O Ministério da Saúde aprovou os projetos de 1.159 cidades para ações contra a dengue, entre elas, Sorocaba. A medida permitirá que os municípios recebam 20% a mais do que os repasses regulares do teto de Vigilância e Promoção à Saúde. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais, dos quais R$ 220 mil serão encaminhados somente para a administração sorocabana, que intensificará o Plano Contingente de Combate à Dengue, desenvolvido desde o ano passado. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é ampliar o número de agentes da vigilância epidemiológica e adquirir, pelo menos, mais cinco veículos para o auxílio de remoção de criadouros do mosquito Aedes aegypt.
Segundo o secretário da Saúde, Ademir Watanabe, Sorocaba conta com o Plano Contingente de Combate à Dengue desde 2008, quando foi elaborado. Segundo ele, desde então o município aguardava reforço nas verbas da Saúde para executá-lo. Porém, devido a epidemia ocorrida na cidade no ano passado – quando foram registrados 1.732 casos (sendo dois óbitos), contra apenas 365 casos em 2010 -, o plano foi iniciado, com intensificações de ações como os arrastões, o Dia D aos sábados e parceria com imobiliárias, para visitação de imóveis fechados.
“Antes de 2011 Sorocaba não havia, de fato, vivido uma situação complicada diante da dengue. No ano passado fomos obrigados a zelar pela saúde de segunda a segunda. O fato de termos um plano elaborado, pronto, e já estarmos com ele em funcionamento, acredito que favoreceu a aprovação do repasse por parte do governo federal”, avaliou Watanabe. Para o secretário, a experiência vivida pela administração no ano passado, servirá para direcionar os planos durante este ano, principalmente neste verão, quando a temperatura e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito causador da doença.
“Ninguém sabe o que acontecerá neste ano de 2012. O que sabemos é que temos que nos manter vigilantes. A verba (que ainda será repassada) fortalecerá as ações já desenvolvidas, que não param, seguem de segunda a segunda. Pretendemos ampliar o quadro de agentes de saúde, atualmente com 70 membros, em mais 15 ou 20 pessoas. Também desejamos ampliar a frota de seis veículos com mais cinco Kombis, para expansão do recolhimento de criadouros. Além de novos nebulizadores. A verba veio em boa hora e reforçará nossas ações”, pontuou ele, que acrescentou já ter resultados positivos frente ao plano de contingência.
Segundo o secretário, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação (Lira) por Aedes aegypt, divulgado há três meses, já apontou queda na infestação do mosquito em Sorocaba. “Claro que não podemos relaxar. Nossas ações envolvem em 90% o munícipe. Temos que fomentar as ações. Mas já colhemos resultados. A queda no índice larvário foi uma conquista (sair do nível máximo de infestação). Mas neste verão, dependeremos da união de todos”, reforçou Watanabe.
Brasil
O número total de municípios selecionados pelo governo federal é 17% maior do que os 989 previstos em outubro, quando foi lançando o conjunto de ações estratégicas para enfrentamento da dengue neste verão. “Os municípios selecionados assinam um termo de adesão. É um comprometimento, junto com o Ministério da Saúde, de ampliar as ações de combate ao mosquito transmissor, a vigilância dos casos e notificações. e organização da assistência aos pacientes”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os recursos liberados, mais de R$ 92 milhões, correspondem a um acréscimo de 20% do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde que já é repassado rotineiramente para os municípios. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos do Distrito Federal e Municipais de Saúde. A atenção do governo é com o verão brasileiro. A dengue possui quatro sorotipos de vírus (Denv 1, 2, 3 e 4).
As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo Denv 1 no país. Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos 2 e 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012. Isso porque, até o final de novembro foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país.
Mas em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue: A maior redução – de 77% – foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.
Fonte: Cruzeiro do Sul
“O ano de 2011 foi o nosso pior ano, desde que começamos a lidar com a dengue”. A afirmação partiu da diretora da Área de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde (SES) de Sorocaba, Consuelo Matiello, com base no grande crescimento do número de casos da doença registrados na cidade. Foram contabilizados, até agora, 1.732 casos, sendo 1.671 foram autóctones e 61 importados, contra 365 casos registrados em 2010. Porém ela acredita que esse número não seja tão alto, considerando o número de habitantes que a cidade possui atualmente, que é de 570.434, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Já para o ano que vem, Consuelo afirma não possuir uma previsão exata sobre o que espera para a doença, mas diz que a Área de Vigilância em Saúde está sempre preparada para o pior. “Nós estamos nos preparando para um número alto de casos – tomara que a gente se engane -, mas não podemos pensar que não vai acontecer.”
