anatel tem o registro de 117.786 linhas fixas na cidade de Sorocaba. Algumas regiões são discriminadas, como os bairros de Brigadeiro Tobias, com 894 acessos, e o Habiteto, com 713. Para ilustrar esses números, o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 revela que existem 155.880 residências na cidade, 5.374 moradias em vilas e condomínios, além de 16.760 apartamentos.
A professora Marcélia Picanço Valente, 42, estuda eliminar o aparelho existente em sua casa. “Eu tenho um fixo por causa do meu filho de 9 anos, mas agora comprei um celular para ele e pretendo cancelar a linha.” A professora também possui duas linhas móveis. “Uma é para falar com a minha mãe, pois onde ela mora só funciona uma operadora”, finaliza.
O município também possui 2.453 acessos públicos. A Agência Nacional de Telecomunicações diz que o Brasil já conta com mais de um milhão desses aparelhos, os chamados “orelhões”, distribuídos por mais de 5.500 municípios.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Cerca de 10 mil instalações clandestinas de eletricidade, os chamados “gatos”, foram identificadas nos últimos três anos em Sorocaba e outras 18 cidades da região e regularizadas pela CPFL Piratininga, concessionária responsável pela distribuição e fornecimento de energia elétrica. No ano passado, cerca de 2.220 famílias sorocabanas foram flagradas por equipes da empresa consumindo eletricidade sem pagar e tiveram o fornecimento regularizado e a estimativa é que ainda haja 1.200 residências na região em situação irregular, a maioria delas em bairros periféricos. A consequência dessa prática é o maior risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, devido a acidentes provocados pela sobrecarga dos transformadores. Além disso essa prática é considerada crime previsto no artigo 155 do Código Penal, cuja pena vai de um a quatro anos de prisão.
Apesar de a concessionária não divulgar o valor estimado do prejuízo, levantamento recente feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta que o furto de energia elétrica causa um prejuízo anual da ordem de R$ 5 bilhões em todo o País. No Brasil, as perdas na rede de distribuição elétrica são responsáveis por aproximadamente 15% da energia comprada pelas distribuidoras.
Gerente de eficiência energética, Luiz Carlos Lopes Júnior, considera o número elevado e preocupante. Por conta disso, segundo ele, a empresa passou a intensificar as ações de combate a esse tipo de crime. Ações que incluem investimentos em tecnologia para aperfeiçoar seu esquema de inspeção em medidores. Paralelamente, profissionais saem às ruas diariamente com a missão de inspecionar medidores e ligações de eletricidade nos endereços apontados pelo sistema com maiores probabilidades de êxito e, ainda, a adoção de um programa específico, que além de um trabalho educativo sobre o uso racional de energia inclui a trocar a geladeira velha da casa por uma nova, que consome menos e ainda lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes. “Estamos atuando de forma intensa com objetivo de regularizar a utilização clandestina de energia, que sobretudo, representa um risco de acidente constante”, afirmou.
Segundo ele, somente em Sorocaba ao longo do ano passado um total de 2.220 famílias consumiam energia de forma irregular, por meio de ligações clandestinas. Essas ligações foram identificadas e passaram a ser regularizadas nos bairros Ana Paula Eleutério (Habiteto), Jardim Nova Esperança, Vila Barão, Jardim Baronesa, Ipiranga, Parque das Laranjeiras e ainda Vitória Régia 1, 2 e 3.
Técnicas e Rede Comunitária
De acordo com o gerente de eficiência energética, os fraudadores utilizam de diversas técnicas para burlar o consumo. Dentre as modalidades mais comuns de fraude estão o travamento do disco do medidor, o rompimento do lacre do medidor com posterior adulteração de seu mecanismo, o denominado de furto rústico de energia, caracterizado por ligações que extraem energia elétrica de baixa tensão dos postes. “Não é uma tarefa fácil. O que nós procuramos fazer não é apenas a simples regularização, pois se o programa se restringisse a regularizar ligações, boa parte das pessoas voltaria a fazer “gatos”. Nosso programa, denominado Rede Comunidade, que consiste num amplo sistema de assistência e conscientização. E percebemos que isso tem tido ótimos resultados, já que os índices de resistência e volta à irregularidade é extremamente baixo”, relata.
