Uma prótese de apenas um centímetro rendeu o primeiro lugar do prêmio Professor Luiz Resende Puech a uma equipe de especialistas de Sorocaba. O grupo formado pela professora e doutora Eliana Duek, a bióloga e doutoranda Andrea Rodrigues Esposito e o ortopedista Túlio Cardoso foi premiado no 43º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia. As pesquisas que levaram ao desenvolvimento da prótese foram realizadas no laboratório de biomateriais da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).
O trabalho teve como objetivo desenvolver uma prótese de menisco, que é uma cartilagem do joelho responsável pelo amortecimento. “Se acontece algum desgaste ou ruptura nessa área, costuma-se retirar o menisco por completo, o que anos depois pode ocasionar o desenvolvimento de artrose”, explica o médico. Na técnica desenvolvida pelo grupo, em vez de deixar o joelho sem essa estrutura, ela seria substituída por uma prótese, melhorando a qualidade de vida do paciente.
O experimento, que durou dois anos, foi realizado em coelhos e consistiu no desenvolvimento de próteses de menisco feitas com células dos próprios animais e polímeros. Na primeira fase foi retirado o menisco dos coelhos, depois foram colocadas células da região em um molde feito de polímeros – um tipo de plástico. Após três semanas de cultivo das células, a prótese foi implantada nos animais. Separados em dois grupos, uma parte dos coelhos teve as próteses reavaliadas após três meses e a outra após seis meses.
“A evolução foi muito boa. Foi verificado que a bio-compatibilidade da prótese era grande”, relata Andrea, que utilizou o estudo para seu doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), onde é orientada por Eliana. A dupla foi responsável pela maior parte da pesquisa laboratorial, enquanto o médico Túlio Cardoso realizou os procedimentos cirúrgicos nos animais, além de auxiliá-las. “Foi um trabalho em equipe”, revela Andrea.
A pequena prótese, compatível com o tamanho das juntas dos coelhos, é um passo em direção ao desenvolvimento de próteses biológicas, que de acordo com o médico têm muitas vantagens. “Quando utilizamos as células do próprio hospedeiro não temos problemas de rejeição. A medida que cresce, o tecido natural regenera”, explica Cardoso. A esperança do ortopedista é de que a técnica possa ser utilizada em humanos em cerca de cinco a dez anos, embora não seja possível estimar uma data exata.
O trabalho já havia sido premiado em outra ocasião, porém essa conquista é especial. “É o maior prêmio nacional da área”, conta Cardoso. E a equipe continua desenvolvendo o procedimento. Em vez de utilizar células dos meniscos, recentemente foram aplicadas células tronco retiradas da medula óssea dos coelhos. As novas próteses já foram implantadas nos animais e Andrea espera agora o momento de estudar sua evolução. (Regina Helena Santos, supervisora)
A cantora e compositora escocesa Emeli Sandé ganhou nesta quinta-feira (15) o Prêmio da Crítica promovido pela Brit (Fundo da Indústria Fonográfica Britânica, na sigla em inglês) para reconhecer novos talentos.
Entre os vencedores anteriores estiveram Jessie J, Ellie Goulding e Adele, cujo segundo álbum, “21″, deve se tornar o mais vendido do ano no mundo todo.
“Ganhar um Prêmio Brit tão no começo da minha carreira é mais do que um sonho para mim”, disse Sandé, que parou de usar seu primeiro nome (Adele) e passou a usar o nome do meio por causa da fama da xará. “Estou explodindo de alegria por receber um prêmio tão prestigiado.”
Os outros dois finalistas do prêmio foram Maverick Sabre, que ficou em segundo lugar, e Michael Kiwanuka.
Sande, que mal passou dos 20 anos, começou a carreira musical compondo para outros artistas, como Chipmunk, Professor Green e Tinie Tempah. Ela se tornou conhecida do público em 2009, participando da gravação de “Diamond Rings”, do Chipmunk.
“Heaven”, primeiro compacto do ainda inédito álbum de Sande, “Our Version of Events”, chegou às lojas em agosto e ficou em segundo lugar nas paradas britânicas de singles.
Ela recentemente realizou uma turnê e atualmente acompanha o Coldplay em shows pela Europa. “Our Version of Events” deve ser lançado em fevereiro.
Fonte: Uol
Concorrendo aos prêmios de “Novo Artista” e “Melhor Disco”, com “Paula Fernandes Ao Vivo”, a cantora Paula Fernandes será uma das atrações do Grammy Latino 2011.O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (27) no site da premiação.