De acordo com a diretora, a tendência da dengue é sempre continuar aumentando nas cidades. “Quem estuda epidemiologia sabe que, a cada dois ou três anos, a gente tem um pico de números de casos, então a gente está se preparando para o enfrentamento no verão”, explica. Ela relata que muitos fatores contribuem para o aumento ou diminuição do número de casos, mas ressalta que a colaboração da população é de extrema importância, já que os criadouros do mosquito Aedes Aegypti, na grande maioria dos casos, estão nas casas dos munícipes.
Apesar de 2011 ter representado o maior número de casos de dengue da história da cidade, Consuelo minimiza a situação, dizendo que, um município com 570 mil habitantes ter contabilizado 1.732 casos, isso representa que “temos muita gente ainda para ter a doença”. Porém, analisando os números de casos de dengue, notificados à Secretaria de Estado de Saúde, em cidades do mesmo porte de Sorocaba, é possível perceber que a cidade registrou um número mais elevado de casos do que esses municípios. Em Osasco, que possui 637.617 habitantes, foram notificados 701 casos.
O mesmo ocorreu em São Bernardo do Campo, que registrou 136 casos, dentre uma população de 746.718 habitantes. Já em uma cidade com um número mais próximo de habitantes de Sorocaba, o número de casos foi maior. Em São José dos Campos foram notificados 2.275 casos da doença, sendo que a população da cidade é de 597.425 habitantes.
2012
Apesar de não possuir uma previsão exata para a doença no próximo ano, Consuelo diz que a equipe da Área de Vigilância em Saúde está sempre buscando meios para se aperfeiçoar, por meio de cursos e treinamentos, já que o mosquito transmissor ainda continua na cidade. “A densidade larvária está baixa na cidade inteira, mas não está a zero. Enquanto tivermos a larva de mosquitos e ovos do mosquito pregados em vários recipientes esperando as chuvas, poderemos ter um momento de aumento de casos”, revela.
A diretora da Área de Vigilância em Saúde também sinaliza que já está começando a discutir sobre outras doenças, que poderão trazer preocupações nos próximos anos. Para 2012, Consuelo destaca que a presença de casos de febre amarela na região serviu para deixar Sorocaba em alerta. “A doença já chegou até Itapetininga, onde tiveram mortes de macacos, e a vacinação já faz parte do calendário daquela cidade. Sorocaba ainda não tem, mas precisa ficar esperta, pois o responsável pela urbanização da febre amarela é também o Aedes Aegypti.”
Outra doença que chama a atenção do setor é a leishmaniose, que é transmitida ao homem pelos, como são conhecidos, mosquitos palha. A diretora diz que pode ser que a doença não chegue ao município já no ano que vem. “Mas é uma coisa que já estamos começando a nos preparar, pois ela vai chegar.”
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
O crescimento dos casos de dengue registrados em Sorocaba pode estar relacionado ao fato de os agentes de vigilância sanitária não poderem, desde 2009, aplicar autos de intimação e infração aos munícipes, que mantêm criadouros ou larvas do mosquito Aedes aegypti em suas casas, segundo afirma Rogério Barbosa de Oliveira, que é agente e presidente da Associação dos Agentes de Vigilância Sanitária de Sorocaba. De acordo com ele, somente existem dois fiscais que podem exercer esse papel fiscalizador atualmente na cidade. A diretora da Área de Vigilância e Saúde da Secretaria de Saúde (SES) de Sorocaba, Consuelo Matiello, alega que, na verdade, há oito fiscais na cidade, além de outros profissionais, como também da Vigilância Sanitária, que são autorizados a emitir multas e intimações.
