A ex-deputada federal e professora Iara Bernardi é a pré-candidata oficial pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à disputa pela Prefeitura de Sorocaba nas eleições municipais de 2012. O PT foi o primeiro partido em Sorocaba a oficializar um pré-candidato para o próximo pleito. A vaga foi conquistada no final da tarde de ontem, ao ser declarada vencedora das prévias internas do PT, com 273 votos contra 158 obtidos pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, Paulo Eustásia. Houve ainda um voto em branco e outro nulo.
As prévias mobilizaram 434 filiados dos 988 filiados com direito a voto, ou seja 44%, o maior índice já registrado na história da agremiação local. Será a terceira vez que a ex-deputada irá disputar a Prefeitura de Sorocaba e se dizendo mais madura afirma que destacará os pontos fracos dos adversários e mostrará os ações e obras implementadas pelo governo federal na cidade. Já as principais lideranças do PT declararam que o partido saiu mais fortalecido das prévias que a partir de hoje a “campanha” estará nas ruas.
Desde o início do ano, o PT contava com dois pré-candidatos e chegou a ter três, que se mostravam irredutíveis, numa clara sinalização da necessidade de realização de prévia. Na ocasião, anunciaram a intenção em ser o pré-candidato, a ex-deputada federal Iara Bernardi e o deputado estadual Hamilton Pereira. Em agosto, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Paulo Eustásia, anunciou sua intenção em disputar a vaga. Não satisfeito diante do que chamou de falta de unidade, Hamilton Pereira anunciou a retirada de sua pré-candidatura no dia 22 de setembro. Diante disso, para tentar minimizar as discussões e discordância em relação ao principal nome do partido no pleito de 2012, o PT realizou uma série de reuniões plenárias, finalizadas no dia 21, durante as quais os dois pré-candidatos puderam debater temas diversos junto às bases da agremiação.
Já no dia de ontem, o processo de votação aconteceu na sede do PT, na região central da cidade, e se estendeu das 9h às 17h. A movimentação foi intensa de militantes desde a abertura da urna para votação. Muitos chegaram a afixar faixas e cartazes, além da distribuição de “santinhos” dos pré-candidatos. Apesar da disputa, o clima foi de união entre os militantes e os dois postulantes. A ex-deputada federal foi a primeira votar, por vota das 9h10, enquanto que Eustásia, às 9h40. A partir daí, ambos permaneceram na sede do partido durante todo o processo e só deixaram o local após o anúncio oficial do represente do PT que irá disputar o próximo pleito municipal. A apuração dos votos teve início às 17h e, 45 minutos depois, o presidente do diretório municipal, José Carlos Triniti Fernandes, anunciou Iara Bernandi como vencedora da prévia. Do lado de fora do diretório, militantes soltaram fogos de artifício e comemoravam.
Unidade
O presidente do PT, que ao longo do ano se deparou com divergências e falta de união entre os grupos, ontem, ao lado de Iara Bernardi e Paulo Estáusia, durante seus 10 minutos de pronunciamento para anunciar o vencedor chegou a citar oito vezes a palavra “unidade”. E foi taxativo em afirmar que a partir de hoje, o partido irá iniciar a “campanha” e intensificar as articulações em busca de alianças com partidos que integram a base aliada do governo federal. “Temos uma campanha intensa pela frente. Temos a construção do plano de governo; queremos construir ouvindo a sociedade. Nós não desistimos ainda dos partidos aliados, em que pese muitos deles terem anunciado apoio ao partido adversário (referindo-se ao PMDB). Mas com a definição de nosso pré-candidato, queremos dialogar com os partidos aliados do governo federal.”
