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Bancários fecham acordo e greve termina

Em assembleia no início da noite de ontem, os bancários de Sorocaba aprovaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram encerrar a greve iniciada há 21 dias. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Júlio César Machado, a proposta patronal tem aumento real, valorização do piso e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não desconto de dias parados, fim do transporte de numerário e de ranking individual de metas, dentre outras conquistas. A assembleia aconteceu no Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, na Vila Barão, e a decisão não foi unânime: teve aprovação de 90% dos presentes.

As agência devem reabrir normalmente nesta terça-feira. O acordo entre a Fenaban e os representantes do Comando Nacional dos Trabalhadores ocorreu na noite de sexta-feira. A proposta prevê 9% de reajuste sobre salários, retroativos a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário. Também houve avanço na discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A partir de agora, cada trabalhador poderá receber até 2,2 salários mais R$ 2.800 por ano (contra 2,2 salários mais R$ 2.400).

Em relação ao piso da categoria, o aumento real foi 1,5%. Será o oitavo ano consecutivo que os trabalhadores do setor terão aumento real. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro. Na sexta-feira, a greve dos bancários atingiu o maior pico de paralisação do movimento nos últimos anos – mais de 42 mil trabalhadores. Para líderes sindicais, o crescimento do movimento grevista foi o responsável direto pela apresentação da proposta patronal decente.

Para Machado, o índice de reajuste oferecido pelos bancos poderia estar melhor, se os bancários que ficaram dentro das agências no período de greve, tivessem cruzado os braços, ajudando os colegas na paralização. “Os bancos tinham perfeitas condições de nos oferecer mais, porém, não o fizeram porque viram que o sistema continuou funcionando. Os lucros continuaram e as metas foram batidas. Mas dentro do quadro, tivemos um bom resultado”, diz.

Segundo Júlio, na sexta, 161 agências das 244 de Sorocaba e região estavam fechadas e que dos 4.802 funcionários da rede regional, 3.200 funcionários aderiram ao movimento. “Nos últimos sete anos o crescimento do piso da categoria foi de 31%. Nós também podemos comemorar o aumento salarial de 13,9% nesse período.”

O retorno

O presidente do Sindicato dos Bancários acredita que o retorno dos trabalhadores nesta terça-feira será tranquilo e que os serviços nas agências estarão normalizados em dois ou três dias. “Duranto a paralisação, muitos gerentes permaneceram trabalhando dentro das agências. Além disso, os clientes utilizaram os sistemas de auto-atendimento e as lotéricas absorveram parte dos serviços. Por isso, acredito que não teremos grandes problemas para normalizar o atendimento”, comentou Machado.

Fonte: Cruzeiro do Sul

18 de outubro de 2011 por antena1

Metalúrgicos vão buscar acordos por fábrica

Diante do impasse em torno do acordo coletivo estadual desde o dia 1º de setembro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região vão procurar as empresas locais para obter reajustes salariais por fábrica e, caso não haja acordo até a próxima quarta-feira, a categoria já anunciou paralisação imediata, a partir do dia seguinte, das atividades por empresas. Porém, não descartam a realização de protestos em algumas empresas ao longo desse período. A decisão foi tomada em assembleia, que reuniu mais de 300 pessoas, realizada na manhã deste domingo na sede sindical em Sorocaba. A categoria, que soma cerca de 44 mil trabalhadores na região, dos quais 36,5 mil em Sorocaba, reivindica 13% de reajuste, sendo 7,4% referentes à inflação dos últimos doze meses (INPC/IBGE) e mais 5,2% de aumento real.

Nas negociações estaduais, entre a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT) e os sindicatos patronais, que começou dia 3 de agosto, os empresários até agora ofereceram entre 8,2% e 9,55% de reajuste salarial, dependendo do setor de atividade da fábrica. Neste domingo, os metalúrgicos de Sorocaba e região rejeitaram novamente essa proposta patronal e, diante do impasse na esfera estadual, decidiram por negociações individuais e em grupos com as empresas. “Optamos por não fazer paralisação ainda. A partir de amanhã (segunda-feira) vamos marcar negociações com empresas da região que já se mostraram dispostas a propor acordo. A ideia é tentar o diálogo até que se esgote uma possibilidade de acordo”, explica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Ademilson Terto da Silva, que completa: “Porém, estabelecemos um prazo. E ele termina na quarta-feira, quando à noite, a direção do Sindicato vai fazer um balanço das negociações desses três dias. Em seguida, é greve em cima das fábricas intransigentes.”

