Com o feijão – que acumula alta de 123% desde o início do ano – liderando o ranking de elevação de preço entre os alimentos, a cesta básica dos sorocabanos ficou 4,62% mais cara entre setembro e outubro. No mês o aumento total foi de R$ 16,86 e a cesta passou de R$ 364,94 para os R$ 381,81 atuais. Na comparação com o mesmo período do ano passado (outubro de 2009), porém, a elevação nos preços foi de 12,58%. Naquele mês a cesta básica em Sorocaba custava, em média, R$ 339,14. Apesar de não aparecer no topo do ranking de aumentos, a carne bovina foi a vilã na alta dos produtos.
Payés destaca que considerando o acumulado do ano a cesta básica ficou 15,10% mais cara, taxa superior à inflação do período. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), durante os dez primeiros meses de 2010 a inflação ficou em 4,38%. Esta é a segunda alta significativa da cesta básica sorocabana neste ano. Em setembro a elevação acumulada desde janeiro nos preços somava 7,13% e a inflação registrada até então era de 3,71%.
O acompanhamento é feito pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso) e o coordenador do estudo Manuel Payés, afirma que esta recente alta está associada com a estiagem prolongada do meio do ano. Segundo ele isto pressiona os preços sobretudo o da carne bovina.
Carne como grande vilãPor conta de sua importância na alimentação do brasileiro, os preços da carne bovina – tanto a de primeira como a de segunda – figura como a maior responsável pela alta da cesta. Payés, que é doutor em economia e professor na Uniso, lembra que entre junho e outubro deste ano, a carne bovina teve valorização acima dos 17%. “No ano, até outubro, a carne bovina de segunda mais do que a de primeira sendo 32% contra 21%, respectivamente”, afirma o professor.
A razão para a alta deste alimento, continua Payés, deve-se ao aumento nas exportações de carne. Segundo ele, a venda de carne brasileira para mercados internacionais está aquecida por conta dos preços externos que estão mais elevados. “Outro fato que temos é a estiagem que provoca escassez de oferta devido a um pasto que ainda não se recuperou”, comenta o professor referindo-se às secas do meio do ano.
O estudo da Uniso mostrou que, de setembro para outubro, a carne de segunda passou de R$ 9,37 para R$ 10,06. A alta, neste caso, foi de 7,37%. Já a carne de primeira, neste mesmo intervalo de tempo teve alta de 7,27% e o quilo do alimento, que custava em média R$ 14,60, está em R$ 15,67.
Feijão, alta de 123%Desde o início do ano o feijão acumula alta de 123%, afirma Payés. Além da diminuição da área plantada o professor aponta a estiagem também como principal causa da alta. “Este fenômeno atrasou o plantio da próxima safra e, consequentemente, acirrou as expectativas de redução da oferta do grão no mercado doméstico”, avalia o economista. O grão, em setembro, tinha o quilo com preço médio de R$ 4 e o levantamento de outubro apontou que o produto está custando cerca de R$ 5,18. No mês, a alta foi de 29,61%.
Alguns produtos da cesta básica, porém (12 entre os 34 produtos acompanhados) tiveram queda de preço. Entre eles, o professor destaca o café. Neste caso, a retração foi de 2,95% e o pacote de 500g está, atualmente, custando R$ 4,99, em média. “A redução do preço vinculou-se à valorização real do dólar e às cotações internacionais relativamente estáveis, que refletem as expectativas da chegada da safra de café na América Central”, explicou o professor.
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Graças à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal conseguiu neutralizar, por enquanto, os efeitos sobre a taxa de câmbio da enxurrada de dólares jogada pelos Estados Unidos na economia mundial. O real se valorizou bem menos que outras moedas e se descolou dos preços das commodities. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que vai comprar US$ 600 bilhões em títulos de longo prazo do governo americano para reativar a economia. Como a medida já era esperada desde o dia 21 de setembro, quando ocorreu a reunião anterior do Fed, os mercados reagiram com calma.