Já a pré-candidata oficial do PT, Iara Bernardi, disse estar mais preparada para a disputa em relação às disputas anteriores e, a exemplo do presidente da sigla, voltou a destacar a unidade partidária, apesar da realização da prévia da qual sagrou-se vencedora. Disse que a partir de hoje deverá estar mais presente nas ruas de Sorocaba em contato com eleitores. “Temos que elaborar um plano de governo condizente com o desenvolvimento e crescimento de Sorocaba. Vamos atacar os gargalos que a cidade tem hoje. Ou seja, vamos focar em saúde, educação; os problemas do trânsito e do transporte coletivo. São questões que a população cobra e vamos apresentar um projeto de desenvolvimento sustentável. Além disso, vamos evidenciar os programas e parcerias do governo federal e adaptá-los à realidade de Sorocaba”, disse.
Derrotado, Paulo Eustásia, não considera que sua prisão, na última quarta-feira, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, flagrado com um carregador de uma pistola calibre 9 milímetros, de uso exclusivo das Forças Armadas, tenha influenciado negativamente no resultado e disse que deverá trabalhar diretamente na campanha de Iara. “A partir de agora, o PT vive um novo ciclo, mais fortalecido. Tivemos oportunidade de debater com as bases. Todos nós petistas estaremos unidos rumo à vitória”, disse e concluiu, ao ser questionado sobre eventual candidatura ao Legislativo municipal: “Não tenho planos para sair como vereador.”
Fonte: Cruzeiro do Sul
O PSDB de Sorocaba, partido do prefeito Vitor Lippi, já trabalha com a projeção de que nas eleições de 2012 haverá segundo turno e o candidato do partido estará nele disputando o cargo de prefeito com outro concorrente. O secretário de Governo e Relações Institucionais da Prefeitura, Paulo Mendes, disse que o PSDB projeta formar uma coligação de sete partidos, o que corresponderá a 6 minutos e 40 segundos de propaganda no espaço do horário eleitoral gratuito.
A coligação projetada segundo sua avaliação é composta de PSDB, PRP, PSB, PMN, PSC, PSD e PT do B. Há duas semanas o vereador Hélio Godói, do PSD, apresentou-se como pré-candidato do partido a prefeito. Segundo Paulo, as conversas com o PSD continuam e ele também conta com a possibilidade de este partido trazer o PT do B para a ala dos tucanos. “E a gente espera que ao menos mais um possa vir”, disse Paulo.
Nesse período que antecede a definição do pré-candidato a prefeito do PSDB, as palavras-chaves são “unidade”, “harmonia”, “sequela zero”. “Hoje o partido é um partido sem nenhum tipo de sequela”, acrescentou Paulo., deixando claro que “o nosso maior objetivo é chegar no segundo turno da eleição”. Ele sabe que será uma eleição difícil e acredita ser “muito remota” a hipótese de um candidato vencer no primeiro turno. Os nomes mais cotados para serem pré-candidatos do PSDB são a deputada estadual Maria Lúcia Amary e o presidente do Memorial da América Latina, Antonio Carlos Pannunzio, ex-deputado federal.
Na análise de Paulo, entre as três forças políticas de destaque na cidade (PSDB, PMDB e PT), ele perguntou: “Quem teria, sozinho, mais de 51% dos votos?” Ele calcula que o prestígio pessoal do prefeito Vitor Lippi com a população, principalmente nas classes C, D e E, será transferido parcialmente para o candidato que ele apoiar: “74% consideram bom e ótimo o governo dele, isto significam dois terços do eleitorado. É uma conclusão. Se metade desses dois terços, vamos dizer que 35%, 30% dos que acham bom e ótimo, votarem no candidato que ele apoiar, já está no segundo turno.”
Paulo não economizou otimismo: “Com muita certeza nós estaremos, o PSDB, no segundo turno das eleições. Com quem vamos disputar? Não sabemos. O primeiro objetivo nosso é chegar no segundo turno das eleições. Vamos estar no segundo turno, com certeza. Não sabemos disputando com quem, se o PMDB ou com o PT.”
