Neymar fica. A melhor notícia para a torcida santista veio no início da noite desta quinta-feira. As informações são do “G1″.
O atacante de 18 anos e que era pretendido pelo Chelsea (ING) acertou sua permanência na Baixada por ao menos mais um ano.
“Nosso menino fantástico, Neymar, continua no Santos por mais cinco anos”, anunciou o presidente Luis Álvaro Ribeiro, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro.
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Neymar e seus represetantes pediram para o clube inglês esperar pelo menos até o fim da Taça Libertadores 2011, competição que se tornou sonho para a diretoria do Peixe.
O Santos, que sempre deixou claro que o clube interessado no craque precisaria depositar a multa de 35 milhões de euros (R$ 79 milhões) – o que acabou não acontecendo – fez um projeto para segurá-lo no time e apresentou na última terça-feira. Nesta quinta, Neymar disse “sim” e aeitou ficar.
A assinatura do novo contrato, cujos detalhes serão divulgados em entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira, aconteceu por volta das 17h, em São Paulo.
“O projeto apresentado pelo Santos para Neymar é maravilhoso. Desde a imagem no exterior, sendo trabalhada aqui no Brasil com media trainning, até a assistência à família. Nunca vi nada igual”, afirmou Wagner Ribeiro ao “G1″ ainda na terça-feira, após reunião que selou o fim da novela.
Neymar deve receber um salário equivalente ao que o Chelsea lhe oferecia. Para não extrapolar seu teto salarial, o Santos contará com a ajuda de investidores, a exemplo do que aconteceu com Robinho.
Além disso, o atacante ganhará adicionais a cada meta alcançada, como artilharia de competição ou convocação para a seleção.
No plano de carreira, Neymar também terá uma assessoria de imprensa internacional, que divulgará os feitos da Joia para todo o mundo. A intenção é tornar o atleta conhecido e, com isso, aumentar as chances de o atacante quebrar um tabu: conseguir ganhar o prêmio da Fifa de melhor do mundo atuando no Brasil, fato que jamais ocorreu.
A diretoria santista também pretende fazer o mesmo projeto para outra estrela sua, o meia Paulo Henrique Ganso. A meta é segurar as duas joias até a Copa do Mundo de 2014.
Fonte:www.redebomdia.com.br
O Banco do Brasil (BB) informou que assinou hoje com o Bradesco e o Banco Espírito Santo (BES) um memorando de entendimento para iniciar tratativas para estabelecer parceria estratégica visando atuação no continente africano. Segundo comunicado divulgado hoje ao mercado, a intenção dos bancos é participar de uma holding financeira que consolidaria, na África, as atuais operações do BES.
A holding coordenará futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos e o estabelecimento de operações próprias no continente africano. “As três instituições financeiras consideram a eventual parceria um meio importante para apoiar o movimento de internacionalização das empresas brasileiras e portuguesas e para assistir ao crescente intercâmbio comercial com o referido continente”, informou o comunicado.
O BES, com sede em Lisboa, é o segundo maior banco comercial privado de Portugal e está presente em 18 países e quatro continentes. De acordo com o comunicado, a efetivação da operação está sujeita à realização de estudos técnicos, jurídicos, financeiros, à negociação satisfatória dos documentos definitivos e ao cumprimento das formalidades legais e regulatórias aplicáveis em cada país.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O Google anunciou hoje a renovação da licença para continuar usando o endereço de seu site na China, que é fiscalizado pelas autoridades locais. Segundo comunicado publicado no seu blog, a empresa afirmou que espera “continuar a prover buscas na web e produtos locais as usuários no país”. O anúncio ocorre após algumas mudanças no acesso ao site, e depois de o governo chinês ameaçar não renovar a licença, caso o Google continuasse evitando a censura. A empresa fazia o redirecionamento automático dos usuários chineses ao endereço eletrônico de Hong Kong, onde o serviço não é censurado.
