Sorocaba registra saldo positivo de empregos formais nos últimos quatro anos. Isso é o que comprovam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, apontando que a economia do município continua crescendo e garantindo a estabilidade da economia local. Entre janeiro de 2008 (auge da crise mundial) e dezembro de 2011 aconteceram 371.987 contratações contra 337.770 demissões, resultando num saldo de 34.217 novos empregos com carteira assinada. Este saldo (diferença entre as admissões e demissões) indica uma variação positiva de 30,57% no período.
Os setores de serviços, indústria e comércio foram os responsáveis pelo saldo positivo. Juntos, foram responsáveis por 34.691 contratações (número maior do que o saldo positivo total) com carteira assinada nos últimos 4 anos. O destaque negativo ficou para a construção civil, que em 48 meses registrou saldo negativo – 695 demissões a mais do que contratações. De acordo com os dados do Caged, o setor de serviços, ao longo dos últimos quatro anos, foi a atividade econômica que gerou metade dos empregos da cidade no período com 17.107 admissões a mais do que demissões. Foram gerados 17.107 postos de trabalho, com uma variação positiva de 35%.
O comércio foi o segundo setor que mais gerou emprego nos 4 anos observados. No período, este ramo de atividade admitiu 95.375 pessoas e demitiu 85.218, o que resultou em saldo positivo de 10.157 novos postos de trabalho. Já a indústria, que deve ganhar espaço em 2012 por conta da abertura da Toyota e sistemistas, ocupa a terceira posição no ranking. Entre 2008 e 2011, foram gerados pelo setor 7.427 postos de trabalho.
Além da manutenção para áreas recém criadas e/ou descobertas, há também a crise financeira mundial que tem ocasionado a demissão de grande número de trabalhadores que ficam sem possibilidades de recolocação no mercado de trabalho e buscam sobreviver através da prestação de serviços. Essa é uma das razões apontadas pelo economista e responsável pelo Laboratório de Administração, Ciências Contábeis e Econômicas da Universidade de Sorocaba (Uniso), Manuel Payés. “Esse crescimento constante observado nos últimos anos em Sorocaba é uma tendência mundial. Faz parte da modernização da população, que tem uma vida atribulada e contribui com o setor de serviços. Hoje, você não corta mais grama. Contrata um jardineiro. Não limpa a casa. Chama uma faxineira. E assim por diante”, explica o professor.
“Com o desenvolvimento de tecnologias aplicadas cada vez mais em todos os meios, tornou-se necessário a criação de setores que prestem o serviço de manutenção”, também lembra o professor. Para Payés, o crescimento do emprego no comércio é decorrente da economia estável. “Os níveis de emprego estão aumentando e o poder de compra também está elevado. Além disso, as facilidades de crédito estão sendo sustentadas pelo governo. Tudo isso contribuí para o crescimento do setor”, avalia.
Indústria
O especialista também não se surpreende com os números da indústria. “A indústria estava liderando até 2008. Mas ai veio a crise internacional e freou as atividades do setor. Além disso, as industrias que dependem do comércio externo estão enfrentando problemas de competitividade”. Já a queda no nível de emprego na construção civil não pode refletir a realidade do setor, afirma o professor. “A maioria dos trabalhadores do setor é contratada pelo mercado informal, sendo que os registros acabam ocorrendo apenas quando há fiscalização nos canteiros de obra. Enquanto há poucos contratações, obras se espalham por toda a cidade”, salienta o economista.
O levantamento leva em conta a variação entre o número de admitidos e o de desligamentos das empresas todos os meses e é relativo aos trabalhadores com carteira assinada, conforme o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os desligamentos referem-se aos demitidos sem e por justa causa e por pedidos de demissão, além dos mortos e aposentados. Os dados referentes ao Caged mostram o desempenho dos chamados grandes setores da atividade econômica, como a indústria, construção civil, comércio e serviços, além de outros setores como a agropecuária e extração mineral.
No Brasil
O nível de emprego em Sorocaba se manteve próximo aos números registrado no Brasil nos últimos quatro anos. Enquanto o município registrou alta de 30,57% nos níveis de emprego nos último quatro anos, a taxa no Brasil ficou em 31,25%. Sorocaba supera os números nacionais em 2010 (17,56% contra 14,29%), em 2008 (7,21% contra 5,01%) e 2011 (5,94% contra 5,41%). O único ano em que o índice sorocabano foi inferior ao brasileiro foi em 2009, quando a taxa local foi negativa (-0,14%) e a nacional positiva (6,54%).
