O preço dos medicamentos genéricos deve ter alta de até 15% em todo o Estado de São Paulo. O aumento é consequência da mudança no sistema de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) no Estado, que entrou em vigor nos primeiros dias do ano, conforme aponta a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Em Sorocaba, o aumento deverá ser sentido a partir de fevereiro, segundo grandes redes do ramo.
Até o final de 2011, o ICMS sobre os medicamentos em São Paulo era calculado com base no valor que o varejista final, as redes de farmácias, pagavam aos distribuidores. Agora, a conta é feita a partir do valor máximo de venda, permitido pelo governo, do medicamento. Não houve mudança na alíquota, que continua em 18%.
Segundo a associação, a nova forma usada pelo Governo Estadual para a arrecadação do imposto faz com que a base utilizada para o cálculo suba 60%. “Com isso, vai haver aumento e afetar o consumidor final”, explica o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti.
De acordo com a associação, a população de baixa renda é a que mais sofrerá com a medida, porque os produtos mais baratos é que serão mais afetados. “Haverá uma cobrança menor de imposto sobre os produtos mais caros, e vai aumentar a arrecadação sobre o genérico. É uma ação Robin Wood ao contrário”, destaca Finotti.
O presidente da associação espera que a situação não cause impacto no consumo dos genéricos. “Mesmo com a mudança, o genérico continua sendo mais barato. Mas estamos orientando as pessoas a pechincharem. Quando há procura, o consumidor pode encontrar medicamento mais barato, porque a concorrência entre os genéricos é muito grande”, ressalta.
Sorocaba
A população sorocabana deverá sentir no bolso o efeito das mudanças na forma de cobrar o imposto a partir de fevereiro. Na prática, os medicamentos irão sofrer alterações nos preços, conforme confirmam as redes de farmácia. Mas, como explica o gerente comercial da rede Farma Ponte, Daniel Caramanti, os estoques de janeiro foram garantidos no mês de dezembro. “Mas será necessário reavaliar os cálculos futuramente”, afirma.
O proprietário da rede Farmamed, José Alberto Cépil, explica que o preço do produto não sofrerá aumento, mas sim o desconto do genérico é que sofrerá redução. “O que, na prática, dá no mesmo para o cliente final”. As redes ainda não sabem informar de quanto será o aumento. “Acredito que numa faixa de 8% a 12%. Mas vai depender do que os laboratórios vão fazer. Estamos aguardando o retorno das férias coletivas”, finaliza Cépil.
Anvisa
A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) critica a medida. “Obviamente, não foi uma modificação que tenha optado pela simplificação e vai gerar muitos transtornos na parte operacional”, diz a nota de esclarecimento. A alteração pode afetar também o programa “Aqui Tem Farmácia Popular”, principalmente na medicação contra hipertensão e diabetes, já que o imposto será maior que o subsídio dado pelo Ministério da Saúde. A Anvisa destaca que a norma não deveria abranger as vendas realizadas nesta operação. “Caso contrário, estará adotando uma base de cálculo equivocada e superior ao valor do preço final pago pelo Ministério da Saúde”.
Estado
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo afirma que não há qualquer mudança no ICMS dos medicamentos que justifique aumento de preços no varejo, já que a alíquota do imposto continua inalterada. Em nota, diz que a medida visa um “tributação justa sobre o efetivo preço praticado nas farmácias, que, esse sim, é regulado por fatores de mercado.”
A Secretaria informa ainda que foram adotados os índices de valor agregado apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Além disso, a Secretaria da Fazenda diz que está atenta às necessidades da população usuária do programa Farmácia Popular e Dose Certa e considerou este fator na definição da base de cálculo da substituição tributária de medicamentos.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Em um mês o etanol teve alta de até 12% em Sorocaba, aponta o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro – Sorocaba). O presidente da entidade, Jorge Marques, lembra que o preço do combustível é livre. Segundo ele, em agosto, a elevação do derivado da cana-de-açúcar nos postos sorocabanos ficou entre 8% e 12%.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), na cidade, mostram que em agosto o etanol teve preço médio de R$ 1,74 o litro com custo mínimo de R$ 1,74 e máximo de R$ 1,89. Ainda segundo a ANP, durante o mês passado, o litro da gasolina ficou em R$ 2,63 aproximadamente. Assim, o preço do etanol, em Sorocaba, é cerca de 66% da gasolina e, por isso, ainda continua competitivo.