A pressão do governo chinês vinha ocorrendo desde que a empresa decidiu, no início do ano, parar de cooperar com exigências de censura. Segundo o comunicado do blog, autoridades afirmaram que o redirecionamento automático dos usuários para Hong Kong era inaceitável. No comunicado, após a ameaça do governo chinês, o Google anunciou que iria mudar a forma como os usuários da China acessam seu serviço de buscas. Em vez de fazer o redirecionamento, o Google criou uma nova página para o endereço da China, com uma mensagem pedindo ao usuário para memorizar seu novo endereço, o www.google.com.hk, de Hong Kong, ou para clicar em um ícone chinês que o redireciona. Uma porta-voz do Google afirmou que a renovação da licença pelo governo significa que estas mudanças feitas no site da empresa na China foram consideradas satisfatórias.
Usuários e anunciantes do Google na China temiam que o site pudesse ficar inacessível, desde que a companhia anunciou, em janeiro, que não desejava mais cumprir as regras de autocensura impostas pelo governo chinês. A licença de conteúdo era uma preocupação importante, porque o Google precisa dela para usar seu endereço chinês, fiscalizado por autoridades. Se os direitos de usar o endereço forem suspensos, os usuários podem acessar diretamente o site do Google em Hong Kong (www.google.com.hk) ou outro site internacional do Google, mas as autoridades podem limitar o acesso a estes outros endereços.
O Google precisa renovar sua licença anualmente, embora tecnicamente a permissão expire em 2012. E a renovação não significa o fim das incertezas sobre o futuro do Google na China. Nos últimos meses, desde que a companhia anunciou que não colaboraria com a censura, alguns parceiros como o Tom Group e a Motorola retiraram sua cooperação com a companhia ou fizeram parcerias com concorrentes. As informações são da Dow Jones
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta 4ª feira (30) à noite que o Brasil continua interessado em acompanhar os desdobramentos do programa nuclear iraniano e as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Amorim disse que há possibilidade de Brasil e Turquia se reunirem com o Irã para facilitar um encontro com o Grupo de Viena, que é formado por Estados Unidos, França e Rússia. “Quando e onde, não foi discutido. Há ideias que apenas foram expostas”, disse.
Amorim disse que, para que Brasil e Turquia concordem com a reunião com o Irã, é preciso que haja uma manifestação clara, não só do Irã, mas dos países do Grupo de Viena, em relação ao envolvimento de Brasil e Turquia nas negociações. Ele explicou que há uma expectativa de uma reunião técnica proximamente entre Irã e o Grupo de Viena.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Estados Unidos e Rússia consumaram ontem o reinício – ou “reset” – das relações bilaterais. Em encontro na Casa Branca, os presidentes Barack Obama, dos EUA, e Dmitry Medvedev, da Rússia, arremataram uma aliança política que envolve a facilitação de Washington ao ingresso de Moscou à Organização Mundial do Comércio (OMC) ainda neste ano e a injeção de investimentos norte-americanos no ainda inseguro mercado empresarial russo.
O primeiro gesto de aproximação foi feito com a assinatura do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), em abril. Uma das contrapartidas de Moscou foi adiantada no mês passado, com o voto favorável às sanções do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas contra o Irã e a suspensão do contrato de venda de mísseis S-300 ao país persa.
À imprensa, Medvedev confirmou a adoção das sanções contra o Irã um dos principais sócios parceiros comerciais da Rússia. Mas ponderou que a resolução terá de passar pela inevitável aprovação do Parlamento da Rússia.
O relançamento das relações EUA-Rússia foi uma das primeiras iniciativas do governo Obama – e um dos desastres da agenda de seus antecessores. Em março do ano passado, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, entregou uma caixa com botão vermelho ao chanceler russo, Sergei Lavrov, em alusão ao aparelho que poderia ter detonado uma guerra nuclear. Ao lado do botão, foi escrita a palavra “reset”, que sugeriu o reinício das relações bilaterais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Diego Souza no Al Jazira, Taison no Palmeiras e Rafael Sobis de volta ao Internacional. Essa triangulação pode acontecer em breve.
