O governo boliviano negou nesta quinta-feira (2) acordos com o Irã para a exploração de urânio no país sul-americano, ante novas revelações do site WikiLeaks de relatórios americanos sobre os vínculos entre La Paz e Teerã. “Não há nada, vocês sabem que o presidente (Morales), com a ministra de Planejamento, viajou há dois meses, mas como disse a informação oficial, não há absolutamente nada sobre isso”, afirmou o porta-voz governamental Iván Canelas, consultado sobre o suposto interesse iraniano pelo urânio da Bolívia.
O presidente e sua ministra da Planejamento, Viviana Caro, estiveram em outubro passado no Irã, onde foram discutidos “outros assuntos de cooperação mútua entre os dois países”, explicou Canelas, que garantiu que o tema do estratégico minério não fez parte da agenda. No entanto, o relatório divulgado pelo Wikileaks (uma correspondência da embaixada dos Estados Unidos no Peru ao Departamento de Estado) é de agosto de 2009 e, portanto, não se refere a esta visita.
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O Irã está sofrendo com as sanções internacionais impostas ao país com o objetivo de minar as ambições nucleares da República Islâmica, e a pressão sobre a economia e o setor bancário do país está crescendo, disse uma autoridade do Departamento de Tesouro dos EUA.
“As medidas financeiras que os EUA e outros ao redor do mundo estão implementando estão impondo custos graves e restrições ao Irã”, disse Stuart Levey, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, em declarações escritas.
“Acreditamos que a liderança iraniana foi pega de surpresa pela velocidade, intensidade e alcance das novas medidas”, afirmou.
Levey, que fará discurso para p Centro de Estudos Internacional e Estratégicos nesta segunda-feira em Washington, disse que a pressão sobre o Irã está criando “alavancagem para a democracia”.
“Já estamos recebendo informações de que o regime (iraniano) está bastante preocupado com o impacto dessas medidas, especialmente no seu sistema bancário e perspectivas de crescimento econômico”, acrescentou.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma nova rodada de sanções contra Teerã em junho, abrindo caminho para restrições maiores dos Estados Unidos e da União Europeia sobre os setores de energia e bancos do país.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, impediu que empresas que fazem negócios nos EUA forneçam gasolina e outros derivados de petróleo ao Irã.
O Departamento de Tesouro também determinou restrições duras contra bancos estrangeiros que fazem negócios com empresas que constam de uma lista negra de entidades iranianas. Na prática, isso força essas companhias a escolherem entre fazer negócios com os EUA ou com o Irã.
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou ontem que não apoiará as pressões por um Oriente Médio livre de armas nucleares, caso isso obrigue Israel – única potência atômica da região – a desfazer-se de seu arsenal. Na Casa Branca, Obama afirmou ao primeiro-ministro israelense, Binyamin “Bibi” Netanyahu, que a política de Washington sobre o tema “não mudará”.
“Por isso, nós mantemos, sem titubear, o compromisso com a segurança de Israel. Os EUA nunca pedirão a Israel para tomar qualquer atitude que possa minar os interesses de sua segurança” afirmou Obama. Netanyahu reagiu com satisfação às garantias. “Obrigado por reafirmar o compromisso dos EUA com assuntos de importância estratégica vital.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta 4ª feira (30) à noite que o Brasil continua interessado em acompanhar os desdobramentos do programa nuclear iraniano e as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Amorim disse que há possibilidade de Brasil e Turquia se reunirem com o Irã para facilitar um encontro com o Grupo de Viena, que é formado por Estados Unidos, França e Rússia. “Quando e onde, não foi discutido. Há ideias que apenas foram expostas”, disse.
Amorim disse que, para que Brasil e Turquia concordem com a reunião com o Irã, é preciso que haja uma manifestação clara, não só do Irã, mas dos países do Grupo de Viena, em relação ao envolvimento de Brasil e Turquia nas negociações. Ele explicou que há uma expectativa de uma reunião técnica proximamente entre Irã e o Grupo de Viena.
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O governo norte-americano afirmou ontem que “não seria uma boa ideia” o Brasil vender etanol ao Irã. “Eu não sei detalhes específicos sobre a iniciativa, mas (vender etanol ao Irã) seria muito arriscado, uma vez que a sanção aprovada pelo Conselho de Segurança reconhece que há uma ligação potencial entre o setor de energia do Irã e atividades de proliferação”, disse um alto funcionário da Casa Branca.
