Índia e China anunciaram quinta-feira (16) a intenção de duplicar suas trocas comerciais até 2015, elevando-as a 100 bilhões de dólares, em uma cúpula em Nova Délhi, na qual houve avanços notáveis nas diferenças históricas entre os dois países, em particular as fronteiriças. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e seu colega indiano, Manmohan Singh, concordaram ainda em desenvolver as exportações da Índia para a China para equilibrar o comércio bilateral, que tem um saldo favorável para Pequim de 20 bilhões de dólares.
Os intercâmbios entre as duas grandes economias dotadas da maior taxa de crescimento do mundo totalizaram 42 bilhões de dólares em 2009 e deveriam situar-se em 60 bilhões para o ano fiscal atual, que termina no março de 2011. “Há suficiente espaço no mundo para o desenvolvimento de China e Índia e bastantes setores nos quais China e Índia podem cooperar”, declararam os primeiros-ministros em um comunicado conjunto difundido após sua reunião. Desde a chegada de Wen Jiabao, na quarta-feira, à capital federal indiana, sua delegação, integrada por 400 empresários, selou acordos de 16 bilhões de dólares em vários setores que vão das finanças à energia.
As trocas econômicas e comerciais estão em pleno desenvolvimento, mas as relações diplomáticas ainda são afetadas por uma desconfiança recíproca e o comunicado se abstêm de mencionar avanços sobre uma série de temas sensíveis. Os dois países enfrentam questões territoriais na cordilheira do Himalaia, que deram lugar a uma breve, mas sangrenta guerra em 1962. As discussões de quinta-feira só conseguiram reafirmar o compromisso de resolver “em uma data rápida” o conflito, que já foi objeto de 14 rodadas de negociações. “Os dois países trabalharão juntos para manter a paz e a tranquilidade nas zonas fronteiriças, conforme os acordos procedentes”, acrescentou o comunicado.
A Índia teme que a China se coloque cada vez maior firmeza nas posições relativas às suas reivindicações territoriais. Pequim havia condenado duramente no ano passado a visita de Singh e do Dalai Lama ao Estado de Arunachal Pradesh (nordeste), que a China reivindica integralmente. Há outros temas que também irritam Pequim, como a presença do Dalai Lama na Índia. O chefe espiritual dos tibetanos, que vive exilado em Dharamsala (norte da Índia) desde 1959, quando fugiu da repressão de um levante na China.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Japão e China, os dois gigantes asiáticos, continuam disputando palmo a palmo o posto de segunda economia mundial: o PIB chinês voltou a ser superior ao japonês no terceiro trimestre de 2010, mas o do Japão foi maior do que o da China nos nove primeiros meses do ano. Com altíssimos índices de crescimento apesar da crise, a China está desbancando o Japão na corrida pelo segundo lugar mundial. Desde 1968, a economia japonesa só perdia para os Estados Unidos.
“De julho a setembro, o PIB nominal da China totalizou 1,415 trilhão de dólares, enquanto o do Japão somou 1,369 trilhão”, admitiu uma fonte do governo japonês. Mas de janeiro a setembro, o PIB do Japão “foi de 3,959 trilhões de dólares, e o da China de 3,946 trilhões”, indicou. O PIB chinês já havia superado o do Japão no segundo trimestre do ano, embora o japonês tenha se mantido acima do chinês no acumulado do semestre.
Segundo analistas, o PIB da China, com sucessivos crescimentos trimestrais em torno dos 10%, deve superar o Japão no conjunto de 2010. Os japoneses, por outro lado, lutam para não serem atropelados por uma nova recessão no quatro trimestre do ano. De fato, a saúde da economia japonesa gera algumas preocupações. O comércio e as exportações, seu principal motor, têm sofrido com o iene forte demais e com a queda da demanda externa.
As autoridades econômicas japonesas esperam que o crescimento no quarto trimestre seja “substancialmente menor” que o registrado até agora. O PIB do Japão no terceiro trimestre cresceu 4,5% em ritmo anual (e 1,1% em relação ao trimestre anterior). Temores de que a recuperação econômica do Japão seja interrompida aumentaram na quarta-feira, com a divulgação de dados indicando que o comércio do país, acompanhando a tendência mundial, cresceu de maneira bastante marginal em outubro.
As exportações deste mês registraram seu menor aumento, enquanto o iene batia recordes em relação ao dólar, alcançando valores que não eram vistos em 15 anos e minando a competitividade do setor. Em sua comparação dos PIBs da China e do Japão, os cálculos do governo japonês usaram como base os juros do câmbio interbancário praticados no Japão em relação ao iene, e a taxa média considerada pelo FMI para o iuane chinês.
