O número de mortes provocadas em acidentes de moto aumentou 754% entre 1998 e 2008, aponta Caderno Complementar Mapa da Violência feito pelo Instituto Sangari. O trabalho, divulgado nesta teça-feira (12), mostra que a explosão nas estatísticas está relacionada não apenas com aumento expressivo da frota, mas com maior risco do uso do veículo.
Em 2008, foram registradas 87,6 mortes a cada 100 mil motos no País. Uma proporção 170% maior do que a taxa da frota de automóveis: 32,5 mortes a cada 100 mil veículos. Em 1998, a taxa de mortes por motos era de 67,8 a cada 100 mil – uma proporção 75% maior do que a taxa da frota de carros.
“Os números são assustadores. A direção de moto tornou-se aparentemente mais arriscada”, afirma o autor do trabalho, o pesquisador Júlio Jacobo Waiselfiz. Em sete Estados, as mortes provocadas por esse tipo de acidente já pode ser considerado como epidemia. Em Rondônia, Roraima, Tocantins, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, a taxa ultrapassa 10 de mortes por 100 mil habitantes.
As maiores vítimas dos acidentes são jovens. O trabalho mostra que é na faixa entre 15 e 24 anos, o número de mortes é expressivamente maior do que nas demais idades. “Com nenhuma outra categoria de veículo constatamos tal fenômeno. Há uma vitimização de jovens”, completa o pesquisador. Entre 2004 e 2008, os óbitos juvenis aumentaram 15 vezes mais do que no restante da população. (AE)
Fonte: Cruzeiro do Sul
Para combater o aumento gradativo de acidentes de trânsito na semana do Carnaval em Sorocaba, o presidente da Urbes, Renato Gianolla, lançou ontem a campanha do Carnaval 2011. Apesar de não contabilizar nenhuma morte no trânsito em 2010, o número de acidentes aumentou 9% em relação ao ano anterior. Com o slogan “Acontece no Carnaval, mas no trânsito pode ser fatal”, a Urbes pretende conscientizar o público sobre os perigos de misturar bebida e direção e diminuir este índice.
Gianolla apresentou todas as peças publicitárias da campanha, que será veiculada em todas as mídias. A novidade desse ano é a elaboração de um site temático e interativo, no qual os foliões poderão inserir vídeos e fotos de situações divertidas de outros carnavais. “Deve ficar no ar pelo menos por seis meses, mas podemos acabar mantendo para outras campanhas futuramente”, afirmou.
A campanha teve início ontem à noite nas universidades. O jingle, ao ritmo de um samba-enredo, possui o refrão feito com o slogan da campanha. Folhetos em forma de cadeado com os dizeres “Se estiver travado, não dirija”, em alusão ao consumo abusivo de álcool, serão colocados nas maçanetas dos carros estacionados.
A peça não será utilizada apenas no Carnaval, mas no ano todo, de acordo com Gianolla. “O Carnaval é o grande começo das campanhas de educação no trânsito do ano todo”, destacou.
Haverá também intervenções teatrais de 10 a 20 minutos, nas faculdades e bares da cidade. Um grupo de teatro realizará esquetes bem-humoradas,com o intuito de conscientizar a população sobre o tema. “Os atores irão agir sem ser abusivos, para também não serem inconvenientes”, disse. A campanha conta com o patrocínio de duas redes de táxi: a RS Rádio Taxi e a Sorotaxi. “É uma alternativa até melhor que os ônibus da cidade, porque os bailes ultrapassam o horário de funcionamento dos ônibus”.
Gianolla explicou que todo ano, na semana nacional de folia, há algum acidente fatal em Sorocaba, considerando os mortos em 30 dias. Nos últimos quatro anos, somados, foram 422 acidentes no trânsito durante o período. Só em 2010 foram 121 acidentes, 13 a mais que no ano anterior. Por meio de campanhas educativas, Gianolla pretende, mesmo com o aumento da frota, diminuir o número de acidentes nas ruas de Sorocaba. “Em 2009, foram 3,51 acidentes para cada 10 mil carros. Em 2010, esse número subiu para 3,57″, compara. De acordo com a Urbes, morrem 35 mil pessoas por acidente de trânsito durante um ano. Só em Sorocaba, são aproximadamente 60 mortos.