A Traffic analisa uma proposta por Diego Souza do Al Jazira (EAU), com Rafael Sobis como parte do pagamento. Não se trata da melhor oferta para a empresa, mas algo interessante para o Palmeiras, que busca um atacante de expressão.
Mas, para o negócio sair, pode haver mais participantes.
O empresário do jogador, Jorge Machado, e o vice-presidente do Internacional, Fernando Carvalho, estiveram com diretores da Traffic nesta quarta-feira em São Paulo.
Sobis tratou com Carvalho, em jantar em Porto Alegre, da volta ao clube que o revelou. Assim, Carvalho poderia ceder à Traffic Taison, que aos 22 anos ainda teria mercado no exterior, e este pararia no Palmeiras.
Fonte:www.redebomdia.com.br
O governo norte-americano afirmou ontem que “não seria uma boa ideia” o Brasil vender etanol ao Irã. “Eu não sei detalhes específicos sobre a iniciativa, mas (vender etanol ao Irã) seria muito arriscado, uma vez que a sanção aprovada pelo Conselho de Segurança reconhece que há uma ligação potencial entre o setor de energia do Irã e atividades de proliferação”, disse um alto funcionário da Casa Branca.
Questionado se os Estados Unidos iriam desencorajar empresas brasileiras de vender etanol aos iranianos, o funcionário afirmou: “Qualquer iniciativa que burle as sanções prejudica nosso objetivo, então não é uma boa ideia.” A possibilidade de o Brasil suprir parte das necessidades de combustível do Irã com etanol brasileiro foi levantada pelo ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, em visita a Teerã em abril. Ele afirmou que o Irã está interessado em comprar etanol brasileiro por causa dos problemas que enfrenta para comprar gasolina diante dos bloqueios comerciais que sofre.
Funcionários da Casa Branca convocaram uma entrevista com alguns jornalistas para discutir a posição dos EUA em relação às sanções aprovadas ontem e ao acordo de troca de combustível mediado pelo Brasil e pela Turquia. Um deles reduziu a importância das divergências de Washington e Brasília, apesar do voto do Brasil contra as sanções. “Nós temos divergências táticas, mas os mesmos objetivos, nem a Turquia nem o Brasil querem ver armas nucleares no Irã”, disse o funcionário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende conversar com os colegas francês, russo e chinês para obter o apoio deles ao acordo tripartite Irã-Turquia-Brasil sobre a troca de urânio, anunciou a presidência iraniana.
“Para obter o apoio de outros países à declaração (de Teerã), vou prosseguir meus contatos com os líderes”, declarou Lula durante uma conversa telefônica com o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, de acordo com um comunicado do governo de Teerã.
“Esta semana terei contato com (o presidente francês Nicolas) Sarkozy, (o presidente russo Dmitri) Medvedev e o presidente chinês (Hu Jintao)”, completou Lula.
O acordo de 17 de maio, assinado por Irã, Turquia e Brasil, prevê a troca na Turquia de 1.200 quilos de urânio iraniano levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 quilos de combustível enriquecido a 20%, fornecidos pelas grandes potências, para o reator de pesquisa científica de Teerã.
Turquia e Brasil, atualmente membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, estão em um confronto cada vez mais aberto com o governo dos Estados Unidos, que criticou o acordo tripartite.
Um dia após a assinatura do acordo de Teerã, os Estados Unidos apresentaram um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU para reforçar as sanções contra o Irã.
Washington considera que o acordo de Teerã não é suficiente para acabar com os temores de que a República Islâmica possa fabricar a bomba atômica.
O governo americano anunciou que os membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) apoiam o projeto de resolução.
Ahmadinejad elogiou Lula pela “posição corajosa” sobre o acordo de Teerã.