Terto destacou que o Sindicato não descarta protestos em algumas empresas a partir de hoje, como forma de pressionar os empresários a apresentar nova proposta que atenda os interesses da categoria. “Volto a dizer: vamos priorizar a negociação, mas tem empresas se comportando de forma truculenta e irresponsável. Para se ter ideia, tem algumas que estão praticando pressões internas contra as reivindicações, chamando a Polícia Militar para coibir assembleias democráticas. Essas, podem parar a qualquer momento”, avisa Terto.

Os protestos dos metalúrgicos de Sorocaba e região por acordo coletivo iniciaram já na semana passada. Na terça-feira, dia 13, um ato público da categoria na avenida Independência, zona industrial de Sorocaba, reuniu 8 mil trabalhadores. Nos dias seguintes, houve paralisações de até três horas na produção das empresas Metalac, Edscha e Dana, em Sorocaba; e na Iperfor, em Iperó. Nas semanas anteriores, o sindicato havia realizado assembleias de mobilização (sem interrupção do trabalho) em dezenas de fábricas para pedir que a categoria se organizasse para lutar na campanha salarial.

O setor metalúrgico é dividido em sete setores classificados de acordo com as atividades desenvolvidas. Até agora, apenas o grupo das montadoras já têm um acordo fechado que foi 10% de reajuste e abono de R$ 2.500. O acordo é válido por dois anos e foi aprovado nas regiões do ABC, Taubaté e São Carlos no final de semana. No ABC, cerca 10 mil metalúrgicos participaram da votação que aconteceu no último dia 28. Sorocaba não conta com nenhuma montadora e, por isso, está fora deste cenário. A partir do início das atividades da Toyota, porém, o município entrará nessas negociações.

Fonte: Cruzeiro do Sul

19 de setembro de 2011 por antena1

Acordo mantém Pronto-Socorro de Sorocaba aberto

O Pronto Socorro Municipal da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba não corre mais risco de ser fechado e manterá normalmente o atendimento público pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A provedoria da entidade e a Prefeitura assinaram ontem um acordo que descartou o fechamento do PS, prometido para o próximo dia 31. A ameaça ocorreu há três meses, quando o hospital declarou que a verba municipal repassada mensalmente pela municipalidade era insuficiente para o custo da manutenção da unidade.

Foram quase três meses de negociação até que as partes chegassem a um consenso, oficializado ontem pela manhã, durante audiência pública na Câmara dos Vereadores, organizada pela Comissão Especial de Acompanhamento. Na ocasião, o provedor da Santa Casa, José Antonio Fasiaben, e o secretário de Saúde de Sorocaba, Ademir Watanabe, firmaram um termo de compromisso.

No total, a Santa Casa passará a receber mensalmente R$ 1.344.258,08 – que incluem R$ 1.144.258,08 de repasse, mais os R$ 200 mil do faturamento SUS. Atualmente o repasse é de R$ 707.304,32. Com o valor definido e o acordo fechado, a expectativa agora gira em torno do contrato de renovação do convênio, que ainda será encaminhado ao Conselho Municipal de Saúde e à Câmara. A oficialização do convênio será feita assim que houver a aprovação do projeto de lei pelo Legislativo, contendo os novos termos.

A expectativa é de que isso ocorra ainda nesta semana. Segundo Watanabe, o texto principal do projeto já está pronto, faltando apenas alguns detalhes. “Estamos finalizando o Plano de Trabalho e isso deve direcionar o contrato”, falou o secretário sem estipular data para o envio do documento.

Outras melhorias

Além do acordo financeiro, o contrato também prevê melhorias e investimentos na retaguarda de atendimentos, exames, internações, não apenas na Santa Casa, mas na rede de apoio de urgências e emergências. A nova proposta deve conter, por exemplo, a oficialização de repasse retroativo ao mês de junho -quando a entidade informou sobre o possível fechamento do PS caso a verba não fosse reajustada -, programa de reajustes dos repasses e um modelo de fiscalização dentro da Santa Casa.

