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Reajuste de 6,08% injeta R$ 17,38 milhões na região de Sorocaba

O reajuste de 6,08% para os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem mais do que um salário mínimo deve injetar R$ 17,38 milhões mensais na economia da região. Publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira, o aumento é criticado por aposentados e beneficiados da Previdência Social. A reclamação é sobre o achatamento dos ganhos já que o piso dos benefícios pagos pela previdências é de um salário mínimo que, neste ano, teve aumento de 14,2%.

Na região, informa o INSS, são 357.598 segurados que recebem mais do que um salário mínimo. Por volta de 101,3 mil deles estão na cidade de Sorocaba. O cálculo do valor a ser injetado na região tem como base o pagamento desses segurados em dezembro. Segundo o órgão, no mês passado, esses beneficiários receberam, juntos, R$ 285,86 milhões. A fatia mais expressiva dos benefícios está em Sorocaba e soma R$ 92,62 milhões do total. Com a inflação oficial (IPCA) do ano em 6,5%, o reajuste dado a quem recebe mais do que um salário mínimo não chega a cobrir as perdas salariais, afirma a presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Sorocaba e Região, Therezinha de Jesus dos Santos. Ela destaca a diminuição do poder aquisitivo sobretudo dos aposentados que ganham acima do piso previdenciário.

Como exemplo, Therezinha usa o próprio caso. Segundo ela, quando passou a ser pensionista do INSS, há dez anos, recebia dois salários mínimos e meio, valor que hoje está reduzido a dois salários. “Na verdade, o governo quer que todo mundo ganhe um salário mínimo”, diz ela. O INSS informou que em todo País, pelo menos 300 mil beneficiários que, em 2011, recebiam ligeiramente acima do mínimo, agora passarão a receber o piso previdenciário.

Ainda sem data definida, um ato de protesto será feito por entidades representativas dos aposentados em São Paulo e a regional sorocabana deve participar. A intenção, comenta a presidente, é levar um grupo da cidade para engrossar o coro da manifestação. “Ninguém está satisfeito com esses índices. É uma vergonha pois o aposentado ou compra remédio ou come, os dois não dá para fazer decentemente e muitos continuam trabalhando para complementar a renda”, afirma ela.

Não está certo

Apesar de ter contribuído com a Previdência Social para ganhar três salários mínimos, a aposentada Therezinha Xavier da Silva, 75 anos, recebe, atualmente um benefício que não chega a dois salários mínimos. Ela conta que recebe o benefício há oito anos e durante esse período o reajuste dado pelo governo foi, na prática, de pouco mais de R$ 100. “O que o governo faz não está certo. Tudo sobe, menos o nosso rendimento”, desabafa ela, que continua trabalhando como forma de complementar os ganhos. “Eu faço mais para ajudar os netos. Eu faço bordados para vender”, diz ela. Sobre a perda salarial dos últimos anos, a aposentada diz ficar “sem palavras”. “Se fosse para acompanhar o que eu comecei, com três salários, era para eu estar recebendo bem mais de R$ 1.500, mas estou bem longe disso”, lamenta.

Impacto nacional

O reajuste dos benefícios de quem ganha acima do piso previdenciário representará um impacto líquido de R$ 7,6 bilhões. Já o aumento para os benefícios de até um salário mínimo atingirá 19,2 milhões de segurados e representará um impacto líquido de R$ 14,8 bilhões nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2012. O teto da Previdência Social para 2012 é de R$ 3.916,20. O valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS, como aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte -, das aposentadorias dos aeronautas e das pensões especiais pagas às vítimas da síndrome da talidomida, será de R$ 622,00.

Fonte: Cruzeiro do Sul

11 de janeiro de 2012 por antena1

IPTU terá reajuste de 6,69%

O sorocabano deverá preparar os bolsos já que o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) estará 6,69% mais caro em 2012, cujos primeiros lotes dos mais de 250 mil carnês começam a chegar nas casas até o dia 24 de fevereiro. O reajuste é referente à variação do Índice de Preço ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado o reajuste foi de 6%. A administração municipal prevê, no orçamento de 2012, arrecadar R$ 85,4 milhões, enquanto que para este ano a estimativa de arrecadação é de R$ 72,4 milhões.