Ele acha que, além do “prestígio” de Lippi, haverá as obras que ele vai realizar em 2012. E conta que grande parte da projeção pessoal do prefeito será transferida para o candidato tucano. O outro candidato, segundo Paulo, poderá ser o ex-prefeito Renato Amary (PMDB) ou o candidato do PT, que está em fase de definição e pode ser tanto a ex-deputada federal Iara Bernardi quanto o sindicalista Paulo João Estausia. Para Paulo Mendes, o PT também é uma força política porque tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras lideranças de prestígio, como a presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Brasil elegeu neste domingo (31) a primeira mulher para a Presidência da República: Dilma Rousseff, do PT. Sua vitória teve a participação do cabo eleitoral mais popular do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mesmo sem estar participando diretamente do pleito, teve papel fundamental ao transferir todo seu elevado índice de popularidade à candidata que escolheu pessoalmente para disputar sua sucessão e levá-la à vitória nas urnas neste segundo turno, mesmo sendo uma estreante na seara de uma disputa eleitoral e concorrendo com um nome forte da oposição, o ex-governador tucano José Serra.
Se dependesse dos números das primeiras pesquisas eleitorais divulgadas em 2007, a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República jamais teria sido levada adiante. Em outubro de 2007, a pesquisa CNT/Sensus mostrava a então ministra-chefe da Casa Civil com 5,7%. Essa mesma pesquisa, contudo, mostrava que cerca de 35% dos entrevistados poderiam votar em alguém apoiado por Lula. Com base nessa sinalização, o presidente traçou um engenhoso plano para lançá-la na arena da disputa presidencial, trabalhando intensamente para colar sua imagem à de Dilma.
E a estratégia funcionou. Coube a Dilma o lançamento de uma das maiores vitrines do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007. No ano seguinte, Lula a batizou de “mãe do PAC”. Como boa discípula, Dilma se autonomeou durante a campanha eleitoral de “mãe do Luz para Todos”, programa do governo federal, criado em 2003, com o objetivo de levar energia elétrica às áreas rurais do País. E no decorrer da campanha, quando já liderava a corrida presidencial, assumiu de vez o instinto maternal e disse que pretendia ser, na Presidência, a “mãe de todos os brasileiros”.
Dilma nasceu em Belo Horizonte em 14 de dezembro de 1947 e na juventude militou contra a ditadura, atuando no Comando de Libertação Nacional (Colina) em Belo Horizonte, no final dos anos 60. Ela é classificada como durona, rígida, séria, competente, inteligente, extremamente dedicada ao trabalho. Implacável com quem enrola e exigente com os subordinados. Comandou o Ministério de Minas e Energia de 2003 a 2005, até ir para a Casa Civil com a queda de José Dirceu no escândalo do mensalão. Na nova função, tornou-se uma “mulher dura cercada de homens meigos”, como ela mesma definiu.
A ex-ministra já foi filiada ao PDT, mas em 2000 filiou-se ao PT partido que lhe abriu as portas para chegar ao mais alto cargo do País. Até o final deste ano, completará 63 anos. Dilma já casou e se separou duas vezes com ativistas políticos que lutavam contra a ditadura, mãe de uma filha, Paula Rousseff Araújo, e avó de um neto, Gabriel, que nasceu no dia 9 de setembro deste ano. É dona de Nego, labrador preto e companheiro de caminhadas matinais. Um de seus melhores amigos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), é quem melhor define a personalidade da nova presidente do Brasil: “Ela trabalha o tempo todo e não deixa nada sem solução. Além disso, acredita que não foi por acaso que sobreviveu à ditadura, quando chegou a ser torturada, sobreviveu para cumprir a tarefa da nossa geração e deixar um País mais justo e solidário do que aquele que nós encontramos.”
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Os próprios moradores foram obrigados a limpar a sujeira causada pelo excesso de santinhos em avenidas, ruas e calçadas de vários bairros da cidade, próximos aos locais de votação. Em muitos pontos, inclusive, os santinhos jogados foram jogados pelo vento para dentro das casas. Na manhã de 2ª feira (4), o aposentado Sebastião Miguel da Silva, de 65, varria pela segunda vez a calçada em frente a sua casa, na rua Pedroso de Barros, próxima à Escola Estadual “Professor Joaquim Izidoro Marins”, na Vila Angélica.