De acordo com o presidente da associação, depois que o cargo de agente de vigilância sanitária foi criado, segundo determinação da lei municipal n.º 3.802 de 1991, esses profissionais aplicavam autos de intimação e infração aos munícipes e ele acredita que isso ajudava a manter os casos de dengue controlados na cidade. “Em 2009 nós paramos de fazer essas notificações, intimações e aplicar autos de infração, então, de 2009 para 2011, a dengue deu um salto enorme: de 400 casos subiu para mais de 1.700. Então, os dados comprovam”, relata Oliveira. Mas ele ressalta que as multas não chegavam a ser necessárias, sendo que a situação se resolvia apenas com a intimação. “Não é nossa intenção multar a população, queremos apenas o reconhecimento”, alega.
A diretora da Área de Vigilância e Saúde contesta essa informação passada por Oliveira, dizendo que existem vários outros fatores que contribuem para o crescimento de casos de dengue, sendo que nada tem a ver com o fato de o agente não poder aplicar multas. “São tantos fatores que suscitam em um aumento de casos de dengue, como o fator ambiental, da mobilização das pessoas, a própria epidemiologia do município, como as condições climáticas. Então é um amontoado de coisas que fazem com que a doença cresça. Há 10 ou 15 anos atrás a gente sabia que isso ia acontecer (que os casos iam aumentar), pois Sorocaba tem todas as condições para que a doença se desenvolva”, relata Consuelo, informando ainda que, por Sorocaba receber diversas pessoas de fora em seu território todos os dias, isso ajudaria também no crescimento do número de contaminados pela dengue.
Falta de fiscais
Segundo Oliveira, existem dois fiscais de Vigilância Sanitária trabalhando na Área de Vigilância e Saúde que podem emitir multas à população no caso da dengue, o que ele considera como um número extremamente baixo, levando em conta o tamanho da cidade. “Hoje, com uma cidade com quase 600 mil habitantes, se tem dois fiscais para fazer todo um trabalho de fiscalização de combate à dengue e aos outros tipos de Zoonoses, enquanto a lei (8.354) fala que o agente de vigilância sanitária está habilitado a ser uma autoridade sanitária competente para fazer toda essa fiscalização. Hoje existe 100 agentes, então a cidade tem 100 profissionais aptos a todo o serviço de fiscalização, mas nós temos apenas dois fiscais”, enfatiza o presidente da associação dos agentes.
Consuelo, porém, alega que existem outros seis fiscais na Vigilância Sanitária que podem, também, emitir multas em casos de dengue, além de outros profissionais, como ela própria. “Hoje temos oito fiscais, alguns atuam aqui e outros na Vigilância Sanitária, porque a Vigilância também faz esse trabalho de combate à dengue. Nos períodos em que a gente precisa intensificar as ações, eu desloco os profissionais. Como agora estamos passando por um momento de calmaria, os dois fiscais que tenho aqui estão dando conta”, explica a diretora da Área de Vigilância e Saúde.
Multas
Conforme levantamento da Área de Vigilância e Saúde, o número de multas aplicadas durante três anos em que os agentes eram autorizadas a isso, entre 2007 e 2009, foi de, no total, 22 multas. Em 2007, foram aplicadas 21; em 2008, nenhuma; e em 2009 somente uma. Esses números se apresentam muito abaixo do total de autos de infração expedidos entre 2010 e 2011, quando somente os fiscais estariam exercendo a função fiscalizadora. Em 2010 foi aplicada somente uma multa e em 2011, 171.
Oliveira acredita que o número de multas aplicadas teve um crescimento em 2011, mesmo sem que os agentes pudessem emitir mais os autos de infração, por conta do grande número de casos registrados na cidade. “Como aumentou o número de casos de forma gigantesca, o número de multas pode ter sido aumentado por causa disso”, acredita. Em 2011, contabilizou-se até o momento, 1.730 casos de dengue. Ele ainda afirma que, pelo fato de os agentes terem exercido um papel fiscalizador até o ano de 2009, como autoridade sanitária, os casos de irregularidades já eram resolvidos somente com intimações, não precisando recorrer à multa. “O que queremos é ter a ferramenta da multa para, quando for necessário, nós podermos usá-la”, ressalta.
O prefeito Vitor Lippi (PSDB) chegou a enviar um projeto de lei, no começo deste ano, que aumentaria o valor da multa, para os proprietários que mantivessem criadouros do mosquito da dengue em suas casas, passando dos atuais R$ 55 para R$ 700 no valor mínimo, e de R$ 200 para R$ 2 mil no valor máximo. Contudo, o prefeito desistiu de elevar o valor das autuações, conforme noticiado em abril no Cruzeiro do Sul, e não foi mais votado na Câmara Municipal.