O secretário de Finanças, Fernando Furukawa, informou que não haverá aumento real do imposto. “É importante destacar que esse índice corresponde apenas à correção anual. Não há outro percentual referente a qualquer cobrança a mais”, explicou. De acordo com Furukawa, em 2012 a Prefeitura deverá emitir cerca de 14 mil carnês a mais em relação a 2011. São novos imóveis e loteamentos que surgiram no município nos últimos 12 meses. O IPTU poderá ser pago parceladamente em 10 vezes, ou à vista, em parcela única, com desconto de 5%.

Somente a partir de 2013 é que o contribuinte poderá parcelar em três vezes e ainda obter o mesmo percentual de desconto oferecido no pagamento à vista. Apesar de a lei de autoria do vereador Anselmo Neto ter sido aprovada e sancionada pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB) para que entrasse em vigor a partir de janeiro de 2012, há cerca de dois meses o chefe do Executivo fez mudanças na legislação que alterou o calendário desse benefício para 2013, sob o argumento de que não teria tempo para realizar as mudanças no sistema informatizado de cobrança do Paço.

Os carnês, ainda segundo o titular da pasta de Finanças, serão entregues de forma simples, sem declaração de recebimento, e por essa razão é necessária atenção quanto às datas limites para a chegada. Caso não cheguem na data indicada, é preciso requerer a 2ª via, comparecendo nas unidades da Casa do Cidadão, munidos de documentos pessoais.
 
Os primeiros lotes e bairros
 
Para o próximo ano, a primeira parcela a vencer, no dia 15 de março, será nas residências instaladas em endereços que correspondem aos números de Código de Endereçamento Postal (CEP) de 18010-000 (centro) a 18015-050 (Vila Haro). Estes moradores, por exemplo, têm o dia 24 de fevereiro como data limite para recebimento do carnê.

Outro lote segue para as ruas com CEP de 18015-055, na região da Vila Haro, a 18020-000, parte da Vila Hortênsia, com vencimento em 15 de março. Para as residências que ficam entre os CEPs 18020-001 (parte da Vila Hortênsia) e 18025-190 (Barcelona), 18025-200 (trecho do Barcelona) e 18035-070 (região central), os carnês chegarão até o dia 24 e 27 de fevereiro respectivamente, com vencimento nos dias 15 e 16 de março.

Na sequência, o lote a ser distribuído englobará os CEPs que vão do 18035-075 a 18035-990, todos na região central da cidade, e que deverá chegar às casas até o dia 27 de fevereiro, com vencimento em 16 de março. Moradores de ruas com CEPs 18040-000 (Vila Augusta) a 18044-170 (Vila Jardini) e 18044-175 (Vila Jardini) a 18047-700 (Campolim) receberão os carnês entre 27 e 28 de fevereiro e os vencimentos serão nos dias 16 e 19, de março, respectivamente.
 
Mais lotes
 
Os últimos lotes a serem enviados em fevereiro terão os vencimentos marcados para os dias 19 e 20 de março, para os moradores das ruas com CEPs 18047-720 (Campolim) a 18052-100 (Jd. Nova Manchester), chegarão até o dia 28 de fevereiro; 18052-120 (Jd. Nova Manchester) a 18055-050 (Wanel Ville), 28/02; 18055-051 a 18057-090 região do Wanel Ville e Sorocaba 1), 29/02. Já os moradores de ruas com CEPs 18060-000 a 18070-680 (Vila Nova Sorocaba), também deverão receber os carnês no dia 29 de fevereiro, com vencimento no dia 20 de março.

Moradores nas regiões dos CEPs 18070-685 (Nova Sorocaba) a 18072-890; 18073-000 a 18075-775 (Jd. Siriema); 18075-776 (parte do Jd. Siriema) a 18077-530 (Parque das Laranjeiras) receberão os carnês nos dias 29 de fevereiro e 1º de março e vencerão respectivamente nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

Moradores das regiões do Jardim Santa Cláudia (18077-535) e Jardim Renascer (18079-790) e também da Vila Santa Rita (18080-000) e Jardim Marco Antônio (18081-430) receberão os carnês nos dias 1 e 2 de março e os vencimentos serão respectivamente nos dias 21 e 22 do mesmo mês. Os três últimos lotes serão entregues nos dias 2 e 5 de março e englobarão as ruas com CEPs 18083-000 a 18090-590 e 18095-000 a 18099-999 (regiões da Vila Progresso e Santa Rosália), além de Éden, Cajuru, Brigadeiro Tobias, Aparecidinha, com vencimento nos dias 22 e 23 de março.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