Outra melhoria será o aumento do número de profissionais no PS, que trocará o internista por um cardiologista, além de passar a contar com mais dois profissionais, totalizando 10 médicos plantonistas. Atualmente são oito. A Prefeitura de Sorocaba investirá, em média, R$ 100 mil por mês em serviços na área de urgência e emergência do PS. O convênio entre a Prefeitura e o Hospital Evangélico será de R$ 60 mil para a manutenção de 20 leitos clínicos de retaguarda médica para as unidades de urgência e emergência, que poderão atender de 150 a 200 internações clínicas por mês.

A Prefeitura também vai assumir os serviços de ultrassonografia (em média R$ 10 mil/mês) e o serviço de endoscopia do PS Municipal (em média R$ 10 mil/mês). Além disso, a Prefeitura se comprometeu a viabilizar a reforma e a ampliação da unidade. A administração anunciou que buscará um convênio com o Governo do Estado para adesão da Irmandade ao Programa Pró Santa Casa 2. Com isso, há possibilidade de repasse de R$ 210 mil por mês ao PS Municipal, sendo R$ 70 mil pelo município e R$ 140 mil pelo Departamento Regional de Saúde (DRS).

No final da audiência, o provedor do hospital destacou a importância do acordo para a cidade. “A Santa Casa sempre esteve do lado do povo e o sorocabano foi beneficiado com o acordo”, defendeu.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

30 de agosto de 2011 por antena1

Prefeitura e Santa Casa estão perto de acordo

O impasse nas negociações sobre o convênio firmado entre a Prefeitura e a Santa Casa de Sorocaba para a manutenção do Pronto-Socorro Municipal dentro das instalações da instituição pode estar próximo do fim. Durante audiência pública realizada ontem à noite na Câmara Municipal para discutir a questão, o secretário de Saúde, Ademir Watanabe, disse que aguarda apenas a finalização de uma avaliação realizada pela equipe técnica da pasta para que seja definida nova proposta para o repasse de subsídios para a prestação do serviço pela Irmandade. O tom de conciliação também marcou o pronunciamento do provedor da Santa Casa, José Antônio Fasiaben, e diretores presentes no encontro, que se mostraram dispostos a chegar a a um entendimento para que o contrato entre as partes seja mantido.

De acordo com o secretário, o levantamento da planilha de custos do Pronto-Socorro vem sendo realizado pela equipe da Unidade de Avaliação e Controle (UAC) da Secretaria da Saúde, mas que ainda haveria divergências a respeito dos demonstrativos apresentados, por isso foram solicitados novos documentos para que se chegue a um denominador comum a respeito dos custos da unidade. Embora não tenha estipulado prazos para finalização desse trabalho, Watanabe afirmou que a disposição da Prefeitura é manter as negociações para a manutenção do serviço pela Santa Casa, que é considerada uma referência no atendimento de urgências e emergências. Questionado sobre a possibilidade de intervenção pública na Santa Casa, ele disse que isso só ocorrerá se todas as possibilidades de negociação tiverem sido esgotadas para que não ocorra prejuízo para a população.

Em paralelo a essa avaliação técnica, o secretário da Saúde informou que a Prefeitura também já iniciou conversas com o Hospital Evangélico para que a instituição disponibilize vinte leitos para internação de pacientes provenientes de encaminhamentos realizados pelo Pronto-Socorro Municipal, como forma de desafogar a demanda de atendimento da Santa Casa. Watanabe revelou também que está em fase de entendimento uma junção entre o Samu e o Corpo de Bombeiros para o atendimento na zona norte da cidade e também a criação de leitos de curta permanência nas Unidades Pré-Hospitalares da Zona Norte e Oeste, que também auxiliariam no desafogamento de oferta de leitos para casos emergenciais. Em relação à proposta de criação de uma hospital municipal, o secretário considerou que esse tipo de serviço enfrentaria a falta de agilidade da máquina pública para o atendimento de todos os procedimentos necessários desde a compra de equipamentos e materiais até a contratação de pessoal, que dependeriam de licitações e concursos públicos. “Nós sabemos que muitas vezes na área médica não é possível esse tempo diante de situações emergenciais e de urgência”.