Segundo estimativa da concessionária há na região cerca de 1,2 mil famílias que consomem energia elétrica de forma irregular e deverão ser alvo de processo de regularização. Em Sorocaba, os locais que ainda foram constatados problemas, segundo o gerente, estão a Vila Barão e o Nova Esperança. “Ali não há rede secundária. Por isso há necessidade de investimentos”, afirmou. Já em Votorantim são 70 famílias que precisam recorrer aos chamados “gatos” para ter energia elétrica em suas residências. Estão localizadas no bairro Itapeva e são moradores de um conjunto de favelas ali existente. “Nessa localidade há um agravante que a gente não consegue regularizar sem que antes haja investimentos por parte da administração municipal. O local carece de infraestrutura e não tem rede secundária”, explicou.
“Todos perdem”
Segundo o gerente de eficiência energética da CPFL, são vários os riscos que o morador corre ao realizar uma ligação clandestina. Além de ser perigoso para o autor da ligação, este tipo de ação é também considerado um crime. “Em uma ligação clandestina, todos perdem. A empresa, que pode ter problemas em sua rede elétrica, como sobrecargas e o morador, uma vez que não há dispositivos de segurança”, disse e completou: “É comum nessas situações acontecer aquecimentos dos condutores, curto-circuitos devido à má isolação ou sobrecarga, choques elétricos e até incêndios ocasionados por má atuação ou falta das chaves de proteção.”
As ligações clandestinas prejudicam também os clientes que estão regulares no sistema, ressalta o especialista. Eles podem sofrer consequências como oscilações de tensão, interferências em rádio e televisão, devido a possível mau contato nas ligações clandestinas, ou até mesmo interrupções de energia.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Até bem pouco tempo a região de Sorocaba era apontada como portal de entrada para o chamado ramal da fome – o Vale do Ribeira. Poucos empreendedores se arriscavam a apostar no desenvolvimento da área sudoeste de São Paulo. Porém, recentemente, esse cenário mudou completamente. Uma Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), realizada pela Fundação Seade, aponta que em 2010, a soma de recursos aplicados em Sorocaba e região totalizou US$ 1,4 bilhão, superando em quase oito vezes o montante registrado em 2009, que foi de US$ 180,9 milhões.
Em 2010, o principal investimento foi do setor automotivo: os US$ 600 milhões da Toyota destinados à instalação de sua fábrica em Sorocaba. Nesse setor, houve ainda os US$ 96,1 milhões da Kanjiko para expandir sua planta atual, em Salto, e construir uma nova unidade industrial em Sorocaba. Também merecem destaque os US$ 224 milhões anunciados pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, para ampliar a produção de perfis metálicos de sua fábrica localizada em Alumínio.
Em Tatuí, vale ressaltar os US$ 44,1 milhões da norte-americana Guardian para construir a fábrica de vidro cristal. Em Salto, a Eucatex anunciou US$ 28 milhões para construir uma fábrica de chapas de fibra de madeira. Já em Itu, os destaques foram os anúncios de instalação de uma fábrica de geladeiras comerciais pela Imbera (US$ 14 milhões), do grupo Femsa, e a implantação de um hipermercado Walmart (US$ 25,2 milhões).
Locomotiva regional
Mas não foram apenas esses investimentos anunciados em 2010 que alavancaram o desenvolvimento de Sorocaba e região. Nas últimas décadas, várias empresas de renome chegaram à Sorocaba. Diversas multinacionais escolheram a cidade para instalar suas sedes corporativas. Entre elas estão o grupo alemão ZF, da área de transmissão para veículos agrícolas; Metso, líder mundial na produção de equipamentos para mineração; a Luk do Brasil Embreagens, subsidiária do grupo alemão Shaeffler; a Pirelli Cabos; a norte-americana Flextronics, quarta maior montadora mundial em telecomunicações; e a Case do Brasil, do setor de máquinas agrícolas e de construção. A maioria desses grupos foi atraído pela localização estratégica, infra-estrutura e estrutura viária.
No ano passado foi a vez das sistemistas da Toyota assinarem os protocolos de intenções para instalação no município. Os fornecedores da montadora japonesa investirão R$ 200 milhões e juntos vão gerar mais 2 mil empregos diretos e indiretos. Um outro levantamento divulgado recentemente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico aponta que nos últimos sete anos, os investimentos em Sorocaba superam R$ 5 bilhões. Desde 2005, a Prefeitura de Sorocaba assinou 66 protocolos de intenções com a perspectiva de geração de 63 mil empregos diretos e indiretos.
