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Chávez tenta impor silêncio e medo, denuncia a SIP

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tenta controlar as ideias e impor o silêncio na Venezuela, usando estratégias que remetem aos regimes comunistas do leste europeu e de Cuba, denunciou neste domingo (7) a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) durante assembleia no México. “Chávez pretende controlar as ideias e impor o silêncio”, disse David Natera, presidente do Bloco de Imprensa Venezuelano, ao apresentar o relatório preliminar da SIP sobre o país na cidade mexicana de Mérida (leste).

Segundo o documento, no último ano foram registradas 113 agressões contra jornalistas na Venezuela. Natera afirmou que Chávez tem fechado e assediado os meios de comunicação, bem como expropriado várias empresas de todos os setotes, como uma “estratégia de controle social” na qual “o povo dependa exclusivamente do Estado para onter emprego e alimentos”.

“Para tentar cumprir este objetivo perverso, Chávez necessita de silêncio, silêncio da mídia e dos jornalistas. O silêncio e o medo que caracterizaram os tristes e oprimidos da Europa do Leste, da União Soviética na era comunista e atualmente na Cuba de Castro”, acrescentou. Entre as 113 agressões documentadas pela SIP, mencionou a detenção, o processo judicial e finalmente, o exílio do dono do canal de notícias Globovisión, Guillermo Zuloaga, e as sentenças de 2 anos de prisão contra pelo menos dois jornalistas, acusados de difundir “calúnias e injúrias”.

A SIP celebra sua Assembleia Geral em Mérida (leste) com a participação de diretores, editores, jornalistas, autoridades, especialistas e dos presidentes de México, Felipe Calderón; Colômbia, Juan Manuel Santos, e de Honduras, Porfirio Lobo. Neste domingo foram ouvidos os informes sobre a situação da liberdade de expressão nos países do hemisfério. Os trabalhos se encerram na terça-feira, com a leitura das conclusões e aprovação destes documentos.

fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

8 de novembro de 2010 por antena1

Brasil elege a primeira presidente de sua história

O Brasil elegeu neste domingo (31) a primeira mulher para a Presidência da República: Dilma Rousseff, do PT. Sua vitória teve a participação do cabo eleitoral mais popular do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mesmo sem estar participando diretamente do pleito, teve papel fundamental ao transferir todo seu elevado índice de popularidade à candidata que escolheu pessoalmente para disputar sua sucessão e levá-la à vitória nas urnas neste segundo turno, mesmo sendo uma estreante na seara de uma disputa eleitoral e concorrendo com um nome forte da oposição, o ex-governador tucano José Serra.

Se dependesse dos números das primeiras pesquisas eleitorais divulgadas em 2007, a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República jamais teria sido levada adiante. Em outubro de 2007, a pesquisa CNT/Sensus mostrava a então ministra-chefe da Casa Civil com 5,7%. Essa mesma pesquisa, contudo, mostrava que cerca de 35% dos entrevistados poderiam votar em alguém apoiado por Lula. Com base nessa sinalização, o presidente traçou um engenhoso plano para lançá-la na arena da disputa presidencial, trabalhando intensamente para colar sua imagem à de Dilma.

E a estratégia funcionou. Coube a Dilma o lançamento de uma das maiores vitrines do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007. No ano seguinte, Lula a batizou de “mãe do PAC”. Como boa discípula, Dilma se autonomeou durante a campanha eleitoral de “mãe do Luz para Todos”, programa do governo federal, criado em 2003, com o objetivo de levar energia elétrica às áreas rurais do País. E no decorrer da campanha, quando já liderava a corrida presidencial, assumiu de vez o instinto maternal e disse que pretendia ser, na Presidência, a “mãe de todos os brasileiros”.

Dilma nasceu em Belo Horizonte em 14 de dezembro de 1947 e na juventude militou contra a ditadura, atuando no Comando de Libertação Nacional (Colina) em Belo Horizonte, no final dos anos 60. Ela é classificada como durona, rígida, séria, competente, inteligente, extremamente dedicada ao trabalho. Implacável com quem enrola e exigente com os subordinados. Comandou o Ministério de Minas e Energia de 2003 a 2005, até ir para a Casa Civil com a queda de José Dirceu no escândalo do mensalão. Na nova função, tornou-se uma “mulher dura cercada de homens meigos”, como ela mesma definiu.