21 de dezembro de 2011 por antena1

Lippi faz nova proposta salarial para educadores

A Prefeitura de Sorocaba apresentou ontem nova proposta salarial aos 1.500 professores e auxiliares de educação que atuam à frente das classes de 1.º ao 5.º ano da rede municipal de ensino de Sorocaba – os chamados PEB 1. Na prática, a maior parte do novo reajuste proposto será pago pelo seu sucessor, ou seja, a partir de 2013. Pela proposta, o prefeito Vitor Lippi (PSDB) manteve o reajuste de 13% para 2012, mas ampliou o índice de correção salarial nas parcelas previstas para 2013, 2014 e 2015, de 3% para 5%. O prefeito reafirmou que não aumentará o índice de correção relativo ao próximo ano, sob a alegação de que “a Prefeitura chegou na capacidade máxima” em conceder reajuste aos profissionais da educação.

Porém, comprometeu-se a atender outra reivindicação da categoria, que é a inclusão de membros do segmento que ela representa na Comissão Municipal que vai discutir o Plano de Carreira do Magistério. Representantes da Associação dos dos Professores e Auxiliares de Educação do Município de Sorocaba (Aspams) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMS) sinalizaram que podem aceitar a proposta, mas que isso será colocado em votação em assembleia no próximo dia 16, às 19h30, na sede do sindicato (avenida Washington Luís, Jardim Paulistano”. Se aprovado pela assembleia, a Prefeitura enviará ao Legislativo um projeto substitutivo.

Os novos índices foram apresentados no final da tarde de ontem por Lippi e as secretárias de Gestão de Pessoas, Silvana Chinelatto, e de Educação, Maria Teresinha Del Cístia, e ainda pelo titular da pasta de Governo e Relações Institucionais, Paulo Mendes, ao presidente do Sindicato dos Servidores, Sérgio Ponciano de Oliveira, e à presidente da Aspams, Selma de Souza. No primeiro encontro promovido pela administração municipal, no mês passado, Selma ficou de fora das negociações. Desta vez, nenhum vereador foi chamado. Ao contrário da primeira reunião, quando estiveram presentes 16, dos 20 da atual legislatura. A reunião ocorreu a portas fechadas, no gabinete do prefeito.

Quanto à reunião, Selma disse que o “mais importante também foi a abertura do diálogo. Ele (prefeito) teve a boa vontade. Agora, dependemos que consultar a maioria”. Ponciano classificou a proposta não como ideal, “mas mas dentro do possível houve um avanço”. Com a nova sugestão da Prefeitura, a diferença salarial entre PEB 1 e PEB 2, que era de cerca de 52%, ao final de 2015 cairia para 9,5%. Conforme o projeto anterior enviado para análise da Câmara, essa diferença cairia para 16% ao final do acordo (2015).

Com a manutenção dos 13% para 2012, a folha de pagamento da administração ficará R$ 12 milhões mais cara no próximo ano; cerca de R$ 500 mil a mais do que todo o valor previsto no orçamento destinado à Secretaria da Cultura. “É impossível eu ir além dos 13% para o próximo ano. Se mexer além desse valor, estarei incorrendo num grande comprometimento da máquina administrativa; e é o último ano do meu governo. Por isso, nós programamos para os próximos anos”, alegou Lippi. “Um dos pontos importantes é a construção de uma comissão que se reunirá periodicamente para discutir assuntos em prol da categoria. Em relação ao reajuste é limite que podemos dar. Cada 1% que a gente aumenta significa quase R$ 720 mil. Parece pouco, mas somado aos 1.500 professores de PEB 1 é um valor significativo”, completou Silvana Chinelatto.

Fonte: Cruzeiro do Sul

10 de novembro de 2011 por antena1

Salário mínimo poderá ser reajustado por decreto

A presidente Dilma Rousseff conseguiu, nesta 5ª feira (3), se livrar de um grande problema enfrentado pelo governo todos os anos no Congresso Nacional. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deram o aval a uma lei que garante à chefe do Executivo o poder de atualizar o valor do salário mínimo por meio de decreto presidencial, dispensando a necessidade de aprovação de uma lei formal anual pelo Legislativo.

Por 8 votos a 2, o STF rejeitou uma ação na qual o PPS, o PSDB e o DEM sustentavam que a lei era inconstitucional porque delegava à Presidência a tarefa do Congresso de estabelecer o valor do salário mínimo. Mas a maioria dos ministros não se convenceu. Eles afirmaram que a lei deste ano fixou a remuneração em R$ 545 e apenas previu que o valor será atualizado por decretos presidenciais até 2015 com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com os ministros, os índices estão fixados na lei e a presidente não tem como inovar.