Mas o iuane é considerado uma divisa subvalorizada. Se as autoridades chinesas deixassem sua moeda flutuar livremente, a China estaria quilômetros à frente do Japão neste cálculo, mesmo no acumulado dos primeiros nove meses de 2010. O PIB per capita do Japão, no entanto, continua sendo dez vezes superior ao da China, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O arquipélago japonês tem muito menos habitantes (125 milhões) do que a China, país mais povoado do mundo com 1,3 bilhão de pessoas.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A China não deu nenhuma chance de notoriedade à mais recente sensação da rede mundial de computadores e bloqueou hoje o acesso ao site WikiLeaks.org a partir de computadores conectados dentro de seu território. Dentro da China, quem tentasse acesso a endereços como wikileaks.org e cablegate.wikileaks.org deparava-se com um aviso de que a conexão seria reiniciada ou era desviado ao Baidu, mecanismo de busca popular entre os internautas chineses. Trata-se da resposta padrão aos usuários de internet quando o acesso a um site baseado no exterior é cortado na China.
O bloqueio ao WikiLeaks na China ocorre em um momento no qual o site de vazamento de informações secretas divulga telegramas diplomáticos norte-americanos enviados a Washington a partir de embaixadas e consulados dos Estados Unidos em diferentes partes do mundo.
A maior parte desses telegramas contêm informações e impressões de diplomatas norte-americanos sobre a atuação de governos e autoridades de diversos países, muitos dos quais têm causado constrangimento pelo mundo. As informações são da Associated Press.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Dezenas de dissidentes e ativistas de direitos humanos continuam sob prisão domiciliar na China enquanto o governo tenta coibir manifestações de apoio a Liu Xiaobo, ativista que está preso e ganhou o Prêmio Nobel da Paz neste ano, disse uma entidade com sede em Nova York.
O Partido Comunista Chinês mobilizou policiais e guardas para manter pessoas consideradas simpáticas a Liu confinadas em suas casas ou sob constante vigilância, disse a entidade Human Rights in China numa nota à qual a Reuters teve acesso nesta sexta-feira.
Dissidentes chineses também confirmaram essa situação, inclusive Liu Xia, mulher de Liu Xiaobo.
Liu Xiaobo foi condenado no ano passado a 11 anos de prisão por causa de suas críticas ao regime unipartidário e à sua participação num manifesto pró-democracia.
Liu Xia disse que seu marido tem a expectativa de que ela possa viajar a Oslo em dezembro para receber o prêmio. A China ainda não se manifestou a respeito, mas sua veemente condenação à concessão do prêmio torna essa hipótese improvável.
“As restrições sobre muitos de nós nunca antes foram tão rígidas”, disse o escritor Yu Jie, que faz campanhas pela liberdade de religião na China. “Não sei quanto isso pode durar. Pelo menos até dezembro, quando o Prêmio Nobel é entregue”, acrescentou Yu, que disse estar confinado em sua casa desde 8 de outubro, quando o Nobel da Paz para Liu foi anunciado.
fonte:www.redebomdia.com.br
A China lançou na sexta-feira (01), dia de sua festa nacional, a segunda sonda lunar, a Chang’e-2, mais uma etapa do ambicioso programa espacial de Pequim que pretende enviar homens à lua até 2020, informou o canal estatal CCTV.
A sonda, lançada por um foguete, decolou no horário previsto das 19H00 (8H00 de Brasília). A emissora exibiu imagens do foguete na rampa de lançamento pouco antes da saída, mas não o momento do lançamento.
Mais tarde mostrou imagens do foguete se distanciando no céu perto da base de Xichang.
A missão Chang’e 2 permitirá obter imagens mais precisas que as do antecessor Chang’e 1 da região lunar onde a China pretende fazer pousar um robô até 2013.
O lançamento coincide com o aniversário da tomada de poder pelos comunistas na China.
Em 1º de outubro de 1949, Mao Tse Tung proclamou na praça Tiananmen (Paz Celestial) de Pequim a República Popular da China.
No ano de 2003, a China se tornou, depois da Rússia e dos Estados Unidos, o terceiro país a enviar um homem ao espaço.
