Na votação de uma emenda que elevava o valor do mínimo para R$ 560,00, o governo conseguiu 54 votos dentre os 81 senadores e derrubou a proposta. A sanção deve ocorrer nos próximos dias para o novo salário passar a valer a partir de março.
Se na Câmara o PMDB ganhou o teste de fidelidade dando todos os seus votos à proposta da presidente Dilma Rousseff, no Senado o PT enquadrou o gaúcho Paulo Paim e entregou todos os seus 15 votos ao governo.
No PMDB do Senado, somente Jarbas Vasconcelos (PE) e Roberto Requião (PR) votaram contra o governo entre os 19 senadores da bancada. Jarbas é dissidente histórico e Requião, apesar de votar contra o Palácio, subiu à tribuna para dizer que é governista. Os peemedebistas Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC) e Pedro Simon (RS) se abstiveram.
Além dos R$ 560,00, propostos pelo DEM, foram realizadas mais duas votações nominais na sessão, todas vencidas com tranquilidade pelo governo. Na de R$ 600,00 o placar foi de 55 a 17 contra o valor, com cinco abstenções.
Numa emenda que tentava retirar do texto a permissão de reajustes por decreto até 2015 o placar foi de 54 a 20 a favor do texto desejado pelo governo.
Cerca de 2 mil estudantes fazem um protesto na região central de São Paulo contra o aumento na tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3. A concentração, organizada pelo Movimento Passe Livre, teve início às 17 horas, na altura do número 2173 da Avenida Paulista, na faixa da esquerda.
Por volta de 19h50, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os manifestantes estavam na Avenida Brigadeiro Luís Antônio com a Alameda Santos, e, deitados e sentados, bloqueavam a via.
Na semana passada, um outro protesto contra o aumento na tarifa terminou em confusão quando os estudantes tentavam fechar a Avenida Ipiranga, e foram alvo de bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha por parte da Polícia Militar (PM).
Este foi o segundo ano consecutivo de reajuste de ônibus. Segundo o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o acréscimo é necessário para custear a construção de novos terminais de ônibus e a ampliação da frota dos coletivos.
O Banco Central admite que o cenário econômico piorou desde a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação de setembro. Na edição de dezembro do documento, divulgada hoje, os diretores da instituição afirmam que “o balanço de riscos associado ao cenário prospectivo para a inflação evoluiu desfavoravelmente desde a divulgação do último relatório”. “Isso se manifesta, por exemplo, na elevação nas projeções de inflação”, cita o documento.
Os membros do comitê afirmam que, no âmbito externo, o principal risco está no preço das matérias-primas (commodities). Segundo o texto, a chance de contaminação da economia brasileira por aumento desses preços “tem se exacerbado pelo processo, ainda em curso, de aumento da liquidez global”. “O recente aumento de preços no atacado tem relação estreita com a alta dos preços das commodities no mercado internacional”, reconhece o BC.
O documento afirma que, especialmente no caso dos preços agrícolas, foi possível observar aceleração forte no trimestre entre setembro e novembro, “o que alterou negativamente o cenário apresentado no último Relatório de Inflação”. Apesar disso, o BC não admite que foi pego de surpresa. “Tal alteração em certa medida foi antecipada pelo Comitê e, de fato, parte substancial da elevação dos preços das commodities já foi incorporada aos preços ao consumidor.”
Mesmo minimizando o efeito desses aumentos, o BC afirma que “um risco que se apresenta é de que as pressões oriundas do mercado de commodities perdurem, sem a contrapartida de movimentos, em sentido contrário, de ativos domésticos, o que, aliás, ocorreu em episódio recente”.
Juros
O Relatório Trimestral de Inflação subiu o tom ao tratar das perspectivas para a política monetária. Ao comentar que as previsões para a inflação “se posicionam acima da meta de 4,5% estabelecida pelo CMN para a inflação em 2011″, os diretores do BC afirmam que “desvios em relação à meta, na magnitude dos implícitos nessas projeções, sugerem necessidade de implementação, no curto prazo, de ajuste na taxa básica de juros”.
A reação da taxa Selic, explicam os diretores do BC, tem como objetivo “conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como de reforçar a ancoragem das expectativas de inflação”.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O recente pacote de arrocho do crédito baixado pelo governo deve tirar perto de R$ 2 bilhões do consumo no fim do ano. Mesmo assim, sustentado pelo aumento da renda e do emprego e pelo maior número de trabalhadores que recebem o 13º salário, este Natal será o melhor da década. As vendas do comércio em dezembro devem atingir R$ 96,2 bilhões, segundo cálculos da MB Associados.