O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,699 no mercado interbancário, uma queda de 0,47% em relação ao dia anterior, testando o nível de R$ 1,70 pela primeira vez em sete sessões. No entanto, desde que começaram as especulações sobre as medidas do Fed há seis semanas, o real acumula alta de apenas 1% em relação à moeda americana.
A perspectiva de novas medidas do Fed desvalorizou o dólar e elevou os preços das commodities nesse período. Em relação ao dia 21 de setembro, o dólar caiu 6,5% em relação ao euro. O CRB (Commodity Research Bureau, principal índice de preços de commodities) subiu 9,7%. Uma cesta formada pelas commodities exportadas pelo Brasil avançou ainda mais: 10,5%.
“A valorização do real foi menos significativa por causa da eficácia das medidas do governo. Países que não adotaram nenhum controle de capitais sofreram mais”, disse Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. O dólar australiano, por exemplo, avançou 5,8% desde 21 de setembro e testou a máxima em relação ao dólar ontem. As moedas de Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Noruega e Canadá estão entre as mais afetadas pela queda do dólar, porque esses países são grandes exportadores de commodities. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Depois de um “boom” entre 2008 e 2009, o leasing voltou a perder espaço para os financiamentos na hora de o consumidor adquirir um carro novo ou usado. A queda na procura do leasing está ligada ao temor de que ações judiciais questionando o local de cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) possam elevar ainda mais os custos incidentes nessas operações.
Mesmo sem decisão na Justiça, o risco jurídico levou muitos consumidores a migrarem para o financiamento, que já oferece taxas de juros mais atrativas. Segundo o Banco Central (BC), o volume de operações de leasing para comprar carros atingiu R$ 64 465 bilhões em julho de 2009. Porém, as transações caíram gradualmente até chegar a R$ 50,678 bilhões em setembro deste ano, menor valor liberado desde julho de 2008 (R$ 49,044 bilhões). Somente neste ano, houve recuo de quase 20% na procura por essa linha de crédito.
“Os clientes levam a modalidade com menor taxa. No arrendamento mercantil, o administrador acaba embutindo o risco jurídico desses questionamentos”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), Osmar Roncolato Pinho para tentar justificar a diminuição das operações.
Como a produção de veículos não para de crescer, o que puxa também a demanda por crédito, a redução do leasing está sendo compensada pelo aumento das operações de financiamentos, que no mês passado chegaram ao nível mais alto desde maio de 2000, quando o BC começou a acompanhar a evolução dessa modalidade de crédito. Em setembro, o saldo de liberações de financiamento para aquisição de veículos estava em R$ 125,310 bilhões, um aumento de 33,1% no ano. Em dezembro, era de R$ 94,133 bilhões. Já a produção de veículos cresceu 17% entre janeiro e setembro ante o mesmo período de 2009, atingindo 2,72 milhões de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) registrou aceleração em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na semana de 7 de outubro, em relação à semana anterior (30 de setembro), segundo informou hoje a instituição. Em São Paulo, a inflação medida pelo indicador passou de 0,83% para 0,98% no período.
O IPC-S também registrou alta em Porto Alegre (de -0,13% para 0 17%), no Rio de Janeiro (de 0,33% para 0,55%), em Recife (de -0 14% para 0,29%), em Belo Horizonte (de 0,23% para 0,42%), em Brasília (de 0,27% para 0,36%) e em Salvador (de 0,21% para 0 37%). Na média de todas as capitais, o IPC-S subiu de 0,46% na semana de 30 de setembro para 0,66% em 7 de outubro.
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou alta de 0 76% na primeira quadrissemana de outubro, depois de ter subido 0 53% em setembro. O indicador que mede a inflação da cidade de São Paulo ficou acima do teto das estimativas do AE Projeções, que iam de 0,57% a 0,70%, com mediana de 0,65%. O IPC acelerou também em relação à primeira quadrissemana de setembro, quando ficou em 0,15%.