Marques diz que em Sorocaba o etanol deve voltar para a casa dos R$ 2 em breve. Segundo ele, em alguns postos o combustível renovável já custa R$ 1,96. “Para voltar para os dois reais é uma questão de tempo e o cenário é de alta”, diz ele. A expectativa, explica, é reforçada pelos dados da safra atual.
Uma quebra de aproximadamente 20% na safra atual, além de contínuo aumento na demanda por conta da frota de veículos bicombustível são apontados por Marques como fatores que reforçam as expectativas de alta. “O que se está desenhando para a safra atual e a do ano que vem é um quadro de escassez”, lamenta.
Migração para gasolina
Tendo o poder de decisão nas mãos, os consumidores que têm veículos bicombustível estão migrando para a gasolina. Em Sorocaba este movimento também foi sentido durante o final do ano passado, quando o produto sofreu altas devido ao período de entressafra. O coordenador de cargas Genildo de Paula Justo, 37, foi um dos consumidores que mudaram para a gasolina durante o final do ano passado. Deste vez ele ainda está optando pelo álcool mas, se o cenário de preços altos continuar ele voltará novamente a usar o derivado do petróleo.
“Eu faço o cálculo do rendimento. Se, pelo preço, a gasolina estiver mais interessante eu uso gasolina. Tenho que dar valor ao meu dinheiro”, diz ele. A mesma opção, porém, não tem o instalador de mármores e granito, Francisco da Chaga Silva, 43. O carro dele aceita apenas etanol. “Quando eu comprei este carro eu pensei justamente na economia”, diz ele. Por semana, o instalador chega a gastar até R$ 300 em combustível.
“Eu tenho que ir até a casa do cliente fazer orçamento, depois fazer as compras e pegar as mercadorias. Acabo rodando muito de carro”, lamenta. A compra de um carro à álcool, afirma ele, foi um investimento e agora, o sentimento, segundo ele, é de “traição”. “Eu acreditei que o combustível ia ser mais barato, agora eu não entendo porque esta alta toda”, diz.
</INT-BK>PRoduto estratégico
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</TEXT-BK>Na última entressafra o mercado enfrentou forte escassez do etanol, que em Sorocaba ultrapassou a casa dos R$ 2,30. Diante deste cenário o governo brasileiro resolveu mudar a classificação do combustível renovável para produto energético e, por isso, estratégico. Até então, o etanol era considerado como uma commodity agrícola, ficando assim, sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura.
Com a modificação na classificação, o etanol passou para a responsabilidade da ANP mas os impactos desta medida, afirma Marques, não devem ser sentidos no curto prazo. Entre as determinações governamentais está a produção e manutenção de um estoque regulador do produto.
“São coisas que demandam tempo. Tem que construir galpões, por exemplo e outras medidas mais demoradas”, comentou. Além disto, atualmente, o problema está também na falta de matéria-prima para a formação destes estoques.
Fonte: Cruzeiro do Sul
A produção industrial brasileira cresceu 10,5% em 2010, em relação ao ano anterior. A expansão é a maior desde 1986. Em 2009, a indústria havia recuado 7,4%. O dado foi divulgado hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as categorias industriais, o maior crescimento foi registrado entre os bens de capital, com alta de 20,8%. Os bens intermediários tiveram um aumento na produção de 11,4%. Entre os bens de consumo, os duráveis tiveram alta de 10,3% e os semi e não duráveis, de 5,2%.
Apesar do crescimento acumulado em 2010, a indústria teve queda de 0,7% na produção no mês de dezembro.