O provedor da Santa Casa, José Antônio Fasiaben, disse que as propostas apresentadas pela Secretaria da Saúde vem ao encontro das necessidades emergencias em relação ao esgotamento da estrutura física da unidade, sendo que as discussões sobre uma ampliação do Pronto-Socorro ficará para um segundo momento. “Nossa preocupação agora é para que cheguemos a um entendimento sobre esse situação emergencial em relação ao repasse de recursos, sendo que obras em relação à estrutura disponível ficará para um segundo momento”. Ele disse, no entanto, que a Santa Casa mantém a solicitação para o subsídio da Prefeitura seja de R$ 1,545 milhão ao mês. Atualmente, a quantia é de R$ 707 mil. O diretor da Santa Casa, José Francisco Sieber Luz, informou que em reunião realizada nesta semana, o prefeito Vitor Lippi se comprometeu com base nesse levantamento da UCA fazer o repasse que seja necessário para a cobertura das necessidades emergencias para bom funcionamento do Pronto Socorro. “Confiamos na palavra do prefeito que assim que tiver esse material em mãos vai cobrir as necessidades do Pronto-Socorro”.

O presidente da Comissão Permanente da Santa Casa no Conselho Municipal de Saúde, Lincoln Bezerra, apresentou uma proposta que será apresentada na próxima reunião do Conselho para que seja contratada uma auditoria terceirizada, nomeada pelo Ministério Público, para levantar os reais custos do PS, para que seja estabelecida a quantia a ser repassada pela Prefeitura. A audiência pública foi proposta pelo vereador Claudini Crespo (DEM) em função da notificação feita pela diretoria da Santa Casa no dia 1º de junho comunicando a rescisão do convênio firmado com a Prefeitura de Sorocaba para o gerenciamento do Pronto-Socorro Municipal. Com base nessa notificação, a instituição encerrará a prestação do serviço no prazo noventa dias.

Fonte: Cruzeiro do Sul

9 de junho de 2011 por antena1

Real mais alto impõe necessidade de acordo com UE, diz Patriota

O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, destacou na quarta-feira (26) as “dificuldades” que o Brasil enfrenta com a apreciação do real – o que poderá repercutir nas negociações de um tratato de livre comércio entre UE e Mercosul. Em seu primeiro encontro com autoridades europeias, Patriota, chanceler do novo governo de Dilma Rousseff, defendeu a necessidade de que a UE e o Mercosul selem um acordo de livre comércio “de benefícios mútuos”. Ele conversou sobre o assunto, em Bruxelas, com o presidente do bloco, Herman Van Rompuy, e a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

“O grande desafio será encontrar bases de entendimento” entre ambos os blocos, afirmou o chanceler à imprensa, prometendo que a participação brasileira na próxima rodada de negociações prevista para a semana de 14 de março em Bruxelas terá “espírito construtivo”. Mas Patriota também quis informar as autoridades europeias sobre as “atuais dificuldades” enfrentadas pelo Brasil, em especial, a valorização do real e a “situação preocupante” dos produtos manufaturados, cujas exportações ficaram, em 2010, atrás dos produtos básicos pela primeira vez em várias décadas.

A escalada da moeda brasileira preocupa o novo governo, já que penaliza suas exportações e, portanto, pode condicionar as negociações para um acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) no qual o objetivo seja derrubar o maior número de tarifas alfandegárias aplicadas nas transações. Ambos os blocos retomaram as negociações em maio de 2010, depois de uma interrupção de seis anos, motivada pela paralisação da rodada de Doha, à qual estavam submetidas. O objetivo é fechar o acordo no fim do primeiro semestre de 2011, após três rodadas de negociações previstas para ocorrerem até julho.

