O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse terça-feira (3) que o Brasil é “lento e tímido” no apoio aos exportadores e que é preciso se convencer que a competição internacional é cada vez maior. “Portanto, temos que ser cada vez mais rápidos e mais efetivos no apoio aos exportadores”, afirmou, após participar do congresso Lean Summit 2010, na capital paulista. O ministro ponderou que o governo já tem adotado medidas no sentido de apoiar as empresas exportadoras, como a devolução de impostos recolhidos.
O ministro disse ainda que, apesar de a balança comercial estar registrando um superávit de US$ 9,237 bilhões no acumulado deste ano, 45,1% inferior ao superávit de US$ 16,818 bilhões registrado em igual período do ano passado, ainda há tempo de recuperá-la. Pelos cálculos de Jorge, o Brasil exportará neste ano o equivalente a US$ 180 bilhões e o saldo da balança poderá registrar um superávit de US$ 16 bilhões a US$ 18 bilhões.
O ministro comentou a entrevista da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ao jornal “O Estado de S.Paulo”, e disse concordar com ela que não há um processo de desindustrialização no País. “Concordo em gênero, número e grau com a candidata. Não há um processo de desindustrialização e precisamos apoiar mais os exportadores”, afirmou.
Aço
Jorge disse que o governo está acompanhando o preço do aço e de outros insumos, mas que, até agora, não foi detectado nenhum aumento abusivo que justificasse a redução da alíquota de importação. “Se for necessário, vamos reduzir. Já fizemos isso antes, podemos fazer de novo”, disse.
Jorge citou a mudança no sistema de precificação do minério de ferro, que “acaba tendo impacto natural sobre os preços do aço”. O novo modelo de precificação do minério, em vigor desde 1º de abril, prevê reajustes trimestrais e substitui o sistema anual (benchmark), utilizado até o ano passado. “O que é preciso é acompanhar exatamente que tipo de reajuste está sendo feito para que não prejudique a produção nacional”, afirmou.
Em meados de julho, a Agência Estado noticiou que o governo federal acelerou os estudos para uma eventual necessidade de voltar a zerar a alíquota de importação do aço e estaria pronto para tomar medidas imediatas em caso de aumentos abusivos e não justificados no setor. Os reajustes estão sendo monitorados pela área técnica dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento.
A Usiminas começou a implantar aumentos de 3,5% a 6% nos preços-base de referência de seus produtos em 1º de agosto. No início de junho, o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, informou reajuste médio no preço do aço no mês de julho de 4% e disse que outros 4% de alta estão previstos para outubro.
Calçados – Jorge disse hoje que a extensão da tarifa antidumping para os calçados importados da Malásia, Vietnã, entre outros países asiáticos, idêntica à aplicada contra a China, no valor de US$ 13,85 por cada par, depende apenas de regulamentação da Receita Federal.
Questionado sobre a previsão para que esta regulamentação esteja pronta, Jorge provocou seu colega do Ministério da Fazenda, Guido Mantega: “Não há previsão porque depende de outro ministério. Se fosse do nosso ministério já teria sido aprovada”, disse, voltando-se para jornalistas e afirmando: “Eu já falei com o ministro e se vocês puderem fazer mais um pedido ao Mantega seria ótimo, porque nós precisamos disso”. Jorge participou do Lean Summit 2010, que acontece em São Paulo.
Miguel Jorge confirmou o processo de triangulação das importação de calçados chineses por meio de outros países asiáticos para fugir da tarifa antidumping, aplicada desde setembro do ano passado, após processo protocolado em dezembro de 2008 na Organização Mundial do Comércio (OMC) pelo MDIC a pedido da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
O dumping – exportação de bens com preços inferiores aos praticados no mercado de origem – é considerado uma prática desleal pela OMC. Inicialmente, os sapatos chineses passaram a pagar uma sobretaxa de US$ 12,47, valor que foi elevado a US$ 13,85 em março. Segundo a Abicalçados, além da Malásia e do Vietnã, há indícios de triangulação por meio de Cingapura e Indonésia.