Empresários do comércio e economistas dizem que o maior impacto do pacote no comércio virá em 2011. É que as redes varejistas mantêm neste mês as condições de financiamento para não perder vendas de eletrônicos e itens de informática. Mais do que isso, parte dos comerciantes acredita que poderá ganhar. Como os financiamentos de carros em prazos longos e sem entrada ficaram mais caros, o consumidor poderá substituir a compra do carro zero por uma TV fininha ou
um microcomputador portátil. Esses produtos estão na lista dos mais desejados no Natal e, normalmente, são vendidos no crediário.
Cálculos da consultoria mostram também que o aperto no crédito combinado com a alta da taxa básica de juros básica em 2011 para segurar o avanço da inflação poderá enxugar o consumo em quase R$ 20 bilhões ao longo de 2011. “O Natal vai ser muito bom. O maior da era Lula em valores absolutos. Talvez, pudesse ser melhor sem o pacote”, afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.
A pedido da reportagem, Vale projetou as vendas reais do varejo ampliado, que incluem, além de roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, automóveis, motocicletas, partes e peças e materiais de construção, para este mês e 2011, antes e depois do aumento dos depósitos compulsórios dos bancos. Com o crédito crescendo na casa de 25%, a projeção inicial de Vale era que as vendas do comércio ampliado neste mês atingissem R$ 98 bilhões.
Agora, ele reduziu a projeção de vendas para R$ 96,2 bilhões, levando em conta que o ritmo de crescimento do crédito ao consumo diminua para algo entre 15% e 20%. Com isso, o faturamento cresce em dezembro R$ 3,3 bilhões ou 3,5% na comparação o mesmo mês de 2009. “O grande desafio fica para 2011”, afirma o vice-presidente comercial do Walmart,
José Rafael Vasquez. Ele diz que, por enquanto, a rede registra crescimento de dois dígitos nas vendas em relação a
dezembro de 2009. “Hoje, a taxa está muito mais próxima de 20% do que 10%”, diz, ressaltando que não mudou as
condições de crédito.
O Magazine Luiza é outra rede que está em ritmo acelerado. A empresa fatura neste mês entre 25% e 30% a mais em relação a dezembro de 2009, considerando as mesmas lojas. O superintendente da rede, Marcelo Silva, diz que as
condições de crédito estão mantidas e observa que hoje, mais importante do que a taxa de juros, é o aumento do nível
de emprego como motor das vendas. De toda forma, o radar da presidente do grupo, Luiza Helena Trajano, captou mudanças. “Para 2011, como será primeiro ano de novo governo, alguma freada vai ter, mas nada que mude o pilar
da economia.”
O diretor da Máquina de Vendas Rodolfo França Jr. conta que as metas da rede para 2011 serão traçadas só depois do Natal. Por enquanto, a rede mantém as condições do crediário, como taxas de juros e prazos, mesmo tendo de sacrificar margens para não perder vendas. “Vamos segurar um pouco”, diz ele.
Na análise do vice-presidente da Semp Toshiba, Caio Ortiz, que produz TVs, o pacote de crédito que atingiu em cheio os carros pode beneficiar o setor, com a migração para a compra de TV de LCD e notebooks.
À vista
Com mais renda e confiança no emprego, o consumidor começa a privilegiar as compras à vista em detrimento do
crediário. Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que as consultas para compras com
cheque subiram 18% até o dia 9 deste mês em relação a igual período de 2009. Enquanto isso, as consultas para o crediário cresceram 10,4%. Até o mês passado, o crediário crescia mais que a venda à vista. Essa inversão não reflete ainda, segundo o economista da ACSP, Marcel Solimeo, o efeito do pacote para tirar a euforia do consumo.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O mercado brasileiro de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, deve fechar o ano com crescimento de 3,64%, segundo estimativa divulgada hoje pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás). O crescimento, porém, é influenciado pela baixa base de comparação do ano passado, quando a indústria ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional, avaliou o presidente da entidade, Sérgio Bandeira de Melo.