A ex-ministra já foi filiada ao PDT, mas em 2000 filiou-se ao PT partido que lhe abriu as portas para chegar ao mais alto cargo do País. Até o final deste ano, completará 63 anos. Dilma já casou e se separou duas vezes com ativistas políticos que lutavam contra a ditadura, mãe de uma filha, Paula Rousseff Araújo, e avó de um neto, Gabriel, que nasceu no dia 9 de setembro deste ano. É dona de Nego, labrador preto e companheiro de caminhadas matinais. Um de seus melhores amigos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), é quem melhor define a personalidade da nova presidente do Brasil: “Ela trabalha o tempo todo e não deixa nada sem solução. Além disso, acredita que não foi por acaso que sobreviveu à ditadura, quando chegou a ser torturada, sobreviveu para cumprir a tarefa da nossa geração e deixar um País mais justo e solidário do que aquele que nós encontramos.”

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1 de novembro de 2010 por antena1

Chávez chega a Portugal em giro pelo exterior

 presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desembarcou neste domingo em Portugal para a última escala de um extenso giro pelo exterior. Em Portugal, o líder venezuelano pretende assinar acordos com o governo e com empresas do país europeu.

Os convênios vão desde o investimento em fontes limpas de energia ao fornecimento de casas pré-fabricadas e navios de carga, além de 1,5 milhão de computadores portáteis de baixo custo. “Estivemos buscando oportunidade e encontrando amigos como (o primeiro-ministro de Portugal) José Sócrates”, declarou Chávez a jornalistas ao desembarcar em Lisboa.

“Ele é meu amigo e é um bom homem. Portugal passa por um momento difícil. O mundo está passando por momentos difíceis. Viemos dar nossas mãos, nosso coração a Portugal, pois não nos resta nada além de nos unirmos para enfrentar os desafios do mundo neste século que se inicia”, disse o líder venezuelano.

Em meio a críticas ao capitalismo “perverso”, Chávez afirmou que seu país continuará enviando petróleo a Portugal e que aumentará os embarques. Segundo ele, os dois países estão empenhados em “levantar o intercâmbio” comercial bilateral.

“Mais petróleo vem para Portugal, porque somos livres. Antes era só Estados Unidos, Estados Unidos, Estados Unidos. Agora é para o mundo inteiro, para nossos amigos, para os povos aliados.”

Portugal é a última escala de um giro internacional que levou Chávez a Irã, Síria, Líbia, Rússia, Bielo-Rússia e Ucrânia. As informações são da Associated Press.

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25 de outubro de 2010 por antena1

Chávez assume o controle do canal Globovisión

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou nesta terça-feira (20) que seu governo assumirá 45,8% das ações da emissora privada Globovisión, muito crítica ao Executivo, já que passará a deter, por diferentes meios, os títulos que estavam nas mãos de dois diretores do canal. Além disso, o presidente ameaçou revogar a concessão da emissora Vale TV, que foi entregue à Igreja venezuelana antes de sua chegada ao poder e que deve, segundo Chávez, “retornar ao povo”.

Em um ato público transmitido pela televisão, Chávez explicou que Nelson Mezerhane, presidente do Banco Federal, que em junho sofreu intervenção do governo, possui, via essa instituição, “em torno de 20% das ações da Globovisión” e, via outra empresa, outros 5,8%. “Nos próximos dias, a junta interventora do Banco Federal está obrigada a designar um representante na direção da Globovisión”, afirmou Chávez, citando alguns nomes, entre eles os diretores de dois dos programas mais importantes da TV estatal.

Além disso, “há outros 20% das ações da Globovisión que estão no ar” pertencentes a Luis Teófilo Núñez, um dos fundadores do canal, que morreu em 2007, permitindo que agora “isso passe ao Estado”. Então, “25,8% mais 20% dá 45,8%, companheiro”, comemorou o presidente entre risadas e aplausos. O restante das ações da Globovisión estão divididas entre acionistas minoritários. “Ninguém vai dizer que estamos expropriando. Não, nos estamos nos incorporando ao negócio”, completou Chávez.