A cada novo protocolo de intenção assinado, o prefeito Vitor Lippi enfatiza o cenário econômico atual vivido por Sorocaba e a necessidade das outras cidades da região acompanharem esse ritmo de desenvolvimento. “Sorocaba realmente vive um momento especial e com certeza está contribuindo para o desenvolvimento da região, criando novas oportunidades de emprego para o sorocabano e os moradores vizinhos. Avança o consumo da população, os investimentos e a geração de empregos”, afirma o prefeito.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O governador Geraldo Alckmin nomeou 1.058 novos professores que passarão a atuar este ano nas escolas da rede estadual de onze cidades da região. Só em Sorocaba, serão 227 docentes a mais, que representam um aumento de 6,2% no quadro de funcionários. A cidade ganhará, ainda, dez oficiais administrativos e um profissional para a função de executivo público. No total, foram efetivados 16.860 servidores para a área de educação em todo o Estado, que incluem também agentes de organização escolar. O grande volume é de professores (14.473), que irão reforçar as salas de aulas no ano letivo que começa em fevereiro.
A relação dos professores nomeados será publicada no Diário Oficial do Estado da próxima segunda-feira, dia 9 de janeiro. Eles terão 30 dias para tomar posse dos cargos (prorrogáveis por igual período) e depois poderão participar da atribuição de aulas prevista para a segunda quinzena deste mês. “Além da expressiva ampliação do quadro efetivo de professores, que ajudará a reduzir a rotatividade de docentes temporários em salas de aula, nossas escolas passarão a contar com mais servidores não só para as atividades de apoio em geral, mas também para desonerar os diretores de atividades burocráticas, permitindo maior dedicação ao aprendizado dos alunos”, afirmou o secretário de Estado da Educação, professor Herman Voorwald.
Segundo o coordenador da sede regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Alexandre Tardelli, a decisão de contratar docentes é uma conquista, já que os educadores sentem, no dia a dia, a ausência de profissionais nas escolas e salas de aula. “A Secretaria percebeu a necessidade de mais professores. Essa é uma situação visível, não somente em São Paulo, mas em todo o Brasil. Há um apagão de profissionais na área de educação”, comentou. A entidade não possui um levantamento de quantos professores a mais Sorocaba deveria ter, em sua rede estadual, para dar conta da demanda de aulas. Porém, Tardelli destaca que o quadro hoje, em todo o Estado, é de 60% de profissionais concursados e 40% temporários. “Esse número mostra o déficit da rede. Só para se ter uma ideia, há uma resolução do Conselho Nacional de Educação que determina que os estados abram concurso público quando o número de temporários chegue a 10%”, comentou. Ele destaca que luta da Apeoesp é para que os 56 mil aprovados no último processo seletivo — frente a 230 mil inscritos — sejam convocados.
Além de novos professores, Tardelli lembra que a entidade defende que o governo paulista cumpra o que manda a lei do piso salarial nacional para docentes. Segundo ele, o Estado de São Paulo até paga um pouco mais que mínimo, por 40 horas semanais. Porém, o problema está na jornada. “A lei fala de 33% destinado a atividades extraclasse e isso não acontece.” A entidade aposta, inclusive, que a contratação de professores seja um sinal de que o órgão estadual passará a cumprir o que manda a legislação em breve, já que menos tempo em sala de aula significa necessidade de mais docentes. “Ganhamos uma liminar, no último mês de dezembro, por meio da qual o juiz determina que seja cumprida a lei.”
Quarentena
Além de contratar docentes, o governador também sancionou a lei que diminui para 40 dias o período que os professores temporários têm que ficar afastados do trabalho até que possam pegar novas aulas. “Antes, era de 200 dias letivos, ou seja, um ano. Defendemos o concurso público, mas os temporários ajudam a cobrir os profissionais em licença e em fase de aposentadoria”, falou Tardelli. Ele destacou que a proposta da Apeoesp é que os professores que já atuam como temporários possam, no futuro, ter uma pontuação diferenciada e vantagens no concurso público.