O ministro ressaltou que a possibilidade de extensão da tarifa antidumping a países com os quais fique comprovada a prática de triangulação já foi aprovada pelo Congresso Nacional, faltando apenas a regulamentação da Receita Federal. As importações de pares de sapatos da Malásia saltaram de 12 mil pares para 2,567 milhões de pares entre janeiro e julho do ano passado sobre o mesmo período de 2010, o que representou uma alta de 21.291%. Há um ano, a Malásia não constava nem entre os dez maiores exportadores de calçados para o Brasil, mas neste primeiro semestre foi o terceiro, atrás apenas do Vietnã e da China. No geral, as importações de calçados recuaram 21,5% entre janeiro e junho, com destaque para a queda de 60,1% dos pares chineses.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) e o Brasil iniciaram oficialmente as negociações para que o País passe a fazer parte da entidade. A meta é a adesão já em 2011. Ontem, a cúpula da maior instituição de pesquisa do mundo teve seu primeiro contato com o grupo de especialistas brasileiros que vai liderar o processo. A adesão deve custar anualmente US$ 10 milhões (cerca de R$ 17,6 milhões) ao País.
O Cern esteve envolvido na criação da internet e atualmente desenvolve o que está sendo considerado o maior experimento de física da humanidade, com o acelerador de partículas LHC. O objetivo da experiência é repetir as condições do universo após sua criação, há 14 milhões de anos.
Ontem, em uma conversa telefônica entre o diretor de Relações Internacionais do Cern, John Ellis, e o chefe do grupo de trabalho criado pelo governo para negociar a adesão, o pesquisador Ronald Cintra Schellard, ficou estabelecido que o Brasil será convidado para uma missão em setembro, em Genebra, para negociar os termos da adesão. O Cern estima que a candidatura brasileira deva ser alvo de uma votação em meados de 2011. Países como Índia e outros emergentes também buscam a adesão.
Cerca de cem brasileiros participam de projetos relacionados com o acelerador, mas de forma externa. São pagos, em sua maioria, por centros de pesquisa das principais universidades do País ou contratados por centros estrangeiros. O Brasil também fornece alguns equipamentos do LHC, como um chip com a capacidade de absorver a irradiação gerada pelos choques de partículas. Cientistas brasileiros ainda poderão acompanhar a coleta de dados realizados a partir dos choques, pois parte dos computadores do Cern estão no Brasil.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A banda norte-americana Smashing Pumpkins anunciou em seu site oficial que vai se apresentar em São Paulo, no Playcenter, no dia 20 de novembro.
No local e data acontece o festival Planeta Terra, cujos ingressos começaram a ser vendidos nesta quarta-feira. Os nomes confirmados até o momento para o festival são o grupo inglês de eletrônica Hot Chip e a banda francesa de pop rock Phoenix.
Recentemente, o líder do Smashing Pumpkins, o cantor e guitarrista Billy Corgan, desmaiou durante um show da banda na Flórida. Já recuperado, o músico se apresentou com a banda na última segunda-feira (26) em Nova York, na festa de 25 anos da revista norte-americana “Spin”.
A banda que tem sucessos como “Cherub Rock”, “1979″ e “Tonigh, Tonigh”, lançou o disco mais recente, “Zeitgeist”, em 2007. O Smashing Pumpkins já se apresentou no país em 1996 e 1998.
Fonte:www.uol.com.br
Se foi insuficiente para elevar a participação do Brasil no Produto Interno Bruto (PIB) global, o crescimento mais acelerado dos últimos anos fez a renda per capita atingir níveis recordes. Nas estatísticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o valor mais alto do PIB per capita brasileiro foi alcançado em 2008: US$ 10.325, pelo critério conhecido como Paridade do Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês). Este ano, segundo o Fundo, deve chegar a US$ 10.289. Mas, como essa projeção foi elaborada antes de a instituição aumentar sua estimativa para o crescimento do País no ano (de 5,6% para 7,1%), é provável que o PIB per capita de 2010 seja o maior da história brasileira.