Carros e máquinas puxam expansão da indústria em 2010
O crescimento de 10,5% da indústria brasileira em 2010 foi puxado principalmente pelos bons resultados dos setores de veículos automotores e de máquinas e equipamentos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento de veículos automotores, que teve a principal influência sobre o resultado geral, cresceu 24,2%, enquanto que o de máquinas e equipamentos, segunda principal influência, registrou alta de 24,3% em 2010, em relação ao ano anterior.
Segundo o pesquisador do IBGE André Macedo, o crescimento do setor de máquinas e equipamentos, assim como o aumento de 20,8% do segmento de bens de capital como um todo, mostra uma expansão industrial de qualidade no país.
“O avanço do segmento de bens de capital, na magnitude que se deu, dá muita qualidade ao resultado do ano de 2010, já que é um setor que está diretamente relacionado com a questão dos investimentos, com a modernização da capacidade produtiva e com a própria expectativa que os agentes econômicos têm em relação ao futuro”, disse Macedo.
Das 27 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, apenas duas tiveram queda na produção na comparação de 2010 com 2009: outros equipamentos de transporte, com leve redução de 0,1%, e fumo, com queda de 8,0%.
Entre os 755 produtos pesquisados pelo IBGE, 75% tiveram aumento na produção em 2010.
Fonte: Bom Dia Sorocaba
Os preços do petróleo alcançaram seu maior nível em dois anos na segunda-feira (6) em Londres e Nova York, apesar do fortalecimento do dólar, sustentados por uma onda de frio na Europa e nos Estados Unidos. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em janeiro terminou em 89,38 dólares, uma alta de 19 centavos em relação a sexta-feira.
Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento subiu 3 centavos, a 91,45 dólares. O WTI continuou seu aumento do fim da semana passada, durante a qual ganhou mais de 6%. “Há duas forças. O principal fator é a expectativa de uma alta da demanda com o tempo frio que se instalou na Europa e em parte dos Estados Unidos. Mas o leve fortalecimento do dólar moderou os lucros”, explicou Bart Melek, da BMO Capital Markets.
A demanda de produtos petroleiros, em particular de combustível para calefação, se mantém sólida, alimentando o aumento dos preços de petróleo. O mercado de petróleo também foi sustentado por especulações sobre a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed) americano continue aumentando suas medidas de apoio à economia, indicou Tom Bentz, da BNP Paribas.
Ouvido na rede de televisão americana CBS sobre a possibilidade de que o Fed injete no sistema financeiro mais que os 600 bilhões de dólares já previstos para o período novembro-junho, o presidente do banco central, Ben Bernanke, respondeu que é “certamente possível”. Uma política monetária flexível nos Estados Unidos pesa sobre a cotação do dólar e a debilidade da moeda americana beneficia em geral as matérias-primas – cotadas em dólares – nas quais os investidores que buscam se proteger da inflação usam como refúgio.
Entretanto, o dólar fortaleceu-se nesta segunda-feira, ante temores sobre a crise orçamentária na zona do euro, em uma reunião dos ministros das Finanças da região em Bruxelas.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Índice do Custo de Vida (ICV) para o terço das famílias paulistanas mais pobres cedeu 0,01 ponto porcentual entre outubro e novembro, passando de 1,18% para 1,17%, segundo informou hoje o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para o terço intermediário, ao contrário, a inflação acelerou 0,11 ponto entre os dois meses, de 1,08% para 1,19%.A maior aceleração da inflação entre outubro e novembro, de 0,15 ponto porcentual, ocorreu no estrato mais alto de renda. Para esse segmento, o ICV passou de 0,79% em outubro para 0,94% em novembro.
De acordo com o Dieese, no grupo mais pobre estão famílias com renda média de R$ 377,49. No intermediário, a renda média é de R$ 934,17. No estrato mais rico aparecem as famílias com renda média de R$ 2.792,90. Nos 12 meses até novembro, a inflação para o estrato mais pobre foi de 6,95%; para a parcela intermediária, chegou a 6,78%; e para o estrato mais rico, atingiu 5,94%. No acumulado de janeiro a novembro, a inflação para o estrato 1 foi de 7,00%; para o estrato 2, de 6,77%; e para o estrato 3, de 5 79%.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O brasileiro terá de enfrentar pelo menos cinco meses de inflação alta pela frente. No rol dos aumentos de preços previstos para a virada do ano estão os reajustes das mensalidades escolares, das passagens de ônibus e dos aluguéis, todos numa faixa que deve superar 7%, além da forte pressão dos alimentos que deve continuar até a entrada da safra de grãos, marcada para o fim do primeiro trimestre.
A inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou outubro em 5,2%, pode passar de 6% em dezembro, janeiro e fevereiro, preveem economistas. Se confirmado, o resultado acumulado pode superar no período, em mais de um ponto e meio porcentual, o centro da meta de inflação (4,5%).
As projeções de inflação para os próximos meses foram revistas para cima na semana passada pelo mercado, depois que o IPCA-15, prévia da medida oficial de inflação, superou as expectativas e atingiu 0,86% em novembro. Metade desse resultado veio da alta dos alimentos, que não deve dar trégua até março. Normalmente, em janeiro e fevereiro, a alta dos alimentos ganha força com a elevação dos preços das hortaliças afetadas pelas chuvas de verão. Só que esse fator sazonal pode agravar um quadro que já não é favorável.
Risco
A comida é considerada o maior fator de risco da inflação para 2011. Mesmo assim, o grande foco de pressão para manter a inflação em níveis elevados está nos preços dos serviços, que já vêm ao longo deste ano sendo sustentados pelo aumento do emprego e da renda, que mantêm o consumo aquecido.
Combustível para essa demanda existe. Em outubro, a taxa oficial de desemprego atingiu 6,1%, a menor marca desde 2002, o início da série histórica. E a renda média real do brasileiro cresceu 6,5% na comparação com outubro de 2009, a maior expansão anual desde junho de 2006.
‘A maior pressão inflacionária para 2011 está nos preços livres (alimentos e serviços), mesmo com a alta de 10% do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) acumulada em 2010‘, afirma a economista do Banco Santander, Tatiana Pinheiro.
O IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é usado total ou parcialmente como indexador de vários contratos privados, como aluguéis e mensalidades escolares, e preços administrados, como tarifas de energia e de pedágio, por exemplo Em 2009, o indicador fechou o ano com deflação de 1,7%. Isso fez com que alguns preços balizados pelo indicador não tivessem reajustes este ano.
Mas, para 2011, o cenário é diferente. O IGP-M subiu 10,29% até a segunda prévia de novembro, o que chancela reajustes significativos no curto prazo dos preços regidos por esses contratos. ‘O efeito da indexação será mais forte em 2011 do que foi neste ano‘, prevê o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. Ele pondera que essa pressão da indexação sobre os preços pode ser compensada parcialmente se o governo optar por não aumentar o salário mínimo acima da inflação.
Sem alívio
‘Não vejo nada que alivie a inflação nos próximos meses. Dezembro vai ser complicado para a inflação, porque o consumidor tem mais renda no bolso‘, diz o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Antonio Evaldo Comune. Ele prevê que o ano comece forte, com inflação mensal na casa de 1%, já contando com reajustes das escolas, das tarifas de ônibus e do imposto predial.
Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, calcula que o IPCA suba, em média, 0,80% ao mês entre novembro e fevereiro. ‘Vai ser um começo de ano complicado para a nova diretoria do Banco Central.‘ Ele atribui a maior parte da aceleração da inflação à disparada do preço dos alimentos.
‘De meados para o fim de outubro, fui surpreendido por um fôlego adicional no preço das commodities agrícolas. E, com os dados da segunda prévia do IGP-M de novembro, ficou claro que podemos ter um início de ano com potencial de alta de preços dos alimentos no varejo‘, diz Quadros, da FGV.
Mais da metade do IGP-M (60%) vem da variação dos preços no atacado, entre os quais estão os produtos agropecuários, que subiram 4,65% na segunda prévia deste mês. O IGP-M é uma espécie de indicador antecedente e indica o que deve ocorrer com os preços ao consumidor nos meses seguintes.
