O desemprego brasileiro diminuiu mais que o esperado em junho, registrando a menor leitura desde dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira.
A taxa caiu para 7% em junho, ante 7,5% em maio e 8,1% em junho de 2009. Economistas consultados pela Reuters projetavam uma taxa de 7,3%, de acordo com a mediana de 10 respostas que variaram de 7,1 a 7,5%.
A população ocupada somou 21,878 milhões em junho, número estável na comparação com maio e apresentando alta de 3,5% sobre igual mês de 2009.
O número de trabalhadores desocupados totalizou 1,647 milhão, queda de 6,6% mês a mês e recuo de 11,8% ano a ano.
O rendimento do trabalhador somou R$ 1,423 mil em junho, elevação de 0,5% ante maio e de 3,4% na comparação com o ano passado.
Fonte:www.redebomdia.com.br
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 e 2009, divulgada na semana passada, reservou uma surpresa ao economista Marcelo Neri, um dos maiores especialistas da área social no Brasil: o País tem 10,6 milhões de pobres a menos do que constava nas suas últimas estimativas, baseadas no resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. A diferença entre as duas pesquisas deve-se basicamente à inclusão na POF, da economia de subsistência, a chamada “renda não monetária”.
A diferença é muito grande, e significa que a pobreza no Brasil é 35% menor do que se pensava. Em vez de 29,8 milhões, resultado extraído da Pnad, são 19,9 milhões, a partir da POF. Neri, que chefia o Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, observa que a comparação mais correta é do número da Pnad ajustado pela estimativa da população da POF, o que o leva para 30,5 milhões – ou 10,6 milhões a mais que os 19,9 milhões revelados pela POF.
”Isso significa uma diferença muito importante no custo de se acabar com a pobreza – ele cai aproximadamente pela metade”, diz Neri. Na verdade, transferências perfeitamente focalizadas de R$ 11,2 bilhões por ano (um pouco menos do que o gasto com o Bolsa-Família) seriam capazes de acabar com a pobreza retratada pela POF. No caso do número de pobres que sai da Pnad 2008, aquele custo sobe para R$ 21,8 bilhões.
A linha de pobreza utilizada pelo pesquisador foi criada pelo Centro de Políticas Sociais, e equivale a uma média de R$ 140 de renda familiar per capita em janeiro de 2009. O valor varia de região para região do País, de acordo com o custo de vida. Essa linha de pobreza, na verdade, é relativamente baixa e, por vezes os que estão abaixo dela são considerados miseráveis. Neri ressalva, entretanto, que, como linha de indigência, seria um pouco alta. A razão principal para a diferença entre o número de pobres nas duas pesquisas é o registro que a POF faz da economia de subsistência, ou “economia primitiva”, como se refere Neri. Basicamente, trata-se do consumo que não passa pelo mercado e consiste primordialmente na agricultura de subsistência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br