Fonte: Cruzeiro do Sul
O emprego com carteira assinada na cidade de Sorocaba acumula crescimento em 2011 de 6,79%, em relação ao número registrado 31 de dezembro do ano passado, o que em números absolutos significa que entre janeiro e novembro foram criados 13.294 novos postos de trabalho. Serviços, indústria e comércio, juntos, foram os responsáveis por 98% das contratações feitas ao longo deste ano, ou seja, 12.961 postos com carteira assinada. O destaque negativo ficou por conta da construção civil que, no acumulado deste ano, registra queda de 19,85%, com a demissão de 1.977 trabalhadores com registro. Em novembro, o saldo de contratações foi 574 novos postos, com elevação de 0,33%. O nível de emprego com carteira assinada em Sorocaba foi pouco superior ao registrado no país, quando em novembro a variação foi de 0,11% e, no acumulado do ano, a expansão de 6,46%.
Os números foram obtidos a partir dos dados do último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na última terça-feira pelo Ministério do Trabalho. O balanço leva em conta a variação entre o número de admitidos e o de desligados das empresas, mês a mês, e abrange os trabalhadores com carteira assinada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), exceto empregados domésticos. Os desligamentos incluem os demitidos sem e por justa causa e por pedidos de demissão, além dos mortos e aposentados. Os dados referentes ao Caged mostram o desempenho dos chamados grandes setores da atividade econômica, como a indústria, construção civil, comércio e serviços, além de outros setores como a agropecuária, extração mineral.
De acordo com o levantamento do Caged, o setor de serviços, ao longo de todo este ano, foi o ramo da atividade econômica que gerou quase a metade dos empregos na cidade. Foram gerados nesse período 6.048 postos de trabalho, numa variação positiva de crescimento de 10,16%, ante a dezembro de 2010. Esse número é tão expressivo que representa quase a metade de todo o volume de novas vagas criadas no município entre janeiro e novembro deste ano. A indústria foi o segundo setor que mais gerou empregos nos onze meses de 2011. Até novembro o setor admitiu 24.111 pessoas e demitiu 19.736, o que resultou num saldo de 4.375 novos postos de trabalho e um crescimento acumulado de 7,46%.
Outros setores e análise
Já o comércio, que nos últimos meses se destacava em segundo lugar entre os setores que mais contratavam na cidade, caiu uma posição no ranking e aparece em terceiro lugar. Entre janeiro e o mês passado, foram gerados por esse setor 2.538 postos de trabalho. Em novembro, esse setor liderou o nível de contração, com 494 vagas por conta das vendas de fim de ano.
Seguem-se, em ordem decrescente, administração pública, com 306 vagas; agropecuária, 24 novos postos de trabalho; serviço industrial de utilidade pública, 2 vagas, além de extrativa mineral, com 1 vaga. “Apesar de o país ter crescimento menor do que se previa, houve elevação. E isso, de certa forma, refletiu diretamente no nível de contratações formais. Já o setor de serviços não é de hoje que vem se destacando em relação às contratações, pois está se expandido muito em áreas novas, muitas delas ligadas à tecnologia da informação”, analisou o economista e responsável pelo Laboratório de Administração, Ciências Contábeis e Econômicas da Universidade de Sorocaba (Uniso), Manuel Payés.
Para o especialista, a indústria, que vinha se mantendo na primeira colocação do ranking de contratações, sentiu ao longo deste ano os efeitos da crise internacional e da elevação da taxa de juros pelo Banco Central. “A indústria cresceu menos porque de fato a economia cresceu menos. Temos um cenário externo muito ruim, que vem afetando as exportações”, disse, e concluiu: “Já a queda no nível de contratações com carteira assinada na construção civil pode não refletir a realidade do setor, ao ponto de afirmar que houve retração. Isso porque, a maioria dessa mão de obra é contratada no mercado informal, sendo que os registros acabam ocorrendo quando há fiscalizações nos canteiros de obras. É um setor difícil de analisar.”
Fonte: Cruzeiro do Sul
Apesar do nervosismo, natural nessas situações, Giele Yamashita, 30 anos, permitiu que o BOM DIA acompanhasse uma parte de sua participação num processo de seleção para emprego. Ela conversou com a psicóloga Lívia Cordeiro, 26, coordenadora da RH Assessoria Recursos Humanos.
Giele foi pré-selecionada para uma vaga administrativa. Foi para a sessão de entrevistas consciente de uma das regras básicas para a situação: não adianta mentir.