O movimento de alta dos preços das matérias-primas no atacado, na segunda prévia de novembro, não se trata, segundo Quadros, de algo pontual. O preço da soja, carnes bovina e suína, rações, fertilizantes, metais, como alumínio, níquel e zinco, e produtos petroquímicos estão acelerados. Ele destaca que a alta das matérias-primas este ano está relacionada com uma reação às quedas ocorridas no fim de 2008 e parte de 2009 por causa da crise.
A confiança do consumidor brasileiro atingiu recorde de alta em novembro, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada nesta quarta-feira.
O índice subiu 2,7% em relação a outubro, para 125,4 pontos, alcançando novo recorde.
“Em novembro de 2010, os consumidores brasileiros estão mais satisfeitos com a situação atual e otimistas em relação aos seis meses seguintes”, afirmou a FGV em nota.
O componente de situação atual avançou 4,5% em novembro, para 147,5 pontos, também maior nível histórico. O de expectativas subiu 1,5%, para 113,6 pontos.
“O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a situação econômica atual foi o que mais influenciou na evolução favorável do índice de confiança em novembro.”
O número de consumidores que avaliam a situação como boa aumentou de 31,7% em outubro para 34,6% em novembro.
fonte:www.redebomdia.com.br
Com o feijão – que acumula alta de 123% desde o início do ano – liderando o ranking de elevação de preço entre os alimentos, a cesta básica dos sorocabanos ficou 4,62% mais cara entre setembro e outubro. No mês o aumento total foi de R$ 16,86 e a cesta passou de R$ 364,94 para os R$ 381,81 atuais. Na comparação com o mesmo período do ano passado (outubro de 2009), porém, a elevação nos preços foi de 12,58%. Naquele mês a cesta básica em Sorocaba custava, em média, R$ 339,14. Apesar de não aparecer no topo do ranking de aumentos, a carne bovina foi a vilã na alta dos produtos.
Payés destaca que considerando o acumulado do ano a cesta básica ficou 15,10% mais cara, taxa superior à inflação do período. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), durante os dez primeiros meses de 2010 a inflação ficou em 4,38%. Esta é a segunda alta significativa da cesta básica sorocabana neste ano. Em setembro a elevação acumulada desde janeiro nos preços somava 7,13% e a inflação registrada até então era de 3,71%.
O acompanhamento é feito pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso) e o coordenador do estudo Manuel Payés, afirma que esta recente alta está associada com a estiagem prolongada do meio do ano. Segundo ele isto pressiona os preços sobretudo o da carne bovina.
Carne como grande vilãPor conta de sua importância na alimentação do brasileiro, os preços da carne bovina – tanto a de primeira como a de segunda – figura como a maior responsável pela alta da cesta. Payés, que é doutor em economia e professor na Uniso, lembra que entre junho e outubro deste ano, a carne bovina teve valorização acima dos 17%. “No ano, até outubro, a carne bovina de segunda mais do que a de primeira sendo 32% contra 21%, respectivamente”, afirma o professor.
A razão para a alta deste alimento, continua Payés, deve-se ao aumento nas exportações de carne. Segundo ele, a venda de carne brasileira para mercados internacionais está aquecida por conta dos preços externos que estão mais elevados. “Outro fato que temos é a estiagem que provoca escassez de oferta devido a um pasto que ainda não se recuperou”, comenta o professor referindo-se às secas do meio do ano.
O estudo da Uniso mostrou que, de setembro para outubro, a carne de segunda passou de R$ 9,37 para R$ 10,06. A alta, neste caso, foi de 7,37%. Já a carne de primeira, neste mesmo intervalo de tempo teve alta de 7,27% e o quilo do alimento, que custava em média R$ 14,60, está em R$ 15,67.
Feijão, alta de 123%Desde o início do ano o feijão acumula alta de 123%, afirma Payés. Além da diminuição da área plantada o professor aponta a estiagem também como principal causa da alta. “Este fenômeno atrasou o plantio da próxima safra e, consequentemente, acirrou as expectativas de redução da oferta do grão no mercado doméstico”, avalia o economista. O grão, em setembro, tinha o quilo com preço médio de R$ 4 e o levantamento de outubro apontou que o produto está custando cerca de R$ 5,18. No mês, a alta foi de 29,61%.