“Concordamos sobre a importância de uma conclusão exitosa das negociações em 2011″, afirmou, por sua vez, em um comunicado, Ashton, ao falar sobre sua reunião com Patriota. O chanceler disse esperar, por outro lado, que as negociações no seio da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a rodada de Doha possam ser retomadas e concluídas em um “prazo relativamente breve”. O chanceler explicou que na sexta-feira terá um jantar de trabalho com seus colegas americano, chinês, japonês, australiano, indiano e o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, para tentar avançar nesse sentido, paralelamente ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), para onde seguirá após sua estadia em Bruxelas.

Por outro lado, Patriota e Ashton concordaram em “trabalhar para conseguir uma maior cooperação em assuntos bilaterais e globais, incluindo direitos humanos”, segundo o comunicado da chefe da diplomacia europeia. A britânica adiantou também que a próxima cúpula anual UE-Brasil ocorrerá em 4 de outubro em Bruxelas e indicou que prevê visitar o país na próxima primavera no Hemisfério Norte (outono no Hemisfério Sul), sem informar uma data. A UE e o Brasil mantêm desde 2007 uma Associação Estratégica, que permitiu reforçar seus vínculos econômicos e comerciais. A Europa é o principal sócio comercial do Brasil e as trocas comerciais superaram os 74 bilhões de dólares em 2010. Antes de concluir sua visita em Bruxelas, o chanceler previa reunir-se com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Fonte: Cruzeiro do Sul

27 de janeiro de 2011 por antena1

China e Índia querem dobrar comércio bilateral até 2015

Índia e China anunciaram quinta-feira (16) a intenção de duplicar suas trocas comerciais até 2015, elevando-as a 100 bilhões de dólares, em uma cúpula em Nova Délhi, na qual houve avanços notáveis nas diferenças históricas entre os dois países, em particular as fronteiriças. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e seu colega indiano, Manmohan Singh, concordaram ainda em desenvolver as exportações da Índia para a China para equilibrar o comércio bilateral, que tem um saldo favorável para Pequim de 20 bilhões de dólares.

Os intercâmbios entre as duas grandes economias dotadas da maior taxa de crescimento do mundo totalizaram 42 bilhões de dólares em 2009 e deveriam situar-se em 60 bilhões para o ano fiscal atual, que termina no março de 2011. “Há suficiente espaço no mundo para o desenvolvimento de China e Índia e bastantes setores nos quais China e Índia podem cooperar”, declararam os primeiros-ministros em um comunicado conjunto difundido após sua reunião. Desde a chegada de Wen Jiabao, na quarta-feira, à capital federal indiana, sua delegação, integrada por 400 empresários, selou acordos de 16 bilhões de dólares em vários setores que vão das finanças à energia.

As trocas econômicas e comerciais estão em pleno desenvolvimento, mas as relações diplomáticas ainda são afetadas por uma desconfiança recíproca e o comunicado se abstêm de mencionar avanços sobre uma série de temas sensíveis. Os dois países enfrentam questões territoriais na cordilheira do Himalaia, que deram lugar a uma breve, mas sangrenta guerra em 1962. As discussões de quinta-feira só conseguiram reafirmar o compromisso de resolver “em uma data rápida” o conflito, que já foi objeto de 14 rodadas de negociações. “Os dois países trabalharão juntos para manter a paz e a tranquilidade nas zonas fronteiriças, conforme os acordos procedentes”, acrescentou o comunicado.

A Índia teme que a China se coloque cada vez maior firmeza nas posições relativas às suas reivindicações territoriais. Pequim havia condenado duramente no ano passado a visita de Singh e do Dalai Lama ao Estado de Arunachal Pradesh (nordeste), que a China reivindica integralmente. Há outros temas que também irritam Pequim, como a presença do Dalai Lama na Índia. O chefe espiritual dos tibetanos, que vive exilado em Dharamsala (norte da Índia) desde 1959, quando fugiu da repressão de um levante na China.

fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

17 de dezembro de 2010 por antena1

Petrobras e Açúcar Guarani assinam contrato de R$ 2,1 bi

A Petrobras informou nesta segunda-feira que suas subsidiárias BR Distribuidora e Petrobras Biocombustível assinaram com a Açúcar Guarani contrato para suprimento de até 2,2 bilhões de litros de etanol por quatro anos.