O consumo industrial e comercial deve fechar o ano com alta de 10,2%, enquanto as vendas de botijões de 13 quilos subirão apenas 1,1%. O executivo disse que o crescimento da construção civil também contribui para o aumento das vendas de botijões maiores, uma vez que os novos condomínios estão sendo projetados com abastecimento coletivo de gás de cozinha. Para o ano que vem o Sindigás espera um aumento de 2,23% nas vendas (alta de 1,3% nos botijões de 13 quilos e de 4,7% nos mercados comercial e residencial).
A entidade espera também retomar as discussões a respeito de mudanças no modelo de subsídio ao consumo de GLP por famílias de baixa renda, hoje incluído no Bolsa-Família. O Sindigás defende que a parcela destinada ao botijão de gás seja carimbada para a compra do produto. “Hoje, muita gente usa lenha e gasta o dinheiro do gás em outros produtos”, argumentou o presidente da entidade, que calcula que 32,4% da energia consumida em residências brasileiras seja hoje proveniente da lenha.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A atividade industrial paulista voltou a crescer em outubro. Após recuo no mês anterior (-0,4%), o INA (Indicador de Nível de Atividade) registrou aumento de 0,5% com ajuste sazonal, de acordo com o índice divulgado nesta terça-feira pela Fiesp.
No acumulado do ano, a alta é de 11%, ou seja, o segundo melhor outubro da série desde 2003. As horas trabalhadas na produção também aumentaram 0,4 %ante a setembro, enquanto as vendas reais recuaram 0,5% no mês.
Já o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) apresentou ligeira elevação, passando de 82,2% em setembro para 82,8% em outubro na série ajustada. Sem ajuste sazonal, o Nuci também registrou crescimento de 84,3% em outubro contra 83,6% em setembro.
Atividade industrial
Entre os setores que mostraram crescimento estão Máquinas e Equipamentos, com alta de 0,3%, e Produtos Químicos e Farmacêuticos, com avanço de 0,4%. Já entre os que tiveram baixas, o destaque vai para Celulose, papel e produtos de papel, com decréscimo de 1,5%.
Olhar do empresário
A pesquisa Sensor – que aponta a perspectiva dos empresários em relação ao cenário econômico do mês corrente – mostra que a atividade paulista, mesmo com ritmo mais lento, mantém sua trajetória de crescimento.
O Sensor geral caiu neste mês: de 52,6 para 51,2 pontos na passagem mensal. Já o item Vendas também registrou queda, passando de 51,8 pontos em outubro para 48,3 em novembro. O efeito contrário foi sentido em Emprego, com ligeira alta: 56,1 contra 54,4 pontos na medição anterior.
O Estoque ficou praticamente estável, com 45,0 pontos. Em contrapartida, o item Mercado revelou queda expressiva, passando de 52,1 para 46,7 pontos atuais. O item Investimento ficou mantido em 59,8.
fonte:www.redebomdia.com.br
O estoque de crédito habitacional e imobiliário atingiu em setembro R$ 172,16 bilhões, um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior, informou hoje o Banco Central (BC). Os dados de crédito imobiliário têm uma defasagem de um mês em relação ao volume total de operações de crédito divulgado pelo BC.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O volume de recursos destinados às empresas atingiu R$ 46,775 bilhões, alta de 2,8% ante agosto, enquanto o estoque para as pessoas físicas somou R$ 125,385 bilhões, uma expansão mensal de 3,9%. Nos 12 meses encerrados em setembro, o estoque de crédito imobiliário concedido pelo sistema financeiro teve uma expansão de 46,8%. Em 2010, o avanço foi de 34,5%, de acordo com os dados apurados pelo Departamento Econômico (Depec) do BC.
Cheque especial
A mais cara operação de financiamento para pessoas físicas, o cheque especial, teve queda forte em sua taxa média de juros, indo na contramão do crédito para as famílias em geral. De acordo com os dados do BC, o cheque especial teve juro médio de 163,6% ao ano em outubro, ante 167,2% ao ano em setembro. No período, o juro médio das pessoas físicas subiu de 39,4% para 40 4% ao ano.
Concessões de crédito
A média diária das concessões de crédito livre teve alta de 2,7% em outubro ante setembro, segundo o BC. No período, a média diária das concessões para pessoa física subiu 4,3%, enquanto para pessoa jurídica teve expansão de 1,5%. Nos 12 meses encerrados em outubro, a média diária de concessões tem alta de 15,9%, com o segmento pessoa física subindo 24,7% e o segmento pessoa jurídica com alta de 10,6%.
