Acidentes de trabalhos em indústrias foi o que mais aumentou em Sorocaba em 2011. Segundo o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, foram registrados 410 acidentes nas indústrias da cidade. Em seguida vem a construção civil, com 262 acidentes e em terceiro lugar está o comércio, com 255.
O número de acidentes de trabalhos em geral também cresceu significamente nos últimos anos. Em 2008, foram registrados 1.746 casos e 19 mortes. Já em 2011, foram 3.900 notificações, com 17 mortes.
Para o Cerest, o aumento na quantidade de notificacoes de casos em Sorocaba não significa exatamente que mais pessoas sofreram acidentes no trabalho e sim, que mais casos deixaram de ser omitidos e entraram para as estatísticas.
* Com informações do G1/TV TEM
Fonte: Redação – Bom Dia Sorocaba
Os gastos da Previdência Social com o pagamento de auxílio-doença acidentário na região, durante o ano passado, foi de R$ 27,66 milhões. O valor é 8,81% maior do que os gastos registrados em 2010, quando a previdência desembolsou R$ 25,42 milhões para o pagamento desses benefícios. A alta foi de R$ 2,24 milhões. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a regional sorocabana somou 5.390 abonos desta natureza, a média mensal foi de 2 mil segurados recebendo o benefício por mês.
Apenas na cidade de Sorocaba, informa o INSS, o auxílio-doença acidentário foi pago para 1.850 pessoas. A média mensal ficou em 600 benefícios pagos por mês e o gasto total no ano foi de R$ 9,55 milhões. Em comparação com 2010, porém, o cenário é de queda. Naquele período a Previdência pagou 2.139 benefícios, valor que somou R$ 9,94 milhões. Assim, com redução de R$ 390 mil, a queda do valor pago foi de 3,9%. No período foram 239 benefícios a menos.
Fiscalização
A diminuição dos casos em Sorocaba, para a gerente regional do Trabalho substituta, Valquíria Camargo Cordeiro, é fruto da fiscalização realizada na cidade. Desde o ano passado, diz ela, a metodologia para a organização do cronograma de ação que agora é focado nas atividades que registram maior número de acidentes. “Esse é um sinal de que os programas estão dando certo. O ano passado focamos bastante a construção civil”, informa. Além da metodologia de fiscalização, a delegada substituta lembra que o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) levou as empresas a investirem mais na segurança e na saúde do trabalhador. “A partir do momento que se mexe no bolso (dos empresários) temos uma resposta mais rápida”, comenta. O FAP passou a vigorar em 2009 e pode diminuir ou aumentar a alíquota de impostos trabalhistas pagos pela empresa.
Apesar de não haver uma tabulação sobre as principais ocorrências na região, o destaque fica para os acidentes de trajeto, ou seja, aqueles sofridos durante a ida ou volta do trabalho. Depois de quase nove anos recebendo auxílio-doença acidentário J.A, 43, conseguiu a aposentadoria por invalidez em meados de 2010. Ele trabalhava como vendedor externo e sofreu acidente de moto que deixou como sequela a paralisação total do braço esquerdo. “Fiquei todos esses anos fazendo perícia. Estava claro que os movimentos não iam voltar mas mesmo assim os médicos não me aposentavam”, relembrou.
No ano, 17 mortes
Contando com uma região geográfica diferente da considerada pelo INSS, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Sorocaba (Cerest), que engloba 33 municípios, registrou 17 mortes causadas por acidentes de trabalho durante o ano passado. Até ontem, o órgão havia recebido 3.863 comunicados de acidentes de trabalho e esse número ainda pode aumentar pois as empresas podem fazer o comunicado até o final deste mês. Em 2010 foram 3.492 ocorrências com 19 mortes.
Durante o ano, as principais ocorrências foram de acidentes com veículos, ferramentas, máquinas, metais e quedas de altura. O Cerest Sorocaba tem como atribuição o apoio técnico-científico na área de Saúde do Trabalhador para Sorocaba e mais 32 cidades da região.