“O contrato foi celebrado em condições de mercado e tem um valor total estimado de 2,1 bilhões de reais. Pelo acordo, a Guarani fornecerá o produto à BR para comercialização”, informou a Petrobras em comunicado.

A Guarani é controlada pelo grupo francês Tereos, que é listado na Bovespa.

fonte:www.redebomdia.com.br

25 de outubro de 2010 por antena1

Para enviado de Israel na ONU, só a paz pode deter colonização

Israel não porá fim à sua política de construção de colônias até que os palestinos cheguem a um acordo de paz, disse o embaixador israelense na ONU, em entrevista à AFP. “A única forma de deter a colonização é alcançar um acordo. Se os palestinos estabelecerem um Estado palestino em uma zona bem delimitada, penso que as construções nesta zona cessariam definitivamente”, disse o embaixador Meron Reuben.

Mas Israel veria com inquietação que os países árabes continuassem fazendo avançar sua campanha para conseguir o reconhecimento de um Estado palestino pelas Nações Unidas antes que se chegue a um acordo de paz, disse Reuben.

Os Estados Unidos e a maior parte dos países do mundo se uniram aos palestinos para demandar que Israel renove o congelamento da colonização nos territórios ocupados.

“O povo compreende”, disse Reuben. “Não acho que eles estejam de acordo com a nossa forma de agir, mas certamente compreendem o fato de que as colônias não são um obstáculo para o processo de paz e que elas não são algo que vá deter o processo de paz”, acrescentou.

Os palestinos se retiraram das negociações de paz diretas, orquestradas pelos Estados Unidos com Israel há duas semanas, depois que a moratória israelense de 10 meses sobre a colonização chegou ao fim.

Israel relançou na sexta-feira a colonização em Jerusalém oriental com o chamado a novas licitações, provocando a ira da Autoridade Palestina. “A outra parte (palestina) não buscará mais que pretextos para por obstáculos no caminho”, disse o embaixador israelense.

Ele destacou que as construções israelenses no deserto do Sinai não impediram que se alcançasse um acordo de paz com o Egito em 1979 e lembrou que “elas foram desmontadas em seguida”.

fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

18 de outubro de 2010 por antena1

Brasil vai assinar acordo de defesa com Reino Unido, diz jornal

A Grã-Bretanha e o Brasil assinarão um acordo na área de defesa que o governo do Reino Unido espera que abra caminho para um contrato bilionário de fornecimento de navios para a Marinha brasileira, publicou o jornal “Financial Times”, nesta terça-feira.

O acordo com a BAE, que pode envolver 6 navios-patrulha e 5 a 6 fragatas Type-26, pode chegar a 2,9 bilhões de libras (US$ 4,5 bilhões) se as embarcações forem construídas no Reino Unido, disse o jornal.

O FT publicou que os seis navios-patrulha, custando entre 60 milhões a 80 milhões de libras cada, devem ser usados para vigilância e dissuasão na região dos campos de petróleo no litoral brasileiro, assim como em operações de segurança e de busca e resgate.

O maior prêmio para a BAE, maior fornecedora de produtos bélicos da Europa, seria um contrato para manutenção e atualização dos navios nas próximas duas ou três décadas, segundo o FT.

As empresas britânicas de produtos militares têm enfrentado cortes em um momento que o governo de coalizão do país revisa seu orçamento para a área. Os detalhes sobre essa revisão devem ser anunciados em 20 de outubro.

fonte:www.redebomdia.com.br

14 de setembro de 2010 por antena1

Google e Associated Press fecham acordo de licença

O Google e a Associated Press (AP) anunciaram nesta segunda-feira ter fechado um acordo de licença que permitirá ao gigante da Internet continuar abrigando informações da agência de notícias americana.

O acordo, cujos termos financeiros não foram revelados, foi fechado após o que a AP descreveu em um comunicado como “meses de negociações espinhosas” e que “substitui um acordo que expirou em janeiro”.

O acordo permite ao Google introduzir conteúdos da AP no Google News, o site de notícias do grupo de busca na Internet.

fonte:www.cruzeirodosul.inf.br

31 de agosto de 2010 por antena1
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