É um valor baixo se comparado ao dos Estados Unidos, por exemplo, onde o PIB per capita supera os US$ 46 mil. Mas superior ao da China (US$ 6.500) e Índia (cerca de US$ 3 mil). É por isso que alguns especialistas argumentam que o Brasil não precisa almejar as taxas de crescimento da China e da Índia – o estágio de desenvolvimento já está mais avançado aqui. “O problema do PIB per capita é que se trata da média. Como sabemos, o Brasil é um dos países com a maior desigualdade do mundo”, lembra o economista Simão Davi Silber, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). O Brasil tem o 9.º maior PIB do mundo, mas é apenas o 73.º no ranking do PIB per capita.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) informou que o Brasil é o 3.º país mais desigual do planeta, melhor apenas do que Bolívia, Madagascar, Camarões, Tailândia, África do Sul e Haiti. Existem receitas variadas para reduzir a desigualdade. O ponto comum nas avaliações: investimento em educação.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A demanda de passageiros é uma das maiores interrogações no projeto do trem de alta velocidade (TAV), que unirá as duas principais metrópoles brasileiras. Cálculo preliminar feito pelo Ibmec-RJ a partir das variáveis do edital, como investimento inicial, tarifa, percurso e capacidade, indica que seria necessária lotação integral durante toda a operação entre Rio e São Paulo para garantir a viabilidade econômica do trem-bala.
“É um cálculo preliminar, porque não dispomos de informações abertas de todos os itens necessários para um estudo mais aprofundado. Tomando como referência o teto da tarifa, a viabilidade econômica – do ponto de vista pura e simplesmente do investidor – se daria com uma taxa de ocupação de quase 100% do uso dos trens, o que é inviável, basicamente impossível”, explica Luiz Magalhães Ozório, professor de Finanças do Ibmec.
Roberto Zentgraf, coordenador dos MBAs do Ibmec e coautor do estudo, explica que, além da perspectiva de investimento de R$ 33 bilhões e da fixação da tarifa de R$ 0,49 por quilômetro, foram verificados os percursos, tomando como referência uma taxa de ocupação próxima ao que hoje se verifica em outros modais de transporte, como a ponte aérea e a ponte rodoviária. “Usamos números de custos e margens de lucro de empresas no exterior, principalmente da França e do Japão”, explicou.
Os professores chamam a atenção para a taxa de ocupação atual da ponte aérea Rio-São Paulo, um dos corredores nacionais mais rentáveis de transporte de passageiros: 57%. “Obviamente, algumas companhias conseguem a totalidade em alguns horários, mas não todo o tempo. Tomando isso como referência, uma taxa de mais de 90% não nos parece viável, mesmo com uma taxa de eficiência bem alta, a não ser que fosse elevado o valor da tarifa. Mas aí o projeto perderia em competitividade de preços”, diz Zentgraf.
EDITAL
O edital da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estima uma receita anual de R$ 1,314 bilhão para o trem-bala, sendo R$ 811,7 milhões em horário de pico e outros R$ 502,2 milhões fora dele. A participação de mercado prevista no edital é 52,9% do mercado total. Sem contar o trem-bala, as projeções apresentadas no documento revelam que, em 2014, a demanda total entre Rio de Janeiro e São Paulo será de 10,7 milhões de viagens, com uma participação de mercado para avião de 68%, 16% para carro e 15% para ônibus.
Ainda de acordo como estudo apresentado no edital da ANTT, a projeção para 2014 revela que o fluxo maior de passageiros do trem-bala ficará entre São Paulo e Campinas, com 12,3 milhões de passageiros. O segundo maior fluxo é São José dos Campos-São Paulo, com 8,6 milhões de passageiros; o terceiro, entre Rio de Janeiro e Volta Redonda/Barra Mansa, com quase 2,6 milhões de passageiros. Todos os outros fluxos como, por exemplo, Rio de Janeiro- São José dos Campos, geram baixos níveis de demanda.