Tradicionalmente, o processo para aprovação de leis fixando o valor do salário mínimo é bastante desgastante para o governo. Esse processo envolve negociações com parlamentares e centrais e disputas com a oposição. Após a aprovação, partidos aliados geralmente cobravam a nomeação de filiados para cargos no governo. A lei 12.382, mantida ontem pelo STF, acabou, até 2015, com isso.

Apenas o vice-presidente do STF, Carlos Ayres Britto, e o ministro Marco Aurélio Mello votaram contra a fixação de reajustes por meio de decretos presidenciais. De acordo com eles o valor somente pode ser definido em lei aprovada anualmente pelo Congresso. Conforme Marco Aurélio, a lei que autorizou o Executivo a fazer as atualizações por meio de decreto colocou o salário mínimo em uma espécie de “camisa de força”, estabelecendo índices meramente aritméticos de reajuste.

Marco Aurélio ressaltou ainda a existência de um princípio na Constituição Federal segundo o qual o salário mínimo deverá atender a necessidades básicas vitais do trabalhador e da família com moradia, alimentação, educação, saúde e lazer. A maioria dos ministros, no entanto, concluiu que não há problemas na lei. Eles disseram que a qualquer momento o Congresso, se julgar necessário, poderá fazer mudanças na regra.

A decisão tomada hoje de certa forma está de acordo com um projeto de lei encaminhado no ano passado pelo próprio STF. Para obter reajuste de salário, o Supremo é obrigado a mandar projetos de lei ao Congresso, a quem cabe aprovar os aumentos. Na proposta de 2010 o tribunal sugeriu uma espécie de gatilho salarial. Foi incluído um dispositivo segundo o qual a partir de 2012 o reajuste seria feito por um ato administrativo com base na variação do IPCA. (AE)

Fonte: Cruzeiro do Sul

4 de novembro de 2011 por antena1

Servidores federais fazem paralisação

Os servidores do Juizado Especial Federal de Sorocaba iniciaram ontem pela manhã uma paralisação de 24 horas, aderindo ao movimento grevista por tempo indeterminado deflagrado ontem pela categoria em todo o Estado de São Paulo, que reclamam a falta de reajuste salarial nos últimos seis anos. A categoria também quer a reposição da inflação do período. Hoje, os servidores devem deliberar sobre a continuidade da paralisação.
A mobilização espera que todos os 70 servidores locais engrossem a paralisação, alcançando adesão total. Salário inicial de técnico judiciário é de R$ 3 mil e o de analista, que requer curso superior de Direito, R$ 5 mil.

A paralisação teve início, segundo a organização, com 70% de adesão. Para informar a população, os funcionários saíram à frente do prédio do Juizado Especial Federal, na avenida Armando Pannunzio, e estenderam faixas cobrando negociação salarial com o governo federal. De acordo com o analista judiciário Jácomo Piccolini, há seis anos a categoria não tem aumento salarial e nem mesmo reposição da inflação, o que, segundo explica, remete à reivindicação de 56% de reajuste referentes ao período.

A categoria cobra ainda a aprovação do projeto de lei (PL) 6.613/09 que tramita no Congresso Nacional há dois anos, que revisa o Plano de Carreira e Serviços (PCS) da categoria na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012. Piccolini relembrou que já houve uma paralisação de trinta dias no ano passado, antes da eleição presidencial, e que o movimento só foi encerrado devido ao comprometimento do governo em contemplar o projeto de lei após o pleito eleitoral, o que não aconteceu.

A categoria também reclama que “em setembro do ano passado, o Judiciário apresentou uma proposta orçamentária para o Executivo que, por sua vez, agindo de forma inconstitucional, não a encaminhou para o Legislativo. Por isso, agora até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria cobrando informações do Executivo, por entender que isso implica interferência direta na independência dos poderes”, explicou Piccolini. Ele também detalhou que o governo não apresentou nenhuma contraproposta e que o único projeto do governo federal visa o congelamento salarial até 2020.

O Juizado Especial Federal de Sorocaba atende, principalmente, ações previdenciárias e possui 54 mil processos em andamento, sendo 18 mil no Judiciário Especial e 12 mil em cada uma das três varas. Diariamente o Juizado atende a uma média de 50 pessoas, enquanto que cem pessoas se dividem entre as varas. Além de Sorocaba, o órgão atende mais 36 municípios.
 
