Gabriel Gebaile, 20 anos, é corintiano. Guilherme Romano, 21, é palmeirense. Bruno Ferreira e Rafael Romano, ambos 21, torcem para o São Paulo. Esta noite, no entanto, todos eles serão apenas Rafael Futebol Clube.
O quarteto é amigo de infância do goleiro santista. No primeiro jogo da final da Copa Libertadores, quarta-feira passada, eles se reuniram num bar de Sorocaba para torcer por Rafael. A tática deu certo e eles pretendem repetir a atitude nesta quarta-feira (22).
Pelo amigo de infância os quatro deixaram de lado as diferenças futebolísticas e se uniram na torcida pelo conterrâneo. “É muito legal ligar a TV e ver o Rafa jogando”, afirma Gabriel Gebaile.
Mas nem sempre o camisa 1 do Santos foi chamado pelo nome. “No condomínio a gente chamava ele de Cabrinha”, revela Rafael Romano. A razão do apelido é o sobrenome do arqueiro, que é Cabral. “Depois [provavelmente com o sucesso com a camisa do Santos] passamos a chamá-lo de Rafa Show”, complementa.
Já marquei gol /Um dos maiores orgulhos dos amigos de Rafael é o de poder contar algumas vantagens. Todos eles fazem questão de lembrar de algum gol que marcaram no goleiro no passado. “Nas férias no começo deste ano, o Bruno fez um golaço em cima dele”, conta Guilherme.
Além disso, o quarteto enche a boca para dizer que já jogou ao lado de Rafael. “A gente jogava junto na ADPM [Associação Desportiva da Polícia Militar]”, diz Guilherme. “Ele sempre foi goleiro e desde pequeno se destacava no time, mas confesso que nunca imaginei que ele fosse tão longe assim”, conclui.
Concentração em Sorocaba
Às vésperas da partida mais importante do ano para o Santos, os jogadores titulares ganharam folga no fim de semana. Rafael, então, aproveitou para visitar a família. O goleiro ficou em residência na Granja Olga.
No sábado, o camisa 1 santista se encontrou com os amigos na casa de Gabriel Gebaile. A eles, o goleiro disse que estava bem tranquilo e que fez questão de se concentrar na cidade. Segundo o quarteto, a entrevista ao BOM DIA foi o assunto principal da noite.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
O Santos sofreu na noite desta quarta-feira (15), mas garantiu o empate sem gols com o Peñarol no Estádio Centenário, em Montevidéu, no jogo de ida da final da Copa Libertadores. O resultado manteve em aberto a briga pelo título, que será definido na próxima quarta, no Pacaembu, em São Paulo. O vencedor do próximo duelo ficará com o troféu. Um novo empate, independente do placar, levará a decisão para a prorrogação, que poderá ser seguida de pênaltis.
Em sua quarta final de Libertadores, o Santos busca seu terceiro título, enquanto o Peñarol quer conquistar seu sexto troféu. Fora da rodada do final de semana do Brasileirão, o Santos concentrará toda a sua atenção nos próximos dias à preparação para a finalíssima. O time de Muricy Ramalho deverá ter o retorno do meia Paulo Henrique Ganso e do lateral-esquerdo Léo, desfalques na partida desta quarta.
O JOGO
O primeiro jogo da final foi precedido por uma grande festa da torcida do Peñarol. Cerca de 58 mil uruguaios cantavam em coro nas arquibancadas, iluminados por fogos de artifício e sinalizadores, que deixaram o gramado sob espessa nuvem antes do apito inicial. O clima de celebração era complementado pela presença de jogadores da seleção uruguaia nos camarotes, como Lugano e Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. O atacante estava acompanhado do seu pai Pablo, ídolo do Peñarol.
