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Temperatura baixa ajuda a reduzir evolução da dengue

A queda da temperatura e o clima mais seco começa a barrar o avanço da dengue em Sorocaba. Pela segunda semana consecutiva, houve recuo no número de contaminações na cidade. De acordo com boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde, foram identificados 58 novos casos da doença no prazo de uma semana, totalizando 1.657 pacientes registrados no ano.

O ritmo de evolução da doença está bem abaixo da média semanal registrada no município nos últimos dois meses, que era 140 novos casos a cada semana. Abril foi o mês mais agudo da doença na cidade, quando chegaram a dobrar o número de diagnósticos e a primeira ocorrência de morte por dengue na cidade, uma jovem de 17 anos.O período de maior contágio foi registrado na primeira semana de maio (de 29 abril a 6 de maio), quando chegaram a ser confirmadas 207 contaminações. Durante todo o mês de maio, a dengue atingiu um total de 623 novos pacientes, passando de 1.034 para 1.657 confirmações, e quando também foi registrada a segunda vítima fatal, uma senhora de 59 anos.

O recuo nas contaminações vem ao encontro das expectativas da diretora da Área de Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, que espera zerar as ocorrências de novos casos nas próximas semanas e, assim, evitar uma endemia da doença na cidade. Com a diminuição do ritmo de evolução, Sorocaba pode não chegar a condição de epidemia da doença, que seria atingido quando a cidade alcançasse um total 1.740 contaminações. Apesar da desaceleração, a Vigilância Epidemiológica pede para que a população se mantenha atenta para eliminar os possíveis criadouros do mosquito para garantir que a cidade fique livre da doença.

Regiões mais atingidas

A região que correspondente aos bairros Mineirão, Vila Santana, Jardim Maria do Carmo, Iguatemi e Alto da Boa Vista foi a que mais registrou aumento de novas contaminações em maio. No mês, foram registrados 131 novos diagnósticos, totalizando 278 pacientes. Outra região que mantém o ritmo de crescimento da doença corresponde aos bairros Parque Vitória Régia, Hebert de Souza, Parque das Laranjeiras e Jardim Maria do Carmo, como 109 novos casos confirmados.

Na região dos bairros Vila Carvalho, Jardim Zulmira, Vila Barão e Vila Helena, que concentra mais 28% dos casos de dengue em Sorocaba, a doença continua a avançar. No mês, foram registrados na região 107 novos diagnósticos, totalizando 475 pacientes.

Fonte: Cruzeiro do Sul

7 de junho de 2011 por antena1

Dengue causa a segunda morte em Sorocaba

Morreu no último sábado (28) a segunda vítima da dengue na cidade. Segundo o boletim semanal divulgado nesta sgunda-feira pela Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), por meio da Vigilância Epidemiológica (VE), a paciente, que era do sexo feminino, tinha 59 anos e era hipertensa, faleceu no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, que é referência no Estado para doenças infectocontagiosas.

A paciente procurou atendimento médico no dia 18 de maio (segundo dia do início dos sintomas). Na ocasião, foi feita a suspeita de dengue e colhido o exame, cujo resultado positivo foi confirmado no dia 20. Daí para frente, ela começou a apresentar sintomas hemorrágicos, com evolução negativa da doença, culminando com sua internação na Santa Casa de Sorocaba, no dia 24. Lá, ela recebeu todos os cuidados necessários até ser transferida para o Hospital Emílio Ribas, no dia 27 de maio. O óbito ocorreu no dia 28, com quadro de febre hemorrágica de dengue.


Número de casos

O primeiro óbito pela doença em Sorocaba foi registrado no dia 24 de abril, a vítima foi uma jovem de 17 anos. De acordo com o Boletim, já são 1.599 casos de dengue confirmados em Sorocaba em 2011. Deste total, 1.544 são autóctones e, 53, importados. Desde o início do ano até o dia 27 de maio foram notificados 7.848 casos suspeitos, sendo que 6.249 foram descartados.