Apoio da população
 
A paralisação ontem dividiu as opiniões de entrevistados. A cabeleireira Renata Sílvia Rosa Fidêncio disse ser contrária a qualquer movimento grevista e criticou também as paralisações dos bancários e dos Correios. Ao seu ver, “a população é que sempre sai prejudicada, por isso acho que deveriam usar outros métodos para as negociações”. A trabalhadora rural Maria Conceição de Almeida Penteado, que há seis anos tenta se aposentar, se mostrou indecisa: “sou favorável, mas desde que os atendimentos urgentes não sejam prejudicados”. Já os aposentados Heleno de Paula Ribeiro e Guido Pinto Rosa são totalmente favoráveis às greves. Para o primeiro, “muitas vezes a greve é a única forma de reivindicação”, e para o motorista Guido, “todos trabalhadores têm que lutar pelos seus direitos.”

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

11 de outubro de 2011 por antena1

Pedágios sofrerão reajuste de até 9,77% e passam a valer dia 1º de julho

A partir da zero hora da próxima sexta-feira, 1º de julho, as tarifas de pedágio das rodovias com concessões efetivadas entre 1998 e 2000, que compreendem 3,5 mil quilômetros de pistas, sofrerão reajuste de 9,77%, com base no IGP-M acumulado entre junho de 2010 e maio de 2011. Já nas rodovias cujos contratos de concessão foram assinados a partir de 2008, o índice adotado é o IPCA (índice oficial de inflação do país), com acumulado de 6,55% para o período. A malha dessa segunda etapa totaliza 1.741 quilômetros de rodovias. As informações são da TV TEM.

Nova forma de reajuste das tarifas

O índice utilizado para reajustar as tarifas de pedágio em todo Estado de São Paulo estará unificado a partir de 2012. A Artesp vai adotar o IPCA como indexador único de reajuste para todas as concessões. O objetivo da agência é uniformizar o índice entre todas as concessionárias das rodovias paulistas e utilizar um fator de reajuste mais próximo da realidade dos usuários.

Para conferir o valor da praça de pedágio da sua região, basta clicar no link abaixo. No link a informação já com o valor reajustado. A tabela mostra as praças com reajuste pelo IGPM que sobe 9,77% e também as que tem o reajuste definido pelo IPCA, que tiveram reajuste de 6,55%.

Fonte: Bom Dia Sorocaba

28 de junho de 2011 por antena1

Passagens de ônibus sem aumento só até o dia 10/06

Os usuários do sistema de transporte coletivo de Sorocaba têm até hoje para adquirir seus créditos ou passes unitários antes do reajuste nas tarifas – médio de 5,71%, chegando a 7,55% no passe social – que passa a valer a partir de amanhã. Os valores abastecidos nos cartões sociais antes do aumento poderão ser usados por um prazo de até 180 dias, com o pagamento de R$ 2,65 pelas passagens – ao invés dos R$ 2,85 que serão cobrados a partir da zero hora deste sábado.

O reajuste das tarifas de ônibus foi anunciado pela Urbes – Trânsito e Transportes no início de junho, com a justificativa de que houve, nos últimos 12 meses, aumento de preço dos insumos e custos necessários para a operação do sistema (veículos – 11,22%; rodagem – 9,77%; combustível – 1,76% e seguros – 5,10%), bem como dos salários dos motoristas, cujo acordo firmado entre as empresas e a categoria garantiu, também no início de junho, reposição salarial de 9%. Com o repasse dos custos, além do aumento de R$ 0,20 na tarifa social (de R$ 2,65 para R$ 2,85), também sobem o vale-transporte, de R$ 2,69 para R$ 2,95, e a tarifa estudante, de R$ 1,45 para R$ 1,50.