Nos últimos dias, Chávez insinuou que seu governo poderá “recuperar” também as ações de Guillermo Zuloaga, presidente da Globovisión, sobre quem pesa uma ordem de prisão por crime de “usura” e se encontra fora do país. A Globovisión responde a vários processos e foi ameaçada de fechamento em diversas ocasiões pelo governo Chávez, que qualifica certos meios de comunicação de “terroristas midiáticos”. Chávez garante que tais ações não têm a ver com a linha editorial do canal crítico ao governo. Em seu discurso, o presidente venezuelano voltou a criticar a Igreja venezuelana, especialmente o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino, que lamentou recentemente o rumo que o governo está tomando.

Segundo Chávez, o ex-chefe de Estado venezuelano Rafael Caldera “violando um conjunto de procedimentos, entregou à hierarquia eclesiástica um canal de televisão”. “E agora eu digo que revisemos isto e coloquemos esse canal sob a ordem do povo, das comunidades. Que seja do povo e não do cardeal”. Em 2007, o governo venezuelano revogou a concessão da rede RCTV, uma das mais populares do país, cujos diretores foram acusados de golpistas.

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21 de julho de 2010 por antena1

Presidente é suspeito de genocídio em Darfur

Os presidente do Sudão, Omar al-Beshir, já suspeito por juízes da Corte Penal Internacional (CPI) de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Darfur, é objeto, a partir de agora, de uma ordem de detenção por genocídio – uma “vitória” para os rebeldes desta região do Sudão. De acordo com sentença divulgada nesta segunda-feira, a Corte “considera que há provas suficientes para (…) julgar al-Beshir responsável criminalmente (…) por genocídio”.

Um mandado de detenção contra ele por crimes de guerra e crimes contra a humanidade foi expedido em 4 de março de 2009. A decisão de segunda-feira (12) representa a primeira ordem de detenção por genocídio expedida pela CPI desde o início de seu funcionamento, em 2003. Al-Beshir, de 66 anos, é o primeiro chefe de Estado em exercício a ser objeto de uma ordem de detenção da CPI, primeiro tribunal internacional permanente encarregado de julgar os autores de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

Seus 21 anos como presidente do Sudão foram marcados por guerras civis, no sul até a paz de 2005, e na região ocidental de Darfur desde 2003. Esses anos também foram marcados por relações tumultuadas com países ocidentais. Na primeira ordem de detenção, Beshir era suspeito de autoria indireta ou coautoria de cinco crimes contra a humanidade: assassinato, extermínio, deslocamento forçado, tortura e violação. Também estavam incluídas duas acusações de crimes de guerra: dirigir ataques intencionais contra civis, e saque.

Para a promotoria, o presidente sudanês é responsável pelo assassinato de pelo menos 35.000 civis pertencentes a três etnias, entre 2003 e 2005, e pela expulsão e violação de centenas de milhares de civis. Numa primeira reação, o ministro sudanês da Informação, Kamal Obeid, afirmou que a CPI é “tribunal político”. Por sua vez, o Movimento pela Justiça e a Igualdade, o mais militarizado dos grupos rebeldes de Darfur, considerou a decisão uma “vitória”.

Nascido em 1944 de uma família camponesa a uma centena de quilômetros ao norte de Cartum, Omar Hassan Ahmed al-Beshir e um grupo de oficiais derrotaram no dia 30 de junho de 1989 o governo democraticamente eleito de Sadek al-Mahdi. O golpe de Estado foi apoiado pela Frente Islâmica Nacional, partido de seu mentor Hassan al Turabi, que se tornou, depois, o mais ferrenho opositor. Sob a influência de Turabi, Beshir orientou o Sudão para um islamismo radical.

Na década de noventa, Cartum converteu-se em plataforma da internacional islamita, com a presença de ‘jihadistas’ que combateram no Afeganistão, entre eles o chefe da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. Depois do distanciamiento de Turabi, Beshir tentou afastar-se do islamismo radical, melhorando suas relações políticas com o Ocidente, tecendo laços econômicos fortes com as potências do Golfo e da Ásia.

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13 de julho de 2010 por antena1

Juan Manuel Santos é o novo presidente da Colômbia

O ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos foi eleito presidente da Colômbia na votação em segundo turno realizada hoje, conforme previam as pesquisas de intenção de votos.

 Com 91,59% das urnas apuradas, Santos lidera com 68,83% dos votos válidos, contra 27,75% para o ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus. Apesar de a apuração ainda estar em andamento, não há mais possibilidade matemática de Mockus alcançar Santos.

Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

21 de junho de 2010 por antena1

George W. Bush é o mais novo integrante do Facebook

Os adeptos do Facebook podem contar a partir desta quarta-feira (2) com uma página do ex-presidente americano George W. Bush na famosa rede social. O ex-chefe de Estado já contava com mais de 10 mil fãs horas depois de colocar seu perfil no facebook.com/georgewbush. A primeira mensagem de Bush destacou suas atividades desde que deixou o governo em janeiro de 2009.

 ”O presidente Bush tem se mantido ativo”, diz a mensagem. “Esteve em 20 estados (americanos) e oito países, pronunciou 65 discursos, lançou o centro presidencial George W. Bush, participou em quatro conferências políticas via Bush Institute, terminou a primeira versão de suas memórias ‘Decision Points’ e colaborou com o ex-presidente Bill Clinton para criar o fundo de ajuda ao Haiti Clinton-Bush.

 As mensagens publicadas na página do 43º presidente americano são em geral positivas, como a de Sandy Holly: “Estou muito feliz por vê-lo! Fazia falta!”. Apesar de tudo, também apareceram críticas, como a do internauta Brent Bender, que escreveu: “Você foi um presidente incrivelmente incompetente”. A mulher do ex-presidente, Laura Bush, também abriu sua página na rede social, e imediatamente conseguiu mais amigos que seu marido, com 16 mil adeptos.

Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

7 de junho de 2010 por antena1

Presidente está disposto a manter os 7,72%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à equipe econômica para refazer as contas sobre a arrecadação porque não está disposto a vetar o reajuste de 7,72% para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Lula já decidiu barrar a emenda que extingue o fator previdenciário, mas não quer arcar com o ônus político de um veto duplo no fim de seu mandato e num ano eleitoral.

 A equipe econômica, porém, continua pressionando o presidente, sob o argumento de que não há recursos. A alternativa oferecida para resolver o problema é a concessão de um abono de 6,14% sobre o valor das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo. Na prática, esse grupo já recebe o valor corrigido desde janeiro. Até esta 4ª feira (26), Lula resistia a optar pelo abono – que não é incorporado ao benefício – e mandou os técnicos fazerem novos cálculos. “A pressão está grande, mas ele ainda não bateu o martelo. Não quer vetar o reajuste e acha que ainda pode encontrar uma solução”, disse ao Grupo Estado um auxiliar do presidente.

 Pelos cálculos apresentados a Lula, o reajuste de 7,72% provocaria um impacto adicional no Orçamento na faixa de R$ 800 milhões. “Nós até aceitamos o veto sobre o fim do fator previdenciário, criado para desestimular as aposentadorias precoces, mas vamos pedir ao presidente que aceite o reajuste”, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que comanda a Força Sindical. “Um abono é muito pouco, tão pequeno que parece até uma esmola para os aposentados.”

 Sem querer mexer nesse vespeiro, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que Lula é um homem “com muita sensibilidade” e admitiu que há defasagem na correção das aposentadorias acima de um mínimo desde outros governos. Ex-ministra da Casa Civil, Dilma ressalvou, no entanto, que Lula tomará a decisão sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

 Em conversas reservadas, o presidente não escondeu a contrariedade com o Congresso. Disse a ministros e parlamentares de partidos aliados que o Legislativo deixou um “abacaxi” para ele descascar. Apesar do discurso para consumo externo de que o prejuízo eleitoral de um veto não é tão grande, Lula está preocupado. Sabe que o corte do reajuste será explorado pelo pré-candidato do PSDB, José Serra, e pode respingar na campanha de DILMA – As centrais sindicais estão convidando o presidente para participar da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, marcada para o próximo dia 1º, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Previsto para reunir representantes de 5 mil sindicatos, o ato foi planejado sob medida para aprovar as propostas que as centrais entregarão a todos os pré-candidatos à Presidência.

 Lula ainda não confirmou presença na conferência. Escaldado por multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o argumento de que há campanha antecipada para Dilma, ele agora avalia com cuidado a conveniência de comparecer a esse tipo de manifestação. Além disso, confidenciou a interlocutores que só irá se não tiver vetado o reajuste de 7,72% para os aposentados.

Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

27 de maio de 2010 por antena1
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