Com a bola rolando, o Santos não se intimidou com a festa da torcida e impôs seu futebol diante dos uruguaios. Valorizou a posse de bola, freando a empolgação das arquibancadas, e buscou o ataque nos primeiros instantes da partida. O primeiro chute a gol veio dos pés de Zé Eduardo, aos 4 minutos. Ele bateu fraco e rasteiro, sem dar trabalho ao goleiro Sosa. O Peñarol respondeu aos 6, em um lance perigoso pela direita. Mas o goleiro Rafael se antecipou e foi para dividida para evitar o chute de Olivera, quase dentro da pequena área. O time uruguaio só voltaria a ameaçar o gol santista no final do primeiro tempo.
O Santos chegava ao ataque com mais frequência, apesar dos constantes erros na saída de bola, principalmente com Elano. Isolado no ataque, Zé Eduardo mal via a bola. Neymar compensava ao buscar as jogadas no meio-campo. Depois de um lance individual, o jovem atacante armou para Alex Sandro acertar forte chute, exigindo grande defesa de Sosa. Na sequência do lance, Bruno Rodrigo cabeceou no travessão. Enquanto o meio-campo tentava se estabelecer em campo, a defesa santista garantia o domínio e a maior posse de bola. Durval e Adriano neutralizavam com propriedade as investidas uruguaias, principalmente as de Martinuccio.
O atacante, cobiçado pelo Palmeiras, desperdiçou boa oportunidade ao escorregar dentro da área, aos 22, após choque de Corujo com Alex Sandro quase em cima da linha da área. Os uruguaios pediram pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Os seguidos erros do Santos no meio-campo aumentaram o espaço do Peñarol na partida. Os anfitriões cresceram em campo e equilibraram o duelo nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 44, Darío Rodríguez perdeu a melhor chance de gol dos donos da casa na etapa. Em posição legal, ele recebeu lançamento pela esquerda e, sem marcação, tentou encobrir Rafael, mas acabou mandando por cima do gol.
O início do segundo tempo repetiu os primeiros minutos da partida. O Santos foi para o ataque e quase abriu o placar, novamente com Zé Eduardo. Logo aos 3, Elano arriscou de longe, mas parou nos pés de Danilo no meio da área. A bola sobrou para o atacante, que bateu no canto e viu Sosa desviar para fora. Zé Eduardo teve outra boa chance aos 26, em cabeçada para fora, rente à trave.
A partir dos 30 minutos, o Peñarol abandonou a defesa e, empurrado pela torcida, partiu para o ataque. O Santos levou um susto e quase foi vazado. Aos 27, Martinuccio aproveitou cruzamento na pequena área e mandou em cima do goleiro Rafael. Na sequência, o próprio atacante se antecipou em jogada de Olivera, na entrada da área, e bateu para fora.
A pressão aumentou nos minutos finais e o Peñarol chegou a balançar as redes aos 40 minutos. Em posição de impedimento, Alonso mandou para gol, após cruzamento da esquerda. O árbitro, porém, anulou o lance, irritando jogadores, treinador e a torcida. Preocupado, Muricy colocou mais um zagueiro em campo para evitar mais sustos. Bruno Aguiar reforçou a defesa e ajudou a garantir o empate fora de casa.
FICHA TÉCNICA
Peñarol-URU 0 x 0 Santos
Peñarol – Sebastián Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo (Pacheco), Luis Aguiar, Nicolás Freitas e Matias Mier (Estoyanoff); Alejandro Martinuccio e Juan Manuel Olivera (Alonso). Técnico: Diego Aguirre.
Santos – Rafael; Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Arouca e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar). Técnico: Muricy Ramalho.
Cartões amarelos – Martinuccio, Corujo, González (Peñarol); Neymar, Arouca (Santos).
Árbitro – Carlos Amarilla (Fifa-Paraguai).
Renda e público - Não disponíveis.
Local – Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai).