Na comparação entre o fechamento de setembro e a primeira prévia de outubro, quatro dos sete grupos pesquisados registraram aceleração da alta de preços: Habitação (de 0,34% para 0,40%), Alimentação (de 1,57% para 2,24%), Transportes (de -0,02% para 0 24%) e Despesas Pessoais (0,19% para 0,44%). Dois grupos apresentaram a mesma variação de preços do levantamento anterior: Saúde (0,19%) e Educação (0,06%). O único grupo em que os preços desaceleraram em relação à última prévia do mês passado foi o de Vestuário (de 0,54% para 0,31%).
Veja como ficaram os itens que compõem o IPC:
Habitação: 0,40%
Alimentação: 2,24%
Transportes: 0,24%
Despesas Pessoais: 0,44%
Saúde: 0,19%
Vestuário: 0,31%
Educação: 0,06%
Índice Geral: 0,76%
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A indústria e o varejo de alimentos e bebidas preveem vendas aquecidas e sem riscos de desabastecimento de produtos neste final de ano. Os ganhos de renda, puxados pela redução das taxas de desemprego, estão elevando o consumo das classes C e D, gerando crescimentos recordes na comercialização de produtos nos supermercados. Pelo lado da indústria, apesar da retomada da produção a patamares anteriores à crise financeira internacional, o setor afirma estar preparado para atender aos pedidos de final de ano. Com o real valorizado, as importações deverão complementar a demanda varejista neste Natal.
Nas prateleiras dos supermercados bens de consumo como refrigerantes, leite, chocolate, cervejas, molho de tomate, queijos e pizza estão fazendo cada vez mais parte da cesta de compras dos brasileiros. Esse movimento levou o setor a registrar nos oito primeiros meses deste ano a maior taxa de crescimento na quantidade de produtos vendidos ao varejo desde 2005 – com alta de 6,8% sobre o mesmo intervalo de 2009 -, quando a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em conjunto com a Nielsen, passou a monitorar o volume comercializado nos autosserviços. Nunca se comprou tanto nos supermercados, diz o presidente da Abras, Sussumu Honda.
O mesmo acontece com o setor de food service (alimentação fora do lar), que deve crescer 15% este ano e faturar R$ 74 bilhões. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), somente no último trimestre, quando as vendas costumam ser mais aquecidas por conta das comemorações do final do ano e do período de férias, o food service deverá avançar entre 16% e 19% sobre o mesmo período de 2009. Para o ano que vem, o incremento das vendas do food service podem ficar na faixa dos 12%, já que a base de comparação é mais forte do que em outros anos e acompanhará as previsões de crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Entre as empresas, a companhia de proteínas Marfrig Alimentos estima que a comercialização de produtos industrializados aumente 50% no final do ano, impulsionada pelas marcas da Nova Seara. As vendas da divisão, segundo a empresa, já começaram a evoluir de maneira consistente. A Marfrig atribui o desempenho aos esforços de investimentos em marketing da marca. No segundo trimestre, a companhia teve uma despesa relevante com a exposição da Seara na Copa do Mundo e parte dessas iniciativas deverão ser sentidas nas vendas do final do ano.
Já a BRF – Brasil Foods está otimista com o crescimento do mercado e espera alta significativa nas vendas da companhia no segundo semestre. Tradicionalmente o segundo semestre é melhor para nós com os produtos natalinos, mercado em que temos grande participação. A perspectiva é de que teremos um Natal muito bom este ano, afirma o presidente da companhia, José Antonio Fay.
Embora não faça projeções, a AmBev também vê o final deste ano – que coincide com o verão – como um período de ótimo volume de vendas. Especificamente para a demanda do período, o principal investimento foi na reativação da fábrica de Petrópolis (RJ), de R$ 40 milhões. Essa fábrica tem capacidade de produzir 100 mil hectolitros de cerveja por ano, diz o vice-presidente de Relações Corporativas da companhia, Milton Seligman. O aporte faz parte dos R$ 2 bilhões a serem investidos em 2010, recorde na história da companhia.