“O TAV é bem-sucedido na demanda desviada do carro em viagens mais curtas, que têm uma finalidade de viagem a trabalho, tais como Rio de Janeiro-Volta Redonda e São Paulo-Campinas”, conclui o estudo. Se o trem de alta velocidade fosse colocado em operação em 2008, data do primeiro levantamento, um pouco menos da metade das viagens existentes entre Rio de Janeiro e São Paulo seria desviada para o trem-bala. “A previsão é que cerca de 46% das viagens aéreas, 60% das viagens de ônibus e 38% das viagens de carro seriam desviados”, diz o texto do documento.
MIGRAÇÃO
Pedro Janot, presidente da Azul Linhas Aéreas, companhia que oferece voos entre o Rio e Campinas, concorda que alguns passageiros podem migrar para o trem-bala. “Num primeiro momento, o trem-bala pode roubar um pouco dos passageiros do avião, mas numa segunda etapa os dois modais vão crescer juntos”, acredita. Adotando a linha da boa concorrência, ele afirma que o projeto criará sinergia com os aeroportos. “A ponte aérea é um produto caro e elitista. O trem-bala trará competição a essas estruturas Há mercado para os dois produtos, mas certamente vamos ter de nos adequar a essa nova competição.”
A Gol também diz defender investimentos em infraestrutura, especialmente os que permitem mais acesso das populações do interior aos principais aeroportos. Em nota, a companhia declarou, no entanto, que considera prematuro fazer avaliações detalhadas a respeito do impacto do trem-bala sobre a demanda do setor de aviação comercial. Procurada, A TAM não quis comentar o assunto.
Os professores do Ibmec-RJ fizeram uma simulação para uma taxa de ocupação do trem-bala entre 40% e 50%. “A tarifa que se precisaria cobrar para garantir a rentabilidade seria próxima a R$ 1 por quilômetro, o dobro do que está sendo pedido”, diz Ozório. Ele lembra que isso determinaria uma passagem final em torno de R$ 400. “Seria R$ 100 a mais do que a tarifa média da ponte aérea, o que criaria outra dificuldade de competitividade ”
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai financiar o projeto, não quis comentar o estudo realizado pelo Ibmec-RJ. “O banco lembra que está na internet, no site da ANTT ( www.tavbrasil.gov.br), à disposição da sociedade, o amplo e profundo estudo de viabilidade técnica e econômica para implantação do trem de alta velocidade (TAV) Rio-São Paulo, realizado por consultoria especializada, selecionada mediante concorrência internacional organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento”, diz a nota enviada pelo banco à reportagem.
OPERAÇÃO DEFICITÁRIA
Os professores do Ibmec ressaltam que, no mundo inteiro, operações como a do trem-bala costumam ser deficitárias, ao menos nos primeiros anos. “Isso não é exclusivo do Brasil. É um tipo de investimento que não deve ser olhado só pelo lado financeiro”, diz Zentgraf. O professor argumenta, ainda, que a entrada do Estado empreendedor será necessária para garantir a obra, com financiamento de baixo custo e com renúncia fiscal.
“O Estado precisa saber elencar o que é mais importante. Nos próximos anos, teremos dois eventos esportivos que vão exigir investimentos enormes. E me pergunto: é melhor investir em infraestrutura de aeroporto, para receber as pessoas que vêm para cá, em segurança ou no trem-bala? É um bom exercício. O Brasil precisa começar a pensar de que forma o dinheiro público é usado, porque ele é escasso”, diz Zentgraf.
FINANCIAMENTO
Os termos do financiamento do BNDES ao projeto do trem-bala estão praticamente prontos e devem ser anunciados nos próximos dias, segundo fonte ligada à operação. Os juros aplicados ao empréstimo estão entre os de menor nível na escala do banco: taxa de juros de longo prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano, mais spread/taxa de risco de 1%. O prazo deve ser de 30 anos com carência de cinco.