O candidato que não fala a verdade sobre as próprias qualificações corre o grande risco de ser descoberto, perder a vaga e, ainda por cima, ficar com fama de mentiroso.
Outra lição: o nervosismo, se não for exagerado, é compreendido pelos selecionadores. “Cabe aos recrutadores criar um ambiente de naturalidade”, explica a psicóloga Lívia.
Segundo ela, os candidatos a emprego não devem encarar o recrutador como inimigo – até porque o selecionador também tem interesse que a entrevista seja bem-sucedida e a vaga, preenchida.
Lógico, existem regras básicas a serem seguidas e nunca é demais apelar para o bom senso. Mas Lívia lembra também que é preciso evitar a reprodução mecânica de um estilo que não é o do candidato. “É importante que a pessoa seja ela mesma”, afirma. “Dá para perceber quando está engessada.”
Informações
Com quatro anos de experiência na RH, Lívia já encontrou situações bizarras. Numa delas, um candidato soltou um palavrão ao ser informado sobre o salário do emprego que queria. Foi considerado desclassificado pelo recrutador, mas, mesmo após o comportamento mal educado, seguiu na disputa pela vaga.
O estilo neutro, com roupas básicas, sem decotes e maquiagem leve para as mulheres é o mais indicado na hora de passar por um recrutamento.
Agora, um candidato com perfil ideal para o trabalho não vai ser desclassificado só porque usa um piercing na hora da entrevista, por exemplo.
Neste caso, explica a psicóloga, cabe ao selecionador dar a dica e pedir para o acessório ser retirado caso não combine com o perfil da empresa.
Outra dica valiosa é obter informações sobre o local almejado para trabalhar. Vale conversar com funcionários, ouvir opiniões e pesquisar sobre a empresa na internet.
Na hora da seleção conta bastante ter informações atualizadas sobre o serviço pretendido. Além do mais, isso dá confiança para o candidato e diminui o nervosismo, que todo mundo já sentiu pelo menos uma vez na vida.
Funcionário com formação técnica é o mais procurado
A própria Lívia Cordeiro já passou por uma entrevista de emprego e, como todo mundo, também ficou ansiosa.
É um comportamento explicado pela combinação de dois fatores: a necessidade do trabalho e a expectativa sobre a performance na hora de responder. “Será que vou conseguir?”, é que quase todo mundo pensa.
Mesmo sem experiência, a demonstração da vontade de trabalhar é um passo importante.
E também deixar clara a flexibilidade, o que dá ao empregador a certeza de que está diante de alguém com quem poderá contar.
Hoje o país vive uma situação inusitada. Sobram vagas nas áreas técnicas e faltam pessoas com formação para preenchê-las. Aí vem talvez a dica mais importante: é preciso estudar.
Não vale mentir
Alguns candidatos alegam que já disseram que possuem qualificação ou tempo de experiência para conseguir o emprego. Selecionadora de RH diz que desonestidade pode ser descoberta
A agonia em ficar meses parado, sem dinheiro e sem emprego, levam algumas pessoas a mentir na hora da entrevista para conquistar a vaga. Experiência no ramo, tempo de serviço e motivo pelo qual foi demitido são as perguntas que têm, com mais frequência, uma resposta falsa.
As mulheres entrevistadas pelo BOM DIA alegam que nunca esconderam algo ou elevaram uma qualificação durante a entrevista. Já os homens não têm medo de esconder que já omitiram que não tinham experiência para assumir o cargo que estavam almejando. “Tem de ser honesta para merecer algo”, afirma Priscila de Almeida, que está à procura de um emprego.
Desesperado por uma nova oportunidade, Rafael dos Santos mentiu ao recrutador de uma agência de Recursos Humanos que tem experiência como soldador e conseguiu a vaga. “Tenho apenas o curso.”
DICAS
A diretora organizacional da agência RH Bank, Mariana Bueno, dá algumas sugestões para quem está em busca de uma nova oportunidade de trabalho.
Segundo ela, a vestimenta transforma a imagem da pessoa. Por isso, é importante não usar bonés, camisas com os primeiros botões abertos e roupas informais.
Durante a entrevista, o candidato deve manter o contato visual com o selecionador e não olhar para os lados ou abaixar a cabeça. O importante é demonstrar confiança e que é seguro. “Parece piada, mas muitos candidatos vêm exalando álcool para a entrevista”, conta Mariana. “Nunca se deve ingerir bebida alcoólica antes de uma entrevista”, acrescenta.