“Já limpei ontem, mas não adiantou. Tinha papel até em cima do telhado e não veio ninguém limpar”, disse. Os vizinhos de Silva também tentavam tirar o excesso de papel da frente da casas. Os irmãos Anderson e Luciano Alves Bispo, de 26 e 35 anos, varriam e ensacavam o lixo eleitoral. “Tomara que o vento não traga a sujeira de volta”, torcia Luciano.
Já nas proximidades da Escola Estadual “João Clímaco de Camargo Pires”, na Vila Fiori, sobrou para os funcionários da escola garantirem a limpeza das calçadas e da via. Até quem não é responsável pela limpeza da escola ajudou a tirar os papéis de propaganda dos candidatos. O inspetor Irani Correia de Souza, de 62 anos, ajudava a agente de serviço Maria de Fátima Vilegas, de 57, a recolher a montanha de ‘santinhos’. “Limpamos a rua desde lá de cima. Já tiramos vários sacos grandes de lixo e caixas também. Deve ter uns 300 quilos de papéis recolhidos”, disse Maria de Fátima. “Esses políticos não fazem nada, só sujeira”, destacou Souza.
A Vila Jardini também estava forrada de propaganda eleitoral. Além da avenida Visconde do Rio Branco, a rua Assis Chateaubriand não havia sido varrida até a tarde de ontem. Em frente à Escola Estadual “Professor Altamir Gonçalves”, o autônomo João de Oliveira, de 56 anos, encheu três sacos de lixos de 60 litros cada. “Dá vontade de devolver para os candidatos, jogando na frente da casa deles”, disse.
A Prefeitura afirmou que o serviço de limpeza da cidade começou já no domingo, às 18h, e deve durar até sexta-feira. Ao todo, 90 funcionários da Prefeitura realizam o serviço, que será feito pelos principais corredores de trânsito de Sorocaba e pelo centro da cidade, estendendo depois aos bairros. Ontem à tarde, ainda não havia estimativa da quantidade de material já coletada.
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Sorocaba passará a contar com três deputados na Assembleia Legislativa e apenas um na Câmara Federal, segundo apuração de 99,8% dos votos válidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao longo da madrugada de hoje. Com essa definição, a cidade perde dois representantes na Câmara dos Deputados e, consequentemente, sua representatividade no cenário político nacional diminui. Foi eleito a deputado federal Jefferson Campos (PSB), com 116.276 votos (0,55%).
Ficaram de fora Antonio Carlos Pannunzio e Renato Amary (ambos do PSDB), que disputavam a reeleição. Já à Assembleia Legislativa foram reeleitos Hamilton Pereira (PT), com 80.962 (0,38%), e Maria Lúcia Amary (PSDB), com 67.799 votos (0,32%). A novidade ficou com a eleição do vereador Carlos Cezar (PCS), que obteve 67.144 votos. Em Sorocaba, dos 407.075 eleitores aptos a votar, o índice de abstenção foi de 13,97%, o equivalente a 56.862 votos; brancos somaram 11.428 e os nulos, 15.068.
Único deputado federal a ser eleito, o pastor evangélico da Igreja Quadrangular Jefferson Campos (PSB) disse ontem, após receber a confirmação do TSE, que trabalhou “arduamente” para conseguir sua reeleição. “Vou ser a voz do povo sorocabano em Brasília”. Campos, que passará para seu terceiro mandato – nas eleições de 2006, como suplente, assumiu a vaga de Ricardo Izar, que faleceu – agradeceu a Deus pela conquista e diz que a responsabilidade que terá será a mesma que sempre o pautou nos trabalhos. “Vamos fazer o melhor para a população”, concluiu o pastor.