Também hoje foram divulgadas apresentações de Ricky Martin, Pepe Aguilar, Pitbull e Marc Anthony, e Romeo Santos e Usher. Além dessas atrações, o Grammy já havia confirmado shows de Calle 13, Franco De Vita com Alejandra Guzmán, Maná com Prince Royce, Shakira, Sie7e, and Marco Antonio Solís.
O Grammy Latino 2011 acontece no dia 10 de novembro, em Las Vegas, Estados Unidos.
Fonte: UOL
Dezenas de dissidentes e ativistas de direitos humanos continuam sob prisão domiciliar na China enquanto o governo tenta coibir manifestações de apoio a Liu Xiaobo, ativista que está preso e ganhou o Prêmio Nobel da Paz neste ano, disse uma entidade com sede em Nova York.
O Partido Comunista Chinês mobilizou policiais e guardas para manter pessoas consideradas simpáticas a Liu confinadas em suas casas ou sob constante vigilância, disse a entidade Human Rights in China numa nota à qual a Reuters teve acesso nesta sexta-feira.
Dissidentes chineses também confirmaram essa situação, inclusive Liu Xia, mulher de Liu Xiaobo.
Liu Xiaobo foi condenado no ano passado a 11 anos de prisão por causa de suas críticas ao regime unipartidário e à sua participação num manifesto pró-democracia.
Liu Xia disse que seu marido tem a expectativa de que ela possa viajar a Oslo em dezembro para receber o prêmio. A China ainda não se manifestou a respeito, mas sua veemente condenação à concessão do prêmio torna essa hipótese improvável.
“As restrições sobre muitos de nós nunca antes foram tão rígidas”, disse o escritor Yu Jie, que faz campanhas pela liberdade de religião na China. “Não sei quanto isso pode durar. Pelo menos até dezembro, quando o Prêmio Nobel é entregue”, acrescentou Yu, que disse estar confinado em sua casa desde 8 de outubro, quando o Nobel da Paz para Liu foi anunciado.
fonte:www.redebomdia.com.br
A Mega Sena acumulou novamente e poderá pagar até R$ 85 milhões no próximo sorteio. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso realizado na noite de 4ª feira (1º), que foram 3-7-9-10-31-34.
O prêmio do concurso que irá ocorrer às 20h do próximo sábado, 4, poderá ser o segundo maior da história da loteria. As apostas podem ser feitas até uma hora antes do sorteio em qualquer uma das 10,4 mil lotéricas do Brasil, e custam a partir de R$ 2.
No sorteio de hoje 993 pessoas acertaram a Quina, levando cerca de R$ 7,3 mil cada. A Quadra saiu para aproximadamente 57 mil apostadores, que receberam R$ 181 cada.
QUINA
Também na Quina nenhuma aposta acertou as dezenas da faixa principal do concurso 2.387. A estimativa de prêmio para o próximo sorteio é de R$ 1,8 milhão Fizeram a quadra 71 apostadores (prêmio de 4,9 mil) e acertaram o terno 5.659 pessoas (prêmio de R$ 88).
Os números sorteados foram: 25 – 32 – 69 – 78 – 79.
LOTOMANIA
* Concurso 1067 – 01/09/2010
06 – 09 – 11 – 12 – 15
43 – 45 – 46 – 55 – 57
58 – 60 – 67 – 75 – 79
80 – 86 – 87 – 93 – 00
LOTERIA FEDERAL
* Concurso 04480 – 01/09/2010
1.º – 22.820
2.º – 80.425
3.º – 12.518
4.º – 80.849
5.º – 02.600.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Com 28 nomes na lista de concorrentes, o Prêmio Multishow 2010 não teve um grande vencedor do ano como nas edições anteriores. Dos 12 premiados na noite desta terça-feira (24) no HSBC Arena, no Rio de Janeiro, ninguém foi embora com mais de um trofeu: Maria Gadú, Ivete Sangalo, Restart, Pitty e NX Zero, cada um deles com pelo menos três indicações, foram alguns dos condecorados numa cerimônia repleta de falhas.
Maria Gadú, a primeira vencedora anunciada da noite, levou o trofeu de melhor álbum pelo disco homônimo, que lançou o hit “Shimbalaiê”. O ganhador da categoria melhor grupo, que teve sua votação aberta até o momento da entrega do prêmio, foi a Banda Cine, que desbancou NXZero, Restart, Skank e Titãs.