Uma dica para os homens: a maioria dos recrutadores é mulher, então tenha postura e evite olhares desrespeitosos.
Falar sobre os problemas pessoais ou financeiros não ajuda a garantir aquela vaga de emprego.
Quando o assunto é salário, quem está à procura de emprego deve mostrar interesse e não responder “pode ser”. Se estiver insatisfeito com algo é melhor ser sincero para tentar o que deseja.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
Cerca de 30% dos portadores de deficiência em condições de trabalhar na região estão empregados. Um levantamento da Delegacia Regional do Trabalho em Sorocaba – órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que engloba 42 municípios – mostra que das 12 mil pessoas com deficiência (PCDs) com capacidade laboral da região, 3.653 trabalham com carteira assinada.
O delegado regional do Trabalho, Vitório Cattai, lembra que há onze anos, quando a fiscalização começou a ser feita pelo MTE, a região contava com menos de cem trabalhadores PCD com registro na Carteira Profissional. Cattai explica que as empresas com mais de cem funcionários são obrigadas a cumprir a chamada lei da cota, que completou 20 anos em julho.
Em vigor desde 1991, a lei 8.213 determina que empresas com mais de cem funcionários tenham um percentual mínimo de suas vagas ocupadas por trabalhadores com algum tipo de deficiência. Essa reserva pode ser de 2% a 5%, variando de acordo com o número total de colaboradores.
Essas vagas, elucida Cattai, podem ser ocupadas tanto por portadores de necessidades especiais como por beneficiários reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “São pessoas que em função de um acidente ou algum outro motivo não podem ocupar a função antiga mas ainda estão aptos para o trabalho”, explica o delegado do Trabalho.
Falta mão de obra
A falta de mão de obra de PCDs para ocupar as vagas reservadas pela lei de cota é uma reclamação contínua por parte dos empresários. Este ano, informa a Delegacia Regional do Trabalho, 12 empresas foram autuadas por não cumprirem a determinação legal.
Coordenador da Associação de Deficientes de Votorantim (ADV), Jefferson Martinez, comemora os resultados trazidos pela vigência da lei das cotas. Ele é procurado por muitas empresas em busca de profissionais com deficiência. “Essa semana mesmo eu tenho uma reunião com uma empresa de recrutamento de mão de obra. Elas recebem as demandas das empresas e não têm onde buscar esses trabalhadores.”
Para Martinez existe um problema burocrático por trás desse cenário. “Acontece que muitos deles recebem a aposentadoria por invalidez do governo e quando começam a trabalhar perdem esse benefício”, afirma. O problema, continua ele, está na dificuldade de reaver o benefício em caso de demissão. “Muitas vezes a família depende desse valor até para manter os tratamentos e os gastos com essa pessoa que tem a deficiência”, argumenta ele.
Apesar da alta procura por profissionais nessas condições, há casos em que a pessoa não consegue uma colocação no mercado de trabalho. Como exemplo Martinez cita a situação de Anderson, um jovem de 22 anos. Com sequelas deixadas por uma paralisia cerebral, ele ainda não conseguiu o primeiro emprego. “Ele tem cursos dados pelo Senai, é independente e muito capaz. Ele tem algumas limitações motoras e na fala, mas será um ótimo funcionário. Deixo um desafio para essas empresas que não conseguem atender a cota: que me procurem para empregar o Anderson”, brincou o coordenador da ADV.
Autuação em último caso
Cattai afirma que a autuação é feita em último caso. “Sabemos da dificuldade para encontrar pessoas com deficiência para ocupar essas vagas”, diz ele. Então, continua o delegado, quando as empresas fazem esforços reais para o cumprimento da lei, os fiscais aumentam os prazos para que as vagas sejam ocupadas por PCDs ou beneficiários reabilitados pelo INSS.
Investir na qualificação de pessoas com deficiência por meio de parcerias com instituições de ensino é uma alternativa para as empresas que encontram dificuldades para preencher essas vagas. “Nós damos sempre essa orientação para as empresas mas não existe nenhum benefício por parte do governo como contrapartida”, comenta Cattai. Na região o Senai e entidades beneficentes como a Fasam em Salto fazem esse trabalho de qualificação por meio de parcerias com empresas.