Outras duas leis também foram sancionadas por Alckmin. Uma delas regulamenta o novo modelo de ensino médio de tempo integral, que passará a funcionar em 16 escolas da rede já este ano — Sorocaba ainda não foi contemplada com o projeto. A outra medida é de reestruturação da Secretaria de Estado da Educação. Serão extintos 1.834 cargos e criados outros 1.743 postos dos órgãos centrais da pasta e das 91 diretorias regionais de ensino distribuídas por todo o Estado. A intenção é enxugar o quadro de pessoal e, segundo o governo paulista, economizar cerca de R$ 2,2 milhões com folha de pagamento.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Um total de R$ 7,8 milhões em mercadorias estrangeiras foi apreendida pela Receita Federal em Sorocaba e outras 51 cidades da região, no ano passado. Há desde cigarros, eletroeletrônicos, tablets e material para informática, CDs pirateados, assim como produtos de maquiagem e brinquedos, tudo que entrou de forma ilegal no País. No período foram apreendidos ainda 16 automóveis, entre veículos de passeio, vans e ônibus utilizados para transportar as mercadorias. O volume representa um crescimento de 39,5% do que o registrado em 2010, quando as apreensões totalizaram R$ 5,65 milhões, segundo dados da Delegacia Regional da Receita Federal.
O delegado da Receita em Sorocaba, Ângelo Celso Bosso, atribuiu o aumento das apreensões à intensificação das ações de fiscalização, que passaram a ser realizadas por iniciativa do próprio Fisco, além das operações integradas com as polícias Federal, Rodoviária, Militar e Civil, em rodovias da região e em estabelecimentos comerciais, com o objetivo de combater o contrabando e o descaminho. “Em 2012, a Receita Federal irá intensificar ainda mais suas ações de fiscalização, já que passamos a contar com uma equipe especializada. Só a Receita Federal liderou ano passado seis operações. Fator que influenciou diretamente nesse aumento do confisco de produtos contrabandeados”, revela.
Segundo ele, as apreensões evitaram que mercadorias irregulares, sejam por conta da falta do recolhimento de tributos e de certificações de órgãos de fiscalização e controle, chegassem ao seu destino, gerando concorrência desleal entre os mercados formal e informal. Do total de mercadorias apreendidas em 2011, cerca de 40%, o equivalente a R$ 2,8 milhões, é composto por materiais de informática e eletroeletrônicos. Nos depósitos das unidades da Receita em Sorocaba e Bauru – para onde é levada a maior parte – , explicou o delegado, estão centenas de placas de computadores, teclados, gabinetes, monitores, impressoras, máquinas fotográficas, notebooks, DVD players, filmadora, cigarros, além de bebidas alcoólicas, como uísque. O número de brinquedos e artigos de bazar, contrabandeados e que iriam abastecer o mercado informal de Sorocaba e região, também foi considerado “elevado” por Bosso.
Tolerância Zero
De acordo com o delegado, a Receita tem reforçado a vigilância na fronteira com o Paraguai, que é por onde entra a maior parte dos produtos contrabandeados e pirateados, que abastecem o mercado informal, bem como o comércio dos grandes centros. Para 2012, “a ordem é tolerância zero”, ressaltou Bosso. Quem é flagrado entrando com mercadorias de forma ilegal no País responde criminalmente. A pena, tanto por flagrante de contrabando como descaminho, varia de um a quatro anos de prisão.
As mercadorias apreendidas, em geral, são destinadas a outros órgão públicos e doadas para instituições beneficentes. No caso de apreensões de cigarros, por exemplo, a carga é destruída. Brinquedos e produtos sem selo de qualidade do Inmetro também não são doados, como aconteceu na apreensão ocorrida no dia 4 de outubro.
Veículos
O delegado da Receita Federal frisou que todo veículo flagrado transportando mercadorias estrangeiras, em situação irregular no País, também pode ser apreendido. Nos casos em que mercadorias foram apreendidas após entrarem ilegalmente no Brasil, os proprietários dos veículos têm prazo determinado para apresentar a documentação e contestar a suspeita. “Geralmente, eles não têm argumento e a carga acaba ficando em definitivo nos depósitos da Receita. No caso dos ônibus de linha, isso não acontece, pois os proprietários não têm conhecimento daquilo que os passageiros estão transportando”, ressalta.