A música sertaneja ganhou espaço na premiação deste ano com uma categoria própria, que foi representada pela dupla Victor & Leo. Luan Santana, que concorria a quatro títulos, foi nomeado a revelação do ano, deixando para trás os trofeus de melhor música (“Meteoro”), melhor DVD (“Luan Santana ao Vivo”) e melhor show.
Samuel Rosa, do Skank, foi escolhido o melhor cantor entre Di Ferrero (NX Zero), Lucas Silveira (Fresno), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial) e Caetano Veloso. Na categoria de voz feminina, Ana Carolina tirou o prêmio das mãos de Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Maria Gadu e Pitty.
Shows e escorregões
Com apresentação da atriz Fernanda Torres e do humorista Bruno Mazzeo, a cerimônia durou pouco mais de duas horas entre uma série de falhas e escorregões. Um dos equívocos cometidos por Fernanda aconteceu ao anunciar o vencedor da categoria revelação: ao invés de chamar por Luan Santana, a atriz falou o nome da banda Móveis Coloniais de Acaju, vencedora do prêmio experimente, que foi convocado na sequência.
Em outro momento, durante a apresentação do vencedor de melhor show, Ivete Sangalo apareceu em um telão para agradecer ao prêmio e dizer que não poderia estar presente no evento, mas avisou que um representante seu subiria ao palco para falar. Fernanda mais uma vez se atrapalhou e chamou os próximos apresentadores, ignorando a presença do saxofonista da cantora baiana no palco.
Bruno Mazzeo também foi pego de surpresa quando chamou pelo show de Claudia Leitte e Victor & Leo. Os cantores, porém, não estavam prontos para entrar em cena e o apresentador improvisou um stand-up ao vivo. Os Titãs não levaram prêmio de melhor grupo a que concorriam, mas foram homenageados na cerimônia por uma banda feminina que começou a tocar sem que a cantora, Maria Gadu, estivesse no palco.
Entre as outras apresentações da noite, Skank e Nando Reis abriram a cerimônia da festa com uma versão para “Vem Morena”, sucesso de Gonzagão. Pela primeira vez no Brasil, os ingleses do Bombay Bicycle Club, convidados internacionais do evento, se apresentaram com a música “How Can You Swallow So Much Sleep”, que está na trilha do filme “Eclipse”, e junto com o bloco carioca Empolga Às 9 tocaram seu hit “Always Like This”.
Caetano Velosa e Maria Gadú dividiram o palco para cantar, em voz e violão, “Rapte-me, Camaleoa”, música do cantor baiano composta em homenagem à atriz Regina Casé. Os meninos do Cine juntaram-se a Lu Alone para fazer versões de “A Usurpadora” e “I Love Rock and Roll”. Claudia Leitte e a dupla Victor & Leo tocaram “Pais e Filhos”, da Legião Urbana, e os curitibanos do Copacabana Club mostraram ao vivo seu “Just Do It”. Os Titãs também subiram ao palco para tocar “Sonífera Ilha”.
Veja quem foram os vencedores do Prêmio Multishow 2010:
MELHOR CANTOR
Di Ferrero (NX Zero)
Lucas Silveira (Fresno)
Dinho Ouro Preto (Capital Inicial)
Caetano Veloso
Samuel Rosa (Skank)
MELHOR CANTORA
Ana Carolina
Claudia Leitte
Ivete Sangalo
Maria Gadu
Pitty
MELHOR ÁLBUM
“Sete Chaves” – NXZero
“Hori” – Hori
“The Rise And Fall of Beeshop” – Lucas Silveira
“Maria Gadu” – Maria Gadu
“Chiaroscuro” – Pitty
MELHOR CLIPE
“A Usurpadora” – Banda Cine
“Espero a Minha Vez” – NXZero
“Me Adora” – Pitty
“Noites de Um Verão Qualquer” – Skank
“Segredo” – Hori
MELHOR DVD
“Ao Vivo e Em Cores” – Victor & Leo
“Chiaroscope” – Pitty
“Do Outro Lado da Porta” – Fresno
“Luan Santana ao Vivo” – Luan Santana
“Multishow Registo: Ivete Sangalo – Pode Entrar” – Ivete Sangalo
MELHOR GRUPO
Banda Cine
NXZero
Restart
Skank
Titãs
MELHOR INSTRUMENTISTA
Cadu (Strike)
Joe (Pitty)
Haroldo Ferretti (Skank)
Cesinha (Maria Gadu e Vanesa da Matta)
Rodrigo Tavares (Fresno)
MELHOR MÚSICA
“Recomeçar” – Restart
“Espero a Minha Vez” – NXZero
“Meteoro” – Luan Santana
“Me Adora” – Pitty
“Shimbalaiê” – Maria Gadu
MELHOR SHOW
Claudia Leitte
Ivete Sangalo
Luan Santana
NXZero
Victor & Leo
REVELAÇÃO
Hori
Lu Alone
Luan Santana