A lei da cota para PCDs e trabalhadores reabilitados pelo INSS entrou em vigor no ano de 1991 e em 2000 a fiscalização passou a ser prerrogativa do Ministério do Trabalho. Segundo ele, entre os deficientes empregados o maior número tem visão monocular. Em segundo lugar os trabalhadores com deficiências auditivas e físicas são os mais procurados. A deficiência mental, diz ele, está em quarto lugar entre os PCDs da região empregados.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Com o objetivo de evitar fraudes no sistema de seguro-desemprego, o Ministério do Trabalho implantou um programa que auxilia a aplicação do artigo 8°, da Lei n° 7.998/90, que cancela o seguro-desemprego do trabalhador que recusar o novo emprego. O programa baseia-se em dados únicos, fornecidos pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine), Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal e entidades de qualificação profissional. “A integração dos programas auxiliará na identificação de irregularidades no recebimento do seguro, o que diminuirá a porcentagem de fraudes em relação ao benefício”, avalia o consultor Fábio André Gomes, da área Trabalhista e Previdenciária da CPA, empresa de consultoria de informações empresariais de Sorocaba.
De acordo o especialista, situações enfrentadas atualmente, de simulação de rescisão do contrato de trabalho para o saque do FGTS e recebimento do seguro-desemprego, os chamados “acordos”, serão mais difíceis de acontecer. “Existem muitas situações em que ocorre a simulação da rescisão contratual apenas para que o empregado saque o FGTS e receba o seguro-desemprego, mas ele continua trabalhando sem registro. Como, a partir de agora, uma nova oportunidade de emprego será oferecida, se houver a recusa, ele não receberá o benefício e essa situação será mais difícil de acontecer”, especifica Fábio.
Segundo o Ministério, devido à falta de um cadastro de emprego nacional online integrado, a lei que já existia era pouco aplicada, mas com a ampliação do portal Mais Emprego (www.maisemprego.mte.gov.br), será possível aplicar a lei de forma efetiva. “Quando a pessoa protocola o pedido do seguro-desemprego ela já é cadastrada no sistema pela Caixa Econômica Federal. A partir daí, os dados são disponibilizados para as demais instituições”, explica Valquíria Camargo Cordeiro, Sub-delegada Regional do Trabalho Substituta, de Sorocaba. “Atualmente, recebemos aproximadamente 130 solicitações de Sorocaba e região. Com a integração do sistema, acreditamos que as fraudes deixarão de existir porque as irregularidades serão detectadas e o benefício suspenso automaticamente”, complementa.
Por meio do novo sistema, que será implantado em todo país até o final deste ano, ao mesmo tempo em que entrar com o pedido do seguro-desemprego, o trabalhador será encaminhado para vagas de emprego disponíveis, condizentes com sua ocupação e remuneração anteriores. Pela Lei nº 7.998/90, o trabalhador que recusar o novo emprego sem justificativa legal terá o pagamento do seguro-desemprego cancelado.
Caso não haja vagas disponíveis nessas condições, o atendente encaminhará o requerimento e o trabalhador desempregado poderá receber o benefício, desde que detenha as condições previstas na referia Lei.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A escassez de profissionais no setor da construção civil em Sorocaba os valoriza. Tanto que, no momento em que muito se diz a respeito das vagas de emprego na indústria, Anderson Antônio Leme, 30 anos, decidiu pedir demissão da fábrica na qual trabalhava para voltar a fazer o que aprendeu com o avô: construir imóveis.
O assédio por sua mão de obra é grande no Wanel Ville 5, bairro onde ele trabalha atualmente e onde há duas empreiteiras em operação, além de centenas de pedreiros e outros profissionais autônomos. “Quem me vê assentando os tijolos para e quer saber quando estarei livre para pegar um novo serviço. Agora só tenho disponibilidade após janeiro”, relata.
O primeiro emprego de Leme foi como servente, ao lado de familiares. Com a industrialização de Sorocaba e região veio a tentativa nas linhas de produção, porém o tempo lhe mostrou que era no canteiro de obras que ele ganharia mais. “Tenho mais flexibilidade de horário e os clientes, literalmente, vão até minha casa para me contratar.”
Como pedreiro, Fábio Gonçalves, 38, perdeu a conta de quantas moradias levantou. Autodidata, é graças ao trabalho braçal que ele paga a mensalidade do curso superior de Serviço Social, seu grande projeto de realização profissional. O diploma vem já no próximo ano. “A vida me colocou em caminhos que não escolhi, mas tudo deu certo. Quando era mais jovem não tive a oportunidade de fazer uma faculdade, mas hoje estou pagando os meus estudos com o meu trabalho”, diz.