Fonte: Cruzeiro do Sul
No imponente estádio Centenário, em Montevidéu, contra o tradicional Peñarol, o Santos começa a escrever hoje, às 21h50 (de Brasília), o capítulo final de uma trajetória de superação para buscar o tricampeonato na Copa Libertadores da América. Sensação do País no ano passado, o time de Neymar e cia. deixou o show de lado para se redimir. Na primeira fase, à beira da eliminação, trocou de técnico em meio à competição. Venceu por placares mínimos e causou desconfiança na própria torcida.
Desde as quartas de final, teve de aprender a jogar sem Paulo Henrique Ganso, que sofreu lesão muscular na coxa direita antes dos duelos contra o Once Caldas, da Colômbia, e luta agora para retornar ao time na finalíssima, no Pacaembu, no próximo dia 22. No total, o time da Vila Belmiro chega à decisão com quatro desfalques importantes. Além de Paulo Henrique Ganso, os laterais Jonathan (direito) e Léo (esquerdo), machucados, nem viajaram. O zagueiro e capitão Edu Dracena, expulso no último jogo, acompanha a delegação, mas não entra em campo.
Como se não bastasse, o time brasileiro ainda viveu a angústia pela possibilidade de ter o jogo adiado por conta das cinzas do vulcão chileno Puyehue. O grupo ficou em um hotel em Guarulhos (Grande São Paulo), à espera da confirmação do voo, ocorrido no início da manhã de ontem. “Foi até difícil dormir porque não sabíamos até hoje (terça) o horário que poderíamos viajar, mas nós estamos prontos para jogar”, disse o volante Arouca. “Vivemos a ansiedade de viajar sem saber se seria de ônibus ou de avião, mas nada vai impedir de jogarmos esta final”, garantiu o atacante Neymar, maior atração entre os personagens da decisão.
Já o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro preferiu optar pelo bom humor. “Vulcão vai ser o Neymar amanhã (hoje)”, disse o dirigente, no embarque da delegação santista.
Fator Neymar
Para a partida no Uruguai, o técnico Muricy Ramalho manterá a aposta em Neymar, principal esperança santista de obter valiosos gols em campo adversário, o que pode fazer toda a diferença para chegar ao título. Nos contra-ataques puxados pelo camisa 11, o time santista tem feito fora de casa suas melhores exibições na competição — sob o comando de Muricy, ganhou duas das quatro partidas que fez como visitante e empatou outras duas.
O amadurecimento de Neymar, que aprendeu a não revidar as constantes jogadas violentas dos rivais e tem se jogado menos ao chão para simular faltas, têm sido o retrato deste Santos “copeiro”. Ao seu lado, o garoto terá a companhia de Zé Eduardo e Elano, que não têm rendido o esperado nas últimas partidas. Elano, por sinal, mais uma vez atuará improvisado na armação, função que não tem conseguido desempenhar com desenvoltura, mas que foi obrigado a assumir desde a contusão de Paulo Henrique Ganso.
Na véspera do jogo, a notícia divulgada na Europa de que Neymar pode ir para o Real Madrid após a Libertadores irritou os santistas. “Isso não existe. É chato que estas notícias sempre surjam em véspera de jogos decisivos”, lamentou o presidente Luís Álvaro. O próprio jogador tratou de desmentir a informação, veiculada pela imprensa espanhola. “Não tenho nada com o Real. Hoje, nada nem ninguém me tira do Santos”, afirmou o atacante.
FICHA TÉCNICA
Peñarol x Santos
Peñarol – Sebastián Sosa; Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Luís Aguiar, Nicolás Freitas e Matias Mier; Alejandro Martinuccio e Juan Manuel Olivera. Técnico: Diego Aguirre
Santos – Rafael; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Arouca e Elano; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro – Carlos Amarilla (Fifa-Paraguai)
Local – Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Horário – 21h50 (de Brasília)
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Santos anunciou nesta terça-feira (7) que mandará o segundo jogo da final da Copa Libertadores no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A partida, contra o Peñarol, será disputada no dia 22 deste mês, às 21h50. O primeiro duelo será realizado na próxima semana, no dia 15, no mesmo horário, no Estádio Centenário de Montevidéu, no Uruguai. Os árbitros das duas partidas e as informações sobre os ingressos serão anunciados nos próximos dias.