Questionado se os Estados Unidos iriam desencorajar empresas brasileiras de vender etanol aos iranianos, o funcionário afirmou: “Qualquer iniciativa que burle as sanções prejudica nosso objetivo, então não é uma boa ideia.” A possibilidade de o Brasil suprir parte das necessidades de combustível do Irã com etanol brasileiro foi levantada pelo ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, em visita a Teerã em abril. Ele afirmou que o Irã está interessado em comprar etanol brasileiro por causa dos problemas que enfrenta para comprar gasolina diante dos bloqueios comerciais que sofre.
Funcionários da Casa Branca convocaram uma entrevista com alguns jornalistas para discutir a posição dos EUA em relação às sanções aprovadas ontem e ao acordo de troca de combustível mediado pelo Brasil e pela Turquia. Um deles reduziu a importância das divergências de Washington e Brasília, apesar do voto do Brasil contra as sanções. “Nós temos divergências táticas, mas os mesmos objetivos, nem a Turquia nem o Brasil querem ver armas nucleares no Irã”, disse o funcionário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O Irã afirma que a proposta de acordo apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para obter combustível nuclear enriquecido no exterior é uma “concessão máxima” que mostra que o país está pronto para dar início a um novo capítulo de cooperação com o Ocidente.
O embaixador iraniano na AIEA pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responda positivamente à carta formalizando a proposta, entregue na segunda-feira.
Ali Asghar Soltanieh falou à BBC no dia em que a carta – com os detalhes do acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia – foi entregue à agência nuclear da ONU.
O enviado do Irã à AIEA disse que esta é uma “concessão máxima” e pediu ao Grupo de Viena que “aproveite esta oportunidade única” para negociar os detalhes técnicos do acordo.
“Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções… então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação”, afirmou.
Mas algumas potências ocidentais afirmam que o acordo veio tarde demais e os países membros do Conselho de Segurança da ONU esboçaram, na semana passada, um novo pacote de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.
Um acordo envolvendo a troca de combustível foi proposto pela primeira vez pela AIEA em outubro passado em conjunto com os Estados Unidos, França e Rússia (o chamado Grupo de Viena), em nome das seis potências mundiais que acreditam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares (Estados Unidos, França, Rússia, China, Alemanha e Grã-Bretanha).
O acordo prevê a troca de 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) do Irã por urânio com grau maior de enriquecimento (20%) vindo do exterior para ser usado como combustível em um reator nuclear em Teerã, construído anos atrás pelos Estados Unidos para pesquisas médicas.
Nos últimos oito meses, o Irã tentou mudar os termos deste acordo e, no último dia 17 de maio, anunciou seu compromisso em transferir o urânio, depois de intensa mediação do Brasil e da Turquia.
O novo elemento do acordo em relação ao que estava na mesa em outubro é que o urânio com baixo grau de enriquecimento iraniano seria depositado na Turquia como garantia de que o país receberia o combustível para seu reator.
“Não teremos certeza, a não ser que este combustível esteja dentro do reator, de que a troca realmente vá acontecer”, disse Soltanieh, indicando as suspeitas que permanecem no Irã desde que os Estados Unidos deixaram de cumprir uma série de contratos nucleares com o país depois da Revolução Islâmica, em 1979.
Uma vez que o Irã receba o combustível, o “depósito” será enviado ao país que tiver fornecido o urânio com maior grau de enriquecimento, possivelmente a Rússia, disse ele.
O enviado do Irã à AIEA afirmou que esta é uma “concessão máxima” e pediu ao Grupo de Viena que “aproveite esta oportunidade única” para negociar os detalhes técnicos do acordo.
“Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções… então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação”, afirmou.
Mas os países ocidentais afirmam que a troca de combustível perdeu valor como forma de aumentar a confiança no Irã, porque os estoques de urânio no país cresceram desde outubro, e porque, em fevereiro, o país decidiu aumentar o grau de enriquecimento de urânio para 20%.
Os países ocidentais temem que, ao desenvolver a tecnologia de enriquecimento, o Irã possa chegar a produzir urânio enriquecido em 90%, o grau necessário para a construção de armas nucleares.