Alerta

A confirmação do segundo óbito por dengue em Sorocaba reforça a importância de se combater o mosquito transmissor da doença, eliminando todos os objetos que possam acumular água da chuva e, assim, tornarem-se criadouros do Aedes aegypti.

O secretário Ademir Watanabe lembra que todos os sorocabanos devem aproveitar o sábado para ajudar no combate à dengue. “Pedimos que os sorocabanos dediquem alguns minutos do sábado para verificar se há algum criadouro do mosquito transmissor da dengue em casa. Qualquer objeto que acumule água deve ser eliminado, as caixas d’água devem estar bem tampadas e outros cuidados precisam ser tomados. O risco de uma casa com criadouro não é só para o morador, é para o bairro inteiro e para a cidade toda”, alerta.

Passeata contra a dengue

Nesta terça-feira (31), a partir das 8h30, alunos da EE “Dulce Esmeralda Basile Ferreira”, no Parque São Bento, farão uma passeata pelas ruas do bairro. O objetivo é conscientizar os moradores sobre a importância de combater os criadouros do mosquito da dengue. Cerca de 1.800 estudantes participarão do evento, distribuindo panfletos informativos à população.

A passeata faz parte de um trabalho intensivo de conscientização sobre a doença, que está sendo desenvolvido pela escola em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque São Bento, desde o dia 16.

“Nossa unidade de saúde foi contatada pelos coordenadores responsáveis da escola para que contribuíssemos com o material informativo e com a realização de palestras sobre a doença aos alunos dos três períodos”, diz Luciana Ribeiro da Motta Demarque, coordenadora da UBS do Parque São Bento. A EE “Dulce Esmeralda Basile Ferreira” fica na Avenida Vinícius de Moraes.

Fonte: Cruzeiro do Sul

31 de maio de 2011 por antena1

Sorocaba corre risco da dengue virar epidemia

Em duas semanas, Sorocaba poderá alcançar a condição de epidemia de dengue, caso seja mantido o mesmo ritmo de evolução da doença na cidade. Segundo o boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde, o município já soma 1.499 pacientes infectados neste ano. Com base no levantamento, faltariam apenas 241 casos para chegar ao patamar das 1.740 contaminações que figurariam a epidemia, correspondente a 300 casos confirmados para cada grupo de 100 mil habitantes, conforme estabelece o Ministério da Saúde. O cálculo é feito com base no censo 2010 do IBGE, que contabilizou 586.525 habitantes em Sorocaba.

A média semanal de evolução da dengue em Sorocaba nos últimos dois meses tem sido de 140 casos, sendo que no período entre os dias 29 de abril e 6 de maio, chegaram a ser diagnosticados 207 pacientes infectados, a maior evolução do ano. Na semana passada, a Secretaria da Saúde chegou a registrar uma desaceleração, com 104 novos casos, mas nesta semana voltou a crescer, já que a parcial divulgada ontem confirmou 154 novos casos.

A diretora da Área de Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, confirma que os números de casos de dengue registrados nas últimas semanas são preocupantes, embora ela considere que a tendência que se tem verificado agora seja de queda. “Os números de casos confirmados nos balanços semanais correspondem também a exames anteriores que ainda aguardam resultados, mas em relação a novos diagnósticos houve uma queda representativa”. Ela diz que dos 154 casos confirmados no último boletim, pouco mais de 70 são referentes a essa última semana.

Consuelo afirma que a maior preocupação da Vigilância Epidemiológica atualmente não é uma possível epidemia de dengue, mas sim evitar que a cidade vivencie uma endemia da doença, ou seja, quando a contaminação ocorre durante todo o ano e não em períodos sazonais. “Nossa meta nesse momento e trabalharmos para zerar as contaminações nas próximas semanas ou, pelo menos, reduzirmos bastante, para que possamos ter um período de fôlego para nos prepararmos para o próximo verão, que é o período de maior incidência.”