Os tucanos Renato Amary e Antonio Carlos Pannunzio, apesar da expressiva votação em Sorocaba, não conseguiram se reeleger. “Vou comentar o assunto somente amanhã (hoje)”, limitou-se Amary. Já Pannunzio, por meio de sua assessoria de imprensa, seguiu a mesma linha. Porém, ainda segundo sua assessoria, disse não encarar sua não reeleição como derrota e informou que deverá trabalhar na campanha do candidato pelo partido à presidência, José Serra. Por fim, reconheceu, sempre segundo sua assessoria, que o elevado número de votos brancos, nulos, além da expressiva votação de Tiririca (PR), influenciaram no resultado. A candidata pelo PT, Iara Bernardi (PT), que após ficar de fora em 2006, obteve 73.517 votos, que não foram suficientes para elegê-la.
Pela Assembleia Legislativa, a surpresa ficou com a eleição do vereador Carlos Cézar da Silva (PSC). Pastor da Igreja Quadrangular, além do apoio dessa denominação, recebeu ainda o dos líderes e fiéis da Renascer em Cristo. Cézar foi procurado para comentar a vitória, mas não foi localizado. Hamilton Pereira, do PT, foi reeleito para a seu quinto mandato. “Tivemos uma disputa com novos candidatos e mesmo assim conseguimos nos reeleger. Foi uma demonstração do reconhecimento do trabalhos sério e intenso que estamos desenvolvendo. O PT, em linhas gerais, saiu ainda mais fortalecido”, disse.
A deputada pelo PSDB Maria Lúcia Amary também conseguiu se reeleger. Ela obteve a 28.ª vaga das 31 que a coligação entre o PSDB e DEM manteve. A reportagem também não conseguiu localizá-la. Ficou de fora o candidato que tentava à reeleição pelo Psol, Raul Marcelo. Ele obteve 56.597 votos. A linha de corte de seu partido estava na ordem de 100 mil votos.
O prefeito Vitor Lippi (PSDB) lamentou o fato de Sorocaba perder representação na esfera federal, sobretudo, ao fato de dois candidatos do partido não conseguirem a reeleição. “Lamento perdemos representação em Brasília. Vamos ter que trabalhar de outras formas. Nossos candidatos (do PSDB) foram bem votados, mas a dificuldade estava na linha de corte. Mas temos uma energia concentrada para ajudarmos a eleger o Serra”, finalizou.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Em nove dias de fiscalização, a Justiça Eleitoral de Sorocaba já recolheu 402 cavaletes de propaganda dos candidatos. A determinação ocorreu após portaria assinada pelos juízes eleitorais.
De acordo com chefe do 137º Cartório Eleitoral, Laurinda Ana de Negreiros não é o tamanho da placa que determina a apreensão. “O que nós estamos levando em conta é a quantidade concentrada num único local”, explica Laurinda.
Segundo ela alguns candidatos já procuram o cartório para reaver a propaganda que foi apreendida. “Para isso é preciso fazer um ofício ao juiz eleitoral.” Após receber o ofício o juiz vai analisar se libera ou não a retirada. “Foram poucos que levaram o material”, comentou Laurinda sem ter um número exato de quanto já foi retirado.
Sobre se algum dos candidatos levou alguma multa devido ao problema, Laurinda disse que não. “Para que ocorra uma punição com multa o problema tem que ser encaminhado ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral)”, esclarece ela.
O BOM DIA percorreu as principais avenidas da cidade ontem. Houve uma diminuição do material em alguns pontos, mas os candidatos continuam colocando as placas em vários locais.
Abuso determina a ação
O abuso praticado em alguns pontos da cidade é que determinou a ação por parte da Justiça Eleitoral de Sorocaba. O grande número de cavaletes atrapalha os pedestres e também a visão dos motoristas em determinados pontos.
A portaria assinada pelos juízes dos seis cartórios eleitorais determinou o recolhimento de cavaletes, faixas, placas, banners e assemelhados colocados em árvores, jardins, muros, cercas e tapumes divisórios localizados em área pública, em gramado público. Também é para serem recolhidos as propagandas fixadas em postes de iluminação pública, sinalização de tráfego ou locais que prejudiquem o tráfego de veículos ou pedestres.