De acordo com Consuelo, essa atitude foi tomada para fazer com que a população pudesse sentir mais no bolso o valor da multa, sendo forçada a se conscientizar e se regularizar, porém, como Oliveira, acredita que a autuação não chega a ser necessária na grande maioria dos casos. “Do tanto de notificações que a gente dá para o tanto de multas aplicadas, a gente vê que essas notificações resolvem mais de 80% dos casos”, enfatiza. Dentre as 171 multas aplicadas neste ano, foram contabilizadas 3.811 notificações.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O Estado de São Paulo apresenta risco de sofrer com uma maior epidemia de dengue a partir do próximo verão, por conta do surgimento da dengue tipo 4 no território paulista, mais especificamente na região de São José do Rio Preto. O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, fez o alerta durante o lançamento do Plano Estadual de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue para o período 2011-2012, na manhã de ontem em São Paulo. Para o evento, no teatro da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), foram convidados representantes de 283 municípios paulistas com maior risco de disseminação da dengue, mas a adesão foi baixa.
Ninguém de Sorocaba compareceu, mas para evitar epidemia local, a Secretaria organizará, inclusive, um “treinamento express” na região, em que equipes estaduais vão capacitar e atualizar os profissionais de saúde nos municípios, focando temas como manejo clínico, avaliação de risco e organização de serviços. O evento contou com a participação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ainda divulgou o lançamento de uma vacina contra a dengue para 2015.
De acordo com o secretário da Saúde, a situação mais preocupante é a circulação do tipo 4 da dengue, porque a população acometida por outras variantes da doença não está imune a esta nova. E por isso acredita que pode ocorrer uma epidemia ainda maior. “É como se praticamente toda a população do Estado estivesse exposta a ter esse tipo de dengue”, pondera. Apesar disso, chegou a comemorar o recuo de 56,8% no número de casos registrados no Estado este ano. Entre janeiro e agosto de 2011 foram notificados à Secretaria, por meio do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), 81.248 casos autóctones (locais), contra 188.201 no ano passado. “Nós tivemos um número importante na redução de casos e agora estamos preocupados com esse novo tipo de dengue (…) Então queremos preparar o Estado adequadamente e com a sociedade ajudando a combater a dengue”, afirma Cerri.
Em contrapartida aos números estaduais, a Diretoria Regional de Saúde de Sorocaba, que compreende 48 municípios, registrou aumento de casos este ano, comparado aos números de 2010. No ano passado, a região notificou 573 casos. Entre janeiro e agosto deste ano foram 2.610, destes 1.453 somente em Sorocaba, com duas mortes registradas. Com isso, a cidade foi colocada entre os municípios que apresentam maior risco de epidemia a partir do próximo verão. Como justificativa por não enviar representante ao evento na capital, a Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) informou que, há cerca de dez dias, a Vigilância Epidemiológica do Estado realizou no município uma reunião com representantes da Vigilância Epidemiológica e da Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba para traçar o Plano de Enfrentamento da Dengue para o Verão de 2012, que já está concluído. “Sorocaba é polo de uma região formada por 48 municípios e, por este motivo, o município se antecipou com a elaboração do plano”, informou.
Ações
Anunciado como um dos principais projetos do plano estadual, o “treinamento express” acontecerá nos próprios serviços de saúde municipais, de forma compacta, com duração média de 15 minutos. De acordo com o secretário, essa estratégia foi adotada para garantir ampla cobertura entre os profissionais que lidam com casos suspeitos de dengue, já que nas capacitações realizadas fora das unidades de saúde, alguns serviços não enviavam seus médicos para serem treinados. “As ações envolvem muito a questão do treinamento, de envolver as Prefeituras, através das secretarias municipais de saúde. Prevemos também o alerta à população, ações preventivas e até, se for o caso, montar hospitais de campanha para atender as regiões que foram acometidas de uma forma mais grave”, especifica Cerri. Nesses hospitais seria oferecido um tratamento especializado, para desafogar outras instituições e unidades de saúde, em municípios que apresentarem maior número de fatores que podem levar a uma elevada incidência de casos de dengue.