Em setembro de 2008, durante a missão Shenzhou VII, um “taikonauta”, como os chineses denominam os astronautas, fez uma saída ao espaço, confirmando assim os avanços do país na conquista espacial.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A Apple lançou sábado, na China, seu iPhone 4, com a abertura de duas novas lojas em Pequim e Xangai, que atraíram muitos aficcionados ao país, que é o principal mercado mundial de internet e telefonia móvel. Dezenas de pessoas fizeram fila, algumas durante mais de 24 horas, para serem as primeiras a ter o novo aparelho. “É como uma festa”, disse Yu Zhonghui, o primeiro da fila em Pequim, onde esperava pacientemente a vez desde as 5h da última sexta-feira, noticiou o jornal Global Times.
O iPhone 4 é vendido nas lojas Apple e pela operadora China Unicom, que já tinha recebido 50 mil pedidos na sexta-feira passada, primeiro dia em que os clientes puderam encomendar o ‘smartphone’. A versão de 16 Gigabytes do iPhone 4 custa 4.999 iuanes (739 dólares) e a de 32 Giga, 5.999 iuanes (887 dólares). Os preços são muito mais altos do que nos Estados Unidos, onde os aparelhos são vendidos por 199 dólares a versão de 16 Giga e 299 dólares, a de 32 Giga. Há apenas uma semana, outras filas tomaram conta das principais cidades chinesas para a aquisição do iPad.
A Apple tem quatro Apple Stores na China e a marca da maçã espera ter um total de 25 no país antes do fim de 2011. Assim como acontece com outros produtos Apple, o iPhone 4 já era vendido na China antes de seu lançamento oficial, graças às importações ilegais de Hong Kong e do exterior ou à venda do aparelho fabricado na China para exportação. A China tem pelo menos 420 milhões de internautas e mais de 800 milhões de usuários de telefones celulares, segundo números oficiais publicados no fim de junho.
Empresa é a grande favorita da mídia americana
A Apple atrai mais atenção da mídia americana do que as demais empresas do setor, segundo um estudo publicado segunda-feira pelo Instituto Pew Research Centers Project for Excellence.
O fabricante do iPad, do iPhone e do Macintosh consegue que 15% dos artigos sobre tecnologia falem sobre seus produtos. Além disso, a abordagem geralmente é positiva.
O Google fica em segundo lugar (11%), seguido pelas redes sociais Twitter (7%) e Facebook (5%), e pelo gigante da informática Microsoft (3%).
Depois de ter sido a empresa mais importante no setor tecnológico, a Microsoft perdeu visibilidade na mídia, assinalam os autores do estudo.
Por outro lado, a pesquisa indica que mais de 40% dos artigos dedicados à Apple sugerem que seus produtos são inovadores e de boa qualidade, enquanto 17% avaliam que estão supervalorizados.
A cobertura que a imprensa faz sobre o Google também é positiva: 20% dos artigos descrevem seus produtos (a ferramenta de busca, o correio eletrônico) como positivos e inovadores, enquanto 25% sugerem que eles ajudam a navegar melhor na internet.
Entretanto, em 19% dos artigos se fala de uma preocupação com o poder do Google e a quantidade de informações que possui.
De forma geral, a mídia americana se entusiasma com as novas tecnologias.
A pesquisa foi feita entre junho de 2009 e junho de 2010 com 52 mídias (11 jornais, 12 site, dez rádios e vários canais de televisão).
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O ministro japonês de Relações Exteriores, Seiji Maehara, rejeitou nesta quarta-feira (22) as reivindicações chinesas sobre as ilhas do Mar da China oriental que provocaram a atual crise diplomática entre os dois países, afirmando que a região “faz parte do território japonês”. “As ilhas Senkaku fazem parte do território japonês, e não há questão territorial”, disse Maehara em entrevista concedida em Nova York e difundida pelo canal de TV japonês NHK.
“Quando ocorre alguma coisa lá, tratamos isto de acordo com as leis de nosso país”. Japão e China enfrentam uma crise diplomática após a prisão do capitão de um pesqueiro chinês apreendido na zona das ilhas Senkaku. A crise começou no dia 7 de setembro passado, com a captura do pesqueiro chinês, que colidiu com dois barcos da Marinha do Japão na região das ilhas Senkaku ou Diaoyu (em chinês), uma zona pesqueira onde também pode haver importantes reservas de petróleo e gás.
Após o incidente, Pequim suspendeu os contatos a alto nível com Tóquio e convocou seis vezes seu embaixador no Japão para exigir a libertação do pescador.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A economia brasileira deverá crescer em torno de 7% em 2010, com uma das maiores taxas de expansão do mundo e com um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) atingindo o maior patamar dos últimos 24 anos. A afirmação foi feita hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acaba de discursar na abertura do evento “Maiores e Melhores”, da Revista “IstoÉ”, na capital paulista.