A campanha será voltada ao público jovem, de 18 aos 30 anos. “Faz parte da premissa do povo brasileiro pensar que nesta época tudo é permitido. Não se deve transferir o entusiasmo do carnaval para o trânsito”, enfatizou.
Fiscalização
Gianolla enfatizou que os amarelinhos e os agentes da Guarda Municipal (GM) atuarão normalmente durante os dias de folia. “A atuação de fiscalização é a mesma”, destacou. Ao todo, serão 77 homens em operação – 45 da GM e 32 da Urbes – , além da equipe que irá trabalhar na educação do trânsito – 6 atores e outras 5 pessoas que irão fazer a distribuição dos folhetos. Em relação às autuações relacionadas a bebidas alcoólicas, Gianolla conta com o apoio da Polícia Militar. “Os flagras de bafômetros são só com a polícia”.
Interdições
O presidente da Urbes afirmou que as intervenções no trânsito das ruas de Sorocaba serão as mesmas do ano passado, principalmente na avenida Carlos Reinaldo Mendes, em frente à Prefeitura, local de desfile das escolas de samba. “Os blocos também não mudaram o itinerário, então as intervenções serão as mesmas. Como o trânsito é bem menos intenso no período, esperamos que seja tranquilo”. Gianolla ainda não divulgou pontualmente os locais de interdição, que deverão começar na quinta-feira, dia 3, devido ao ensaio geral das escolas de samba na avenida Carlos Reinaldo Mendes.
Ele alerta apenas para a interdição da rodovia Raposo Tavares, que irá acontecer entre o sábado, dia 5, até segunda de Carnaval, pela manhã. Nesses dias será demolido o viaduto da avenida Armando Pannunzio, que dá acesso a Salto de Pirapora pela rodovia João Leme dos Santos (SP-264).
Gianolla afirma que foi estipulado um prazo de 48 horas para limpar a rodovia dos escombros. “Será um transtorno a mais na rodovia durante o Carnaval, mas não tem outra data”, justifica. Por causa da intervenção, os motoristas terão que fazer o retorno em outro trevo da rodovia. “Quem for utilizar a SP-264, terá que entrar na rodovia e fazer o retorno para conseguir o acesso”, explica. O trânsito da rodovia será desviado para as alças de acesso.
Segue abaixo a programação:
Quarta-feira (dia 23)
20h40 – Uniso
Quinta-feira (dia 24)
21h – Facens
Sexta-feira (dia 25)
20h – Fefiso
21h30 – Fadi
23h30 – Nakombi
Sábado (dia 26)
11h – Feijoada Ipanema
23h – Grito Clube de Campo
Segunda-feira (dia 28)
20h55 – Esamc
Terça-feira (dia 1º)
9h – Fatec
20h55 – Esamc
Quinta-feira (dia 3)
00h15 – Asteroid
22h30 – Expresso Sorocabano
Sexta-feira (dia 4)
21h – Espetinho Bar
Com velas nas mãos, alunos, professores e funcionários do campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), farão nesta 2ª feira (8), às 20h, uma manifestação silenciosa em homenagem às vítimas da rodovia João Leme dos Santos (SP-264), que liga Sorocaba a Salto de Pirapora, e em protesto pelo descaso do governo do Estado de São Paulo, que adia sistematicamente a duplicação da rodovia, que já registrou várias mortes por atropelamentos e acidentes.