O plano também prevê a distribuição de uma cartilha com as informações referentes ao combate ao mosquito Aedes aegypti e tratamento dos infectados. A Secretaria irá destacar cerca de 700 profissionais da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para acompanhar as visitas às residências, realizadas por agentes municipais, para controle e eliminação de criadouros. Antes, a Sucen fazia a capacitação desses profissionais e apoiava ações de nebulização, mas não promovia visitas domiciliares. De acordo com o plano, serão realizadas, ainda, cinco oficinas macrorregionais sobre dengue para municípios prioritários, incluindo Sorocaba, e regiões Metropolitanas da Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas, com duração de três dias.
Repasse maior e vacina
O governador de São Paulo anunciou um repasse maior destinado a projetos da Secretaria de Estado da Saúde, voltados à prevenção da dengue no próximo verão. Além dos R$ 40 milhões anuais, a pasta contará com um extra de R$ 3,5 milhões para a realização de campanha de conscientização da população. Quanto à vacina contra a dengue, Alckmin revelou que ainda não há uma comercial, “que poderemos vir a ter em 2015, pois o Instituto Butantã já está trabalhando em parceria com um instituto norte-americano e começa no ano que vem a fazer testes clínicos em voluntários de São Paulo”. De acordo com ele, em 2014 a vacina deve estar pronta, para começar a ser aplicada no ano seguinte.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Consideradas vulneráveis à circulação do vírus da dengue, Sorocaba, Votorantim, Tatuí, São Roque, Salto e Porto Feliz são alguns dos municípios do Estado de São Paulo, a participar nesta segunda de um encontro “Unindo Forças Contra a Dengue”, para anúncio do “Plano Estadual de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue para o período 2011-2012″, que inclui medidas diferenciadas em relação ao combate realizado nos anos anteriores.
Para a reunião, que acontece na Universidade de São Paulo (USP), na Capital, foram convidadas a participar as representatividades dos municípios que estão com alto risco de dengue no Estado, segundo mapeamento realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria em parceria com a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).
Em Sorocaba, no mês de junho, o total de casos confirmados de dengue já passavam dos 1.700 e, segundo os dados oficiais repassados pela Secretaria de Estado da Saúde, em 2011 foram registrados no Estado 76,8 mil casos de dengue. O número é 60% inferior ao total de 2010, quando houve 189,3 mil casos da doença. Apenas uma cidade, a de Ribeirão Preto, concentra neste ano 19% do total de casos de dengue no Estado de São Paulo.
O objetivo coma reunião é mobilizar as prefeituras paulista em torno do tema, pois conforme o Sistema Único de Saúde (SUS), as ações de campo para o controle de criadouros do Aedes aegypti , transmissor da dengue, devem ser executadas pelos municípios.
“A entrada em circulação do subtipo 4 do vírus da dengue no Estado aumenta o número de pessoas suscetíveis à doença, ampliando o risco de casos graves e óbitos. Por isso esta mobilização é fundamental para que os municípios estejam preparados tanto do ponto de vista de controle do vetor quanto na adequada assistência médica aos pacientes com suspeita de dengue”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo,Giovanni Guido Cerri.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Sorocaba registrou as temperaturas mais baixas do ano na semana passada. Apesar disso, o município teve 1.607 casos confirmados de dengue apenas entre o outono e o começo de inverno de 2011.
Mesmo assim, muitas pessoas acreditam que pode ser reduzida a vigilância sobre a proliferação do Aedes aegypti, mosquito portador do vírus da dengue. No mesmo período do ano passado, contanto todo o mês de julho, a cidade apresentava 320 casos registrados da doença.
O especialista em mosquitos da Fundação Oswaldo Cruz, Anthony Érico Guimarães, afirma que o comportamento do Aedes aegypti é diferenciado nos dias frios, porém, ele ainda está presente em vários lugares. “Com o calor e a umidade relativa do ar entre 28% e 70%, o mosquito encontra as condições ideais para se reproduzir, mas, em dias frios e mais secos, ele se inibe. Porém, continua a colocar seus ovos normalmente”, afirma o especialista.