Liderados pelos Estados Unidos, eles discutiram uma nova rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança. O acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia foi visto por esses países como uma tentativa de Teerã de evitar as sanções.
Para os diplomatas ocidentais, a principal questão é que o Irã continua a enriquecer urânio, desafiando as resoluções da ONU.
Eles se referem às declarações da AIEA de que a falta de cooperação iraniana não permite que a agência confirme se as intenções do programa nuclear do país são pacíficas, como Teerã alega.
Soltanieh, no entanto, deixou claro que o fim do enriquecimento de urânio no Irã não pode ser o ponto de partida das negociações.
Resoluções da ONU como esta “não são possíveis, não são implementáveis” disse ele, defendendo o que chama de direito do Irã, como país membro do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT, na sigla em inglês), de produzir combustível nuclear para fins pacíficos, e sugerindo que o governo iraniano pode reconsiderar o acordo de troca de combustível se o Conselho de Segurança da ONU votar a favor das sanções.
Em vez disso, ele pediu aos dois lados que “abram uma nova avenida para construção de confiança mútua”, afirmando que “tem havido um sério déficit de confiança nos últimos 30 anos”.
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Embora elogie a intermediação feita por Luiz Inácio Lula da Silva em Teerã, o governo francês não defendeu hoje a inclusão do Brasil e da Turquia no grupo de países que negocia a questão nuclear com o Irã.
Em comunicado distribuído à imprensa em Paris, o Ministério das Relações Exteriores da França foi lacônico ao comentar a possibilidade de ampliação do grupo que já discute o tema, formado por membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
”Graças aos bons trabalhos do Brasil e da Turquia, o acordo ocorrido sobre o reator de pesquisa de Teerã (TRR) será examinado à luz das proposições precisas e escritas que o Irã deve endereçar à AIEA”, afirmou um porta-voz do MRE francês.
A chancelaria então evitou apoiar as intenções do Brasil. “As resoluções sucessivas do Conselho de Segurança das Nações Unidas dizendo respeito ao Irã sublinharam e reafirmaram o papel do G5+1 e da Alta Representante na busca de uma solução negociada com o Irã sobre a questão de seu programa nuclear”, argumentou o porta-voz. “Não nos cabe modificar a composição desse grupo, que tem mandato da comunidade internacional até o fim do ano.”
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Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas acertaram nesta terça-feira (18) uma série de sanções contra o Irã, jogando por terra os esforços realizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver a crise nuclear iraniana. Um projeto de resolução, elaborado por Estados Unidos e apoiado por França, Rússia, China e Grã-Bretanha, prevê sérias sanções contra o Irã, que ficará proibido de investir no exterior em certas atividades sensíveis, terá seus navios inspecionados em alto mar, e sofrerá um embargo sobre a compra de armas pesadas, segundo um funcionário americano.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia anunciado um acordo com Rússia e China sobre novas sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear. O esforço diplomático promovido por Brasil e Turquia pretendia evitar as sanções da ONU contra a República Islâmica, com base no intercâmbio, em território turco, de 1.200 kg de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 kg de combustível enriquecido a 20% destinado ao reator de pesquisas nuleares de Teerã.
Hillary Clinton agradeceu os esforços de Brasil e Turquia, mas destacou as diversas reservas de Washington sobre o acordo tripartite fechado na véspera, com a intervenção direta de Lula. Os representantes de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha no Conselho de Segurança lembraram que a oferta de intercâmbio de combustível nuclear, relançada por Brasil e Turquia, foi realizada pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) em outubro passado como “uma medida de confiança”. A questão do intercâmbio de combustível não é “a base do problema”, após quatro anos de “violações das resoluções da ONU e de suas obrigações internacionais” por parte do Irã, disse a embaixadora americana Susan Rice.
A diplomata brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti disse à AFP que o Brasil “não vai participar do debate” sobre as sanções no Conselho de Segurança, já que “existe uma nova situação” negando o acordo promovido pelo presidente Lula. Segundo o funcionário americano, as sanções acertadas hoje “reafirmam que o Irã não poderá construir novas unidades de enriquecimento de urânio” e proíbem investimentos iranianos “no estrangeiro em atividades sensíveis”, como extração ou enriquecimento de urânio e projetos de mísseis balísticos.
