Para conhecer e ajudar a melhorar a realidade de pequenas comunidades situadas em pontos distantes do país, 1.260 estudantes e professores universitários viajam hoje (8) para 61 localidades do Amazonas, Amapá, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Serão realizadas ações de cidadania no âmbito do Projeto Rondon. Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Rondon visa a promover a participação voluntária de estudantes universitários em iniciativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades assistidas. Além de integrar os universitários nas comunidades, o projeto busca fazer com que a vida da população melhore, a partir de iniciativas de caráter multiplicador.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
Quando percebeu que vivia uma situação fora de controle, a operadora de caixa M, 26 anos, decidiu procurar ajuda profissional. Marcou consulta com um psiquiatra e começou o tratamento para combater uma série de transtornos mentais: depressão, fobia social, transtorno obsessivo compulsivo e síndrome do pânico.
Ela tentou o suicídio duas vezes antes de procurar um especialista e ser medicada. “Estava cansada de viver, nada me animava, não via sentido na vida… Tudo era a mesma coisa sempre, o mundo era uma droga e eu não sentia mais prazer em fazer nem as minhas coisas favoritas”, conta.
Foi o filho de apenas 3 anos a razão para resolver ir ao médico e desistir de morrer. “Percebi que não tinha mais paciência nem vontade de estar com meu filho, coisa que antes eu amava fazer”, revela. M. fez a coisa certa. O tratamento psiquiátrico associado à terapia psicológica a deixou mais confiante e controlada. A moça relata que aprende a enfrentar seus medos, como o de lidar com as pessoas, e enfrentar situações que antes provocavam crises de pânico. Por causa disso, conseguiu um emprego.
Ela chegou a falar para o marido sobre o sofrimento. “Ele apoiava, tentava ajudar do jeito dele, mas não adiantava nada”, diz. “Às vezes, é difícil ajudar quando você nunca passou por isso, nunca sofreu de depressão e não sabe como a outra pessoa está se sentindo.”
Por meio de seu plano de saúde, teve a sorte de encontrar o atendimento adequado, mas nem sempre isso acontece. Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), 90% das tentativas de suicídio são motivadas por doenças mentais não diagnosticadas ou mal tratadas. Os transtornos mentais mais associados ao ato de tirar a própria vida são depressão, transtorno bipolar, dependência de álcool e outras drogas psicoativas – esquizofrenia também é fator de risco.
Também de acordo com a ABP, o risco é maior quando há combinação de mais de uma dessas condições – exemplo: depressão e alcoolismo. Acontecimentos como a perda de emprego ou uma desilusão amorosa são considerados fatores precipitantes.
“Pessoas que puseram fim à vida e que se encontravam numa dessas condições frequentemente tinham um transtorno mental, o que aumentou a vulnerabilidade ao suicídio”, diz a associação.
A cada dia, 24 pessoas morrem por suicídio no Brasil
É importante saber que há como prevenir. Para isso, é fundamental saber reconhecer os riscos e ficar alerta aos sinais. “É preciso observar as alterações de humor, a tristeza, o choro, alucinações”, diz o psiquiatra Camilo Cury, de Bauru. “Nos pacientes psiquiátricos, um ponto importante é quando ele fala que pensou nisso. Se verbalizou, tem de valorizar, procurar atendimento”. Não é verdadeiro o dito popular de que “quem fala não faz”.
Atriz avisou que pensava em morrer
Cibele Dorsa morreu após despencar do sétimo andar do prédio onde morava, em São Paulo. No início do ano, o namorado dela morreu do mesmo jeito. Os dois teriam histórico de transtornos e dependência química. Cibele avisou que pensava em se matar pelo Twiter e Facebook, logo após o suicídio do namorado .
Carta para revista e anúncio em rede social
Pouco antes de pular, há uma semana, a atriz voltou a escrever no Twitter e anunciou a própria morte. Também enviou para a revista “Caras” uma longa carta em que informa os motivos do suicídio e despede-se da família. “Perdoem a mamãe”, escreveu para os filhos de 11 e 14 anos
Números
A mortalidade por suicídio é estimada em número de casos para cada 100 mil habitantes num ano. No Brasil gira em torno de 4,5 (7,5 em homens; 2 em mulheres). O índice é baixo quando comparado ao de outros países.
Antônio, um voluntário a favor da vida
Há sete anos, o profissional autônomo Antônio Alves da Silva, 39, viu um anúncio para trabalho voluntário no CVV (Centro de Valorização da Vida) de Bauru e resolveu fazer o curso de dois meses. Está lá até hoje.
É vice-coordenador local e faz plantões para atender, por telefone, pessoas que precisam de ajuda ou querem desabafar. No começo, foi complicado. Os voluntários precisam saber lidar com diversos tipos de situação, desde pessoas que ligam
desesperadas e à beira do suicídio até gente carente que convida os atendentes para encontros. O curso serve justamente para ensinar a conduzir as conversas telefônicas.
Nos sete anos de trabalho voluntário, em quatro ocasiões de atendimento o risco de suicídio foi considerado grave. Numa delas, o homem que ligou pediu para Antônio ler o jornal no dia seguinte e ver que cumpriria a promessa de se matar. O voluntário não comprou o jornal.
Como as chamadas telefônicas não são identificadas, os atendentes não têm como saber se a pessoa com quem conversaram desistiram ou não da morte. Alguns, no entanto, voltam a ligar dias depois e agradecem a ajuda. Quando há solicitação, os voluntários informam endereços para atendimento médico ou até religioso – sem nunca emitir opiniões.