De acordo como que já foi divulgado no edital da Agência Nacional de Transportes Terrestres, o banco poderá financiar até 60,3% do projeto ou R$ 19,977 bilhões – o que for menor. Será sobre a taxa de juros que o governo poderá promover uma equalização. Se o retorno do projeto for menor do que o estimado pela ANTT, será feito um cálculo de dedução dessa taxa de juros que ficará em torno de 0,3%. O máximo que poderá ser recalculado do empréstimo, nos primeiros cinco anos de operação do trem, é de R$ 4 bilhões. Do sexto ao décimo ano, mais R$ 1 bilhão pode sofrer equalização, se necessário. Ou seja: o máximo que o governo pode equalizar no total do financiamento é de R$ 5 bilhões.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O ministro Carlos Eduardo Gabas afirmou nesta quinta-feira que a Previdência Social teve um déficit de R$ 22,932 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de 1,2% na comparação com o mesmo período de 2009, quando o valor ficou em R$ 22,572 bilhões.
De acordo com Gabas, a Previdência arrecadou R$ 95,477 bilhões – 10% a mais que no primeiro semestre de 2009 -, mas teve despesas no valor de R$ 118,309 bilhões, 8,1% acima do registrado entre janeiro e junho de 2009.
Com o aumento no déficit, Gabas disse que a Previdência precisou reformular a estimativa anual do “rombo”. A projeção, que era de R$ 45 bilhões, foi elevada para R$ 47 bilhões. De acordo com o ministro, o motivo seria o reajuste de 7,7% aprovado em junho para as aposentadorias maiores que um salário mínimo, já que o governo contava com um reajuste de 6,14%. Gabas afirmou que a estimativa ainda pode ser revista em agosto ou setembro, podendo chegar até a R$ 50 bilhões.
Apesar do aumento no déficit semestral, o mês de junho sozinho apresentou bons resultados para a economia. A arredação previdenciária foi recorde para o mês, com R$ 16,58 bilhões. O déficit mensal foi de R$ 2,78 bilhões, uma queda de impressionantes 21,6% em comparação com 2009.
Fonte:www.redebomdia.com.br
Incrementado pela definição do edital de licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV) Campinas-São Paulo-Rio, o volume de investimentos no setor ferroviário deverá alcançar R$ 55,7 bilhões entre 2010 e 2013. A estimativa é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que projeta financiar quase a metade desse montante: R$ 25,7 bilhões. Segundo Dalmo Marchetti, gerente do Departamento de Transporte e Logística do BNDES, os investimentos do setor estacionados na casa dos R$ 4 bilhões por ano deverão subir para R$ 6 bilhões anuais a partir deste ano.
Tirando os R$ 33 bilhões estimados para o TAV, o setor ferroviário de cargas deverá investir R$ 24,7 bilhões até 2013. Pelo levantamento de projetos do BNDES, cerca de 36% desse montante irão para a expansão da malha atual de 28 mil quilômetros. Para o técnico do BNDES, após as concessões privadas, no fim da década de 90, e o ciclo de investimentos em ganhos de produtividade, o setor ferroviário de cargas entra numa terceira fase de desenvolvimento. Embora a velocidade média ainda seja considerada baixa, as tarifas e o volume transportado por quilômetro têm subido, capitalizando as empresas para investir em expansão.
“A produção do setor tem aumentado 7% ao ano ao longo da última década e o investimento cresce mais rápido, 15% ao ano. Com os projetos de expansão, essa taxa vai acelerar ainda mais”, diz Marchetti. Segundo o levantamento do BNDES, as concessionárias responderão por uma contrapartida de 37% dos investimentos previstos. Já o governo, que quer expandir a malha para 40 mil quilômetros até 2020, deve contribuir com 20%. Quatro projetos da estatal Valec lideram a expansão da malha: a Ferrovia Centro-Oeste, a Oeste-Leste, a ampliação da Norte-Sul, e a ligação Panorama-Porto Murtinho, que somam quase 10 mil novos quilômetros.