Igualmente, o segmento de vinhos se anima com o período. A expectativa da Vinícola Perini é de incremento de 25% em suas vendas para o ano ante 2009, sendo 40% somente em espumantes e de 60% em suco de uva. As comercializações feitas no final do ano terão peso significativo para que a empresa alcance esse resultado. Já a Vinícola Boutique Lidio Carraro, do Vale dos Vinhedos (RS), que tem como foco a produção de vinhos finos, quer incrementar suas vendas em 15%, impulsionado, principalmente, pela comercialização de produtos para as festas de fim de ano.
Mesmo diante do aquecimento das vendas, a indústria alimentícia ainda mantém capacidade instalada compatível à demanda prevista para o final do ano. A produção deve dar conta das encomendas, porque podemos ampliar turnos de produção. O que pode acontecer são apenas casos pontuais, afirma o economista da Abia, Denis Ribeiro. As categorias que deverão puxar a produção deste final de ano são as de bebidas, produtos congelados e desidratados (como sopas), laticínios, café e açúcar, prevê a Abia.
O pico de produção de alimentos e bebidas deverá ocorrer entre os meses de outubro e novembro, quando o nível da capacidade instalada poderá atingir a faixa dos 75% a 76%, estima Ribeiro. O último dado da entidade, referente a junho, já apontava uma ocupação de 73,7%, o que já representava um patamar superior ao anterior à crise. Após crescer 5,3% no primeiro semestre, a produção física de alimentos e bebidas deve fechar 2010 com uma alta de aproximadamente 6%. Em condições normais, o Natal já gera uma demanda 5% a 6% maior. Este ano, em especial, todas as classes sociais estão tendo mais acesso ao consumo e isso se reflete na indústria, diz.
Importados
Com o dólar desvalorizado, a tendência é de que o varejo amplie a representatividade de produtos importados neste final de ano, diz Honda, da Abras. Além da venda de brinquedos e eletrônicos, produtos tradicionais como bacalhau, vinhos e frutas secas importados devem ganhar espaço à mesa dos consumidores. A rede varejista Pão de Açúcar prevê comercializar um nível recorde de produtos importados, com uma alta de até 30% sobre o Natal de 2009, afirma o diretor de importações e exportações da companhia, Sandro Benelli. Com o crescimento do poder de compra da população, a expectativa é de que a venda de importados em 2010 seja uma das mais expressivas da empresa.
Para o presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA), Adilson Carvalhal Júnior, as compras externas devem crescer entre 15% e 20% sobre o final de ano de 2009. Com o dólar mais barato, mais marcas e linhas de produtos importados estão chegando aos consumidores, destacou. Produtos como conservas, molhos, legumes, queijos, em conjunto aos tradicionais vinhos e azeites, puxam as compras do exterior. Segundo Carvalhal Júnior, empresas brasileiras estão deixando de exportar para destinar produtos ao mercado interno, sobretudo de itens como conservas, mel, temperos, chás e geleias.
Situação semelhante é vista na indústria de embalagens, principalmente entre os fabricantes de matérias-primas usadas no setor. É o caso do papel cartão, utilizado em embalagens de produtos como refrigerados, matinais, etc. Líder do mercado, a Klabin internalizou parte da produção exportada no restante do ano, movimento seguido pela Papirus. A participação do mercado interno nas vendas totais da companhia em 2010 está acima de 90%. Em 2009, aproximadamente 25% das vendas eram exportadas, destaca o diretor comercial da Papirus, Amando Varella.