As denúncias de propaganda irregular em vias públicas podem ser feitas por meio do www.tre-sp.jus.br ou nos Cartórios Eleitorais da cidade que ficam na praça da Maçonaria, no bairro Mangal.
fonte:www.redebomdia.com.br
Terceiro colocado na disputa ao Senado, candidato do PMDB pode anunciar hoje a saída da disputa; mudança deve beneficiar tucano ligado a José Serra.
Uma possível retirada da candidatura de Orestes Quércia (PMDB) marcaria o fim da trajetória de um dos políticos mais poderosos do estado de São Paulo e embolaria ainda mais a briga por uma vaga no Senado. Quércia está empatado tecnicamente com Netinho de Paula (PC do B), segundo a última pesquisa DIÁRIO/Ipespe.
A desistência, noticiada ontem pelo portal “Folha.com” e amparada pelos boatos sobre a internação do candidato, tende a beneficiar o tucano Aloysio Nunes, com quem divide chapa. Aloysio, quarto colocado no levantamento do Ipespe com 10% das intenções do eleitorado, seria o herdeiro natural do tempo de TV e do voto em Quércia.
Consultor da pesquisa DIÁRIO/Ipespe, o cientista político Jairo Pimentel Júnior já havia chamado a atenção para o crescimento da candidatura do tucano. Segundo ele, Aloysio se beneficia da força do PSDB no estado e aparece em condições de subir ainda mais. Agora com apoio do PMDB, a candidatura fica mais fortalecida.
Ainda de acordo com a “Folha.com”, Aloysio trocaria o seu suplente para abrigar o PMDB. Sai Sidney Beraldo (PSDB) e entra Airton Sandoval (PMDB). A chapa PSDB-PMDB é a senha para Aloysio abocanhar o espaço no horário eleitoral.
A desistência de Quércia também renderia frutos a campanha de Dilma Rousseff (PT), quase como “uma vitória moral”. Seu vice, Michel Temer (PMDB), foi atropelado no estado por Quércia, que impôs a aliança com o PSDB paulista.
Negativas/A assessoria de imprensa de Quércia negou ontem à noite a saída dele da disputa. Carlos Magagnini, assessor-chefe da campanha peemedebista, foi enfático. “De jeito nenhum. Não existe essa possibilidade. Não há hipótese alguma”, afirmou. Pessoas ligadas ao PSDB também não quiseram admitir a troca.
Internação às pressas e mistério
O ex-governador Orestes Quércia foi internado no hospital Sírio Libanês no final de agosto (30/08).
O candidato está com câncer na próstata.
Tratamento tirou o candidato da rotina
Há dez anos, Quércia tratou de um tumor no mesmo local. Ele está agora em repouso e o tratamento já foi iniciado.
22%
é intenção de voto de Quércia na pesquisa Ipespe/DIÁRIO
Fonte: www.redebomdia.com.br
A expectativa da Justiça Eleitoral é que cada eleitor vai demorar 2 minutos em média para votar. Serão, ao menos, 26 teclas de escolha. Isso porque na eleição o eleitor terá que optar por seis cargos do Executivo e Legislativo brasileiro. A sequência de escolha do voto será: deputado estadual (5 dígitos), deputado federal (4 dígitos), senador 1 e senador 2 (3 dígitos cada), governador e presidente da República (dois dígitos cada); além da confirmação de cada um deles. Por essas razões a Justiça já iniciou campanha para que os eleitores levem os números de seus candidatos anotados num papel, para que filas e tumultos sejam evitados. Os Cartórios Eleitorais de Sorocaba já disponibilizam, inclusive, panfleto orientativo com opção de anotação de números de candidatos e sequência.