A chefe de Área afirma que em Sorocaba a condição de epidemia não altera a rotina da Vigilância, já que os exames são feitos no município, por isso não estará sujeita à limitação imposta pelo Ministério da Saúde para as cidades com epidemia, que passam a ser feitos apenas por amostragem. “Essa situação seria mais preocupante se ocorresse em março, o que afogaria os nossos serviços, mas neste momento estamos na fase de declínio da doença”, comenta. O que mais preocupa Consuelo é que nas ações de combate à dengue nos bairros, o volume de criadouros retirados das casas ainda é muito grande, o que demonstra uma certa despreocupação da população em eliminar os focos. “A população não pode deixar de fazer a sua parte”, enfatiza.

A maior incidência de casos de dengue em Sorocaba (458) está na região dos bairros Vila Carvalho, Jardim Zulmira, Vila Barão e Vila Helena, que concentra 30,5% do total de contaminações. Em seguida vem a região do Mineirão, Vila Santana, Jardim Maria do Carmo, Iguatemi e Alto da Boa Vista, onde foram registrados 257 casos, ou seja, 17,1% do balanço geral do município.

Fonte: Cruzeiro do Sul

24 de maio de 2011 por antena1

Sorocaba tem 1.345 casos confirmados de dengue

O novo boletim divulgado nesta segunda-feira (16) pela Área da Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) mostra que, desde o início do ano até o dia 13 de maio, foram confirmados 1.345 casos de dengue na cidade. Deste total, 1.296 casos são autóctones (contraídos na própria cidade) e 49 são importados (contraídos em outras localidades).

A descrição epidemiológica do surto em andamento na cidade revela algumas características e informações sobre a evolução da dengue na cidade em 2011. Do total de 6.575 notificações de casos suspeitos, até o dia 13 de maio, 5.230 (79,5%) foram descartados e 9 (0,1%) aguardavam resultado de exame. O gráfico que ilustra o comportamento da doença revela que foram registrados casos na cidade em todas as semanas, desde o início de 2011. Houve um aumento progressivo de casos registrados a partir da semana nº 5 e queda da curva a partir da semana nº 17, mantendo o surto ativo.

Ainda de acordo com o último boletim, a maioria dos casos confirmados na cidade apresenta-se sob a forma de dengue clássica, com registro de alguns raros episódios de complicações. No dia 27 de abril, foi confirmado o primeiro óbito por dengue em Sorocaba (ocorrido no dia 24 de abril), de uma jovem de 17 anos.

A diretora de Área da Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, informa que há casos positivos de dengue em todas as faixas etárias, com uma leve predominância em pessoas da faixa etária de 20 a 29 anos.

Fonte: Cruzeiro do Sul

17 de maio de 2011 por antena1

Casos de dengue chegam a 1.241

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (11) pela Área da Vigilância em Saúde, da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), já são 1.241 casos de dengue confirmados na cidade em 2011. Deste total, 1.199 são autóctones e 42 são importados. Desde o início do ano até o dia 6 de maio foram notificados 5.353 casos suspeitos, sendo que 4.104 foram descartados. Também foi registrado um óbito pela doença, confirmado no dia 27 de abril.

O boletim aponta, ainda, que há casos de dengue registrados em praticamente toda a cidade. A região que compreende os bairros Vila Helena, Vila Carvalho, Jardim Zulmira e Vila Barão, continua sendo a que concentra o maior número de casos da doença. Em seguida, está a área que abrange o Mineirão, Vila Santana e Jardim Maria do Carmo, por exemplo.

A Prefeitura de Sorocaba volta a lembrar aos sorocabanos que todo sábado é o dia de combater a dengue: cada um deve dedicar alguns minutos deste dia para fazer uma vistoria na sua casa ou estabelecimento comercial e eliminar todos os criadouros do mosquito.

Fonte: Cruzeiro do Sul

10 de maio de 2011 por antena1

Casos confirmados chegam a 1.034

Chegam a 1.034 os casos confirmados de dengue em Sorocaba desde o início do ano até a última sexta-feira (29). Os dados foram divulgados pela Área da Vigilância em Saúde, da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) nesta segunda-feira (2).