Atualmente, 16 voluntários atuam em Bauru. O atendimento é diário, das 15h às 7h. Por dia, o CVV recebe cerca de dez chamadas. A necessidade de novos voluntários é frequente. Não são todos os habilitados pelo curso que conseguem manter a atividade – de 13 pessoas que começaram a atender no início do ano, cinco já desistiram.
BOM DIA testa e aprova chat criado para ajudar
O BOM DIA testou uma nova modalidade de atendimento do CVV: uma sala de bate-papo virtual na qual é possível teclar com voluntários. O chat foi criado para facilitar a aproximação com o público jovem, que tem intimidade com as conversas por meio
da internet.No dia do teste, a reportagem entrou no chat e demorou pouco mais de um minuto para ser atendida. A voluntária, identificada como Marina, deu a impressão de conversar com mais de uma pessoa de uma vez, mas foi bastante atenciosa.
Marina orientou sobre os procedimentos que deveriam ser adotados para ajudar uma amiga [fictícia] com pensamentos sobre a própria morte. “Embora ela não tenha pedido ajuda, quando vê-la chorar você poderia dizer a ela que entre em contato conosco e, então, conversamos um pouco”, disse.
Segundo a voluntária, o trabalho no CVV é ouvir sem interferir na história da pessoa e o desabafo é uma das melhores terapias que existem. A conversa durou 20 minutos. Foi tranquila, informativa e cordial o tempo todo.
Outros casos
Janeiro de 2008
O professor da Unesp José Luiz Valero Figueiredo, 51, designer premiado, morre ao despencar do oitavo andar do prédio em que morava
Outubro de 2008
O professor de biologia da Unesp Hugo Garrido de Paula, 33, é encontrado morto com um saco plástico na cabeça.
Fevereiro de 2009
Estilista da alta sociedade e carnavalesco, Roberto Godoy morre enforcado na própria cama da casa que não queria vender.
Janeiro de 2010
A camareira Gislaine do Nascimento Ramos, 28, despenca do 12º andar do hotel em trabalhava. Era seu dia de folga.
Alerta
“É preciso observar as alterações de humor, a tristeza, o choro, as alucinações. Nos pacientes psiquiátricos, um ponto importante é quando ele fala que pensou nisso. Se verbalizou, tem de valorizar, procurar atendimento”, Camilo Cury, psiquiatra.
Para conseguir ajuda
CVV em Bauru Atendimento das 15h às 7h. Telefone: (14) 3222-4111
Chat do CVV Terças-feiras: das 16h às 22h45. Demais dias: 19h às 22h45. Endereço online: www.cvv.org.br
Centro de Atenção Psicossocial Rua Monsenhor Claro, 6-99 Centro. Telefone: (14) 3227-5022
Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil Rua Virgílio Malta, 16-57. Telefone: (14) 3227-2574
Fonte: Cruzeiro do Sul
O presidente americano, Barack Obama, prometeu todo o seu apoio, na próxima semana, para obter os votos que permitam aprovar uma lei que regularizaria a situação de jovens estudantes sem documentos, conhecida como Dream Act, em reunião celebrada quinta-feira (16) com congressistas hispânicos. “Discutimos com o presidente como usar seu gabinete, sua autoridade e poder para trabalhar com o Senado” para conquistar os votos que permitam avançar para o debate final da chamada ‘Dream Act’, explicou a representante democrata Nydia Velázquez aos jornalistas após reunião com Obama.
A ‘Dream Act’ é um projeto de lei que abre caminho para a legalização dos jovens sem documentos nos Estados Unidos, que estão em condições de ingressar na universidade ou que estariam dispostos a se engajar nas Forças Armadas ao fim de seus estudos universitários. A lei é considerada um primeiro passo para a reforma migratória integral, pela qual ansiam os democratas hispânicos, e que Obama se comprometeu em defender. O líder da bancada democrata no Senado, Harry Reid, anunciou esta semana que levará a ‘Dream Act’ a uma votação em plenário como parte de um projeto de orçamentos de defesa, o que foi criticado pelos republicanos.
“Em tempos de guerra, precisamos de um orçamento de defesa. Confio em que os republicanos se unam a nós; este é um projeto que até agora foi bipartidário”, defendeu o senador democrata por Nova Jersey, Robert Menéndez. Obama prometeu “de forma muito clara” que buscará os votos dos senadores, enfatizou o representante, também democrata, Luis Gutiérrez (Illinois). O presidente dirigiu-se, na noite desta quinta-feira, à comunidade hispânica, pedindo que esta “não se esqueça de quem está do seu lado” na luta pela reforma migratória, durante um jantar com líderes da bancada no Congresso. As eleições legislativas de 2 de novembro se anunciam complicadas para os democratas, segundo várias pesquisas, que dão vantagem aos republicanos.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Defensor da candidatura do tucano José Serra à Presidência da República, o PMDB de São Paulo terá ampliada nos próximos dias sua participação no governo paulista. A sigla passará a comandar uma secretaria de Estado. O sucessor de Serra, Alberto Goldman, deve anunciar nos próximos dias a entrega da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social ao PMDB.
O acordo estreita ainda mais os laços entre PSDB e PMDB no Estado e vai contra decisão da cúpula nacional do partido, que fechou aliança com o PT para apoiar Dilma Rousseff na disputa presidencial em troca de indicar o vice. A pasta estava com um outro aliado, o PV. Porém, o partido teve de desembarcar da gestão ao decidir neste mês que lançará candidato próprio a governador em São Paulo.
Com um número expressivo de prefeitos, o PMDB paulista é considerado um aliado estratégico para a campanha do tucano e do pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O presidente do PMDB no Estado, o ex-governador Orestes Quércia já anunciou, mais de uma vez, que seu candidato à Presidência é Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br