As operações
A mais recente ação de fiscalização da Receita na região aconteceu dia 6 de dezembro, quando mais de sete toneladas de mercadorias foram apreendidas na rodovia Castello Branco, durante a operação “Castello IV”, promovida em conjunto com Polícia Rodoviária Estadual. A maior parte da mercadoria se tratava de eletroeletrônicos, maquiagem e brinquedos. Durante a operação ainda foram apreendidos quase seis quilos de maconha. Os produtos estavam distribuídos em 25 ônibus, parados na altura do quilômetro 95, no município de Porto Feliz. Todos os ônibus parados, naquela ocasião, eram de linhas regulares que fazem o roteiro Foz do Iguaçú-São Paulo e Foz-Rio de Janeiro.
Em novembro passado, em outra operação da Receita, foram recolhidos 51 tablets que entraram ilegalmente no país, vindos do Paraguai. A apreensão também aconteceu na Castello, em Boituva. Já em outubro, outras seis toneladas de mercadorias foram retidas em mais uma ação na Castello, na divisa entre Sorocaba e Porto Feliz, e a maior parte dos produtos eram brinquedos, por conta do Dia das Crianças. “Passamos a focar os ônibus de linhas regulares. Percebemos que muitos contrabandistas passaram a usar esse método para desviar das fiscalizações”, revelou Bosso.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Dos 15 municípios monitorados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), sete estão com todas as suas praias próprias para o banho de mar: Ilha Comprida, Iguape, Peruíbe, Santos, Cubatão, Bertioga e Caraguatatuba. Durante a análise, 11% das praias do litoral paulista apresentaram restrições. Das 156 monitoradas entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro, 17 estão com a qualidade da água comprometida.
Na cidade de Itanhaém, apenas a Praia do Centro está poluída. As outras nove foram aprovadas nos testes. Mongaguá também apresentou apenas uma praia imprópria, das seis monitoradas: a Praia Central. Em Ilhabela, a Praia de Itaguaçu deve ser evitada, as outras 12 podem ser visitadas pelos banhistas. Das 11 praias do Guarujá, duas apresentaram más condições para banho, conforme apontou a Cetesb: Perequê e Praia da Enseada, no ponto próximo à rua Chile. Em São Sebastião, a Prainha e a Praia de São Francisco foram reprovadas nos testes, mas as outras 27 estão liberadas para o banho.
Dos seis pontos analisados no município de São Vicente, três foram considerados impróprios: Milionários, Prainha e Gonzaguinha. Em Ubatuba, devem ser evitadas as praias Perequê-Mirim e Itaguá (próximo aos números 240 e 1.724 da avenida Leovegildo), mas as outras 23 praias estão próprias para receber os turistas. A cidade de Praia Grande foi considerada a pior dos 15 municípios avaliados. Cinco das 12 praias da cidade não apresentam condições favoráveis para o banho de mar: Maracanã, Real, Vila Tupi, Vila Mirim e Vila Caiçara.
Nos locais analisados pela Cetesb são instaladas bandeiras que indicam as condições de banho. De um lado, a bandeira verde para as praias com boa qualidade. Do outro, a vermelha, onde a qualidade da água é ruim. Além de doenças de pele (micoses e dermatites), consideradas as de menor gravidade, o turista pode desenvolver, em contato com a água contaminada, doenças como hepatite infecciosa, febres tifóide e paratifóide, cólera, amebíase, giardíase e gastroenterite. O primeiro sintoma é a diarréia, que poderá persistir por um longo período ou desaparecer espontaneamente. Se persistir por muito tempo, é possível que o banhista contraia outra doença mais séria ou até mesmo desidratação. Vale lembrar que as crianças e os idosos são mais vulneráveis às doenças transmitidas por águas contaminadas.
Clima
O primeiro dia do ano de 2012 deve ser nublado e chuvoso no litoral paulista, segundo previsões do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet). Além da possibilidade de pancadas de chuva durante o final de semana do Ano Novo, a temperatura deve cair gradativamente até alcançar os 26´C no domingo, dia 1º de janeiro. Entre hoje e sábado, a previsão é de sol com muita nebulosidade e possibilidade de chuvas isoladas no final da tarde. A temperatura deve ficar entre os 20´C e os 30´C. Na segunda-feira, dia 2, a estimativa é de chuva forte e dia nublado, com temperatura abaixo dos 28´C.