Do total de casos, 999 são autóctones (contraídos na própria cidade) e 35 são importados (contraídos em outras localidades).

Uma análise epidemiológica do surto em andamento em Sorocaba aponta algumas características e informações sobre a evolução da doença em 2011. Do total de 4.915 notificações de casos suspeitos, até o dia 29 de abril, 3.872 (78,8%) foram descartados e 9 (0,2%) aguardavam resultado de exame.

De acordo com o último boletim, a maioria dos casos confirmados na cidade apresenta-se sob a forma de dengue clássica, com registro de alguns raros episódios de complicações. A diretora de Área da Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, informa que há casos positivos de dengue em todas as faixas etárias, com uma leve predominância em pessoas da faixa etária de 20 a 29 anos.

No dia 27 de abril foi confirmado o primeiro óbito por dengue em Sorocaba, de uma jovem de 17 anos.

Fonte: Cruzeiro do Sul

3 de maio de 2011 por antena1

Sorocaba registra o primeiro óbito por dengue

A morte de uma adolescente de 17 anos, em decorrência da dengue, confirmada na tarde de quarta-feira (27), deflagrou o pior quadro da doença em Sorocaba, agora com o registro da primeira vítima fatal. A jovem não teve sua identidade e nem endereço divulgados pela Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES). O óbito ocorreu na madrugada de domingo, porém a informação foi oficializada ontem, após o exame de contraprova realizado pelo laboratório do Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Estado da Saúde.

A paciente foi internada com quadro infeccioso, na Santa Casa de Sorocaba, na quinta-feira passada, dia 21 de abril e recebeu todos os cuidados intensivos. A morte ocorreu três dias depois, devido a complicações respiratórias. De acordo com a equipe médica da Santa Casa de Sorocaba, a paciente entrou com diagnóstico de problemas respiratórios, mas recebeu desde o início um tratamento adequado para o tratamento de dengue. A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba (VE) recebeu a confirmação de sorologia de dengue no final da tarde de ontem.

De acordo com informações da Secretaria da Saúde de Sorocaba, a situação redobra a atenção e o alerta sobre a importância de uma mobilização de todos os sorocabanos no combate ao mosquito transmissor da doença. A SES fez ontem um apelo para que todos os cidadãos somem esforços e colaborem com a prevenção, pois apenas desta maneira será possível evitar uma evolução grave da dengue na cidade. A Prefeitura de Sorocaba ainda reforça a orientação de adotar o sábado como dia de combate ao mosquito Aedes aegypti, dedicando alguns minutos do dia para verificar as residências e eliminar qualquer possível objeto que acumule água e sirva de criadouro.

Em 2011

Os casos de dengue foram crescendo gradativamente neste ano a cada parcial divulgada pela Secretaria de Saúde de Sorocaba. No dia 3 de fevereiro, foram 8 confirmações, chegando a 12 casos quatro dias depois. No dia 14 de fevereiro, o número já estava em 17 pessoas contaminadas e avançou para 37 casos cinco dias depois. Em 26 de fevereiro, já tinha dobrado e atingido 75. Os números novamente subiram em 4 de março, com 148 confirmações e 188 contágios em 15 de março.

No dia 22 de março, o quadro avançou ainda mais, atingindo 237 confirmações. Uma semana depois, dia 29, contabilizou 325 episódios, chegando a 442 vítimas em 4 de abril. O surto acelerou mais em 11 de abril, com 609 pacientes infectados, atingindo os 738 casos numa semana depois (dia 18). Nesta semana, dia 25, o balanço divulgou 895 casos, com 157 novos infeções em relação a semana passada.

Fonte: Cruzeiro do Sul

28 de abril de 2011 por antena1

Sorocaba tem 895 casos confirmados

Oitocentos e noventa e cinco casos de dengue foram registrados até esta segunda-feira (25) em Sorocaba.  Deste total, 863 são autóctones (96,4%) e 32 são importados (3,6%). Os dados foram divulgados pela Área de Vigilância em Saúde, da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES).

