As redes de relacionamento sociais como o Facebook representam um desafio para a segurança nacional da China e são “uma ferramenta de subversão política” dos países ocidentais, começando pelos Estados Unidos, afirma um relatório do mais importante centro de pesquisas do país asiático. Em seu relatório anual sobre o desenvolvimento dos novos meios de comunicação na China, a Academia de Ciências Sociais da China (CASS), subordinada ao governo, considera em um de seus artigos que “as redes sociais se converteram numa ferramenta de subversão política dos países ocidentais, entre eles os Estados Unidos”, citando o exemplo da região de Xinjiang (oeste).
Há mais de um ano, as autoridades chinesas suspenderam o acesso à internet em Xinjiang, região de maioria muçulmana, depois de violentos distúrbios interétnicos. O governo acusou os uigures, minoria muçulmana de língua turca, de servir-se das redes sociais para organizar suas manifestações. Segundo o artículo da CASS, durante esses distúrbios, o “Facebook se converteu, com toda sua verossimilhança, no ponto de reunião das organizações separatistas de Xinjiang no exterior”. Por isso, é “imperativo reforçar o controle desses sites”, segundo a Academia. Apesar de o Facebook estar bloqueado na China, há versões locais como o Kaixin, que se desenvolveu rapidamente desde 2008, tal como admite o informe.
No final de 2009, as redes sociais eram utilizadas por 176 milhões de internautas na China, em sua maioria jovens entre 20 e 29 anos, segundo cifras oficiais. A China é o país com mais internautas em todo o mundo, com mais de 400 milhões. O governo pratica a censura na internet, expurgando os principais conteúdos políticos ou pornográficos.
Desconhecido reivindica 84% do Facebook
Um homem que diz ter trabalhado com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reivindica 84% da rede social online e apresenta um contrato assinado em abril de 2003, revelam documentos judiciais divulgados na internet. Paul Ceglia, que vive no estado de Nova York, afirma que segundo o contrato assinado com Zuckerberg há mais de sete anos, quando o último ainda era estudante em Harvard, 84% do Facebook lhe pertence, assim como 84% de todo o lucro obtido com a rede social desde abril de 2003.
“Acreditamos que isto não tem fundamento e vamos lutar vigorosamente”, declarou um porta-voz do Facebook. A ação foi apresentada no dia de 30 de junho passado, a um tribunal local, mas passou à esfera da justiça federal a pedido do Facebook.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Google anunciou hoje a renovação da licença para continuar usando o endereço de seu site na China, que é fiscalizado pelas autoridades locais. Segundo comunicado publicado no seu blog, a empresa afirmou que espera “continuar a prover buscas na web e produtos locais as usuários no país”. O anúncio ocorre após algumas mudanças no acesso ao site, e depois de o governo chinês ameaçar não renovar a licença, caso o Google continuasse evitando a censura. A empresa fazia o redirecionamento automático dos usuários chineses ao endereço eletrônico de Hong Kong, onde o serviço não é censurado.
A pressão do governo chinês vinha ocorrendo desde que a empresa decidiu, no início do ano, parar de cooperar com exigências de censura. Segundo o comunicado do blog, autoridades afirmaram que o redirecionamento automático dos usuários para Hong Kong era inaceitável. No comunicado, após a ameaça do governo chinês, o Google anunciou que iria mudar a forma como os usuários da China acessam seu serviço de buscas. Em vez de fazer o redirecionamento, o Google criou uma nova página para o endereço da China, com uma mensagem pedindo ao usuário para memorizar seu novo endereço, o www.google.com.hk, de Hong Kong, ou para clicar em um ícone chinês que o redireciona. Uma porta-voz do Google afirmou que a renovação da licença pelo governo significa que estas mudanças feitas no site da empresa na China foram consideradas satisfatórias.
Usuários e anunciantes do Google na China temiam que o site pudesse ficar inacessível, desde que a companhia anunciou, em janeiro, que não desejava mais cumprir as regras de autocensura impostas pelo governo chinês. A licença de conteúdo era uma preocupação importante, porque o Google precisa dela para usar seu endereço chinês, fiscalizado por autoridades. Se os direitos de usar o endereço forem suspensos, os usuários podem acessar diretamente o site do Google em Hong Kong (www.google.com.hk) ou outro site internacional do Google, mas as autoridades podem limitar o acesso a estes outros endereços.
O Google precisa renovar sua licença anualmente, embora tecnicamente a permissão expire em 2012. E a renovação não significa o fim das incertezas sobre o futuro do Google na China. Nos últimos meses, desde que a companhia anunciou que não colaboraria com a censura, alguns parceiros como o Tom Group e a Motorola retiraram sua cooperação com a companhia ou fizeram parcerias com concorrentes. As informações são da Dow Jones
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A Google anunciou segunda-feira (28) que mudará de estratégia na China, deixando de redirecionar seus internautas para o site de Hong Kong, como vinha fazendo desde o início do ano para ‘driblar’ a censura de Pequim. Na ocasião, a decisão foi reforçada em virtude de a China alegar que poderia sofrer um ataque cibernético da companhia americana, passando a impor uma série de filtros aos usuários chineses do site de buscas.
A mudança repentina na estratégia da Google deve-se à advertência da China que ameaçou cassar a licença da empresa em seu país, classificando a estratégia como ‘inaceitável’. Em resposta à ameaça chinesa feita na segunda-feira, a Google disse que em poucos dias terminará com o redirecionamento dos serviços. Em vez disso, quem visitar o site Google.cn poderá clicar num ícone que o levará a uma nova versão do Google.com.hk.
No novo site, o usuário terá acesso a alguns serviços como busca de produtos e tradutor, os quais estão livres de censura. A Google espera que com as alterações sua licença para operar no país seja renovada. “As mudanças estão em sintonia com o governo chinês e esperamos que nossa licença seja renovada”, disse David Drummond, Chefe do escritório legal da Google. Apesar disso, a China não confirmou se aceitará a mudança.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
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