E para quem vai passar a virada do ano em Sorocaba, a previsão é de sol com fracas pancadas de chuva até sábado. A temperatura deve variar entre 19´C e 30´C. No domingo, segundo o Inmet, pode chover forte e a temperatura cairá para 28´C. A segunda-feira também será nublada e chuvosa na região.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Nem bem começou o verão, iniciado há uma semana, e no último sábado duas pessoas já morreram afogadas ao se banharem em locais impróprios – numa lagoa no Parque Vitória Régia, em Sorocaba, e na pedreira desativada de Salto de Pirapora. As ocorrências preocupam o Corpo de Bombeiros, que voltou a orientar sobre os cuidados necessários para se nadar em locais inapropriados. Somente os casos noticiados pelo Cruzeiro de agosto até o último sábado, 12 pessoas morreram vítimas de afogamento. As idades variam de 5 a 47 anos, mas a maioria é jovem entre 16 e 19 anos de idade.
De acordo com o tenente Eduardo Casagrandi Mansoldo Filho, do 15º Grupamento de Bombeiros de Sorocaba e região, que abrange 50 municípios, negligência e imprudência associada ao álcool resultam nos afogamentos e destaca que mesmo quem sabe nadar corre risco de morte. O oficial explica que em muitos casos, as vítimas estavam sob efeito de bebidas alcoólicas ao se afogarem. Mas até quem sabe nadar pode se afogar. “Eu tenho todo conhecimento de salvamento aquático, mas se eu nadar em algum lugar sozinho e passar mal, também vou morrer”, falou o tenente para exemplificar que o perigo ronda a todos.
O tenente PM reforça que é preciso evitar o excesso de autoconfiança e ter consciência de que em rios, lagoas e açudes, o fundo é irregular e a profundidade pode surpreender. A pedreira desativada de Salto de Pirapora tem pontos de até 90 metros de profundidade e que nas buscas feitas pelos bombeiros no local são utilizadas técnicas e equipamentos especiais, tamanha a dificuldade do mergulho. O oficial adverte que mesmo considerando os riscos, as pessoas optarem por esses locais para se refrescar, elas devem estar acompanhadas e usar boias ou outro equipamento flutuante.
Piscinas e represas
As piscinas até podem garantir um pouco mais de segurança aos banhistas, mas segundo o tenente, mesmo nessas condições favoráveis podem ocorrer afogamentos. “Quando a imprudência fala mais alto, não há espaço controlado que resolva”, disse o tenente. Ele lembra que na represa de Itupararanga, em Votorantim, existe uma área delimitada para banhistas, mas que geralmente os afogamentos acontecem fora da área restrita. E há ainda o risco de afogamento secundário, que é quando a vítima mergulha, sofre um trauma como por exemplo bater a cabeça numa pedra e, em consequência disso, se afoga.
O tenente também ressalta que dificilmente os bombeiros conseguem atender um afogamento em curso, pois normalmente as equipes são acionadas quando a pessoa já afundou e os locais nem sempre são de fácil acesso. Para o bombeiro, a frase “água no umbigo, sinal de perigo”, deve ser lembrada sempre, inclusive nas praias. Segundo ele, todas as precauções são óbvias, mas mesmo assim os casos infelizmente se repetem.
Sem piscina pública
A implantação de piscinas públicas em Sorocaba poderia ser uma forma de minimizar os riscos de pessoas que procuram lagoas, rios e represas para nadar, mas a Secretaria Municipal de Esportes (Semes) não tem previsão orçamentária para a construção de piscina pública na cidade.
Balanço na região
O balanço das mortes por afogamento neste semestre, publicadas pelo Cruzeiro, aponta a ocorrência de nove casos pesquisados, com 12 mortos, dois deles aconteceram na represa de Itupararanga, em Votorantim, e outros dois na pedreira desativada de Salto de Pirapora. A represa Jorda Flor, situada no bairro Liberdade, em Pilar do Sul, registrou a morte de dois jovens de 18 anos em 12 de novembro. Num lago situado numa chácara em Araçoiaba da Serra também morreram duas irmãs, de 11 e 13 anos de idade, em 17 de dezembro.
