A 16 dias do Natal o movimento no comércio da região do centro de Sorocaba durante a noite já demonstra que o volume de vendas neste ano deve agradar aos empresários. Uma semana após a implantação do horário de funcionamento estendido, a primeira impressão dos lojistas é de que as comemorações chegaram mais cedo neste ano.
Ao cair da noite, as principais vias que concentram o comércio permanecem lotadas de consumidores que saem de casa acreditando que o horário é o mais tranquilo para as compras. Já para os lojistas, o momento é o mais agitado.
Jorge Dibi, proprietário de uma rede de lojas com foco na venda de jeans, avaliou que a movimentação aumentou aproximadamente 20% em comparação ao Natal passado. Com base na procura dos clientes nesta primeira semana de dezembro, Dibi calcula que venderá 15% a mais. Para conseguir atender a demanda de clientes, complementou a equipe de 7 vendedores com mais 13 temporários. Durante o dia, a frequência de pessoas têm sido menor, segundo ele por conta do calor excessivo. “Sair à noite no Centro nesta época já é uma tradição. Virou um hábito enraizado na cultura da família sorocabana, sem contar o clima que é muito mais agradável”, afirmou. Jair Negrini, responsável por uma loja de artigos femininos, também está satisfeito.
Segundo ele, a concentração de clientes registrada já na primeira semana de horário especial de funcionamento do comércio corresponde ao que só foi percebido poucos dias antes do Natal de 2009. “Tem vendedora que precisa se desdobrar para atender duas clientes de uma só vez em alguns horários. Este ano está compensando muito mais abrir até tarde”, avaliou.
Por trabalhar até às 18h, o operador José Carlos de Lima, 58 anos, aproveitou a noite para levar a mulher, a filha e a neta às compras. “O pessoal está aparecendo mais à noite, as lojas estão bem cheias. Dá para ver em qualquer lugar do centro. Está tudo ótimo, o único inconveniente são as sacolas que elas dão pra eu carregar”, brincou. A programação cultural promovida na praça Fernando Prestes pela prefeitura também é um dos atrativos para os consumidores. Fernanda e Adriano Santos decidiram levar a filha para passear na praça e aproveitar para começar a gastar o 13º salário com os presentes da família. “Trouxemos ela pra ver a decoração e dar um abraço no Papai Noel. Como ela ainda não decidiu que presente vai querer, viemos para comprar só coisas para a casa e algumas lembranças para os sogros”, declarou o Adriano. Fernanda conta que é nova em Sorocaba e nunca tinha visto o centro da cidade funcionando até mais tarde. “Estou adorando. Além de evitar o calor, a sensação de poder comprar sem pressa por causa do trabalho é o que mais motiva”, acrescentou.
A presença de policiais militares e viaturas em cada esquina do centro também foi lembrada como um dos fatores que agradou a clientela do Centro. “É importante não descuidar, mas a sensação é de que estamos bem seguros com o policiamento”, observou a estudante Karini Sthephani Toledo, 21 anos.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi (PSDB), anunciou que a partir de janeiro de 2011 vai acabar com os outdoors da cidade e ainda regulamentar o horário de funcionamento de bares após as 23 horas, sobretudo em regiões periféricas da cidade e com elevado índice de violência. Dois projetos com esses objetivos, que estão em fase final de conclusão, serão encaminhados à Câmara nas próximas semanas, mas o prefeito não descarta que as medidas possam ser implementadas por meio de decreto, caso não receber apoio dos vereadores. Lippi, entretanto, já se reuniu com o presidente do Legislativo, Marinho Marte (PPS), visando buscar a unidade em torno da aprovação das propostas. Apesar de concordar com a polêmica que ambos os projetos devem gerar, o prefeito ressalta que leis nesse sentido já estão em vigor em várias cidades do Estado e do país e alcançaram resultados positivos em suas funções.
Pelo projeto que cria a “Lei Seca” na cidade, bares, restaurantes e similares que queiram funcionar após às 23 horas devem entrar com pedido na Prefeitura para obtenção de um alvará especial. Uma comissão especialmente montada pela administração analisará o pedido e poderá conceder o alvará de funcionamento de horário especial, desde que o estabelecimento cumpra as exigências, como oferecer segurança aos seus usuários, condições adequadas de higiene, equipamento de som acústico, proibição de venda de bebida alcóolica para menores, entre outros itens.
Além das exigências, esses bares não podem estar localizados em áreas com grandes registros de ocorrências criminais. “Em qualquer caso, a alteração do funcionamento dependerá de parecer favorável de comissão especificamente instruída para esse fim, levando-se em conta, em especial, o combate à violência. Na prática, o que deve acontecer é que os restaurantes, pizzarias e lanchonetes que estejam de acordo com as exigências e obtenção dos documentos exigidos pela lei irão funcionar”, disse o prefeito, que completou: “Não se trata de proibir o funcionamento, mas estabelecer regras que garantam maior segurança. Hoje existem muitos botecos espalhados por bairros da cidade e até na região central que além de registros de violência, servem de ponto de venda e consumo de drogas e prostituição”.