O presidente iraniano completou que uma “situação favorável” foi criada com o acordo de Teerã. Além disso, afirmou que Irã e Brasil seguirão “até o fim por este caminho”.
Fonte:www.uol.com.br
O Irã afirma que a proposta de acordo apresentada à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para obter combustível nuclear enriquecido no exterior é uma “concessão máxima” que mostra que o país está pronto para dar início a um novo capítulo de cooperação com o Ocidente.
O embaixador iraniano na AIEA pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responda positivamente à carta formalizando a proposta, entregue na segunda-feira.
Ali Asghar Soltanieh falou à BBC no dia em que a carta – com os detalhes do acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia – foi entregue à agência nuclear da ONU.
O enviado do Irã à AIEA disse que esta é uma “concessão máxima” e pediu ao Grupo de Viena que “aproveite esta oportunidade única” para negociar os detalhes técnicos do acordo.
“Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções… então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação”, afirmou.
Mas algumas potências ocidentais afirmam que o acordo veio tarde demais e os países membros do Conselho de Segurança da ONU esboçaram, na semana passada, um novo pacote de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.
Um acordo envolvendo a troca de combustível foi proposto pela primeira vez pela AIEA em outubro passado em conjunto com os Estados Unidos, França e Rússia (o chamado Grupo de Viena), em nome das seis potências mundiais que acreditam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares (Estados Unidos, França, Rússia, China, Alemanha e Grã-Bretanha).
O acordo prevê a troca de 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) do Irã por urânio com grau maior de enriquecimento (20%) vindo do exterior para ser usado como combustível em um reator nuclear em Teerã, construído anos atrás pelos Estados Unidos para pesquisas médicas.
Nos últimos oito meses, o Irã tentou mudar os termos deste acordo e, no último dia 17 de maio, anunciou seu compromisso em transferir o urânio, depois de intensa mediação do Brasil e da Turquia.
O novo elemento do acordo em relação ao que estava na mesa em outubro é que o urânio com baixo grau de enriquecimento iraniano seria depositado na Turquia como garantia de que o país receberia o combustível para seu reator.
“Não teremos certeza, a não ser que este combustível esteja dentro do reator, de que a troca realmente vá acontecer”, disse Soltanieh, indicando as suspeitas que permanecem no Irã desde que os Estados Unidos deixaram de cumprir uma série de contratos nucleares com o país depois da Revolução Islâmica, em 1979.
Uma vez que o Irã receba o combustível, o “depósito” será enviado ao país que tiver fornecido o urânio com maior grau de enriquecimento, possivelmente a Rússia, disse ele.
O enviado do Irã à AIEA afirmou que esta é uma “concessão máxima” e pediu ao Grupo de Viena que “aproveite esta oportunidade única” para negociar os detalhes técnicos do acordo.
“Tenho certeza de que eles vão adotar as ações corretas e mudar a postura de confrontação, resoluções e sanções… então, acho que abriremos um novo capítulo de cooperação”, afirmou.
Mas os países ocidentais afirmam que a troca de combustível perdeu valor como forma de aumentar a confiança no Irã, porque os estoques de urânio no país cresceram desde outubro, e porque, em fevereiro, o país decidiu aumentar o grau de enriquecimento de urânio para 20%.
Os países ocidentais temem que, ao desenvolver a tecnologia de enriquecimento, o Irã possa chegar a produzir urânio enriquecido em 90%, o grau necessário para a construção de armas nucleares.
Liderados pelos Estados Unidos, eles discutiram uma nova rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança. O acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia foi visto por esses países como uma tentativa de Teerã de evitar as sanções.
Para os diplomatas ocidentais, a principal questão é que o Irã continua a enriquecer urânio, desafiando as resoluções da ONU.
Eles se referem às declarações da AIEA de que a falta de cooperação iraniana não permite que a agência confirme se as intenções do programa nuclear do país são pacíficas, como Teerã alega.