Ele esclarece também que o ovo de Aedes aegypti é muito resistente e consegue se manter saudável por um ano, aguardando as condições ideais para germinar e se tornar um mosquito. “Engana-se quem pensa que o mosquito só põe ovos em lugares úmidos e quentes. Ele também deposita seus ovos em lugares secos ou frios, que permanecerão intactos, aguardando o momento ideal para germinar”, esclarece.
No último final de semana, a seção de controle de zoonoses realizou, nos dias 23 e 24, a remoção de materiais já coletados para um local apropriado, na Vila Nova Sorocaba, mas o mutirão contra dengue não aconteceu, por conta do feriado prolongado. “Essas campanhas de combate a dengue são um grande erro, pois elas fazem com que a população se preocupe com a doença só naquele período. É preciso combater a dengue o ano todo, afinal os mosquitos não tiram férias e, por mais que estejam inibidos pelo frio, continuam ativos e picando”, atesta o especialista.
A manicure Juliana Aparecida dos Santos, que mora no Jardim Pagliato, conta que, independente do clima, joga cloro nos quintal e nos ralos. “Não tenho plantas de verdade. Todas são artificiais para não precisar usar o pratinho. O mosquito da dengue aqui não tem vez.”
Já Luiz Antônio Devide, que mora na Vila Santana – um dos bairros com maior incidência da doença – afirma que, apesar de ter plantas de verdade em casa, a dengue também não tem vez na sua casa. “Já removi o pratinho das plantas. Preocupo-me com isso, principalmente depois que o mutirão da dengue passou por aqui e contou que existem muitos casos da doença no nosso bairro”, relata.
Para ele, a dengue só será combatida quando todas as pessoas compreenderem que o mosquito pode estar onde menos se espera. “Viro tudo de cabeça para baixo, é importante se preocupar com as pequenas coisas”, diz.
De acordo com a área da Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba, após a suspeita da contaminação pela dengue, o resultado do exame sai em até 48 horas.
Desde o início do mutirão contra a dengue em Sorocaba, 31.340 quilos de entulhos que serviriam como criadouro para o Aedes aegypti foram recolhidos. É válido lembrar que a população deve sempre tomar cuidado, independente do clima, pois, como conclui o especialista da Fundação Oswaldo Cruz, o combate nunca deve parar.
A dengue e o frio
Em 2010, entre março e julho, Sorocaba confirmou 317 casos da doença. Ao todo, 353 já estavam confirmados até o início de julho
1.714
é o número de casos que o município já confirmou da doença em 2011
1.607
é a quantidade de casos confirmados durante o outono e o inverno de 2011
Quebrando o mito
Embora muitos acreditem que a doença se prolifere mais no verão, o levantamento da área da Vigilância em Saúde mostra que apenas 107 casos foram confirmados antes de março desse ano.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
Os dados do bololetim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (20) pela Área da Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) confirmam 11 novos casos de dengue na cidade, na semana do dia 10 a 17 de junho, chegando num total de 1.706 desde janeiro deste ano.
Todos os novos pacientes contraíram a doença na própria cidade e, com isso, passa para 1.649 o número de casos autóctones na cidade desde o início de 2011. Os outros 57 são casos importados, ou seja, as pessoas viajaram para outras cidades e voltaram infectadas.
De acordo com a Área da Vigilância em Saúde, houve uma queda do surto da doença,denotando que o surto continua em regressão. Os bairros com maior número de infectados são: Vila Carvalho, Jardim Zulmira, Vila Barão e Vila Helena, com 481 casos, em seguida vem os bairros de Mineirão, Vila Santana, Jardim Maria do Carmo, Iguatemi, Alto da Boa Vista, com 290 casos. Já os bairros com o menor índice de infectados são os de Parque São Bento, Habiteto e Bom Jesus, com 23 casos.
“Mesmo com a diminuição do número de casos confirmados nas últimas semanas, não podemos considerar que o surto da doença está encerrado. Ainda há a preocupação de que a transmissão da dengue no Inverno não seja interrompida. Por isso, é importante que a população mantenha as ações preventivas contra o mosquito transmissor durante o ano todo”, comenta a diretora de Área da Vigilância em Saúde da SES, Consuelo Matiello.
