Os jornais Clarín e La Nación, os mais influentes da Argentina, repudiaram, nesta quarta-feira (25), as duras acusações da presidente Cristina Kirchner de que teriam se apropriado da única fábrica de papel para jornais do país em colaboração com a ditadura (1976-83). Os dois periódicos, de maior circulação no país, consideraram que o informe apresentado na véspera pela presidente Kirchner, sustentando esta acusação, constitui um ataque à liberdade de imprensa.
O governo busca “disciplinar aqueles que acreditam que a democracia precisa de meios de comunicação livres de qualquer ameaça de censura”, destacou em editorial, esta quarta-feira, o jornal Clarín, no âmbito de uma dura disputa que mantém com a chefe de Estado. O Clarín e o La Nación responderam a um volumoso informe apresentado na terça-feira pela presidente sobre a empresa mista Papel Prensa, no qual os dois jornais, seus maiores acionistas, foram acusados de terem se apropriado da companhia em 1976, com a cumplicidade da ditadura (1976-83).
Kirchner disse que o governo apresentará o caso perante a Justiça e enviará um projeto de lei ao Congresso para declarar de “interesse público” a produção e a venda do papel para jornais. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) considerou “inconstitucional” a iniciativa, sustentando que se pretende “o controle da mídia” na Argentina. Outra entidade de imprensa, a Associação de Entidades Jornalísticas, que reúne os jornais da Argentina, sustentou que Kirchner “alcançou seu objetivo político, que é instalar a dúvida sobre a vida da Papel Prensa”.
“Seria interessante que Cristina (Kirchner) explique como constroi, dentro do governo, um aparelho paralelo de comunicação oficialista”, disse o deputado do peronismo dissidente, Felipe Solá, enquanto outros colegas da oposição qualificaram o informe de “um ataque à liberdade de imprensa”. Apesar dos questionamentos, o governo defendeu esta quarta-feira a investigação realizada por funcionários, que considerou “fraudulenta” a transferência da maior parte das ações, então em poder da família Graiver, aos jornais Clarín, La Nación e La Razón (agora pertencente ao grupo Clarín).
“O que se está vendo neste momento é a situação real de uma empresa e se tiram à luz os documentos que são a vida real de uma empresa”, disse esta quarta-feira o chefe de gabinete, Aníbal Fernández, esclarecendo que o governo não quer expropriar a companhia na qual o Estado é sócio minoritário (28% das ações). A controvérsia se intensificou com o duro enfrentamento do governo em particular com o grupo Clarín, que controla dezenas de empresas e cuja firma marco é o jornal homônimo, que “marca a agenda jornalística da Argentina”, segundo políticos e outros meios de comunicação.
Uma semana antes de a presidente difundir o informe sobre a única fornecedora de papel de jornais na Argentina, o governo cancelou a licença da empresa Fibertel, também do Clarín, que fornecia serviços de internet a um milhão de usuários, de um total de 4,2 milhões no país. Em 2009, o governo tirou, ainda, do grupo Clarín os direitos de “pay-per-view” das partidas de futebol, transferindo-os à TV pública, que transmite as partidas do torneio argentino sem qualquer custo para o público. Em meio a estas medidas, a Justiça investiga se os dois filhos adotivos da dona do Clarín, Ernestina Herrera de Noble, foram supostamente apropriados após seus pais terem desaparecido durante a ditadura.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Em entrevista exclusiva a estas publicações, Prince defendeu que “é a melhor maneira” de lançar seu disco, “sem paradas de sucessos, nem pirataria na internet, nem estresse” e disse confiar que outros artistas seguirão seu exemplo.
O cantor, que cedeu 2,5 milhões de cópias aos dois tabloides britânicos, proibiu o uso das dez canções de “20Ten” pelo YouTube e pelo iTunes.
“A internet está completamente acabada e não vejo por que deveria entregar minha música ao iTunes ou a qualquer outro serviço, já que não me pagarão um adiantamento por isso”, argumenta o artista.
Esta não é a primeira vez em que Prince vai contra a circulação de músicas pela internet. Em 2007, o cantor processou os sites YouTube, eBay e The Pirate Bay por “apropriação indevida” de suas canções.
Segundo o “Daily Mirror” e o “Daily Record”, “milhares de fãs” de fora do Reino Unido estão “desesperados para conseguir um exemplar”.
Fonte:www.uol.com.br