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O desempenho da poupança no mês passado foi o melhor para os meses de setembro desde o início da série, em 1995. De acordo com os números do Banco Central, a captação líquida de R$ 4,846 bilhões superou o recorde anterior para o mês, registrado em setembro de 2007, quando o saldo das operações ficou positivo em R$ 4,185 bilhões. Um dos motivos que pode explicar o bom desempenho do mês passado é o pagamento antecipado da primeira parcela do 13º benefício de aposentados e pensionistas do INSS, que ocorreu entre os últimos dias de agosto e os primeiros de setembro.
Se a comparação for apenas entre os meses de 2010, a captação de recursos observada em setembro foi a segunda melhor do ano, perdendo apenas para julho, quando os depósitos superaram os saques em R$ 6,836 bilhões. Normalmente, julho tem forte captação de investidores porque é mês de férias escolares e muitos trabalhadores também tiram férias no período, o que aumenta a disponibilidade de dinheiro nas famílias.
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A Bovespa operou descolada do exterior nesta quarta-feira, último dia de reserva de ações para os investidores do varejo e véspera da definição do preço da oferta pública de Petrobras. O Ibovespa subiu 0,89%, recuperando novamente os 68 mil pontos (68.325,18), após ter batido a máxima de 1,23% pela manhã. O volume financeiro somou R$ 7,4 bilhões. Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,20%; o S&P 500 cedeu -0,48% e o Nasdaq declinou 0,63%.
O fim da pressão da oferta pública de Petrobras permitiu que outros papéis importantes do Ibovespa desviassem novamente o foco para os fundamentos, como por exemplo Vale, que desde cedo engatou alta firme. Vale PNA subiu 1,57% e a ON avançou 1,80%. “Com a oferta de Petrobras chegando ao fim, ações importantes do índice à vista que ficaram travadas este mês devem voltar a ganhar vida própria, seguindo os fundamentos do setor e da empresa”, afirma o gerente de uma corretora brasileira.
Petrobras fez sombra neste mês de setembro a praticamente todos os papéis da Bolsa. Primeiro, com os investidores tentando a operação de capitalização, a maior de todos tempos, e depois fazendo caixa para comprar papéis da estatal.
A valorização da Bovespa hoje só não foi maior por causa da continuidade da pressão vendedora em cima de Petrobras. As preferenciais caíram 1,40, cotadas a R$ 25,98, negociando um giro elevado, de R$ 1,137 bilhão. As ordinárias recuaram 0,40%, a R$ 29,68.
As ordens de compra na Bovespa foram estimuladas também, no caso das ações ligadas às commodities como Vale, pelo bom desempenho dos metais no exterior. Os metais básicos negociados em Londres encerraram a quarta-feira em alta. A queda generalizada do dólar beneficiou os mercados de commodities e fez com que o cobre subisse para o maior nível em cinco meses durante a sessão. A queda da moeda dos EUA torna os metais básicos, denominados em dólar, mais baratos para compradores que usam outras moedas. O contrato de cobre para entrega em três meses subiu 2,21%, a US$ 7.845,00 por tonelada. Em Nova York, a alta do cobre foi de 2,41%.
Na dúvida sobre se o Federal Reserve vai ou não passar a comprar títulos do Tesouro para estimular a economia e prevenir o risco de deflação, os investidores nos EUA estão preferindo ativos considerados mais seguros do que as ações, como o ouro e os títulos do Tesouro. Além disso, as bolsas norte-americanas vêm de uma temporada de altas expressivas o que atrai realização de lucros como a de hoje. Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho.
Câmbio – Com alta de 0,41%, a R$ 1,7220 no fechamento, o comportamento do dólar no mercado doméstico contrariou a tendência internacional de queda, determinada ontem pelas declarações do Federal Reserve, o banco central norte-americano, de que está preparado para fornecer mais estímulo monetário se isso for necessário para dar suporte à recuperação econômica dos EUA. Aqui, o dólar assumiu alta firme ainda na parte da manhã, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçar o aviso de que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) está pronto para comprar dólares. Mantega disse que a regulamentação do FSB está totalmente pronta para essa finalidade e que “basta que a Secretaria do Tesouro determine que se adquira o dólar”.