Antes da definição, a diretoria santista cogitava mandar o jogo no Morumbi, que apresenta maior capacidade e geraria maior renda para o clube. A maior bilheteria fez o Santos descartar a Vila Belmiro. Parte da torcida rejeitava o Morumbi por superstição. No estádio do São Paulo, o Santos perdeu o título da Libertadores de 2003 para o Boca Juniors. A diretoria, contudo, alegou que, no Pacaembu, os torcedores ficam mais próximos do gramado, apesar da menor capacidade de público.
Será a quarta partida do Santos no Pacaembu nesta Libertadores. Antes, o time venceu o Deportivo Táchira, da Venezuela, na primeira fase, empatou com o Once Caldas, da Colômbia, nas quartas de final, e derrotou o Cerro Porteño na semifinal. (AE)
Fonte: Cruzeiro do Sul
Assunção está pintada em azul, branco e vermelho para receber o Santos de Neymar. Nesta quarta-feira (1º), às 21h50 (de Brasília), até os paraguaios estão ansiosos para ver como o camisa 11 vai se portar no duelo contra o Cerro Porteño, que vale a vaga na final da Copa Libertadores da América. “Mesmo antes de pegar o Santos ele já era conhecido no Paraguai. No jogo de ida, foi ele quem decidiu”, disse Derlis Acosta, torcedor fanático do Cerro Porteño e dono de uma banca de jornal na capital paraguaia.
No Pacaembu, em noite inspirada, o atacante superou a marcação cerrada do rival para assegurar a vantagem santista por 1 a 0. Para chegar à quarta decisão de Libertadores de sua história, o time da Vila Belmiro precisa apenas de um empate. Derrota por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis e, se balançar as redes, o Santos pode até perder por um gol de diferença. “Vencer esse campeonato nos deixaria marcados para sempre. Não apenas eu, mas todo o grupo”, disse Neymar, ontem, na chegada ao Paraguai. “O Cerro é um time muito bom, que jogou de igual para igual em São Paulo. Mas estamos prontos para fazer um bom jogo”.
Apesar de o Cerro Porteño ser o clube mais popular do Paraguai, as ruas, casas e prédios estão coloridos em azul-grená por outro motivo. Há pouco mais de duas semanas, o país parou por conta dos festejos pelos 200 anos de independência. Mesmo assim, a maioria manteve as bandeiras nas janelas. Por todos os lugares, o clima de otimismo toma conta da capital. “O duelo está aberto”, disse o meia Fabbro, destaque do Cerro Porteño no jogo de ida, em entrevista ao diário Ultima Hora. “Falta muito pouco. Falta apenas um passo para chegarmos à tão desejada final”.
Para buscar a vaga inédita na decisão, o Cerro Porteño promete ir ao ataque no estádio Pablo Rojas. Com isso, os contra-ataques puxados por Neymar são a principal arma de Muricy Ramalho na busca da classificação. Caçado em campo no Pacaembu, na semana passada, o atacante santista deve ser alvo de marcação ainda mais dura hoje. “Isso é normal, algo que a gente já espera”, afirmou Elano. Arouca, no entanto, não teme excesso de violência. “Eles viram que com o Neymar não dá para ter espaço, mas acredito que não vai haver deslealdade”. O Santos terá o retorno de Jonathan na lateral direita, mas perdeu o experiente Léo na outra ala. Seu substituto será Alex Sandro, que teve poucas oportunidades este ano no time titular.