A manifestação será realizada na rotatória existente em frente à entrada do campus e onde o artista plástico Eduardo Pelizer, aluno da Ufscar, instalou no fim de semana a obra ‘Cruzes do Luto‘. São sete cruzes que servirão de cenário para o protesto dos estudantes. Estão convidados também moradores próximos à rodovia, tanto de Sorocaba como de Salto de Pirapora. O objetivo é aproveitar o fluxo de pessoas que participarão da 1ª Jornada Científica da Ufscar para chamar a atenção dos motoristas e da população quanto à urgência da duplicação,
Acidentes diários
Em apenas 18 quilômetros de extensão, ligando Sorocaba a Salto de Pirapora, a SP-264 tem sido palco de acidentes diários, vários deles com vítimas fatais. O risco ali é diário, tanto para motoristas como para pedestres e o tráfego de caminhões e veículos de passeio é cada vez mais intenso, na ligação entre as duas cidades, como também devido o fluxo de alunos, professores e funcionários da universidade federal.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
Os feridos em acidentes de motocicleta são 85% dos pacientes que passam por cirurgia ortopédica no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). A maioria dos ferimentos em motociclistas ou garupeiros é fratura em braços e pernas, mas há também trauma abdominal e craniencefálico. Nos últimos meses, as cirurgias de ortopedia aumentaram em decorrência dos acidentes de moto.
fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O problema preocupa, segundo o coordenador da equipe ortopédica do CHS, Semann Camis Neto. “É uma epidemia”, diz ele. Para o médico, falta alerta maior sobre cuidados no trânsito, que poderiam reduzir o número de feridos e mortos. Em julho, 160 das 201 cirurgias do centro ortopédico foram realizadas em acidentados de moto, de acordo com Camis Neto. A proporção é alta, considera. Em relação ao total das cirurgias, às que os pacientes se acidentaram de carro vem diminuindo, observa o médico.
No ano passado, a média de cirurgias ortopédicas por mês era entre 120 e 130. Por conta do aumento, a direção do CHS instalou mais uma sala para as cirurgias, conforme Samis Neto. Agora são três salas. O estoque de material utilizado na correção dos ossos, como pinos, placas e hastes metálicas, também aumentou. Entre junho e julho, no prazo de 23 dias, sete pessoas morreram em Sorocaba devido a acidentes de moto, conforme reportagem publicada no jornal Cruzeiro do Sul. O levantamento do número de mortes nesse tipo de acidente não é completo em Sorocaba. Geralmente não são incluídos os casos em que a pessoa morre depois de ser socorrida no hospital.
Ainda considerando as cirurgias ortopédicas feitas no CHS, as mais comuns em acidentados de moto são de fratura na tíbia (osso da perna abaixo do joelho) e no fêmur (osso da coxa), diz o médico. Muitas vezes a fratura fica exposta, ou seja, o osso perfura a pele, ficando aparente. A “alta energia cinética” (força do impacto) torna as cirurgias mais complexas, porque os ossos partem-se em mais pontos e fragmentam-se, explica Samis Neto. Em casos extremos é necessária a amputação.
A maior velocidade das motos nas ruas e rodovias faz com que os ferimentos sejam de natureza mais grave que há alguns anos. As melhorias na malha viária facilitam o fluxo de veículos e dão oportunidade para abusos no trânsito. Além disso, Samis Neto ressalta a facilidade para compra de motos e a precariedade do transporte público. “É um meio de locomoção rápido e barato, e além de servir para ir e voltar do trabalho é utilizado no lazer”, diz o médico.
Recuperação
O prazo médio para recuperação de fratura simples de tíbia é de 4 a 6 meses, segundo Camis Neto. Em fraturas em que o osso se parte em múltiplos fragmentos a pessoa demora geralmente mais de um ano para voltar às suas atividades normais. Nem todas as recuperações são completas. Dependendo da complexidade do ferimento, permanecem sequelas, como dificuldade em andar ou nos movimentos dos braços.
Os prejuízos com os acidentes de moto são difíceis de se calcular. Além dos gastos hospitalares, em remédios, tratamento e fisioterapia, há perdas por causa do afastamento do trabalho. A inatividade temporária pode transformar-se em aposentadoria precoce. A maioria dos que se machucam em motos é de pessoas jovens e que já trabalham, diz o médico. As mulheres são em número bem menor que os homens.