Na manhã de ontem, muitos usuários aproveitaram a passagem pelas bilheterias dos terminais para investir um dinheiro a mais na compra dos passes. A professora Maria Fernanda Marques, de 35 anos, inseriu no seu cartão social o valor suficiente para andar de ônibus durante um mês. “O prazo de validade de 180 dias é bom, mas ninguém tem esse dinheiro para usar já”, comentou. Ela reclamou do aumento que, na sua opinião, não acompanha o desenvolvimento e melhorias aplicadas no sistema. “Não compensa pagar esse valor por esse serviço. Por isso, muita gente acaba optando por outros meios de transporte”, falou. O pedreiro Hudson Mota Siqueira, de 23 anos, também aproveitou para abastecer o cartão com R$ 20. “Uso todo dia. O passe já é caro e aumentou ainda mais”. Já a diarista Alessandra Cristina Vieira, de 33 anos, disse que nem estava sabendo do reajuste. “Os motoristas pedem aumento e a gente é quem paga a conta. O problema é que não temos conforto, os ônibus estão superlotados. Pagamos mais sem ganhar nenhum benefício em troca”, reclamou. A véspera do reajuste das tarifas também significa aumento de vendas para os ambulantes que permanecem nas portas dos terminais. Francisco Machado, de 45 anos, que há 21 ganha a vida dessa maneira, confirmou que muita gente costuma gastar mais neste dia para garantir passes mais baratos. “O pessoal acaba fazendo isso mesmo”. Com o aumento, Sorocaba passa a ter a terceira tarifa mais cara do Estado, juntamente com Campinas, atrás apenas da capital (R$ 3) e de Osasco, Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo (R$ 2,90). Segundo a Urbes, o reajuste foi necessário “para manter a qualidade e regularidade dos serviços de transporte prestados”.

Os passes e créditos que garantirão o pagamento do passe social a R$ 2,65, mesmo após o reajuste, podem ser adquiridos nas bilheterias dos terminais São Paulo e Santo Antônio. Os usuários que possuem o cartão cidadão – antigo cartão social – também continuarão pagando R$ 1 pelas passagens aos domingos e feriados.

Fonte: Cruzeiro do Sul

10 de junho de 2011 por antena1

Cerveja fica mais cara nas próximas semanas

Em um bar do Centro de Sorocaba, o vendedor Jair Martins estava preocupado com o preço da cerveja. Ele, que não dispensa uma “loira” gelada, tem o costume diário de beber com os amigos. Numa roda de conversa o vendedor conta que gasta em média R$ 300 por mês e bebe sem culpa. “Me sinto no direito de pelo menos uma vez ao dia gastar com o que me dá satisfação.”

No entanto, o vendedor deve preparar o bolso. Tanto a cerveja quanto o refrigerante ficarão mais caros. O aumento dos tributos sobre as bebidas que o governo federal anunciou no final de março está começando a ser repassado pelos fabricantes.

Em sua apresentação de resultados do primeiro trimestre, a Ambev – 4ª maior cervejaria do mundo e a maior da América Latina – anunciou que reajustes de 1,5% a 2,5% devem impactar o consumidor a partir deste mês.

A medida é considerada uma afronta para Martins. “A cerveja que a gente consome hoje em dia já é cara. O jeito é gastar menos para não comprometer o salário no fim do mês”, diz.

Já o soldador Renato do Amaral acredita que mesmo com o aumento do preço, o consumo continuará o mesmo. “Quem gosta mesmo de cerveja não mudará o hábito.”
Ambev dita o ritmo
As outras grandes fabricantes de bebidas do país afirmaram que seus reajustes devem se alinhar a esses percentuais. O Grupo Petrópolis, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que, como a Ambev, no caso das cervejas, detém a maioria do mercado, ela praticamente define o reajuste do setor em geral.
Governo quer arrecadar R$ 948 milhões
Com a mordida maior do governo nos impostos do setor de bebidas, a expectativa é ganhar R$ 948 milhões a mais na arrecadação deste ano. A Receita Federal justificou o aumento porque a tributação de bebidas era feita por meio de alíquotas fixas por litro do produto até 2008, mas essa metodologia onerava em maior peso os produtos mais baratos.

Por isso, desde o fim daquele ano, foi estabelecida uma tributação de acordo com os preços de cada categoria de produto no mercado, variando conforme a marca e a embalagem. Agora a atualização dos impostos levou em conta valores entre julho e setembro do ano passado.

Fonte: Cruzeiro do Sul

6 de maio de 2011 por antena1

GCMs terão aumento de 41,2% até o final do ano

A Guarda Civil Municipal de Sorocaba terá reajuste de 41,2% até o final deste ano. Parte do aumento, 26,8%, será incorporado já neste mês, retroativo ao dia 1º de abril, enquanto que o restante será integrado aos vencimentos a partir de novembro. O reajuste dado o GCM foi maior que o conquistado pelos demais servidores públicos municipais neste ano, 8%, referente aos do Poder Executivo e 10%, aos funcionários do Poder Legislativo.