O tanque Boa Vista, no bairro Capoava em Porto Feliz, também teve uma morte registrada ainda em novembro. Os dois últimos casos, registrados na véspera do Natal, ocorreram na lagoa do Parque Vitória Régia, conhecida como “prainha”, em Sorocaba, e na pedreira desativada de Salto de Pirapora, vitimando, respectivamente, jovens de 16 e 19 anos de idade. Nessa pesquisa consta ainda a morte de uma criança de 5 anos, numa piscina em Santa Fé do Sul.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Na manhã desta quinta-feira (1°), o prefeito de Sorocaba e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e do Médio Tietê (CBH-SMT), Vitor Lippi, esteve com o governador Geraldo Alckmin, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na capital. O objetivo foi assinar um contrato para a viabilização de um repasse de R$ 35,6 milhões para a construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em nove municípios do interior paulista.
Os recursos são do Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), da Agência Nacional de Águas (ANA), para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Essas obras representam investimentos de R$ 173,7 milhões por parte da Sabesp. Os municípios contemplados são: Alumínio, Boituva, Araçariguama, Jarinu, Conchas, São Roque e Bragança Paulista. Os investimentos em Joanópolis e Sarapuí serão assinados em breve.
Em seu pronunciamento, Alckmin salientou que o problema de poluição das bacias hidrográficas do Estado deverá ser reduzido com a intensificação do tratamento de esgoto. “Das nossas 22 bacias hidrográficas, seis estão em situação crítica e quatro em estado de atenção, o que representa 80% da população do Estado. Temos um desafio extraordinário pela frente e a nossa principal tarefa é o planejamento urbano”, destacou.
Ainda, durante a cerimônia, Alckmin elogiou o trabalho realizado pela Prefeitura de Sorocaba no Programa de Despoluição do Rio Sorocaba. “O trabalho realizado é impressionante. Lá existe o Serviço Autônomo de Água e Esgoto e é nítida a recuperação que foi feita neste manancial”, ressaltou.
O prefeito Vitor Lippi, que representou todos os prefeitos contemplados pela ação, elogiou o compromisso do Governo do Estado com a questão do saneamento básico. “Estamos muito satisfeitos. Das nove cidades, seis são da nossa região. Em nome de todos os prefeitos da região de Sorocaba agradecer a efetivação desse contrato que beneficiará 350 mil pessoas. Esse é um ponto positivo, graças ao governador Geraldo Alckmin. São Paulo mostra mais uma vez o seu compromisso com o meio ambiente e com o futuro”, declarou Lippi.
Até 2014, todos os municípios do interior do Estado de São Paulo atendidos pela Sabesp terão 100% de coleta e tratamento de esgoto e 100% de tratamento da água. Em 2016, será o litoral norte a receber essa contemplação e, em 2020, a região metropolitana de São Paulo.
Criado pela ANA em 2001, o Prodes consiste na concessão de estímulo financeiro pela União, na forma de pagamento pelo esgoto tratado, aos prestadores de Serviço de Saneamento que investirem na implantação e operação de ETE. O pagamento é feito quando comprovada a redução da carga poluente dos esgotos domésticos, de acordo com metas de desempenho estabelecidas em contrato. “Esse é um programa muito inteligente, que estimula as boas políticas públicas, pois só existe o repasse da verba, assim que a obra esteja concluída e comprovadamente eficiente”, explicou o governador.
A assinatura teve também a presença do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, da diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, do presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, e do Superintendente da Caixa Econômica Federal, Rogério Tavares, entre outras.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Os hackers resolveram tirar o final de semana passado para invadir sites das Prefeituras de cidades da região de Sorocaba, já que os sites de Itu, Porto Feliz e Iperó permaneceram fora do ar até ontem, dominado pelos hackers. De acordo com as assessorias de imprensa das administrações municipais, o banco de dados dos endereços eletrônicos não foram afetados com as invasões, sendo que somente os layouts teriam sido alterados, com isso nenhuma informação confidencial foi acessada pelos invasores.