FICHA TÉCNICA
Cerro Porteño-PAR x Santos
Cerro Porteño-PAR – Diego Barreto; Iván Piris, Mariano Uglessich, Pedro Benitez e César Benítez; Luis Cáceres, Javier Villarreal, Iván Torres e Jonathan Fabbro; Juan Lucero e Fredy Bareiro. Técnico: Leonardo Astrada
Santos – Rafael; Jonathan, Durval, Edu Dracena e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro – Wilmar Roldán, (Fifa-Colômbia)
Horário – 21h50 (de Brasília)
Local – Estádio Pablo Rojas, em Assunção (Paraguai). (AE)
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Santos e o Peñarol, que venceram em casa, ambos por 1 a 0, seus jogos de ida pelas semifinais da Copa Libertadores, são favoritos para disputar a final da competição. Nas partidas de volta, o ‘Peixe’ enfrenta o Cerro Porteño na quinta-feira (2) no estádio “La Olla” de Assunção e o time uruguaio joga na quinta-feira em Buenos Aires contra os argentinos do Velez Sarsfield.
O Santos venceu o primeiro duelo contra os paraguaios graças a mais uma jogada inspirada do atacante Neymar, em grande fase, que fez linda jogada pela esquerda e cruzou para a cabeçada do zagueiro Edu Dracena logo antes do intervalo. O ‘Peixe’, bicampeão da Libertadores em 1962 e 1963, guarda ótimas lembranças da última partida que disputou em Assunção, quando enfrentou o mesmo adversário pela fase de grupos. Ao vencer por 2 a 1, o time praiano tinha garantido três pontos importantes para sua classificação às oitavas. “Esperamos repetir o que aconteceu na fase de grupos. Será um jogo difícil, a Libertadores é assim mesmo, mas acho que temos uma boa vantagem”, declarou o meia Elano.
Já o técnico do Cerro, o argentino Leonardo Astrada, acredita no potencial da sua equipe. “Tenho muito fé e confiança em que vamos reverter o resultado da partida de ida. O Santos não foi superior a nossa equipe em São Paulo e todos sabem como o Cerro Porteño joga em Assunção”. Na quinta-feira, em Buenos Aires, o Peñarol, pentacampeão da Libertadores em 1960, 1961, 1966, 1982 e 1987, tentará administrar a vantagem que conseguiu em casa graças a um gol de Dário Rodríguez.
Porém, Rocardo Gareca, técnico do Velez Sarsfield continua confiante nas chances de classificação da sua equipe para a decisão do torneio. “Teríamos gostado de sair de lá com um resultado mais positivo, mas o confronto ainda está aberto. Acho que podemos dar o troco no nosso estádio de Liniers”, afirmou. Já Diego Aguirre, técnico do time uruguaio, acredita que o peso da história será uma motivação extra para os seus jogadores. “O Peñarol é um grande nome da Libertadores, que andou dormindo mas já está acordando”, declarou.
* Jogos de volta semifinais:
- 01/06, em Assunção: Cerro Porteño (PAR) – Santos (BRA)
- 02/06, em Buenos Aires: Vélez Sarsfield (ARG) – Peñarol (URU)
* Resultados da rodada de ida:
- 25/05 Em São Paulo - Santos (BRA) 1×0 Cerro Porteño (PAR)
- 26/05 Em Montevideo - Peñarol (URU) 1×0 Vélez Sarsfield (ARG)
Fonte: Cruzeiro do Sul
O uruguaio Peñarol derrotou o argentino Vélez Sarsfield por 1 a 0 nesta quinta-feira (26), no estádio Centenário de Montevidéu, no jogo de ida pelas semifinais da Copa Libertadores da América. O único gol do encontro foi marcado por Dario Rodriguez, de cabeça, aos 44 minutos. O jogo começou equilibrado e o time uruguaio teve a primeira chance clara de gol, aos 6 minutos, quando Matías Mier acertou uma bomba de fora da área que exigiu grande defesa do goleiro Marcelo Barovero junto ao travessão.