Para Samis Neto, o crescimento de acidentes com moto não é problema só das autoridades, mas da sociedade por inteira. “Se não existe políticas de educação para a segurança no trânsito, está na hora de iniciativas que alertem e façam pensar sobre isso”, acredita o médico.
Em Sorocaba, há 323 mil veículos e 60% deles – ou seja, cerca de 190 mil – se deslocam pelas cinco mil ruas da cidade diariamente. Além dessa frota, outros 48 mil veículos forasteiros (aproximadamente 15% do total da cidade) juntam-se aos nossos, vindos de outros estados e municípios. Isso significa dizer, que temos hoje, por volta de 240 mil carros por dia em nossas vias.
Essa efervecência no trânsito, resultam em 25 acidentes por dia, segundo dados da Polícia Militar, sendo que em 32% das ocorrências alguém se fere (ou morre).
São números reais que comprovam a necessidade de uma mudança de atitude dos motoristas. Pensando nisso a Rádio Cruzeiro FM e o Jornal Cruzeiro do Sul, em parceria com a Urbes – Trânsito e Transportes, criaram a campanha Motorista Legal que conta com o apoio do Colégio Objetivo Sorocaba e da Maximus Vistorias e que tem como objetivo melhorar a conduta de motoristas e ajudar na promoção de um trânsito mais humano para Sorocaba.
Para tanto, a educação é o caminho a ser trilhado e a direção defensiva o modo mais eficaz de atingir esses objetivos.
De acordo com o advogado Cassiano Fongaro, diretor geral do Centro de Formação de Condutores (CFC) Maxitrans, há diversos fatores que podem ajudar – ou prejudicar – o sistema tráfego de veículos e um trânsito mais seguro. O excesso de autoconfiança dos motoristas, por exemplo, tem papel determinante nos acidentes e por isso – para Cassiano – o essencial é prestar atenção. “Passamos tanto tempo dentro do carro que dirigir passou a ser uma atividade automática”, explica. Ele afirma que – na maioria das vezes – as pessoas estão atrás do volante, mas com o pensamento voltado para as tarefas que serão desenvolvidas no desenrolar do dia. “A mãe que está levando as crianças para a escola está preocupada com as outras tarefas do dia, suas atividades profissionais e outros afazeres. Ela tem na cabeça as preocupações com o lanche, o agasalho e as lições dos filhos entre outras coisas”. Fongaro diz que isso impede que ela tenha a atenção totalmente voltada para o trânsito. Da mesma maneira, outra pessoa está a caminho do trabalho já pensando nas próximas atividades do dia, nas reuniões de trabalho, na escassez do tempo e todas as outras obrigações. Enfim, cada pessoa, em cada um dos veículos que transitam pelas ruas e avenidas da cidade, está concentrada em seu ‘mundo’. Isso impede que as pessoas estejam cem por cento atentas ao que está acontecendo em todo o conjunto do trânsito. “Prestar a atenção no que acontece à sua volta nos carros, nos pedestres, no sinais e observando as leis de trânsito é dirigir defensivamente” explicou.
Direção DefensivaA definição mais precisa para direção defensiva é: dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das condições adversas e das ações impensadas dos outros motoristas e pedestres, utilizando-se para tanto, de técnicas condicionadas e respeitando a legislação de trânsito.
O conceito, embora não seja novo, passou a ser difundido a partir do Código de Trânsito Brasileiro (CBT), que entrou em vigor em 22 de janeiro de 1998. Antes disso, as regras existiam mas por falta de uma fiscalização mais efetiva, elas eram pouco observadas e obedecidas. Conforme afirma José Olimpio Prette, delegado da 19ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Sorocaba, a regulamentação das normas, aliada às fiscalizações mais rigorosas e a revisão de algumas regras que estavam defasadas modificaram o sistema que passou a ser respeitado. Mesmo assim, a falta de educação e de conscientização dos motoristas, ainda é, conforme afirma Prette, o maior problema no trânsito.