Rondas e o outro lado
Em paralelo, grupo de fiscais, com apoio da Guarda Municipal e Polícia Militar, farão rondas pela cidade para localizar e autuar os possíveis infratores todas as noites. “Para isso, vamos adquirir dois veículos e motocicletas”, disse Lippi.
O prefeito destacou ainda que o projeto que pretende implantar é baseado na lei que vigora há oito anos em Diadema, onde os bares não podem funcionar das 23h às 4h. Segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Defesa Social de Diadema, o índice de homicídios caiu 80% nos últimos cinco anos depois que a lei passou a valer. As agressões contra as mulheres caíram 52% no período e os acidentes de trânsito tiveram redução de 30%.
Na avaliação do comandante do CPI-7 da Polícia Militar, coronel Silvério Leme Filho, o projeto, que foi amplamente debatido com o Poder Público Municipal e a cúpula da segurança de Sorocaba, vem ao encontro dos esforços da polícia em minimizar o índice de violência e o grande número de ocorrências da chamada perturbação do sossego, sobretudo nos finais de semana. “Ninguém é contra o funcionamento desses estabelecimentos, o que se quer é que eles atendam às normas que garantam a segurança coletiva”, ressaltou.
Já o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Sorocaba e Região, Antônio Francisco Gonçalves, foi taxativo: “Não vou me manifestar até conhecer todos os pontos do projeto, pois não sei até que ponto isso pode prejudicar a categoria”.
Medida radical e demissões
Convicto da polêmica que a proposta irá causar, o prefeito disse estar decido em eliminar a poluição visual em Sorocaba, a partir de janeiro do próximo ano, a partir de projeto de lei que proíbe a propaganda em outdoors e muros na cidade e regula o tamanho de letreiros e placas de estabelecimentos comerciais. Lippi não deu detalhes sobre a lei que deverá regulamentar esses tipo de propaganda externa, sob o argumento de que o projeto ainda está em fase de conclusão e pode sofrer alterações. Mas adiantou que terá os mesmos moldes da chamada “Lei Cidade Limpa”, contra a poluição visual no município de São Paulo, implantada pelo prefeito Gilberto Kassab, e que está em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2007.
Vamos seguir a legislação de São Paulo. Quando flexibilizamos não conseguimos o resultado esperado. “Temos que escolher onde queremos viver? Num lugar que tenha bastante verde…um lugar limpo ou um lugar cheio de propaganda? Como se estivéssemos num espaço comercial o tempo todo? Estamos criando mais parques, mais ciclovias, pistas de caminhadas (…) não vamos ficar disputando com propaganda. Não tem cabimento. A cidade não é uma propaganda, é um espaço para se viver”, afirmou o prefeito
Na visão do presidente da Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) de Sorocaba e Região, Ed Carlos Luiz de Oliveira, a medida é radical e deverá afetar a cadeia produtiva da propaganda, inclusive com demissões. Disse que em Sorocaba existem cerca de 600 outdoors e preferiu não citar cifras diante do possível prejuízo das empresas caso a lei seja implantada. “São Paulo é um exemplo da radicalidade do prefeito Gilberto Kassab. Acabou com a propaganda visando eliminar a poluição visual, mas mostrou a outra face da cidade, com lugares mal cuidados e com sujeiras. Acredito que a melhor maneira de regulamentar não é proibir, mas limitar a quantidade de outdoors e definir quais os pontos da cidade que seriam liberados. Vamos aguardar a apresentação do projeto”, disse.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Entre os dias 2 e 13 de agosto, as agências do Banco do Brasil (BB) em São Paulo vão abrir uma hora mais cedo. O objetivo é melhorar o atendimento e evitar filas no período de pagamento de trabalhadores, neste momento em que o BB finaliza o processo de incorporação da Nossa Caixa.
Nos locais onde as agências abrem às 10h, estas passarão a funcionar a partir das 9h. Onde as agências funcionam a partir das 11h, o horário de abertura nesse período será às 10h. O gerente executivo da Diretoria de Distribuição do BB em São Paulo, Carlos Neto, informou que será reforçado o número de funcionários nas agências para esclarecer dúvidas dos clientes.
“Percebemos que no período pós-migração [dos clientes da Nossa Caixa para o BB], há um fluxo maior de pessoas indo às agências”, afirmou Neto. Segundo ele, os clientes têm dúvidas sobre as mudanças geradas pela migração.
O banco tem sido alvo de reclamações de clientes da antiga Nossa Caixa quanto ao atendimento. Uma das reclamações é a redução do limite do cheque especial. De acordo com Neto, foram necessários ajustes nesses limites, mas garantiu que, na maioria dos casos, houve aumento e não redução desse tipo de crédito. “O banco tem uma política de crédito e preza pelo controle da inadimplência”, destacou.
De acordo com Neto, o BB tem em São Paulo 11 milhões de clientes pessoas físicas, sendo 5 milhões egressos da Nossa Caixa.
Fonte:wwwredebomdia.com.br