O ministro destacou que talvez só a China e a Índia possam apresentar taxas de crescimento em 2010 maiores do que a brasileira. Mantega citou que o País deverá criar cerca de 1,5 milhão de empregos formais, sendo o que mais irá gerar emprego em 2010, proporcionalmente. Em números absolutos, voltou a citar a Índia e a China. “Até estamos importando trabalhadores. Não só os brasileiros que foram trabalhar fora, como também trabalhadores estrangeiros”, reforçou o ministro, acrescentando que as classes sociais mais pobres do País estão diminuindo e que o Brasil já contabiliza mais de 50 milhões de pessoas inseridas na classe C.
“A renda do brasileiro está subindo tanto em dólar como em reais Por isso, empresários brasileiros estão adquirindo empresas no exterior”, disse Mantega, afirmando que já foram investidos na compra de empresas no exterior cerca de US$ 8,5 bilhões. Para ele, apesar da investida de empresas brasileiras no exterior enfraquecer a conta corrente do balanço de pagamentos, essa é uma boa notícia, uma vez que muda o cenário de que só empresários estrangeiros compram empresas brasileiras. O Brasil, segundo Mantega, é também um dos poucos países no mundo que está reduzindo a sua dívida pública.
“Estamos crescendo sem gerar descontrole. A inflação está perto do centro da meta e hoje o Brasil é um País respeitado em todo o mundo”, disse o ministro, para quem todo esse reconhecimento está atrelado também ao fato de o Brasil ter sido o último a entrar na crise e o primeiro a sair dela.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O serviço de buscas americano na internet Google, que mais cedo havia informado o bloqueio quase total de suas operações na China, admitiu na noite de quinta-feira (29) que cometeu um erro de avaliação, e que os usuários chineses “acessam normalmente” o sistema.
“Devido à forma com que medimos a acessibilidade na China, é possível que nossas máquinas tenham superestimado o nível de bloqueio(…). Parece que, no momento, os usuários na China acessam normalmente o nosso serviço”, disse uma porta-voz da Google.
No começo do mês, o Google anunciou que as autoridades chinesas renovaram sua licença comercial para operar em todo o país.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A China venceu mais uma disputa feita pela Transpetro para o fornecimento de aço para a construção de navios no País. Desta vez, foram 18,3 mil toneladas, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que prevê a construção de 49 navios até 2014. O presidente da companhia, Sérgio Machado, conta que participaram da concorrência 15 siderúrgicas de oito países, inclusive do Brasil, mas, que o preço chinês foi o mais competitivo. A importação de aço pela subsidiária da Petrobras tem sido motivo de embates frequentes entre siderúrgicas nacionais e a Transpetro.
Para tornar viável a construção das embarcações que irão ampliar a frota petroleira serão necessários 680 mil toneladas de aço. Desse total, a companhia já fechou a compra de 150 mil toneladas, sendo que apenas um terço desse volume foi adquirido de siderúrgicas brasileiras. O restante veio da Ucrânia e Coreia. Em palestra nesta 4ª feira (21), num seminário sobre mineração e siderurgia, Machado anunciou que a empresa aumentou em 30 mil toneladas a necessidade de aço para os próximos anos. Com isso, subirá para 710 mil toneladas o volume de encomendas da empresa à indústria siderúrgica.
A expansão se deve ao Programa de Modernização e Expansão da Frota – Hidrovia, que prevê a construção de 20 empurradores e 80 barcaças para a hidrovia Tietê-Paraná. Machado calcula que o projeto permitirá reduzir pela metade os custos de transporte, e ainda consome cinco vezes menos combustível. O executivo informou que até agosto abre as propostas encaminhadas pelas siderúrgicas para as 30 mil toneladas a serem compras pela empresa. Ele argumentou ainda que a importação do produto se deve a preços mais competitivos oferecidos pelos concorrentes estrangeiros. Mas, espera que as companhias nacionais possam começar a oferecer valores mais atraentes nas próximas concorrências.
“Não posso fazer com que a indústria naval, que está começando, seja penalizada por um preço de aço mais caro”, afirmou. Até o final do ano, a Transpetro deve comprar mais 50 mil toneladas de aço. A intenção é fechar entre agosto e setembro a primeira etapa dessa negociação feita em lotes de 15 mil a 20 mil toneladas. Segundo o presidente, as operações têm sido feitas a um custo de US$ 700 por tonelada.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
« Previous Entries