De acordo com informações do boletim, foram registrados casos na cidade em todas as semanas desde o início de 2011, com aumento progressivo a partir da semana nº 5 e queda nas semanas 15 e 16, o que pode sinalizar o início da regressão do surto.

“Acreditamos que depois deste trabalho intenso realizado pela Seção de Zoonoses nas últimos semanas, o lançamento da campanha Guerra Contra a Dengue e o apelo que o prefeito Vitor Lippi fez à população para que adote o sábado como o dia de eliminar os criadouros do mosquito, resultaram na queda do número de casos notificados por semana. Não podemos dizer que o surto está interrompido, mas há indícios de que estamos conseguindo deixar o surto sob controle”, comenta a diretora de Área da Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello.

Treinamento para imobiliárias

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde e Seção de
Controle de Zoonoses, Começa a partir desta terça-feira (26) a capacitação de todos os funcionários da Júlio Casas Imóveis para o combate ao mosquito transmissor da dengue. O treinamento será realizado a partir das 9h, com conteúdo teórico e prático e foi viabilizado devido ao interesse da empresa em contribuir com a campanha Guerra Contra a Dengue, lançada pela Prefeitura.
A primeira parte do treinamento, com o conteúdo teórico, será na sede da imobiliária, localizada na rua Claudomiro Paschoal, 187, no Jardim Paulistano. Em seguida, a equipe seguirá para a rua Martinica, 441, esquina com a avenida Caribe, no bairro Elton Ville. A casa foi escolhida pela imobiliária para uma vistoria que servirá de experiência para os funcionários.

Nas últimas semanas, duas reuniões foram realizadas com o objetivo de mobilizar e sensibilizar as imobiliárias da cidade.

Fonte: Cruzeiro do Sul

26 de abril de 2011 por antena1

Sorocaba tem 738 casos confirmados

O número de casos de dengue em Sorocaba alcançou 738 confirmações, de janeiro até sexta-feira (dia 15 de abril) deste ano. O número já representa 1,2% da população do município, que segundo o último censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 586.311 habitantes. De acordo com o Ministério da Saúde, os dados ainda confirmam surto, já que epidemia será caracterizada com 3% da população, 1.761 casos.

Deste total, 709 são autóctones (contraídos na cidade) e 29 são importados e os novos números foram divulgados ontem pela Área da Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES). Somente neste mês foram registrados 413 casos, uma média de 137 novos contágios por semana. No dia 1º de abril, 117 exames deram positivo, com 167 confirmações no dia 8. Na última sexta-feira (dia 15), mais 129 pessoas foram notificadas com a doença.

A partir de ontem, cinco fiscais de Saúde Pública começaram a ser treinados pela Seção de Controle de Zoonoses para atuar junto com seus agentes nas operações de bloqueio e de remoção de criadouros. Os fiscais também poderão notificar e aplicar multas aos proprietários que mantêm focos de procriação do mosquito transmissor em seus imóveis, como prevê a Lei Municipal nº 8.354, de 27 de dezembro de 2007.

De acordo com a SES, todos os casos registrados em Sorocaba este ano tiveram operações de bloqueio realizadas na região onde o paciente reside. As ações foram desenvolvidas para reduzir o risco de novos casos com a remoção de criadouros do mosquito, orientação dos moradores e busca de outras pessoas com sintomas. Na rede pública, qualquer uma das 30 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os Prontos-Atendimentos (PAs) e as duas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) da cidade estão preparados para avaliar possíveis casos suspeitos e providenciar exames e a notificação do caso à Vigilância Epidemiológica (VE).

Feriado prolongado

A Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) orientou às pessoas que pretendem viajar durante o feriado prolongado de Tiradentes e da Páscoa (21 a 24 de abril) deve ficar atento e tomar alguns cuidados para tentar evitar o avanço da dengue na cidade. A Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), por meio da Área da Vigilância em Saúde, reforça as orientações de prevenção e combate à doença para aqueles que estão planejando visitar outras localidades nos próximos dias.