Os investimentos da Valec não terão financiamento do BNDES, mas o banco já apoia obras da iniciativa privada, como a Transnordestina e a expansão da Ferronorte. Deverá também financiar outros projetos em planejamento, como o Ferroanel de São Paulo, que contorna a região metropolitana. Até 2013, o BNDES projeta um crescimento de pelo menos 24% da malha atual. “É uma expansão bastante significativa, se analisarmos que até 2007 não havia expansão nenhuma. A distância média do transporte em ferrovia é de 550 quilômetros. O transporte rodoviário é muito competitivo em distâncias maiores. A expansão do sistema é importante para aumentar a inserção da ferrovia no transporte de longa distância”, observa Dalmo.
O banco já financia projetos como o da Transnordestina e a expansão da Ferronorte até Rondonópolis, mas o novo ciclo de investimentos em ferrovias mudará o patamar dos desembolsos do BNDES para o setor. Entre 2004 e 2008, o banco liberou R$ 4,2 bilhões para ferrovias, participando de 29% do conjunto de investimentos. Agora, prevê R$ 7 bilhões até 2013 apenas para o setor ferroviário de carga.
Segundo Marchetti, a missão de financiar 60% do valor estimado para o TAV não ameaçará a perspectiva de desembolsos do banco para o setor de carga. O vencedor da licitação deverá tomar R$ 19,9 bilhões no BNDES para tirar o trem-bala do papel, mas o banco espera contar com ajuda da União para fazer frente ao projeto. Com os investimentos esperados pelo BNDES e o TAV, o setor ferroviário deverá responder por 52% dos investimentos do País em logística até 2013, estimados em R$ 106,6 bilhões pelo banco. O BNDES deve financiar R$ 46 bilhões desse total. O restante irá para portos (14%) e rodovias (34%).
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O governo marcou o leilão do trem de alta velocidade entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas para 16 de dezembro. O edital estabelece valor de 0,49 real por quilômetro como tarifa máxima. Vence a empresa ou consórcio que se dispuser a cobrar menos.
No âmbito do projeto, cujo edital está sendo lançado nesta terça-feira, o governo enviará projeto de lei ao Congresso para criação de uma estatal vinculada ao Ministério dos Transportes e que terá participação na concessionária responsável pelo trem-bala.
A Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) será responsável por supervisionar a execução de obras de infraestrutura e a implantação do sistema ferroviário, além de promover a desapropriação de terras e de bens necessários para a obra. Outras atribuições da Etav serão maximizar o conteúdo nacional no projeto e capacitar mão de obra.
A Etav vai, ainda, subscrever ações no montante de até 3,4 bilhões de reais da concessionária, sendo 1,135 bilhão de reais em dinheiro e 2,265 bilhões de reais por meio de moeda ou ativos decorrentes das desapropriações de terras.
O edital para a licitação do trem-bala e os anexos estarão disponíveis a partir de 14 de julho no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Os envelopes com as propostas deverão ser entregues em 29 de novembro. O leilão marcado para 16 de dezembro ocorrerá na BM&FBovespa, em São Paulo, às 11h.
Caso haja empate entre os valores de tarifa-teto ofertados na licitação, será considerada vencedora a proponente que comprovar na fase de pré-qualificação técnica maior tempo de operação comercial de sistema de trem de alta velocidade.
Fonte:www.redebomdia.com.br
O brasileiro paga caro pela internet e não recebe as informações corretas sobre o serviço que é oferecido. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que comparou o preço e a qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras. “A internet no Brasil é cara, lenta e restrita”, ressaltou Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável pela pesquisa. Na visão do instituto, a concorrência “quase inexistente” é a principal vilã para os preços da banda larga no mercado brasileiro.
Para ter internet rápida em casa, o brasileiro paga em média US$ 28 por mês, valor que chega a 4,58% da renda per capita no País, segundo o Idec. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas do mundo.