O projeto também proíbe a venda ao Irã de “oito novas categorias de armas pesadas, como tanques, veículos blindados de combate, sistemas de artilharia de grosso calibre, aviões de combate, helicópteros de ataque, navios de guerra e mísseis ou sistemas de mísseis”. As sanções ampliam ao alto mar as inspeções de navios suspeitos procedentes ou com destino ao Irã, reforçando a resolução 1803, de março de 2008. O texto envolve ainda a lista de pessoas e entidades ligadas aos programas nuclear e balístico iranianos, que poderão sofrer o congelamento de seus bens no exterior e ter vistos cancelados.
Os Estados estão igualmente convocados a bloquear qualquer transação financeira ligadas à proliferação. No setor bancário, os Estados serão chamados a impedir o funcionamento em seu território dos bancos iranianos que têm um potencial papel na proliferação, e a impedir que suas instituições financeiras sob suspeita abram sucursais no Irã. As potências ocidentais temem que o programa nuclear iraniano seja um disfarce para obter a bomba atômica. Teerã nega esta tese, afirmando que seus planos têm fins pacíficos. A resolução na ONU, se for adotada, será a sexta desde 2006 envolvendo o programa nuclear iraniano, e a quarta aplicando sanções.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que o acordo fechado entre Brasil, Irã e Turquia para troca de material nuclear foi uma “vitória da diplomacia”. Lula participou da negociação como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, em Teerã.
O acordo prevê que o Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%). Em troca, receberá o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã, depois de até um ano. Nesse período, haverá supervisão de inspetores turcos e iranianos.
“Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo.
O governo brasileiro acredita que o acordo criará confiança na comunidade internacional e pode evitar que o Irã seja submetido a sanções por causa de seu programa nuclear.
Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo e que a negociação prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança.
“Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança”, avaliou.
Lula deixou o Irã hoje (17) e seguiu para a Espanha, onde participará da Cúpula União Europeia-América Latina. Em seguida, o presidente brasileiro vai para Portugal.
Amorim
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (17), em Teerã, que o acordo fechado para o envio de urânio do Irã levemente enriquecido para Turquia deve evitar as eventuais sanções ao governo iraniano por suspeitas ao seu programa nuclear.
Amorim ficou até as 4h da manhã de hoje (17) negociando os termos do acordo com os chanceleres do Irã e da Turquia. O acordo foi firmado nesta manhã durante as reuniões paralelas do G15.
“Vamos continuar discutindo e vamos ver o que vem, o que vai acontecer. Sempre achamos que era necessário dar um crédito de confiança à paz e à negociação. Agora, nós temos as condições materiais para que esse crédito de confiança exista”, afirmou Amorim, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, que foi ao ar na manhã de hoje.
O chanceler reconheceu, porém, que o acordo firmado hoje é apenas o início de uma série de negociações. “Esse acordo não vai resolver todas as questões, mas é o passaporte para discussões mais amplas que criem a confiança na comunidade internacional e, ao mesmo tempo, permita ao Irã exercer o direito legítimo à energia nuclear para fins pacíficos, inclusive com enriquecimento”.
Amorim lembrou ainda que a Turquia, que receberá o urânio do Irã, pertence ao grupo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ligado aos Estados Unidos – o país que lidera a campanha internacional em favor das sanções contra o Irã.
“Eu não vejo nenhuma razão [para desconfiança], nem a Turquia, que aliás, é um país membro da Otan, portanto muito ligado, aliado militar até dos Estados Unidos. Claro, cada um fará seu julgamento, mas nós não vemos nenhuma razão para que haja continuidade nesse movimento em favor de sanções”.
Segundo o chanceler, o governo brasileiro comemora o acordo firmado hoje, que representa os esforços em torno da busca pela paz e a não imposição de sanções contra o Irã.
“Nós tivemos que trabalhar durante muito tempo e enfrentar o ceticismo de muitos países. Mas o que eu queria salientar é que essa declaração entre Turquia, Brasil e Irã contém os elementos principais que são necessários, todos os elementos que são necessários, para que haja o acordo de troca de urânio por elementos combustíveis”.
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