Alguns produtos da cesta básica, porém (12 entre os 34 produtos acompanhados) tiveram queda de preço. Entre eles, o professor destaca o café. Neste caso, a retração foi de 2,95% e o pacote de 500g está, atualmente, custando R$ 4,99, em média. “A redução do preço vinculou-se à valorização real do dólar e às cotações internacionais relativamente estáveis, que refletem as expectativas da chegada da safra de café na América Central”, explicou o professor.
fonte:
Graças à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal conseguiu neutralizar, por enquanto, os efeitos sobre a taxa de câmbio da enxurrada de dólares jogada pelos Estados Unidos na economia mundial. O real se valorizou bem menos que outras moedas e se descolou dos preços das commodities. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que vai comprar US$ 600 bilhões em títulos de longo prazo do governo americano para reativar a economia. Como a medida já era esperada desde o dia 21 de setembro, quando ocorreu a reunião anterior do Fed, os mercados reagiram com calma.
O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,699 no mercado interbancário, uma queda de 0,47% em relação ao dia anterior, testando o nível de R$ 1,70 pela primeira vez em sete sessões. No entanto, desde que começaram as especulações sobre as medidas do Fed há seis semanas, o real acumula alta de apenas 1% em relação à moeda americana.
A perspectiva de novas medidas do Fed desvalorizou o dólar e elevou os preços das commodities nesse período. Em relação ao dia 21 de setembro, o dólar caiu 6,5% em relação ao euro. O CRB (Commodity Research Bureau, principal índice de preços de commodities) subiu 9,7%. Uma cesta formada pelas commodities exportadas pelo Brasil avançou ainda mais: 10,5%.
“A valorização do real foi menos significativa por causa da eficácia das medidas do governo. Países que não adotaram nenhum controle de capitais sofreram mais”, disse Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. O dólar australiano, por exemplo, avançou 5,8% desde 21 de setembro e testou a máxima em relação ao dólar ontem. As moedas de Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Noruega e Canadá estão entre as mais afetadas pela queda do dólar, porque esses países são grandes exportadores de commodities. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Depois de um “boom” entre 2008 e 2009, o leasing voltou a perder espaço para os financiamentos na hora de o consumidor adquirir um carro novo ou usado. A queda na procura do leasing está ligada ao temor de que ações judiciais questionando o local de cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) possam elevar ainda mais os custos incidentes nessas operações.
Mesmo sem decisão na Justiça, o risco jurídico levou muitos consumidores a migrarem para o financiamento, que já oferece taxas de juros mais atrativas. Segundo o Banco Central (BC), o volume de operações de leasing para comprar carros atingiu R$ 64 465 bilhões em julho de 2009. Porém, as transações caíram gradualmente até chegar a R$ 50,678 bilhões em setembro deste ano, menor valor liberado desde julho de 2008 (R$ 49,044 bilhões). Somente neste ano, houve recuo de quase 20% na procura por essa linha de crédito.
“Os clientes levam a modalidade com menor taxa. No arrendamento mercantil, o administrador acaba embutindo o risco jurídico desses questionamentos”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), Osmar Roncolato Pinho para tentar justificar a diminuição das operações.
Como a produção de veículos não para de crescer, o que puxa também a demanda por crédito, a redução do leasing está sendo compensada pelo aumento das operações de financiamentos, que no mês passado chegaram ao nível mais alto desde maio de 2000, quando o BC começou a acompanhar a evolução dessa modalidade de crédito. Em setembro, o saldo de liberações de financiamento para aquisição de veículos estava em R$ 125,310 bilhões, um aumento de 33,1% no ano. Em dezembro, era de R$ 94,133 bilhões. Já a produção de veículos cresceu 17% entre janeiro e setembro ante o mesmo período de 2009, atingindo 2,72 milhões de carros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
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