A pesquisa mostra que a velocidade média é de pouco mais de um megabit por segundo (Mbps), 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no País têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 e 2 Mbps.
O Idec aponta ainda diversas deficiências de qualidade na prestação do serviço aos clientes. A principal queixa do órgão de defesa do consumidor é em relação à variação da velocidade, pois a maioria das empresas só se compromete a entregar um porcentual mínimo de conexão. Segundo o Idec, o site e o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ajato, por exemplo, nada falam sobre o problema. E o contrato prevê que a operadora não se responsabiliza pelas diferenças de velocidade em decorrência de fatores externos.
Na Net, o site e o SAC nada falam sobre variação de velocidade. Mas o contrato prevê que a velocidade máxima ofertada em cada uma das faixas é de até 10% da indicada. No caso da Telefonica, o site não fala sobre variação de velocidade e o SAC informa que a velocidade pode variar. O contrato, por outro lado, prevê que as velocidades estão sujeitas a variações.
O site da GVT não informa sobre variação de velocidade. O SAC informa que há pouca variação de velocidade e o contrato prevê que algumas velocidades máximas são garantidas apenas para o acesso à rede da GVT. A Oi, segundo o Idec, também não dá informações sobre variação de velocidade no site da empresa. Seu SAC informa que a velocidade é sempre a mesma, em qualquer horário, e o contrato, por outro lado, prevê que as faixas de velocidade não são garantidas.
Outro lado
Procurada, a GVT informou que sua proposta de valor é oferecer “o melhor custo-benefício do mercado”. A Telefônica informou que “tem compromisso com a garantia da qualidade na oferta e prestação do serviço de banda larga, seja com a marca Speedy, seja com a marca Ajato”. A Oi informou que “os custos incorridos na prestação do Oi Velox (…) são diferenciados por localidade”. Já a Net disse que “garante em contrato o mínimo de 10% da velocidade contratada, e não apenas 10%”.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Os ingressos para os shows do Rush no Brasil começam a ser vendidos para todo o público no próximo dia 21 de julho com preços entre R$ 160 e R$ 500. A banda se apresenta em São Paulo no dia 8 de outubro, no Estádio do Morumbi, e no Rio de Janeiro em 10 de outubro, na Praça da Apoteose.
Para o show de São Paulo há ingressos por R$ 160 (arquibancada laranja), R$ 180 (arquibancadas azul e vermelha), R$ 200 (arquibancada vermelha especial), R$ 250 (cadeira inferior e pista), R$ 300 (cadeira superior) e R$ 500 (pista vip). Para a apresentação do Rio as entradas custam R$ 220 (pista e arquibancada) e R$ 500 (pista premium). Há meia-entrada para todos os setores nas duas cidades.
Os ingressos para as duas capitais estarão à venda no site www.ticketsforfun.com.br, pelo telefone 4003-0696 (válido para todo o país), em pontos de vendas credenciados e nas bilheterias oficiais: Estacionamento anexo ao Credicard Hall (São Paulo) e Citibank Hall (Rio).
Apesar das vendas começarem apenas no dia 21, clientes Credicard, Citibank e Diners têm preferência e poderão comprar a partir da meia-noite de quarta-feira (14) pelos mesmos canais de venda.
O Rush vem ao Brasil com a turnê “Time Machine”, que começou dia 29 de junho e passará por mais de 40 cidades norte-americanas, inclusive por Los Angeles onde recentemente ganhou uma estrela na conhecida “Calçada da Fama de Hollywood”, antes de chegar à América do Sul.
A formação do Rush, que possui mais de 40 milhões de discos vendidos, tem Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria). Indicados ao “Canadian Songwriters Hall of Fame”, o Rush também foi indicado a diversos prêmios Grammy, além de ter levado alguns “Juno Awards” (mais importante premiação da música canadense). Eles foram indicados ainda ao Hall da Fama canadense em 1994.
Fonte:www.uol.com.br
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