Maria Gadu
Restart
EXPERIMENTE
Cidadão Instigado
Copacabana Club
Moveis Coloniais de Acaju
Nina Becker
Stop Play Moon
ARTISTA SERTANEJO
César Menotti & Fabiano
Jorge & Mateus
Luan Santana
Maria Cecília e Rodolfo
Victor & Leo
fonte:www.uol.com.br
A Orkestra Rumpilezz, big band criada pelo maestro Letieres Leite, venceu na 4ª feira (11) à noite o prêmio de melhor grupo da música instrumental e revelação do ano no 21º Prêmio da Música Brasileira, ao unir os ritmos do candomblé ao jazz. O nome da big banda, formada por 20 músicos, surgiu, aliás, da fusão dos três atabaques do candomblé (Rum, Rumpi e Le) ao jazz. A orquestra baiana concorreu com o João Donato Trio e Rabo de Lagartixa na disputa pelo prêmio de melhor grupo. E, na categoria revelação, com Alexandre Gismonti Trio e Maria Gadú.
Sua vitória representa a síntese do sagrado e do profano, na interseção da cultura de massa e a cultura popular. No encarte do disco “Letieres Leite e Orkestra Rumpiless”, o também saxofonista e flautista Letieres explica a forte relação de suas composições com a música sacra do candomblé, cujo ritmo, apesar de preservado nos rituais, ganhou as ruas e se alteraram ao influenciar vários estilos musicais. “Tanto as composições quanto os arranjos são baseados nas claves e desenhos rítmicos do Universo Percussivo Baiano, em que as variações melódicas procuram ser fiéis às células rítmicas. Neste contexto, os instrumentos de sopro também desempenham um papel percussivo.”
Esse papel fica mais perceptível quando o tema da música é executado, muito mais marcado em uma faixa, menos em outra. Muitas vezes, o maestro compõe cada música buscando inspiração para o ritmo em uma divindade e em outra para o tema. O disco começa com “A Grande Mãe” – seria uma homenagem à Iemanjá? – com base no toque vassi, usado para chamar divindades de acordo com batida do atabaque Rum. Já em “Floresta Azul”, o ritmo é cadenciado para Oxossi, mas o tema foi inspirado numa cantiga de Odé. Na música “rumpelizzada” de Ed Motta “Balendoah”, também está lá o vassi, mas tocada para Ogum.
Mas, assim como no jazz americano, que inclusive veio ao Brasil diversas vezes beber na musicalidade de João Gilberto, Tom Jobim e Milton Nascimento, durante os solos, a relação entre o ritmo, sons e silêncio, intensidades e alturas, a melodia alcança um voo superior à base ao qual ela se apoia. Se a célula rítmica dita, ao longo do tema, as variações harmônicas – e a percussão está fortemente ligada ao culto das divindades e seus respectivos poderes de conexão com o sagrado – o solo é o próprio êxtase, o transe completo, cuja base é regional, tradicional e religiosa, mas que se ‘desterritorializa’, numa síntese que cria um terceiro elemento.
É muito audível esse processo em “Anunciação”, música em homenagem ao baterista e percussionista Antonio Ferreira da Anunciação, pioneiro em unir o jazz à música baiana. Nos solos, o sax alto André Becker toca jazz, mas numa malandragem enraizada num ritmo “exótico”, só para lembrar o adjetivo usado em “Native Dancer”, disco que fez os saxofones tenor e soprano de Wayne Shorter se esbaldar na voz de Milton Nascimento e no piano de Herbie Hancock no fim da década de 70. Em alguns momentos, é o funk em “Beauty and the Beast” ou jazz em “Ana Maria”, mas ambos em uma cozinha brazuca, mineira. E o trompetista Joatan Nascimento, também no solo da mesma música, teria conseguido fazer Miles Davis ir além do ‘fusion’, convencendo-o a morar em Salvador.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
“Uma Flor”, do publicitário Nando de Freitas, de Campinas, foi a vencedora da quinta edição do Prêmio Sorocaba de Música – Festival Nacional de MPB Livre”. A final aconteceu domingo, no Teatro Municipal. O prêmio é uma realização da Z-Eventos, com o apoio da Secretaria de Cultura do Município. Pela conquista, o autor recebeu R$ 10 mil. O sorocabano João Leopoldo, com “Odisseia”, obteve a segunda colocação, e o prêmio de R$ 3 mil.