O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2011 de Sorocaba terá um reajuste em torno de 6%. Esse índice se refere à correção dos valores praticados no exercício deste ano, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-E) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no período de 12 meses. Aos carnês do IPTU ainda poderão serão incorporados, caso aprovado pela Câmara, um reajuste de 15% na taxa do lixo. A administração municipal prevê, no orçamento de 2011, arrecadar R$ 88,8 milhões em receita aos cofres públicos com esse tributo. Para se ter uma ideia, para este ano a estimativa é de uma arrecadação desse tributo da ordem de R$ 72,4 milhões.
A informação foi dada na manhã de ontem pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB), que fez questão re ressaltar que não haverá aumento real, apenas a correção da inflação. Segundo ele, o cálculo é basicamente o valor deste ano com a correção da inflação do IPCA especial, índice que corrige a Planta Genérica e arredonda na mesma correção os valores. “Em valores reais não vai haver aumento. Em valores nominais sim, porque vai ter um valor maior no carnê do imposto. Apenas a taxa de lixo que nós vamos fazer esse reajuste, incorporando uma parte desse custos adicionais, que é a questão do aterro antigo”, afirmou.
Como os valores do imposto são lançados em real, não existe uma correção monetária no decorrer do ano e, por isso, se torna necessária essa atualização na mudança do exercício fiscal, ressalta o prefeito. No ano passado, a Prefeitura enviou cerca de 233 mil carnês, que foram corrigidos em 4,09%.
Os carnês deverão ser enviados a partir de janeiro. O primeiro vencimento, como ocorre todos os anos, está previsto para acontecer a partir do décimo dia útil de fevereiro. O mesmo prazo é previsto para os pagamentos à vista em cota única, sendo que neste caso, os contribuintes terão direito a um desconto de 5% sobre o valor devido. O IPTU também poderá ser pago parceladamente em 10 vezes. A partir do ano que vem o contribuinte poderá parcelar em três vezes e ainda obter o mesmo percentual de desconto oferecido no pagamento à vista, conforme lei aprovada no final de 2009.
Taxa do lixoO prefeito voltou a defender o reajuste de 15% na taxa do lixo e disse achar “justo e necessário” que esse novo custo seja rateado com toda a população sorocabana. Enfatizou que o reajuste de 15% na taxa do lixo para a população, na realidade representará cerca de 7% de aumento real, já que a média de outros 8% já seria repassado pela correção do período.
Segundo ele, em valores, o percentual de aumento deve ficar em torno de R$ 8 a R$ 10 por ano para cada munícipe. “Assimilar R$ 10 por ano as famílias poderão incorporar. Embora não seja uma atitude popular e nem simpática, é necessária. Acho que eu tenho essa responsabilidade”, afirmou.
Lippi reconheceu que o Poder Público Municipal poderia absorver essa correção e não repassar à população, mas ressalva que isso “certamente comprometeria investimentos”. “Esse aterro (do Retiro São João) embora fechado terá um gasto de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano para manutenção, que é do passivo ambiental. Ou seja, teremos que realizar ações de compensação ambiental. Eu acho que poderia tirar de algum lugar”, disse e completou: “Mas a pergunta é: de onde eu tiro R$ 4 milhões? Do Esportes? Eu já sou criticado porque tem poucos recursos para essa pasta. De creches, da Educação? da Saúde? Também não seria bom. Todas as áreas são essenciais. Acho justo e necessário que esse novo custo seja incorporado por todos”.
O prefeito disse estar otimista quanto à aprovação da proposta por parte dos vereadores, após a reunião que manteve com onze deles, além de assessores, na última terça-feira. “Sempre com transparência e responsabilidade estamos explicando isso para os vereadores e para a população. Eles (vereadores) podem dizer não, mas quem vai perder é a cidade. Não tenho dúvida que perde a infraestrutura da cidade. Acho esse rateio necessário”, ponderou.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que a definição sobre o reajuste do salário mínimo será feita em breve. “Isso vai ser resolvido até o final do ano. Será resolvido nos próximos dias”, afirmou o ministro, durante programa de rádio Bom Dia Ministro. Ele voltou a defender o critério de correção utilizado pelo governo desde 2006, alegando que o aumento real, descontada a inflação no período, foi superior a 60%, e que reuniões com as centrais sindicais para debater o tema começam a ser agendadas.