Na manhã de ontem, até por volta do meio-dia, o que chamava a atenção na página do site da Prefeitura de Iperó (www.ipero.sp.gov.br) era uma mensagem deixada pelos hackers, fazendo uma crítica ao sistema de governo vigente. Era possível, ainda, ler uma frase, em inglês, dizendo respeito à segurança da rede daquela Prefeitura: “Desculpe administrador, mas a sua segurança está baixa”, assinada pelo invasor que se identificava como Jordan, membro do grupo Palestine Hackers (hackers palestinos, em tradução livre). Além disso, havia uma outra frase no final da página, informando que os ataques poderão se repetir. Os invasores do site de Iperó não se inibiram ao disponibilizar o endereço de e-mail de alguns deles. A reportagem tentou entrar em contato com os hackers para saber os motivos da invasão, porém até o fechamento desta edição não obteve resposta.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Iperó, a administração municipal decidiu por registrar um boletim de ocorrência, além de informar que o provedor do sistema do site estava tomando as devidas providências. O endereço eletrônico teria ficado fora do ar de sábado até o início da tarde de ontem.
O site da Prefeitura de Itu (www.itu.sp.gov.br) também foi alvo do ataque de hackers, mas não pelo mesmo grupo que praticou a invasão no de Iperó. No endereço eletrônico de Itu, a mensagem de manifesto era diferente, já que dizia respeito à corrupção, e era assinada pelo “Ipirates Group”. A assessoria diz que a invasão ocorreu na madrugada de ontem e o site foi restabelecido no início da manhã. Um B.O. também será registrado para que sejam tomadas as providências cabíveis, informou a assessoria.
Porto Feliz
Diferentemente dos casos de Iperó e Itu, em que os sites permaneceram fora do ar somente por algumas horas ou alguns dias, o endereço eletrônico de Porto Feliz (www.portofeliz.sp.gov.br) ficou dois meses nessa situação, voltando ao normal somente na manhã de ontem. De acordo com a assessoria da Prefeitura daquela cidade, isso aconteceu, pois quando o site foi hackeado há dois meses, a administração optou por deixá-lo fora do ar, já que alega que o site estava precisando passar por uma reformulação. “Quando houve invasão, nós informamos a agência responsável pelo site para retirar os dados do banco de dados, então não houve nenhum problema à população”, ressalta a assessoria.
Portanto, somente a página principal permaneceu disponível durante esses dois meses, para que a população pudesse acessar os serviços on-line disponibilizados pela Prefeitura em seu site. Na manhã de ontem o endereço eletrônico foi colocado no ar, com toda a reformulação do layout finalizada. “Além disso fizemos um novo sistema de segurança, para não haver uma nova invasão. Agora o site está com uma defesa maior do que o anterior”, afirma a assessoria.
Ataques em julho
Entre os meses de julho e junho deste ano, houve uma série de ataques feitos por hackers em sites oficiais do governo, como os da Presidência, governo federal e da Receita Federal, além de o site da Prefeitura de Pilar do Sul também ter sido alvo do movimento. Conforme publicado no jornal Cruzeiro do Sul, no dia 10 de julho, o ataque a Pilar do Sul foi feito por um grupo denominado “Anonymous”, que dizia lutar pela mudança por meio do conhecimento. O grupo tinha uma parceria com o Lulzsec, responsável pelas invasões a sites do governo federal, porém afirmava não ter participado dessas ações. O “Anonymous” relatava que o seu plano era aprender, educar, comunicar, divulgar e libertar, como forma de obter um país melhor, sem corrupção.
A reportagem conseguiu um contato com o hacker responsável pela invasão no site da Prefeitura de Pilar do Sul, identificado como Blinder (blindado, em português), que alegou que o motivo pela invasão seria mostrar a vulnerabilidade que o endereço eletrônico possuía. A Prefeitura ressaltou que nenhum dado confidencial foi violado, não havendo nenhum problema a mais, fora a invasão em si.
Como forma de evitar problemas parecidos em seu site, além de impedir acessos de sites impróprios para o ambiente de trabalho por servidores, a Prefeitura de Sorocaba contratou uma empresa, em julho deste ano, para implantar um sistema de segurança e monitoramento do acesso à Internet. De acordo com matéria publicada em 24 de julho no jornal Cruzeiro do Sul, os servidores se veriam impossibilitados de acessar, principalmente, as redes sociais, como o Facebook, Twitter e Orkut. Foram gastos cerca de R$ 344.267,28 para a implantação dos programas de segurança em todos os computadores existentes no Paço e demais secretarias que são alocados em outros prédios.
Fonte: Cruzeiro do Sul
« Previous Entries