Analistas dizem que, além do ministro, os leilões de compra da moeda norte-americana realizados pelo Banco Central nos últimos dias têm sido também eficientes para o controle da oferta. Hoje mesmo, logo após o segundo leilão do BC, realizado entre 16h07 e 16h12 e para o qual a taxa de corte foi a R$ 1,7204, a alta em torno de 0,29% que o dólar vinha exibindo desde o início da tarde esticou para 0,41% e sustentou-se até o fechamento. No primeiro leilão do dia, entre 12h29 e 12h34, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,7220.
O fechamento da moeda norte-americana em alta ocorreu depois de uma manhã de fortes oscilações, durante a qual o dólar chegou a ficar cotado pela mínima de R$ 1,704, o menor valor no ano. Na máxima, atingiu R$ 1,7230, em alta de 0,47%. O dólar pronto na BM&F fechou praticamente estável (-0,01%), a R$ 1,7214.
No segmento futuro, às 16h47, o dólar para outubro 2010 subia 0,47%, a R$ 1,7235.
No mercado de Nova York, às 16h52 (Brasília), o dólar caía ante o euro e o iene. Era cotado por 84,52 ienes, ante 85,12 ienes no fim da tarde de ontem. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,3395, ante US$ 1,3247 ontem.
Juros – O DI janeiro de 2012 (110.285 contratos) subia a 11,56%, de 11,50% ontem; o DI janeiro de 2013 (106.035 contratos) avançava de 11,85% para 11,93% (máxima); o DI janeiro de 2014 (34.805 contratos) subia de 11,82% no ajuste de ontem para 11,88% (máxima). O DI janeiro de 2011 (117.985 contratos), estável, projetava 10,67%.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) divulgou terça-feira (21) que o indicador diário do etanol hidratado fechou hoje em R$ 950,00 por metro cúbico (mil litros), alta de 1,22% ante os R$ 938,50 de ontem. Foi a 14ª alta seguida no indicador diário apontado pelo Cepea.
O valor do indicador diário para o hidratado do Cepea considera a média aritmética dos preços praticados nos negócios feitos no dia com o combustível produzido em destilarias do Centro-Sul do Brasil e entregue em distribuidoras de Paulínia (SP), com o frete incluso. O Cepea apura ainda os negócios em outras bases importantes de recebimento do combustível em São Paulo. Nesses casos, exclui o valor do frete e o recalcula como se o hidratado fosse entregue em Paulínia.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial, chegou a 0,31% neste mês. Em agosto, o índice havia registrado deflação de 0,05%. O IPCA-15 de setembro deste ano é também superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a inflação foi de 0,19%.
Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram inflação em todos os grupos de despesa pesquisados, com destaque para os alimentos, que foram os principais responsáveis pela alta.
Em agosto, os alimentos haviam registrado queda de 0,68% nos preços. Já em setembro, foi registrada uma alta de 0,30%. O aumento de 3,40% no preço das carnes foi o que mais contribuiu para a alta nos alimentos, seguido dos reajustes no valor do óleo de soja (5,08%), açúcar cristal (4,83%), das frutas (3,17%), da farinha de trigo (2,51%) e do pão francês (2,11%).
Outro grupo que teve grande influência sobre a prévia da inflação de setembro foi o de transportes, que registrou uma alta de 0,33% nos preços, com destaque para o aumento da gasolina (0,77%), do etanol (2,08%) e das passagens aéreas (7,56%).
Os demais grupos de despesa registraram os seguintes índices de inflação: vestuário (0,50%), saúde e cuidados pessoais (0,40%), despesas pessoais (0,34%), habitação (0,32%), artigos de residência (0,18%), educação (0,14%) e comunicação (0,08%).
O IPCA-15 registra alta acumulada de 0,17% no trimestre (IPCA-E), de 3,53% no ano e de 4,57% nos últimos 12 meses.
fonte:www.redebomdia.com.br
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