Gonçalves afirma que se a nova área que escolheu não der lucro financeiro, continuará trabalhando como pedreiro. “Pelo menos realizei um desejo pessoal. O lucro, na construção, sei que é certo”, afirma.
Apesar do registro em carteira atrair aqueles profissionais que querem contar com um dinheiro certo no fim do mês, o trabalho como autônomo atrai pela flexibilidade de horários e pelo fato do próprio profissional poder tabelar seus preços. Leme e Gonçalves, por exemplo, cobram R$ 250 por metro quadrado sem acabamento. Com serviço completo o metro sobe para R$ 320.
Cimento e batom
A casa em que a empregada doméstica Cristiane Maciano, 28, mora hoje foi construída por suas próprias mãos delicadas e de unhas feitas. Para viver do ramo da construção, ela está fazendo o curso de pedreiro assentador.
Ela conta que em uma sala de dez pessoas, duas são mulheres. “Isso mostra que a mulherada está entrando no setor. Tenho uma amiga que deixou de ser faxineira e se tornou profissional da construção civil. Ela ama o que faz e ainda ganha muito mais do que limpando casa. Foi por isso que decidi me arriscar também.”
84 mil
trabalhadores formais trabalham na construção civil em Sorocaba, o que faz da cidade o município do Interior com o maior número de trabalhadores registrados. A cidade deixa para atrás cidades muito maiores, como Campinas, que possui cerca de 81 formais.
Salários
Segundo a Convenção Coletiva do Sindicato da Construção, os pisos são: servente (R$ 869); e pedreiro, armador, carpinteiro, pintor e gesseiro (R$ 1.034,00). Segundo o sindicato da categoria há 800 mil trabalhadores da construção no país.
Sindicato confirma: faltam profissionais
Economia aquecida motiva construções e alavanca demanda de trabalho
Nesse ano o vigilante Francisco Dantas conseguiu juntar dinheiro para mexer na casa. Mandou construir uma edícula e está subindo um segundo andar. “O pedreiro está em casa há três meses. Consegui fazer sobrar um dinheiro para fazer as alterações.”
O caso de Francisco é um exemplo da construção sendo diretamente afetada pela economia aquecida. O presidente do Sindicato da Indústria e da Construção Civil, José Sarracinni Jr., explica que com a instalação de novos empreendimentos e indústrias na cidade, muitas famílias estão vindo morar em Sorocaba. Aquelas que não querem construir a própria casa, reformam algum imóvel usado.
O boom no setor deve durar até as Olimpíadas de 2016, prevê: “Muitos trabalhadores daqui irão para outras cidades, porque há a escassez de mão de obra em todo lugar. Em Sorocaba também teremos de recorrer a profissionais de fora”, explica.
José Sarracinni ressalta que nesse cenário de escassez, empreiteiras promovem leilões por profissionais. “Em Sorocaba é comum profissionais deixarem uma empresa ao serem assediados por outras que oferecem salário maior”. Isso beneficia até mesmo profissionais de pouca qualificação, como serventes.
Segurança do trabalho
Se as vagas de trabalho só crescem, o mesmo não se observa no que diz respeito às condições de segurança.
Segundo o Corpo de Bombeiros, são 100 incidentes com feridos ao mês nos canteiros de obras de Sorocaba. O Ministério do Trabalho fez o acordo com as construtoras Alavanca, Sérgio Cardoso, TMS Comercial, Empreendimentos Imobiliários Vieira & Andrade e Paulo Afonso, que terão de fornecer equipamentos de segurança, instalação de andaimes e elevadores e fiscalização. A multa no caso de descumprimento às normas varia entre R$ 1 mil e R$ 5 mil.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
São Roque completa hoje 354 anos de fundação, com cerca de 80 mil habitantes, e comemora a oferta de mais de 1.500 vagas de emprego e cerca de 400 trabalhadores recolocados no mercado de trabalho, em um ano, desde que começou a funcionar na cidade o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), que também promove cursos profissionalizantes. No dia 12, a cidade ganhou reforço na área de educação com a inauguração da nova escola do Sesi.
Seguindo nos trilhos do desenvolvimento e crescimento econômico da estância turística, o prefeito Efaneu Nolasco Godinho informou que pretende instalar uma unidade da Fatec em São Roque, e que manteve reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em julho, solicitando a aceleração desse processo.
A nova unidade do Sesi, na avenida Bernardino de Lucca, foi inaugurada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Recebeu o nome de Gumercindo de Góes, avô de Cláudio José de Góes, presidente do Sindusvinho. A unidade em São Roque conta com o projeto “Indústria do Conhecimento”, formado por centros multimeios contendo biblioteca, DVDteca, CDteca, gibiteca e internet.