O Vélez ameaçou aos 20 minutos, quando Martínez recebeu uma bola recuada do lado esquerdo da área e disparou frontal ao goleiro Sebastián Sosa, que defendeu de forma espetacular. Na sequência, Martínez entrou pela esquerda da área e cruzou para trás, onde Papa completou no susto, sobre o gol de Sebastián Sosa, desperdiçando outra grande oportunidade.
O Peñarol teve uma chance de ouro aos 26 minutos, quando Martinuccio recebeu cruzamento do lado esquerdo, na entrada da pequena área, e apenas desviou a bola, que raspou a trave esquerda do Velez, enquanto Barovero olhava. O gol saiu finalmente aos 44 minutos, quando Dario Rodriguez mergulhou de cabeça para completar cobrança de córner da esquerda de Luis Aguiar. Com a vantagem, o Peñarol recuou a deixou ao Velez a responsabilidade de tentar o empate.
No segundo tempo, o Vélez se lançou ao ataque, mas pouco ameaçou o time local. Em uma das raras chances claras da equipe argentina, Fernandez cruzou da direita sobre o lado esquerdo da área e Martinez completou de cabeça, mas a bola bateu na mão do jogador e o árbitro anulou o gol. A partida de volta será disputada no próximo dia 2 de junho, no Estádio José Amalfitani de Buenos Aires. O vencedor do confronto jogará a final da Libertadores contra Santos ou o paraguaio Cerro Porteño.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Santos, o único clube brasileiro que restou na Copa Libertadores da América, vai ser colocado à prova contra o Once Caldas, nesta quarta-feira (11), às 21h50 (de Brasília), no estádio Palogrande, em Manizales, na Colômbia. Se o time voltar com um empate já aumentará as chances de passar às semifinais porque bastará a vitória simples, em casa, na quarta da próxima semana para ficar com a vaga. Os obstáculos não são poucos. O maior deles é o desgaste físico e emocional dos jogadores envolvidos em seguidas decisões da principal competição sul-americana e nas finais do Campeonato Paulista, passando pela qualidade do adversário guerreiro que eliminou o Cruzeiro, até então considerado o melhor time do país, em Minas Gerais.
Também pesa a ausência do maestro Paulo Henrique Ganso, em razão da lesão muscular na coxa direita. Sem contar que a altitude de 2.150 metros pode ajudar os colombianos. Só quando o jogo começar será possível saber como o time do Santos se comportará diante de tanta pressão e se está pronto para chegar ao título. Quatro vezes campeão brasileiro — três com o São Paulo e uma com o Fluminense — e com inúmeros títulos estaduais, alguns deles disputado no sistema mata-mata, Muricy Ramalho não esconde que o seu grande objetivo é ganhar a Libertadores para acabar com o estigma de não saber disputar a competição.
Tanto que antes dos jogos contra o São Paulo (semifinal) e Corinthians (final), pelo Paulistão, ele chegou ensaiar a escalação de reservas para poupar titulares, preocupado com os confrontos contra o América mexicano e contra o Once Caldas. Agora, a sua postura é diferente. Mesmo dependendo de uma vitória simples diante do Corinthians, no domingo, na Vila Belmiro, para conquistar o bi estadual e mesmo ainda reclamando do cansaço, ele não fala em deixar de fora nenhum titular importante na partida de hoje.
Como contra o América, em Querétaro, no México, Muricy vai armar o time para jogar defensivamente. Os laterais Jonathan e Léo (ou Alex Sandro) terão ordem expressa para primeiro defender, raramente saindo para o ataque e, mesmo assim, alternadamente. Embora julgue Arouca um jogador eficiente na função de primeiro volante e com qualidade na saída da bola da defesa para o ataque, para o tipo de confronto de hoje Muricy até prefere Adriano, por marcar mais forte. A tendência é que também Danilo e Elano se posicionem mais atrás para tirar os espaços dos atacantes e meias colombianos. É o novo Santos, moldado por Muricy para jogar o futebol de resultado, deixando a arte para os repentes do garoto Neymar.