De acordo com a SES, antes de viajar é preciso fazer uma vistoria em casa e eliminar todos os objetos que possam acumular água da chuva, principalmente na área externa. “É preciso confirmar se não há nenhuma calha entupida, objetos espalhados nos quintal e vasos de plantas que acumulem água. Além disso, é fundamental deixar os vasos sanitários tampados. Todos os criadouros do mosquito transmissor da dengue devem ser removidos”, orienta a diretora de Área da Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello.

No caso das pessoas que pretendem visitar regiões onde há casos da doença, as recomendações são outras. “Usar repelente durante a permanência nesses locais e, após o retorno, ficar atento ao aparecimento de sintomas por quinze dias. Apresentando febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos ou manchas vermelhas na pele, a indicação é procurar uma unidade de saúde e relatar ao médico que esteve viajando”, explica Consuelo.

Fonte: Cruzeiro do Sul

19 de abril de 2011 por antena1

Automedicação pode agravar casos de dengue

O alerta dos médicos já é antigo: a automedicação é um risco à saúde. Mas em tempos atuais, com o aumento dos casos de dengue (em Sorocaba já são 609 neste ano), a preocupação aumenta e volta-se para efeitos colaterais que remédios inadequados podem causar aos que contraem a doença. O uso de algumas substâncias pode provocar hemorragias internas e externas, agravar o quadro clínico, mascarar os sintomas e dificultar o diagnóstico, ou até causar morte.

Nestes casos, os remédios mais perigosos são os que contêm em sua fórmula o ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido como AAS. O médico Cláudio Miguel Rufino, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que o AAS está presente em vários medicamentos antigripais, contra dor de cabeça e musculares. Além da substância, quando há suspeita de dengue é preciso evitar o uso de anti-inflamatórios. “São vários os remédios que causam efeitos negativos se somados à doença. Estes são os principais, mas o correto é não ingerir nenhuma droga, mas sim procurar orientação médica”, alerta.

Rufino explica que a dengue é uma doença infecciosa febril e já tem como característica alterar a produção de plaquetas e a coagulação do sangue, responsável por recuperar áreas lesionadas. Quando junto com a doença há a ingestão de substâncias como o AAS, o estado se agrava. “A substância inibe a agregação das plaquetas, necessária para que o sangue coagule. No caso do paciente com dengue, isso pode causar sangramentos no aparelho gastrointestinal, no pulmão, pele, etc”, detalha.

Dificuldade no diagnóstico

Outro problema causado pela ingestão incorreta de medicamentos é “mascarar” a doença, diminuindo os sintomas e dificultando o diagnóstico correto. Além disso, outros efeitos colaterais podem aparecer, como náuseas e vômitos. “É claro que nós temos exames laboratoriais, mas quanto mais rápido o médico verificar a suspeita de dengue, mais cedo começa o tratamento”, diz o médico da Unifesp.

Foi o que aconteceu com Fábio Soares de Campos, assessor parlamentar do vereador José Francisco Martinez. Ele procurou um médico no final de março com sintomas de dengue, e antes de saber o resultado do exame, já recebeu o tratamento para a doença. “Eles já te orientam como se você estivesse com dengue, e alertam para o cuidado com medicamentos com AAS”, conta.

Efeitos colaterais e sintomas

Segundo o médico Pedro Borges, da Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, os efeitos colaterais podem ser imediatos ou se manifestarem em 2 ou 3 dias. Borges diz que a piora pode se dar para qualquer tipo de dengue. “Como os sintomas se parecem com o estado gripal, muitos acabam tomando medicamentos por conta própria. Isso é um risco à saúde em qualquer caso”, destaca. Os sintomas mais frequentes da dengue clássica, a mais comum, são febre alta persistente por mais de três dias, dor de cabeça, muscular, atrás dos olhos, diarreia e vermelhidão no corpo. Em caso de suspeita, a indicação é ingerir bastante líquido, fazer repouso e logo procurar um médico, orientam os profissionais da área.

Fonte: Cruzeiro do Sul

13 de abril de 2011 por antena1
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