O ministro enfatizou que é preciso separar o discurso político do que “é pra valer” e comentou que a possibilidade de aumentar o mínimo para R$ 580,00, conforme reivindicação dos sindicalistas, seria fazer exceção à regra. “Não sei se a população espera um aumento de salário mínimo maior (aos R$ 540 00)”, disse.
Bernardo lembrou que durante a campanha eleitoral o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, defendeu o salário de R$ 600 00. “A candidata Dilma não prometeu, porque já temos um critério. Esse critério é melhor, pois todo ano garante aumento. O Serra disse R$ 600,00 em 2011, mas ele não disse o que aconteceria nos anos seguintes”, afirmou. Para ele, a grande causa de tanto debate sobre o tema atualmente é a estabilidade do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, resultado da crise financeira internacional – o crescimento do PIB é um dos parâmetros de reajuste. “A briga que está dando é porque em 2009 não teve crescimento econômico.”
O ministro considera que a discussão é legítima do ponto de vista político. Ele criticou, no entanto, a relação feita por alguns parlamentares entre o aumento do salário mínimo e investimentos. “Usando uma expressão que os tucanos gostam muito isso é um trololó. Parlamentares defenderem mais ou menos reajuste é natural, mas atrelar isso a investimentos é só discurso”, afirmou. “Acho legítimo, democrático, se pensar em um novo critério, mas dizer que isso tem a ver com as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é um pouco de exagero”, acrescentou. Segundo ele, os investimentos durante o governo Dilma tendem a aumentar além do 1,5% do PIB que é feito hoje. “O PAC está andando com muita rapidez”, avaliou.
Bernardo disse ainda que os servidores não devem apresentar uma pressão muito grande por reajustes no próximo governo. “O que poderá ser cobrado dela (Dilma) é que mantenha o poder aquisitivo dos servidores, mas não dizer que os salários estão achatados.” Ele salientou que a política salarial dos oito anos do governo Lula foi se consolidando e que houve uma negociação geral em 2008 com todas as categorias. “Acabamos de pagar, em julho, a última parcela do acordo de 2008. Como era muito alto, parcelamos. Dilma terá até junho de 2011 para definir uma política salarial e colocar em prática”, disse.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
A demanda de passageiros no mercado doméstico de aviação civil cresceu 16,83% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2009, segundo dados divulgados hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No acumulado dos primeiros dez meses do ano o crescimento alcança 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
A TAM reduziu sua participação de mercado para 42,83%, contra 44 84% há um ano. A Gol teve sua fatia diminuída para 39,15% em outubro, ante 41,72% no mesmo mês do ano passado. A participação da Azul cresceu, passando de 4,22% no ano passado para 6,73% em outubro deste ano.
O nível médio de ocupação das aeronaves nos voos domésticos ficou em 71,38% no mês passado, um pouco abaixo do registrado em igual mês do ano passado. A TAM reduziu sua média de ocupação dos assentos para 67,96%, ante 72,20% de outubro do ano anterior. A Gol registrou expansão no indicador para 73,75%, ante 71,90% mantida no mesmo mês de 2009. A Azul manteve ocupação média de 82,48%, ante 82,61% de outubro de 2009.
Internacional
A demanda de passageiros por voos internacionais operados por companhias brasileiras cresceu 25,04% em outubro, em relação ao mesmo mês de 2009, segundo os dados da Anac. No acumulado do ano até outubro, a demanda internacional aumentou 21,29%.
A TAM reduziu sua participação para 87,12%, ante 90,01% registrada em igual período do ano passado, mas segue na liderança. A Gol manteve a segunda colocação, com fatia de 12 84%, contra 9,96% apurada no mesmo mês de 2009. A Azul aparece com 0,03% desse mercado em outubro. No mesmo mês do ano passado a empresa não detinha fatia nesse segmento.
O nível médio de ocupação dos voos internacionais subiu para 82 79% em outubro, ante 75,62% registrado no mesmo mês de 2009. A TAM aumentou de 78,18% para 84,69% sua taxa de ocupação média na comparação entre outubro de 2009. A Gol também expandiu o indicador, passando de 58,45% em outubro do ano passado, para 71 85% no mesmo mês deste ano.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
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