Até o dia 23 de setembro, os cartórios estão abertos para emissão da segunda via do título de eleitor. Desta vez, para votar, será preciso apresentação do título de eleitor e documento oficial com foto, como RG e CNH. A Justiça Eleitoral de Sorocaba contará com uma urna eletrônica para cada 380 eleitores, em média, nas próximas eleições. Isso acontecerá se os 407.075 eleitores sorocabanos comparecerem às 1.068 seções, que contarão com uma urna cada. De acordo com a chefe da 137ª Zona Eleitoral de Sorocaba, Laurinda de Negreiros, 6.225 mesários trabalharão no processo eleitoral sorocabano no próximo dia 3 de outubro. Esse pessoal será dividido entre os 134 locais de votação.
Além disso, ela disse que ao todo estarão disponíveis 1.194 urnas, mas 126 delas serão divididas entre os serviços de justificativa e reserva, para caso algum aparelho apresente problemas. Laurinda contou também que as urnas de Sorocaba são todas novas, preparadas inclusive para as eleições de 2012, pois contam com tecnologia para identificação da digital do polegar e fotografia do eleitor.
“Na apresentação da digital, automaticamente aparecerá a foto do eleitor no painel do presidente da seção. Feito reconhecimento da veracidade das informações, o eleitor poderá votar. Será um sistema mais seguro”, observou. “Mas para isso, haverá novo cadastro de eleitores, no futuro”, disse.
Nas ruas
Na segunda-feira (23), a eleição de outubro ainda era motivo de dúvidas entre os sorocabanos, que opinaram sobre a “cola” na hora do voto, a escolha de candidatos e horário de votação, já que há períodos de filas. Os entrevistados mais velhos admitiram que precisarão de anotações na hora do voto, já que são muitos números. Os mais jovens falaram que acreditam na memória, por isso não farão “cola”. É o caso do eleitor Marcelo Augusto de Oliveira, de 23 anos, que garantiu ser capaz de decorar todos os números. “Não acho que precisa levar cola. Dá para decorar”, disse ele que já escolheu todos os seus candidatos e não teme filas na hora de votar. Já a estudante Helen Fernanda Sebastião, de 18 anos, disse que ainda não sabe se anotará os números ou não. A dúvida, explicou, é porque esta será a sua primeira votação.
“Acho que dá para gravar os números na memória. Mas ainda não sei, vou esperar chegar mais perto para decidir”, disse ela que ainda não escolheu seus candidatos e nem imagina qual o melhor período para se votar e não pegar fila. A caixa Conceição Carvalho, de 48 anos, disse que escolheu alguns candidatos, como presidente e governador. Mas para os demais cargos ela ainda não se decidiu. Ela disse que já votou sem anotação, mas assumiu que dessa vez terá que levar a “cola”. “Vou pela manhã, para evitar fila e vou levar meus candidatos anotados. Não quero me atrapalhar na hora”, disse. Já o funcionário público Francisco Fogaça, de 58 anos, assumiu que: “sem cola, não dá para votar”. Segundo ele, são muitos candidatos e números. “Não dá para confiar e arriscar o voto por falha de memória. É preciso levar anotação”, disse ele que já escolheu seus candidatos.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou neste domingo (21) que o partido apontará um candidato a vice-presidente para a chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra, caso o governador mineiro, Aécio Neves, não aceite a tarefa. Setores do PSDB resistem a essa indicação, avaliando que o escândalo político envolvendo a queda do governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, causou grande desgaste à imagem do DEM e poderia prejudicar a candidatura de Serra, caso o partido ocupe uma vaga tão importante como a de vice-presidente.
Maia confirmou que uma das possibilidades de indicação para a vaga de vice é o da senadora Katia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). “Se Aécio Neves for o candidato a vice, não haverá qualquer discussão da parte do DEM. Mas acho pouco provável que isso vá acontecer porque o próprio governador tem dito que não será o vice. Nesse caso, não tenham dúvidas que o DEM aprovará um nome para vice na sua convenção, em junho”, avisa.