Moradias e segurança
O prefeito Efaneu quer implementar o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) de São Roque, com o objetivo de facilitar a aquisição de recursos para novas construções habitacionais, requalificação de imóveis já existentes – porém precários -, e para a manutenção de áreas de lazer.
Na saúde, planeja instalar, ao lado da Santa Casa de Misericórdia, uma unidade para prestar serviços de hemodiálise no município e que servirá outras cidades da região. E na primeira semana de agosto Efaneu esteve no Palácio dos Bandeirantes para reivindicar a desativação da cadeia pública da cidade que, no dia 31 de julho, registrou uma rebelião de presos em razão da superlotação.
Centro comercial
Com 23 boxes para lojas de diversos ramos em uma área com mais de 3.700 metros quadrados, o novo centro comercial de São Roque será inaugurado em outubro próximo, na avenida Antônio Dias Bastos. Os investidores esperam alavancar a economia no município e atrair outros investidores. Conhecida pelos são-roquenses como Marginal, a avenida é um ponto de referência para o comércio e para o lazer.
A localização geográfica favorece a atração de novos empreendimentos. São Roque está entre as duas mais importantes rodovias do estado – Raposo Tavares e Castello Branco -, e a cerca de 60 quilômetros da capital. Além disso, de acordo com os empreendedores, por ser uma estância turística que atrai em média 413 mil turistas todos os anos, oferece todas as condições para sediar o empreendimento. Idealizado com uma arquitetura moderna e sofisticada, o centro comercial terá amplo estacionamento e lojas de grifes como a Adidas, Nike e a Subway, além de segurança 24 horas todos os dias.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A maioria das pessoas começam cada novo ano com uma meta a ser cumprida. E Paula Lúcia da Silva Pereira não foi diferente: começou 2011 fazendo um curso no Senai de Itu – oferecido pela empresa Flextronics – com a esperança de conseguir um emprego.
Paula, que é cega, conta que a turma era composta por pessoas com vários tipos de deficiência. “Com deficiência visual éramos eu e uma moça de Votorantim”, diz.
Conforme o curso foi avançando, funcionários da Flextronics teriam comunicado que 15 pessoas da classe teriam vaga de emprego garantida. Ao fim do curso de dois meses e meio, Paula relata que a Agência Desafio teria entrado em cena para intermediar a contratação.
“Fui até lá com as cópias de todos os documentos, abri conta bancária e até passei pelo exame médico admissional no qual eu fui julgada apta para trabalhar. Fiquei muito feliz”, relembra.
Lúcia aguardou até o final de maio, mas nada de ser chamada. “A agência me ligou dizendo que a vaga de trabalho não existia mais e que eu teria que ir retirar meus documentos”, conta a jovem que afirma ter ficado muito chateada com a situação.
A Flextronics conta que Paula foi beneficiada pelo programa de inclusão. “A empresa investe também na capacitação de pessoas com deficiência da comunidade, independentemente delas virem a ser contratadas ou não”, afirma a área de Recursos Humanos da Flextronics, que afirmou também ser auxiliada pela Agência Desafio nos processos seletivos.
Já a agência de recursos humanos Desafio informou que a solicitação dos documentos, abertura de conta e exame médico admissional não garantem a vaga de emprego.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
O ritmo da criação de empregos formais na cidade de Sorocaba foi 25% menor durante o primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que nos seis primeiros meses do ano a cidade viu surgir 4.691 novas vagas de emprego com carteira assinada. No ano passado, o primeiro semestre somou 6.269 novos postos de serviço. O cenário indica que o crescimento do mercado formal de trabalho sorocabano perdeu fôlego de um ano para o outro.
O Caged é calculado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com base nas contratações e dispensas feitas em carteira de trabalho. No acumulado do ano (janeiro a junho) Sorocaba teve um total de 55.903 admissões contra 51.212 demissões. A construção civil foi a grande vilã na desaceleração nas contratações formais. Para o economista e professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), Geraldo Almeida, a diminuição no ritmo de abertura de vagas é fato esperado sendo reflexo de medidas governamentais tomadas desde o início do ano.