A Prefeitura de Sorocaba recomenda que a população adote o sábado como o dia de combate à dengue. Neste dia da semana, cada cidadão deve fazer uma vistoria em sua casa e eliminar todos os objetos que possam acumular água de chuva. Além disso, também é preciso verificar se as calhas estão limpas e desobstruídas e se as caixas d´água estão tampadas. “É dever de cada um retirar todos os criadouros do mosquito transmissor da dengue de sua casa. Só assim vamos conter o avanço da doença na cidade”, relembra Consuelo.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
As consecutivas quedas no número de novas contaminações de dengue em Sorocaba não têm tirado a atenção das autoridades de saúde do município para o controle da doença, que já atingiu 1.706 pacientes neste ano. Embora o último boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde tenha confirmado a desaceleração no avanço de casos, com onze novas contaminações, a diretora da Área de Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, diz que a equipe já iniciou a elaboração de novas estratégias para garantir que a cidade não seja atingida por uma epidemia da doença no próximo Verão.
Segundo ela, a intenção é que a operação de combate à dengue ganhe o apoio de um helicóptero para a realização de voos panorâmicos para identificar caixas-d”água que estejam em situação irregular. Isso porque, em reunião realizada na última semana pelo Comitê de Combate à Dengue, se identificou que os pontos mais vulneráveis para a procriação do mosquito Aedes Aegypti no município estão nas chamadas bases aéreas, ou seja, calhas e, principalmente, as caixas-d”água, onde as pessoas têm pouco acesso. “Se esses reservatórios não estiverem devidamente tampados podem se transformar num criadouro permanente do mosquito”, alerta.
Consuelo disse que a Vigilância também manterá as operações aos sábados nos bairros para a retirada de possíveis criadouros do mosquito, como já vem ocorrendo atualmente. Enquanto tiverem novos registros de contaminações, as equipes manterão ainda as ações de bloqueio no entorno da residência do paciente infectado e as nebulizações. Ela estima, no entanto, que em uma ou duas semanas as ocorrências sejam zeradas na cidade. A partir de julho, a equipe de Zoonoses deve iniciar nova avaliação de densidade larvária (ADL) para verificar em quais regiões há maior incidência de larvas do mosquito para nortear as ações de prevenção e os locais que devem ser mais trabalhados.
Consuelo explica que o ovo do mosquito pode sobreviver por até 300 dias esperando a condição propícia para eclodir, por isso é fundamental que as pessoas mantenham como hábito lavar todos os recipientes que costumam acumular água para matar qualquer ovo que esteve grudado e assim evitar que ele se transforme em larva. “Neste período do inverno, a reprodução do mosquito é prejudicada devido ao frio e pouca chuva, mas assim que voltar a esquentar e chover eles voltam a se procriar, tornando o controle ainda mais difícil”, alerta.
A diretora da Área de Vigilância diz que existe uma preocupação por parte das autoridades da saúde em relação à maior incidência de casos de dengue no próximo verão devido à entrada de um novo vírus no Estado, que pode aumentar o número de pessoas vulneráveis à doença e a ocorrência de epidemias nos municípios paulistas. “Por isso temos que nos concentrar fortemente na prevenção”, enfatizou.
Regiões afetadas
Das nove áreas de distribuição definidas pela Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba, três zeraram o número de novas ocorrências de dengue na última semana. Em outras três áreas, foi confirmado apenas um caso em cada uma delas, incluindo a região dos bairros Vila Carvalho e Vila Helena, que foi a de maior incidência de dengue neste ano, com um total 481 casos. O maior número de novas contaminações na última semana se concentrou mais uma vez na região dos bairros Mineirão, Vila Santana, Jardim Maria do Carmo, Iguatemi e Alto da Boa Vista, com quatro confirmações. Na semana anterior, essa também foi a área de maior evolução da doença, com oito novos casos.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O número de casos de dengue registrado na última semana pela Vigilância Epidemiológica de Sorocaba diminuiu em relação à semana anterior. De acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira pela Área da Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), 38 pessoas tiveram diagnóstico confirmado da doença. Na semana anterior o número era de 58 novos casos. A expectativa é que o avanço do surto diminua ainda mais devido às baixas temperaturas.