A educação depende – conforme acredita – da mudança de comportamento de cada um. “Em primeiro lugar, é preciso lembrar que os outros motoristas não são seus adversários e que dentro do carro ao lado há uma vida humana”, lembra o delegado. Quem não dirige defensivamente expõe – a si mesmo e os outros – ao risco.
Os elementos básicos da direção defensiva são: conhecimento, atenção, previsão, habilidade e ação.
Conhecimento – É preciso conhecer e entender as leis, as normas de circulação e de conduta. Também é preciso conhecer o veículo e o trajeto que será feito até o seu destino.
Atenção – Dirigir é uma atividade complexa e de muita responsabilidade que exige total concentração do motorista. O condutor deve estar alerta para todas as situações que se apresentarem durante o percurso.
Previsão – Prever o perigo e situações de risco e reagir a tempo pode fazer a diferença. Se uma criança está brincando de bola na calçada, o motorista deve prever que a criança pode sair correndo atrás da bola.
Habilidade – Dirigir é fácil, difícil é ter habilidade e preparo para saber decidir e agir corretamente. É preciso ser hábil no controle do veículo para executar manobras e evitar os perigos.
Ação – É necessário saber proceder corretamente em situações de risco e perigo. Agir de modo defensivo, coerente e correto pode evitar acidentes.
Condições adversasMesmo observando todos esses preceitos básicos o motorista que pratica a direção defensiva ainda tem que contar com as condições adversas que podem comprometer a segurança, aumentando os riscos de acidente.
Por exemplo, uma rua com pouca iluminação, à noite pode prejudicar nossa reação em uma situação inesperada. Da mesma maneira, o excesso de luz também pode atrapalhar. Um farol alto pode causar cegueira temporária e provocar um acidente.
As intempéries (chuva, neblina, ventos) são outros fatores que podem induzir o motorista a cometer erros e provocar acidentes. O diretor do CFC explica que com a chuva, perdemos visibilidade e a pista fica muito mais lisa, principalmente no primeiros 15 minutos, uma vez que a água levanta toda a sujeira da pista deixando-a ainda mais escorregadia.
Outro problema causado pela chuva é a aquaplanagem e por isso – os dias chuvosos – merecem toda atenção e cuidado do motorista. Da mesma maneira, a neblina (que prejudica a visibilidade e também deixa a pista escorregadia) e os fortes ventos laterais podem causa instabilidade no veículo e consequente perda de controle.
As condições estruturais das estradas, ruas e avenidas também podem provocar adversidades difíceis de serem previstas e evitadas. A falta de acostamento, um buraco, defeitos no asfalto sinalização inadequada ou deficiente, excesso de curvas, aclives ou declives são condições adversas que oferecem perigo.
O próprio trânsito lento ou congestionado, o comportamento agressivo de outros motoristas, a movimentação intensa de pedestres, tráfego intenso de veículos pesados, assim como o mau estado de conservação de alguns carros, os equipamentos de segurança de uso obrigatórios inoperantes também causam situações difíceis de serem contornadas e que exigem reflexo, atenção, habilidade e controle dos condutores.
De todas as situações, as condições do motorista são as maiores preocupações. Por conta disso, é preciso observar o estado físico e emocional do condutor. Sono, embriaguez, drogas, cansaço, incapacidade física temporária ou permanente, dor aguda, abalo emocional e outros fatores podem afetar a condução de um veículo.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
O número de engavetamentos na rodovia Raposo Tavares, entre os quilômetros 90 ao 100, aumentou em 29,1%, num comparativo ao primeiro semestre deste ano em relação ao ano anterior (2009). O índice até o final deste mês deve ser ainda maior, tendo em vista que foram avaliados pela Viaoeste, concessionária que administra o trecho, todo primeiro semestre do ano passado, com 17 casos. Já neste ano, a estatística abrange apenas de 1º. de janeiro até o dia 12 de julho, com registro de 32 episódios. Somente neste mês, com acréscimo em 10% do movimento, devido a interdição da avenida Dom Aguirre, já foram computados 8 colisões envolvendo mais de dois veículos.