A altitude de Manizales não chega a ser visto como obstáculo sério porque fisiologistas e médicos afirmam que os efeitos negativos são sentidos apenas a partir de 2.800 metros. E também porque o jogo contra o América, na altitude de mais de 1.800 metros de Querétaro, na terça da semana passada, serviu como estágio. O goleiro Rafael, o herói da classificação às quartas de final com o 0 a 0 no estádio La Corregidora, com pelo menos seis defesas difíceis, afirmou que a alteração é quase imperceptível. “Mas exige maior atenção do goleiro porque a bola fica mais rápida”, ressaltou.
FICHA TÉCNICA
Once Caldas-COL x Santos
Once Caldas-COL – Luis Martínez; Yedinson Palacios, Diego Amaya, Alexis Henríquez e Luis Núñez; Hárrison Henao, Alexánder Mejía, Jhon Freddy Pajoy e Félix Micolta; Dayro Moreno e Wason Rentería Técnico: Juan Carlos Osorio
Santos – Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro – Juan Soto (Fifa-Venezuela)
Horário - 21h50 (de Brasília)
Local - Estádio Palogrande, em Manizales (Colômbia)
Fonte: Cruzeiro do Sul
Os médicos do Santos vão tentar reduzir de seis para quatro semanas a recuperação de Paulo Henrique Ganso com a aplicação de fator do crescimento na sua coxa direita. Todo esforço é que para que o melhor 10 do Brasil volte a tempo de disputar os dois jogos das finais da Copa Libertadores da América, caso o time avance na competição. O resultado da ressonância magnética que o meia fez no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na noite do último domingo, confirmou a gravidade da lesão de grau 2 que ele sofreu nos minutos finais do primeiro tempo do clássico contra o Corinthians, no Pacaembu, pela decisão do Campeonato Paulista.
Para Rodrigo Zogaib, médico do clube, lesão de grau 2 normalmente requer tratamento de um mês, mas no caso de Paulo Henrique Ganso, o quadro é mais grave porque o músculo que se rompeu é um dos maiores da coxa (direita) e um dos mais exigidos na prática do futebol. “Na lesão de Ganso, a previsão de recuperação é de seis semanas, já que o músculo reto anterior é fundamental para o equilíbrio e a força para quem joga futebol.
Mas vamos utilizar um método adjuvante para o tratamento de lesões musculares, chamado PRP (plasma rico em plaquetas)”, explicou Zogaib. O PRP é mais conhecido como fator do crescimento e foi utilizado pelo goleiro santista Fábio Costa, por conta própria, em 2008, para abreviar o restabelecimento de uma lesão na coxa. O tratamento foi bem sucedido.
O jogo contra o Corinthians, no último domingo, foi apenas o 15 º de Paulo Henrique Ganso na temporada — nove pelo Campeonato Paulista e seis pela Libertadores –, em razão dos quase sete meses do tratamento a que se submeteu para se restabelecer da cirurgia no joelho esquerdo. Em agosto do ano passado, no jogo do Santos contra o Grêmio, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro, o armador sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior. Foi um longo período de sofrimento, incertezas e polêmica (por ter decidido que vai para o exterior na janela do meio do ano) até a volta, no dia 12 de março, contra o Botafogo, de Ribeirão Preto, na Vila Belmiro. Embora ainda não tivesse voltado a render como antes da contusão, ele vinha sendo decisivo em muitos jogos.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A zebra colombiana derrubou a equipe de melhor campanha na Taça Libertadores. O Cruzeiro foi surpreendido nesta quarta-feira (4) pelo Once Caldas, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e deu adeus à competição continental. O time da Colômbia venceu por 2 a 0 e se classificou para enfrentar o Santos nas quartas de final do torneio. Foi a primeira e fatal derrota do time do técnico Cuca no torneio.