“Mesmo nestes dias, em que as temperaturas estão mais baixas na cidade, a população não deve abandonar os hábitos preventivos contra a dengue. É preciso eliminar todos os criadouros do mosquito e prestar atenção nas calhas e caixas d´ água: as calhas devem estar desentupidas e sem água parada e, as caixas d”água, devem permanecer bem tampadas. Só assim estaremos contribuindo para reduzir os casos agora e também para reduzir o risco de uma epidemia no próximo Verão”, alerta a diretora da Área de Vigilância em Saúde da SES, Consuelo Matiello.
Desde o início do ano até o dia 10 de junho, foram confirmados 1.695 casos de dengue em Sorocaba. Deste total, 1.638 são autóctones (contraídos na cidade) e 27 são importados. Todos os casos neste ano tiveram operações de bloqueio realizadas na região onde o paciente reside. As ações foram desenvolvidas para reduzir o risco de novos casos, com a remoção de criadouros do mosquito, orientação aos moradores e busca de outras pessoas com sintomas.
Na rede municipal, qualquer uma das 30 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os Pronto Atendimentos (PAs) e as duas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) da cidade estão prontos para avaliar possíveis casos suspeitos, providenciar exames e a notificar o caso à Vigilância Epidemiológica (VE).
Operação contra a dengue
A operação especial contra a dengue, realizada pela Prefeitura de Sorocaba no sábado passado (11), na segunda parte do bairro Barcelona, na Zona Leste, resultou na coleta de 1.640 kg de criadouros do mosquito transmissor e 24 pneus. No sábado retrasado (4), as equipes recolheram 300 kg de criadouros do mesmo bairro, que foi dividido em duas regiões para receber a operação.
A ação, que é promovida sempre aos sábados, em conjunto pelas Secretarias da Saúde (SES) e de Parcerias (Separ), tem como objetivo remover o maior número possível de criadouros de um determinado bairro e também passar orientações sobre a dengue aos moradores.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A queda da temperatura e o clima mais seco começa a barrar o avanço da dengue em Sorocaba. Pela segunda semana consecutiva, houve recuo no número de contaminações na cidade. De acordo com boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde, foram identificados 58 novos casos da doença no prazo de uma semana, totalizando 1.657 pacientes registrados no ano.
O ritmo de evolução da doença está bem abaixo da média semanal registrada no município nos últimos dois meses, que era 140 novos casos a cada semana. Abril foi o mês mais agudo da doença na cidade, quando chegaram a dobrar o número de diagnósticos e a primeira ocorrência de morte por dengue na cidade, uma jovem de 17 anos.O período de maior contágio foi registrado na primeira semana de maio (de 29 abril a 6 de maio), quando chegaram a ser confirmadas 207 contaminações. Durante todo o mês de maio, a dengue atingiu um total de 623 novos pacientes, passando de 1.034 para 1.657 confirmações, e quando também foi registrada a segunda vítima fatal, uma senhora de 59 anos.
O recuo nas contaminações vem ao encontro das expectativas da diretora da Área de Vigilância em Saúde, Consuelo Matiello, que espera zerar as ocorrências de novos casos nas próximas semanas e, assim, evitar uma endemia da doença na cidade. Com a diminuição do ritmo de evolução, Sorocaba pode não chegar a condição de epidemia da doença, que seria atingido quando a cidade alcançasse um total 1.740 contaminações. Apesar da desaceleração, a Vigilância Epidemiológica pede para que a população se mantenha atenta para eliminar os possíveis criadouros do mosquito para garantir que a cidade fique livre da doença.
Regiões mais atingidas
A região que correspondente aos bairros Mineirão, Vila Santana, Jardim Maria do Carmo, Iguatemi e Alto da Boa Vista foi a que mais registrou aumento de novas contaminações em maio. No mês, foram registrados 131 novos diagnósticos, totalizando 278 pacientes. Outra região que mantém o ritmo de crescimento da doença corresponde aos bairros Parque Vitória Régia, Hebert de Souza, Parque das Laranjeiras e Jardim Maria do Carmo, como 109 novos casos confirmados.
Na região dos bairros Vila Carvalho, Jardim Zulmira, Vila Barão e Vila Helena, que concentra mais 28% dos casos de dengue em Sorocaba, a doença continua a avançar. No mês, foram registrados na região 107 novos diagnósticos, totalizando 475 pacientes.
Fonte: Cruzeiro do Sul
« Previous Entries