Soltanieh, no entanto, deixou claro que o fim do enriquecimento de urânio no Irã não pode ser o ponto de partida das negociações.
Resoluções da ONU como esta “não são possíveis, não são implementáveis” disse ele, defendendo o que chama de direito do Irã, como país membro do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT, na sigla em inglês), de produzir combustível nuclear para fins pacíficos, e sugerindo que o governo iraniano pode reconsiderar o acordo de troca de combustível se o Conselho de Segurança da ONU votar a favor das sanções.
Em vez disso, ele pediu aos dois lados que “abram uma nova avenida para construção de confiança mútua”, afirmando que “tem havido um sério déficit de confiança nos últimos 30 anos”.
Fonte:www.uol.com.br
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas acertaram nesta terça-feira (18) uma série de sanções contra o Irã, jogando por terra os esforços realizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver a crise nuclear iraniana. Um projeto de resolução, elaborado por Estados Unidos e apoiado por França, Rússia, China e Grã-Bretanha, prevê sérias sanções contra o Irã, que ficará proibido de investir no exterior em certas atividades sensíveis, terá seus navios inspecionados em alto mar, e sofrerá um embargo sobre a compra de armas pesadas, segundo um funcionário americano.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia anunciado um acordo com Rússia e China sobre novas sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear. O esforço diplomático promovido por Brasil e Turquia pretendia evitar as sanções da ONU contra a República Islâmica, com base no intercâmbio, em território turco, de 1.200 kg de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 kg de combustível enriquecido a 20% destinado ao reator de pesquisas nuleares de Teerã.
Hillary Clinton agradeceu os esforços de Brasil e Turquia, mas destacou as diversas reservas de Washington sobre o acordo tripartite fechado na véspera, com a intervenção direta de Lula. Os representantes de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha no Conselho de Segurança lembraram que a oferta de intercâmbio de combustível nuclear, relançada por Brasil e Turquia, foi realizada pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) em outubro passado como “uma medida de confiança”. A questão do intercâmbio de combustível não é “a base do problema”, após quatro anos de “violações das resoluções da ONU e de suas obrigações internacionais” por parte do Irã, disse a embaixadora americana Susan Rice.
A diplomata brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti disse à AFP que o Brasil “não vai participar do debate” sobre as sanções no Conselho de Segurança, já que “existe uma nova situação” negando o acordo promovido pelo presidente Lula. Segundo o funcionário americano, as sanções acertadas hoje “reafirmam que o Irã não poderá construir novas unidades de enriquecimento de urânio” e proíbem investimentos iranianos “no estrangeiro em atividades sensíveis”, como extração ou enriquecimento de urânio e projetos de mísseis balísticos.
O projeto também proíbe a venda ao Irã de “oito novas categorias de armas pesadas, como tanques, veículos blindados de combate, sistemas de artilharia de grosso calibre, aviões de combate, helicópteros de ataque, navios de guerra e mísseis ou sistemas de mísseis”. As sanções ampliam ao alto mar as inspeções de navios suspeitos procedentes ou com destino ao Irã, reforçando a resolução 1803, de março de 2008. O texto envolve ainda a lista de pessoas e entidades ligadas aos programas nuclear e balístico iranianos, que poderão sofrer o congelamento de seus bens no exterior e ter vistos cancelados.
Os Estados estão igualmente convocados a bloquear qualquer transação financeira ligadas à proliferação. No setor bancário, os Estados serão chamados a impedir o funcionamento em seu território dos bancos iranianos que têm um potencial papel na proliferação, e a impedir que suas instituições financeiras sob suspeita abram sucursais no Irã. As potências ocidentais temem que o programa nuclear iraniano seja um disfarce para obter a bomba atômica. Teerã nega esta tese, afirmando que seus planos têm fins pacíficos. A resolução na ONU, se for adotada, será a sexta desde 2006 envolvendo o programa nuclear iraniano, e a quarta aplicando sanções.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
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