“Com o aumento dos juros básicos, por exemplo, o governo mostrou que quer frear a velocidade do consumo e isto, depois de um tempo, se reflete no mercado de trabalho”, pondera o professor. Apesar dos sinais do governo e a criação de um número menor de vagas, o professor, não considera a situação preocupante. “Não é nada extraordinário. Não estamos em uma redução do número de empregos, apenas tivemos a abertura de uma quantidade menor de vagas”, diz ele.
Construção civil
Apesar do grande número de obras espalhadas pela cidade, o setor de construção civil foi responsável pelo desaparecimento de 2.039 postos de serviços. Em seis meses foram 4.824 contratações contra 6.863 demissões. Já no primeiro semestre de 2010, a construção civil registrou 5.280 admissões e 5.180 demissões. O saldo final do período ficou, então, positivo em 100 vagas criadas. “Acredito que isto esteja relacionado ao grande volume de lançamentos que estão acontecendo atualmente”, afirma Almeida. Ele explica que muitas obras estão sendo concluídas e, com isto, a mão de obra, até então empregada, é dispensada.
A falta de profissionais qualificados é outra possibilidade levantada pelo professor. Assim, continua ele, trabalhadores da construção civil de outras cidades podem estar sendo recrutados para obras sorocabanas. “Isto é comum em casos de empreiteiras de outros lugares que estão prestando serviços por aqui”, diz. Além da construção civil, no semestre, a agropecuária, com o fechamento de 12 vagas, foi o outro setor que apresentou resultados negativos. Foram 113 admissões e 125 desligamentos. No ranking estadual, considerando apenas o desempenho dos municípios durante o mês de junho, a cidade de Sorocaba ocupa a 43ª colocação.
Serviços e indústria lideram
Entre os resultados positivos, o destaque no semestre fica por conta do setor de prestação de serviços. Na liderança do ranking de abertura de vagas, a prestação de serviços fechou o semestre com 23.532 contratações e 20.510 desligamentos. No final do período o segmento somou 3.022 novas vagas. Na indústria de transformação foram criadas 2.794 postos de trabalho. Saldo que é resultado de 13.419 admissões e 10.625 demissões.
Almeida destaca a chegada de diversas indústrias na cidade o que, para ele, justifica este cenário. O economista lembra que a terceirização é uma realidade dentro das indústrias e, por isto, acredita que os dois resultados – tanto do setor de serviços como da indústria de transformação – estão intimamente ligados. Para os próximos meses, a expectativa do professor é que o quadro da geração de empregos continue tendo desempenho semelhante na cidade.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Posto de Atendimento ao Trabalhador de Porto Feliz está nesta semana com oferta de 79 vagas de emprego em 24 funções. PAT de Porto Feliz oferece 79 vagas de emprego
As vagas são para Analista de Laboratório (1 vaga / técnico em química / trabalhar em Rafard), Eletricista (1 vaga / experiência / manutenção em geral / trabalhar na usina em Rafard), Soldador (1 vaga / com experiência / trabalhar na usina em Rafard), Mecânico de Manutenção Automotiva (1 vaga / experiência / trabalhar na usina em Rafard), Operador de Máquinas Pesadas (1 vaga / com experiência com trator / retroescavadeira / trabalhar na usina em Rafard), Eletricista de ônibus (1 vaga / com experiência), Funileiro (1 vaga / com experiência), Instalador de Esquadrias de Alumínio (4 vagas / com experiência), Servente (4 vagas / com experiência), Representante Comercial (1 vaga / com condução própria / vendas na região / área de alimentos), Auxiliar de Loja (1 vaga / habilitação “B”, 2º grau completo), Vendedora (or) (1 vaga / acima de 18 anos / 2º grau completo / informática), Motorista Carreteiro (3 vagas / habilitação “E”), Auxiliar de Produção (Elmas Chips / 15 vagas / feminino / ensino fundamental completo), Telemarketing (15 vagas / ensino médio completo / informática), Ajudante Geral Frango Oeste (10 vagas / trabalhar empresa em Tietê / masculino), Pedreiro (5 vagas / com experiência), Cozinheira (2 vagas / experiência), Jardineiro (1 vaga / experiência), Empregada Doméstica (2 vagas / com experiência e referência), Cuidar de Idoso (1 vaga / disponibilidade de morar em sítio), Líder de Produção (1 vaga / experiência em confecção), Costureira (2 vagas / experiência com overloque reta), Ajudante Geral (4 vagas / masculino / com experiência).
Ao comparecer ao PAT leve sempre carteira de trabalho, RG e CPF. O posto fica no Paço Municipal, na Rua Ademar de Barros, 340, Centro. Mais informações pelo telefone 3262-1206.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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