Entre principais fatores que explicam este acréscimo substancial no número de engavetamentos na rodovia Raposo Tavares, no trecho considerado urbano pertencente a Sorocaba, estão o aumento considerável no fluxo de veículos e a imprudência de muitos motoristas. Em um ano, entre maio de 2009 até o mesmo período de 2010, houve um crescimento de 8% no trânsito nos dois sentidos, capital e interior. O fluxo diário passou dos 50 para os 54 mil. Após a interdição da avenida Dom Aguirre, o número cresceu mais 10% em relação a este ano, chegando aos 59,4 mil. De acordo com gerente de tráfego da Viaoeste, Fausto Camilotti, aproximadamente 20% deste número, 11, 8 mil veículos, trafegam nos dois horários considerados de pico, entre 7 às 9h e das 17h às 19h (nos dois sentidos).
Para ele, a imprudência dos motoristas é a maior responsável pelo aumento do número de acidentes. Além dos engavetamentos, o número de acidentes também cresceu, em 36,6%. Foram registrados 224 de 1º de janeiro a 12 de julho deste ano, contra 142 casos durante todo primeiro semestre de 2009. Outro fator, apontou Camilotti, é a saturação da rodovia nos horários de pico, fato comumente observado na lentidão existente principalmente entre os quilômetros 96 a 100. “O motorista acaba convivendo com esta morosidade ai e pratica velocidade mais alta, desrespeitando a distância segura e fazendo ultrapassagens perigosas até pelo acostamento em alguns casos. Por isso, acaba se envolvendo em acidente de trânsito”.
Outras infrações constantes estão no uso do telefone celular, que resulta na distração do motorista e ainda a falta de atenção ao volante, devido a um fato ocorrido no ambiente externo. “A gente recomenda um afastamento mínimo de 150 metros entre um carro e outro. Já que o motorista leva em média de 3 segundos para reagir a alguma situação do ambiente externo”.
Além de reuniões semanais ocorridas entre funcionários da Viaoeste e da Polícia Rodoviária de Sorocaba e toda sinalização presente na rodovia diariamente, algumas medidas estão sendo tomadas, efetivamente na construção das marginais. As obras dos quilômetros 98 a 99 devem ficar prontas em outubro deste ano. Por outro lado, as obras entre os quilômetros 95 e 105 (toda extensão) serão entregues até março de 2012. “A gente tem colocado a polícia em conjunto conosco para fazer fiscalização pra tentar diminuir estes acidentes neste momento onde há um volume de obras grandes nesta região, principalmente entre os quilômetros 96 ao 100”.
O motorista Hamilton dos Santos, de 49 anos, acredita que o trânsito vai melhorar muito na Raposo com a finalização das obras das marginais. Ele indicou que, apesar não entender que a rodovia é tão perigosa, sempre observa motoristas cometendo infrações. “Geralmente eles ultrapassam onde não pode”. O comerciante Emerson de Souza, de 34 anos, acha que apenas alguns trechos da rodovia são perigosos, entre a Uniso e o Shopping Panorâmico. Ele indicou ainda que muitas pessoas que usam o trecho urbano da Raposo em Sorocaba não estão aptos para guiar numa via rápida, limite de 110km/por hora. “Esse pessoal que não sabe andar em rodovia e acaba atrapalhando”.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br
De todos os cruzamentos existentes no trânsito de Sorocaba, com semáforos ou não, dez podem ser considerados os mais perigosos: eles concentram o maior número de acidentes registrados na cidade em 2009.
Dos 222 acidentes de trânsito ocorridos somente nestes dez cruzamentos , 46 deixaram vítimas com ferimentos. Além disso, um acidente provocou uma morte, na confluência entre a avenida Itavuvu e a rua Major Gambetta, na zona norte.
No topo do ranking está o cruzamento da avenida Dom Aguirre com a praça Lions – interditada em janeiro por causa das chuvas. Neste ponto, segundo dados da Urbes – Trânsito e Transportes, ocorreram 49 acidentes de trânsito até novembro do ano passado (última estatística fechada pelo órgão), sendo que dez deles deixaram vítimas com ferimentos.