O acordo de valorização da categoria ocorreu no Salão de Vidro do Paço Municipal, na manhã de quinta-feira (14) e contou com a participação do prefeito Vitor Lippi, do vice-prefeito José Ailton Ribeiro, do vereador Geraldo Reis (PV), dos secretários de Segurança Comunitária, Roberto Montgomery Soares, Gestão de Pessoas, Silvana Chinelatto, Planejamento e Gestão, Rodrigo Moreno, e Governo, Paulo Mendes, além dos presidentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Sérgio Ponciano, e da Associação da Guarda Civil Municipal, Celso Ferraz de Oliveira e membros da GCM.

De acordo com Celso Ferraz, da Associação dos Guardas Municipais de Sorocaba (AGMS), o salário mensal de um guarda ingresso atualmente é de R$ 693, chegando a R$ 1.386, com a incorporação do 100% referente ao Regime Especial de Trabalho Policial (Retp) – caracterizado pelo periculosidade da profissão. A partir deste mês, um GCM ingresso vai receber R$ 879, chegando a R$ 1.758, com o Retp e passará a receber em novembro R$ 979, chegando a R$ 1958 com o Retp. Outra mudança será no tempo para o ingresso mudar de referência, que diminuiu de 5 para 3 anos, fato que reflete diretamente no vencimento recebido.

Segundo Celso Ferraz, a corporação reivindicava um reajuste até final do ano de 50% e a categoria saiu satisfeita com o reajuste cedido pelo prefeito Vitor Lippi. O representante dos guardas indicou que há 17 anos a categoria não recebia um aumento real diferenciado, bem acima da inflação. Atualmente a GCM tem em seu quadro 368 homens. “Ficamos satisfeitos com o aumento”.

Ainda ontem, Lippi anunciou ainda a entrega de 15 viaturas e 5 motos, todas 0 km, além de anunciar as obras da nova sede da GCM, a ser construída para a região da avenida Santos Dumont. A reestruturação da Guarda Civil Municipal vinha sendo discutida desde o início do ano, entre a Prefeitura de Sorocaba e as entidades de representação da categoria Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba (SSPMS) e a AGMS.

Sindicato dos Servidores

NOntem, durante o anúncio do aumento, o presidente do SSPMS, Sergio Ponciano, exaltou o processo histórico dessa conquista e relembrou o trabalho de Charlles Celestino da Silva, ex-GMC e ex-presidente da AGMS, falecido em outubro de 2010 e que muito se dedicou para a valorização dos guardas municipais de Sorocaba.Ponciano foi procurado ontem para falar sobre o índice de reajuste ofertado, maior que de outros servidores, porém não foi localizado e a informação passada na sua residência é que estaria viajando.

Entretanto, tão logo os servidores do Legislativo receberam valor maior que os do Executivo, colocou-se favorável: “Quanto ao reajuste salarial de 10%, destinado aos Servidores do Poder Legislativo Sorocabano, deliberado pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, o nosso Sindicato jamais discordará de ações de valorização salarial e profissional… O SSPMS sempre apoiou e apoiará as concessões feitas ao funcionalismo municipal, por meio de projetos de leis aprovados pela Câmara Municipal, que visam a valorização da categoria.”

Fonte: Cruzeiro do Sul

15 de abril de 2011 por antena1

Medicamentos devem ficar até 6% mais caros em abril

O governo autorizou reajuste no preço de remédios a partir do dia 31 de março. O aumento pode chegar a 6% e valerá para a maior parte dos medicamentos usados no país, como antibióticos e anti-inflamatórios.

Uma resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), publicada ontem (9) no Diário Oficial da União, definiu os critérios para calcular o reajuste. Um deles é o acumulado de março de 2010 a fevereiro deste ano do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou 6,01%.

É levado em conta também um fator de produtividade da indústria farmacêutica e a participação dos genéricos no mercado. Quanto maior a participação de genéricos no mercado, maior é o fator usado no cálculo do reajuste.

A Cmed, ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), irá publicar uma resolução especificando os percentuais de reajuste e o teto a ser cobrado do consumidor para evitar abusos. As empresas que descumprirem estão sujeitas a sanções. No entanto, elas podem adotar preços mais baixos que os estipulados pela câmara.

Fonte: Bom Dia Sorocaba

11 de março de 2011 por antena1
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