Para o presidente do partido, o problema envolvendo Arruda, que se desfiliou do DEM para não ser expulso, não serve como desculpa para impedir a presença do partido na chapa. E cita o tempo de propaganda eleitoral que o DEM poderá oferecer como principal motivo para que a aliança se concretize com a divisão da chapa.”O PSDB tem 66 deputados. O DEM tem 65. Ou seja, os tempos de propaganda eleitoral dos dois partidos são praticamente idênticos. Sem o tempo do DEM, a campanha não se viabiliza. Não vejo como essa parceria não seja feita sem que o posto de vice seja discutido diretamente com o DEM”, diz.
Apesar desse movimento, é improvável que as relações entre DEM e PSDB azedem a ponto de os dois partidos caminharem separadamente na sucessão presidencial. Desde a primeira vitória de Fernando Henrique Cardoso, na eleição nacional de 1994, os dois partidos têm sido parceiros eleitorais constantes e atuam juntos dentro do Congresso na oposição ao governo federal. O comando nacional do PSDB e o próprio Serra também já deixaram claro que desejam a manutenção da parceria com o DEM.
Para fortalecer a campanha presidencial, os tucanos contam com a coligação do PSDB não apenas com DEM, mas também com PPS e PTB. Sonham ainda em avançar na negociação com o PP, presidido pelo senador Francisco Dornelles (RJ). Mas essa aliança se tornou cada vez mais improvável dada à participação intensa do ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP), nas inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ao lado da pré-candidata do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Maia acha, entretanto, que agora não é o tempo adequado para discutir a questão da formação da chapa. “Não podemos falar de vice antes de o candidato a presidente se lançar, o que só deverá o ocorrer dia 10 de abril”, afirma. E avisa que o partido não quer criar dificuldades para a candidatura Serra. “Nosso interesse é colaborar ao máximo. Tanto que aceitamos até a opção de chapa puro-sangue, com Serra e Aécio. Mas não dá para aceitar se o PSDB apresentar dez opções para vice, excluindo o DEM”, garante. (Marcelo de Moraes – AE)
Fonte: cruzeirodosul.inf.br
Resolução aprovada na notie desta terça-feira pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) introduziu o voto em trânsito no pleito de 2010, restringindo, no entanto, às eleições presidenciais. Quem não estiver em seu domicílio eleitoral no primeiro ou no segundo turno, poderá registrar seu voto nas urnas instaladas nas capitais nas eleições deste ano. O eleitor deve fazer um registro em qualquer cartório eleitoral entre 15 de julho e 15 de agosto indicando a capital em que estará. A eventual ausência, neste caso, também deve ser justificada.
O TSE começou a definir as regras para as eleições de outubro. Outra resolução assegura o direito de voto para presos provisórios e jovens em unidades de internação. O argumento é que os direitos políticos são suspensos apenas nos casos de condenações criminais definitivas. Pela resolução, os juízes eleitorais deverão criar seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de jovens infratores. Os serviços de alistamento eleitoral e transferência de títulos serão feitos pela Justiça Eleitoral.
O ministro Ricardo Lewandowski ponderou que a nova regra deveria ser implementada gradativamente uma vez que, somente em São Paulo, há 52 mil presos provisórios. Ele acrescentou que as facções criminosas podem comprometer a realização das eleições nos presídios. Lewandowski foi, contudo, voto vencido.
“Não temos a ilusão de que façamos a eleição em todos os presídios. O que queremos é tornar obrigatória a instalação de seções eleitorais”, argumentou o ministro Arnaldo Versiani, relator da resolução.
A Corte também aprovou uma resolução mantendo o número de vagas a que cada estado tem direito na Câmara dos Deputados. As regras aprovadas não alteram a distribuição das cadeiras como chegou a ser discutido pelo Tribunal com base em estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Para mim, a representação atual é irredutível, a não ser que haja um aumento do número de deputados”, afirmou Versiani.
Fonte: agência Bom Dia