Aliás, a avenida Dom Aguirre consagrou-se a mais perigosa da cidade no ano passado, a exemplo de 2008. Na lista divulgada pela Urbes ela aparece em outras três posições: nos cruzamentos com a praça Tadeu Strunck, avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira e ponte Francisco Dellosso.
Segundo a assessoria de comunicação da Urbes, de acordo com dados constantes de boletins de ocorrência da Polícia Militar de Sorocaba, em toda a cidade foram registradas, de janeiro a novembro do ano passado, 8.145 ocorrências de acidentes de trânsito, sendo 5.558 com danos materiais; 2.563 com vítimas feridas e 24 óbitos no local da ocorrência.
A Urbes informa ainda que é rotina do seu setor de engenharia trabalhar com os índices de acidentes na cidade. E é justamente com base nestas informações que são executadas as intervenções necessárias do trânsito, realizadas nas vias da cidade.
Imprudência e má sinalização
Na opinião dos motoristas ouvidos pelo BOM DIA, os maiores culpados pelo alto número de ocorrências nos cruzamentos da cidade são eles próprios. Ou seja, a imprudência de vários e a falta de atenção contribuem para este triste ranking.
Porém, muitos também acham que a falta de uma sinalização mais objetiva e eficiente também é responsável pelo grande número de acidentes registrado nestes cruzamentos. “Acho que os acidentes ocorrem nestes cruzamentos por causa de um conjunto de fatores, sendo os principais deles má sinalização e imprudência dos motoristas”, opina o comerciante Charles Peres, 27 anos.
Ele se refere principalmente ao cruzamento da avenida Itavuvu com a rua Major Gambetta.
“Os motoristas não respeitam a sinalização, que na minha opinião é ruim em muitos pontos”, completa a dona-de-casa Maria José de Oliveira, 44.
Fonte: agência Bom Dia
O número de acidentes e mortes nas rodovias federais durante os dias do Carnaval subiu 13% em 2010 com relação ao mesmo período do ano passado. Segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal divulgado nesta quinta-feira (18), foram 3.233 acidentes e 143 mortes nos 66 mil quilômetros de vias federais. Em 2009, foram 2.865 acidentes com 127 mortes. Assim como no ano passado, Minas Gerais continua liderando o ranking de mortes e de acidentes: foram 493 acidentes, com 26 mortes. Em 2009, foram 471 acidentes e 21 mortes em MG. Neste ano, Rio de Janeiro e Bahia, com 11 mortes cada, ocupam o segundo lugar no ranking de mortes, seguidos por Santa Catarina e Rio Grande do Sul (10 mortes cada), Paraná (9) e Goiás (8). No ranking de acidentes, Santa Catarina ocupa o segundo lugar, com 442 acidentes, seguido por Paraná (361), Rio de Janeiro (302) e Rio Grande do Sul (276). No ano passado, SC foi o segundo Estado em número de acidentes (366) e de mortes (19). A PRF aponta dois fatores para o aumento de acidentes e mortes: o crescimento da frota de veículos circulando nas estradas no Carnaval – 54,5 mil em 2009 para 59,4 mil em 2010; e o aumento na quantidade de quilômetros fiscalizados – 62 mil no ano passado para 66 mil neste ano. De acordo com a PRF, a fluxo de veículos aumento 30% na rodovia Washington Luís (BR-040), que liga Rio de Janeiro a Juiz de Fora, 20% na Rio-Santos (BR-101) e 13% na BR-290 (Freeway), principal acesso às praias do Rio Grande do Sul. Em relação ao aumento no número de quilômetros fiscalizados, a PRF diz que quem mais contribuiu para a alta foi o Paraná, que retomou, por determinação da Justiça, a fiscalização de cerca de 2.400 quilômetros de rodovias, antes de responsabilidade da Polícia Militar do Estado. Das nove mortes registradas no Paraná durante o Carnaval, seis ocorreram nesses trechos, de acordo com a PRF.
Fonte: uol.com.br
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