Vexame tão grande quanto o passado pelo Cruzeiro nesta noite talvez só o proporcionado pelo técnico Cuca. Quando o time dele buscava o gol salvador, já nos acréscimos, o treinador segurou uma bola que saíra pela lateral e, quando Rentería (ex-Atlético-MG), passou por ele, Cuca acertou uma cotovelada que fez até sangrar a boca do colombiano. Esta foi, aliás, a segunda eliminação do treinador frente ao Once Caldas. Quando treinava o São Paulo, caiu em Manizales, em 2004.
O Cruzeiro havia vencido o jogo da ida, em Manizales, por 2 a 1, e se classificaria com um empate ou mesmo com derrota por 1 a 0. O placar em branco no primeiro tempo acabou sendo favorável ao time celeste, que não repetiu as últimas atuações na Arena do Jacaré, onde havia aplicado três goleadas na Libertadores – 5 a 0 sobre o Estudiantes (Argentina), 4 a 0 sobre o Guaraní (Paraguai) e 6 a 1 no Deportes Tolima (Colômbia). No estadual, vinha de 13 gols marcados em dois jogos da semifinal.
Sem poder contar com Thiago Ribeiro, Brandão e Wallyson, a dupla de ataque Farías e Ortigoza era pouco eficaz e a equipe mineira abusava dos erros na saída de bola. O time colombiano dominava as ações ofensivas e teve pelo menos três chances para abrir o marcador. O atacante Rentería levou perigo logo aos 8 minutos, num chute que o goleiro Fábio salvou o Cruzeiro.
A situação do time de Cuca piorou depois que o meia Roger, num intervalo de cinco minutos, fez duas faltas duras, recebeu dois cartões amarelos e foi expulso, aos 30. Quatro minutos depois, foi a vez do travessão salvar o Cruzeiro após bela jogada individual de Rentería. O outro atacante colombiano, Dayro Moreno, também desperdiçou grande chance, aos 41.
No final da primeira etapa, o time celeste ainda teve a oportunidade de marcar, mas Ortigoza concluiu mal. A vantagem numérica do Once Caldas durou até os 10 minutos do 2º tempo, quando Carbonero acertou uma cotovelada no volante Henrique e também recebeu o cartão vermelho. Mas justamente quando o Cruzeiro equilibrou a posse de bola, o time colombiano fez 1 a 0, numa cabeçada do zagueiro Amaya, aos 21 minutos. O time da casa ainda tentava assimilar o resultado negativo quando Dayro Moreno marcou o segundo, aos 26, calando o estádio de Sete Lagoas.
Onze minutos depois, o lateral-esquerdo Gilberto descontou para o time mineiro, mas a arbitragem, num lance duvidoso, apontou impedimento do atleta brasileiro. O jogo ganhou contornos dramáticos. Cuca perdeu a cabeça, agrediu Rentería e foi expulso. O Once Caldas administrou o resultado até o fim, festejando a classificação. “Tivemos infelicidades, fomos imprudentes em alguns lances. Agora é aguentar as consequências, todo mundo tem suas responsabilidades”, lamentou Fábio ao final.
FICHA TÉCNICA
Cruzeiro 0 x 2 Once Caldas
Cruzeiro – Fábio; Pablo, Victorino, Gil e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique (André Dias), Montillo e Roger; Farías (Everton) e Ortigoza (Dudu). Técnico – Cuca.
Once Caldas – Martínez; Calle, Amaya, Henríquez e Núñez; Mejía, Henao (Pajoy), Mirabaje e Carbonero; Dayro Moreno e Rentería. Técnico – Juan Carlos Osorio.
Gols – Amaya, aos 21; Dayro Moreno, aos 26 minutos do 2º tempo.
Árbitro – Antonio Arias (PAR).
Cartões amarelos – Farías, Henríquez, Rentería e, Gil.
Cartões vermelhos – Roger e Carbonero.
Público – 14.972 pagantes.
Local – Estádio Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). (AE)
Fonte: Cruzeiro do Sul
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