O grupo Tutu-Marambá, de Pesquisas das Artes do Corpo, realiza hoje um breve tributo-performance em homenagem às vítimas da bomba atômica lançada sobre Hiroshima e Nagasaki há 65 anos. Intitulado “Rosas Cálidas”, o evento terá início às 19h no Parque Kasato Maru. Conforme Cleide Riva Campelo, que assina a criação e direção da performance, trata-se de um ato pela paz. “Não é um trabalho para ser assistido, será uma espécie de rito em que as pessoas poderão participar com a gente, seguir, como uma procissão”, esclarece.
Cleide afirma que o grupo estudou como são feitas as homenagens no Japão “em referência ao ato que não diz respeito apenas a Hiroshima e Nagasaki”. “Foi contra a humanidade. Tem vários focos de violência hoje no planeta, na nossa própria cidade inclusive, então o que estamos fazendo não é algo saudosista. Nos referimos a essa grande violência como forma de articular uma conversa com o presente, para pensarmos numa maneira de construir uma sociedade melhor para todo mundo”, ressalta.
Ainda de acordo com Cleide, o grupo se prepara todos os anos para fazer esse ritual. “Repetimos coisas que são feitas no Memorial da Paz em Hiroshima. Inclusive preparamos uma réplica em bambu do domo de Hiroshima, um ícone que sobreviveu ao ataque atômico e é hoje considerado um símbolo da paz mundial. Será um evento muito delicado, um lamento, um haikai na verdade, suave como os orientais são. Será como a sutileza de um poema curto, mas o importante é lembrar”, acrescenta.
Foi no dia 6 de agosto de 1945, que um bombardeiro da Força Aérea dos Estados Unidos lançou a bomba atômica “Little Boy” na cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, houve outra detonação nuclear, intitulada “Fat Man”, sobre Nagasaki. Este é o terceiro ano que o grupo Tutu-Marambá realiza performance em homenagem às vítimas da violência atômica e, ao mesmo tempo, um ato público em apelo à paz mundial. Em 2008, o grupo apresentou “Tororó-Acã: Tributo das Terras de Sorocaba à Memória de Hiroshima e Nagasaki” e, em 2009, a performance “Para Que Nunca Se Esqueçam…”.
O tributo deste ano leva o título “Rosas Cálidas” numa alusão ao poema “Rosa de Hiroxima”, de Vinícius de Moraes, musicado por Gerson Conrad na canção “Rosa de Hiroshima” que ficou conhecida com a banda Secos e Molhados. “O que preparamos é mais voltado aos ritos antigos do nascimento do teatro, ao contrário do que fazemos com as outras performances, que são mais de vanguarda”, afirma.
O grupo Tutu-Marambá, de Pesquisas das Artes do Corpo, surgiu em 2008 a partir de uma oficina de três meses realizada na Oficina Cultural Regional “Grande Otelo”. Sob direção de Cleide Riva Campelo, tem se dedicado aos estudos das artes do corpo e das linguagens da performance. Fazem parte de seus núcleos de interesse os estudos sobre mídia, arte e comunicação, e sobre as diversas raízes que compõem a identidade brasileira, ou seja, a cultura indígena, a cultura africana, a cultura européia, e, entre os povos que migraram mais recentemente, a cultura japonesa.
É a partir desses estudos que o grupo desenvolve sua pesquisa corporal e estética, numa investigação contínua dentro das tendências da vanguarda cênica, em que o texto é deslocado do centro da dramaturgia e é aliado a linguagens como a dança, música, artes plásticas, comunicação, mídia, cultura e arte. Fazem parte do grupo, os seguintes artistas: Quitéria Maria, Esdras Nuño, Alexandre Ventris, Flávio Queiroz, Paulo Farias, Rosaura Mello, Ibraim Ramos, Márcio Moraes, Janice Macedo, Ana Diniz, e Rodrigo Bragatto. O evento de hoje conta ainda com a participação especial dos fotógrafos Beto Rocha, Nilze de Campos e Tiago Macambira.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Milão faz nesta quinta-feira (24) uma particular homenagem aos Beatles com um concerto a 127 metros de altura com o qual pretende comemorar o 45º aniversário da única visita que o quarteto de Liverpool fez à Itália.