A terceira colocação ficou com Téo Brandileone, de São Paulo, por “Deixe Estar”, que levou R$ 1,5 mil. Também da Capital, Pedro Viáfora, de “Feito Nós”, foi premiado como o melhor arranjo, e Ana Tréa, por “Somos do Som”, foi escolhida a melhor intérprete. Na categoria aclamação popular, venceu a sorocabana Mariana Moraes, com “Jardim de Flores”. Cada um recebeu R$ 500.
Ao todo se inscreveram para o festival, 157 autores que encaminharam 308 músicas (cada concorrente poderia participar com até dois trabalhos). Destas, foram selecionadas 24 que participaram das eliminatórias realizadas na sexta e no sábado.
As doze finalistas foram “Amor Tropeiro”, de Beto Coelho; “Tipo de Louco”, de Armando Fernal Micheletti; “Jardim de Flores”, de Mariana Moraes; “Odisséia”, de João Leopoldo (todos de Sorocaba); “Deixe Estar”, de Téo Brandileone; “Semi-Lágrima”, de Paulo Novaes; “Macumba Light”, de Rafael Iasi; “Contraposto”, de Xavier Bartuburu; “Somos do Som”, de Ana Tréa; “Samba Leve”, de Eduardo Puperi; “Feito Nós”, de Pedro Viáfora (todas de São Paulo), e “Uma Flor”, de Nando Freitas (Campinas).
Com várias participações em festivais de música, Nando Freitas contou que não costuma acompanhar esses eventos. Disse que fica tão nervoso, que “chega a atrapalhar”. Nando escreve canções já há algum tempo. Quase todas foram e são gravadas pela dupla Taís Reganelli e Diego Moraes, este participante da versão brasileira do programa “Ídolos”. “Uma Flor” tem uma forte linha melódica e harmônica e sua interpretação pelo duo comoveu o público que foi ao Municipal.
A canção deverá estar no repertório do disco e do DVD que Taís lança até o final do ano.
Já “Odisséia”, de João Leopoldo, vencedor do prêmio em 2008, foi composta originariamente para o festival “Retratando o Rio Sorocaba”, do qual, no fim, não chegou a participar. João Leopoldo homenageia o rio a partir do qual a cidade cresceu. O paulistano Téo Brandileone ficou em terceiro lugar por “Deixe Estar”, um tema suingado que arreabatou a plateia. A performance destacou o uso de um equipamento que grava a base do violão. “É uma forma de economizar custo com banda”, brincou o compositor.
“Feito Nós”, de Pedro Viáfora, vencedor pelo melhor arranjo, é mais um caso que comprova que talento tem componente genético. Filho de Celso Viáfora, um dos nomes de peso da MPB paulistana, Pedro interpretou uma canção que se sobressaiu pela harmonia do baixo tocado por Igor Pimenta e o acordeon. Outro diferencial ficou por conta da letra bem elaborada. O prêmio de aclamação popular foi para Mariana Moraes e o pop-rock “Jardim de Flores”. Carismática, a cantora, que também se fez acompanhar em cena por Hugo Rafael, estabeleceu uma sintonia das maiores com o público. A paulistana Ana Tréa, de “Somos do Som”, escolhida a melhor intérprete, foi apontada como a versão feminina de João Bosco.
Novidade: versão instrumental
A próxima edição do Prêmio, conforme o produtor João Caramez, reserva algumas novidades. A proposta é criar uma versão instrumental e, também, destinar aos concorrentes ajuda de custo para que possam, na cidade, realizar oficinas e wokshops. “Queremos explorar o potencial da música instrumental aqui existente e, também, integrar o público ao trabalho”.
Presidente do júri pela segunda vez, o cantor e compositor Tavito, que fez o show de encerramento do festival, disse que o prêmio, este ano, “ficou renovado”: “Tivemos, aqui, uma mostra da qualidade do trabalho dos jovens. Pessoas muito experimentadas participaram, o que reforça o alcance e a importância do festival. Não por acaso, a escolha deu tanto trabalho”.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
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