Na noite de 23 de junho de 1965, os jovens John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, chegaram à estação central de Milão em um trem procedente de Lyon, para a loucura dos fãs.
Após vários anos de sucessos, a “beatlemania” já tinha conquistado meio mundo, incluindo a Itália, e isso era possível comprovar pela legião de fãs que se amontoavam na estação milanesa para recebê-los naquela noite.
“Havia tanta gente na estação que os organizadores decidiram que o trem parasse na outra plataforma da estação para evitar problemas”, explicou à Agência Efe o músico Rolando Giambelli, testemunha daquela visita e vocal de uma banda que parodia a banda inglesa.
Seu grupo será, 45 anos depois, encarregado de revistar nesta noite vários dos clássicos da banda de Liverpool a partir do alto do chamado “Pirellone”, o arranha-céu “Pirelli” de Milão, de 127 metros de altura e 31 andares.
Temas como “Help!”, “Yesterday”, “Love me do”, “Hard day’s night” e “Michelle” compõem um programa que pretende respeitar “na medida do possível” o repertório do primeiro concerto que deram os Beatles na Itália, apontou Giambelli.
Um dia depois daquele acolhimento na estação, o antigo velódromo de Milão recebeu as duas primeiras entrevistas de uma viagem que levou aos “Fab Four” também a Gênova e Roma, únicas cidades da Itália que assistiram ao vivo antes que deixassem os palcos em 1966 para se dedicar ao trabalho de estudo.
“Havia jovens que gritavam como animais e não nos deixavam escutar bem a música dos Beatles”, explicou entre risos Giambelli lembrando o ambiente daquele dia.
Batizado com o nome de “Beatles Day 2010″, o evento poderá ser visto também da rua, nas imediações do prédio, onde os organizadores instalaram um telão gigante e alto-falantes para os que não conseguirem ir ao arranha-céu.
Visitas ao antigo velódromo, onde os Beatles fizeram dois concertos, e ao hotel Duomo, onde o grupo se hospedou durante sua estadia em Milão, completam o programa das celebrações previstas para este 45º aniversário.
Fonte:www.uol.com.br
O Google prestou homenagem nesta sexta-feira ao explorador francês Jacques-Yves Cousteau no centenário de seu nascimento.
Em sua versão nos Estados Unidos, o Google substituiu o habitual logo multicolorido de sua página por um desenho de um mergulhador e, ao passar o cursor pelo desnho, surge a mensagem: “Feliz centésimo aniversário, Jacques Cousteau!”.
O comandante Cousteau, falecido em 1997, faria 100 anos nesta sexta-feira.
O oceanógrafo era conhecido no mundo inteiro por seus documentários e seu barco “Calypso”, que utilizava em suas expedições.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O cantor e compositor Milton Nascimento espera lançar, até agosto, seu novo CD, ainda sem nome, com participações de meninos e meninas de sua cidade, Três Pontas (MG). Mas, até lá, já busca inspiração para compor uma música sobre o pintor Cândido Portinari. Para isso, aproveitando que esteve em Ribeirão Preto com Flávio Venturini e Lô Borges, do Clube da Esquina, para um show nesta 5ª feira (10), visitou, na quarta (9), a vizinha e pacata Brodowski, onde Portinari nasceu, cresceu e iniciou as primeiras pinceladas. Ele conheceu o Museu Casa de Portinari, que está no mesmo local em que o pintor morava na infância.
Não existe prazo para a composição ficar pronta. “Música, pra mim, não sei quando vai sair: pode ser daqui a uns dois meses ou hoje, na hora que eu sair daqui, ou mesmo eu não saindo daqui, eu não sei…”, resumiu Milton. Ele aceitou o convite de João Cândido Portinari, filho do pintor, no fim de 2009, para apresentações na inauguração das exposições dos painéis “Guerra e Paz”, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em Paris, previstas para o segundo semestre deste ano.
”É inacreditável, não tenho palavras…”, disse ele, emocionado, informando que chorou ao ver essas obras. E ele passou a pesquisar a sua pintura em busca de inspiração para fazer uma canção. “Eu acho que a vida inteira eu tentei pintar com a música o que ele fez com o pincel.”
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br