Doenças ocupacionais
Desde 2007 a Previdência Social passou a considerar doenças ocupacionais como acidente de trabalho. O órgão esclarece que doenças ocupacionais são aquelas adquiridas pelo trabalhador por conta do serviço desenvolvido por ele. Nestes casos não é necessário o preenchimento da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), documento com o qual o segurado dá entrada no pedido para receber o benefício. Nesses casos, diz a Previdência, o trabalhador também recebe o auxílio-doença acidentário. Veja abaixo como empresa e funcionário devem proceder.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O aposentado Cláudio de Almeida, 73 anos, tenta dia a dia superar a perda do único neto, que morreu em 29 de julho vítima de um acidente de moto na Zona Industrial. Carlos Augusto de Almeida Matias morreu aos 22 anos e está longe de ser um caso isolado: estatísticas da Urbes –Trânsito e Transportes, mostram que os ocupantes de motocicletas são as maiores vítimas do trânsito em Sorocaba. Das 19 pessoas que morreram em acidentes nesse ano, 8 delas estavam a bordo de motocicletas (veja infográfico).
“Era meu único neto homem no meio de seis mulheres. Comprou a moto para fazer entregas para uma empresa e durante a noite trabalhava em pizzaria”, conta o idoso, que criou o rapaz.
A tia do motoboy, a fotógrafa Cláudia de Almeida, relembra da vez que viu Carlos sobre a moto pela primeira vez: “Fiquei triste. Sabíamos que poderia terminar em tragédia”. Tido como prudente, 15 dias antes do acidente fatal o motoboy já havia sofrido uma queda.
Invasão / É acelerado o ritmo com que novas motos chegam às ruas de Sorocaba. Só entre janeiro e julho foram emplacadas 3.732, contra 3.250 no mesmo período de 2010. Por trás da invasão estão as condições de pagamento que tornam as parcelas atrativas principalmente para quem escolhe a moto como primeiro veículo. Gente como a esteticista Vânia Ribeiro, 32, que deixou no passado o sistema de transporte público. “Sei do risco, mas o que gasto com a parcela é igual ao que gastava com vale-transporte. A diferença é que hoje vou onde quero e quando quero, sem tumulto.”
Gerente de autoescola, Wilmar Celestino reconhece que as 20 horas de aulas práticas obrigatórias não são suficientes para transformar um pedestre em um motociclista habilidoso. “Só a experiência nas ruas permite que um condutor tenha capacidade de manter-se mais longe do perigo. A diferença é que a moto é vulnerável. Quando um principiante bate de carro, só amassa o parachoque.”
O engenheiro de tráfego Celso Dantas diz que os motociclistas são o lado mais fraco na “guerra” do trânsito. “É um duelo entre condutores de carros e motos, uma briga feroz por espaço. Quem está de moto leva a pior.”
Show de horrores
Em bairros da periferia, jovens usam motos em acrobacias e rachas
Durante a semana as motos são ganha pão ou meio de transporte, mas aos sábados e domingos alguns as transformam em armas, usando-as em rachas e acrobacias em bairros da periferia. Recentemente A Polícia Militar fechou o cerco ao bairro Paineiras, onde rachas e acrobacias eram feitos por motocilistas.
No Parque São Bento encontros também são realizados para promover rachas de motociclistas. Na semana passada o motoboy Francisco Tavares, 24 anos, fraturou um braço durante uma dessas corridas clandestinas.
Menores no comando /Fred, 17, diz que o grande momento de seu final de semana ocorre quando ele sai de casa pilotando a moto do seu irmão, que é habilitado e o deixa dar voltas pela Vila Carvalho. Após duas quedas o menor afirma que nem ele, nem o irmão pensam em suspender a rotina. “Ele também pilota desde que era menor.”
Dados da polícia mostram que é comum menores inabilitados serem flagrados dirigindo motos. Só entre janeiro e agosto foram 364 flagrantes feitos pela PM em toda a cidade.
Números de epidemia
Os acidentes com motos no Estado mostram índices de epidemia. Motociclistas lideram o quadro de vítimas graves: entre 2008 e 2010 houve 47,2 mil internações de motociclistas, contra 27,8 mil de pedestres.
R$ 58 mi
é quanto foi gasto para tratar os motocilistas
Renato Gianolla_Presidente da Urbes – Trânsito e Transportes
Investir em educação é saída mais viável
BOMDIA_ O número de acidentes envolvendo motociclistas é preocupante?
Gianolla_ Muito e incomoda a mim e ao prefeito. Temos de baixar esse números. É por isso que investiremos pesado em conscientização na Semana do Trânsito que começará neste mês.
BOMDIA_ É a única saída?
Gianolla_ Não, mas é a mais viável e a que pode mudar o quadro com mais rapidez. Muitos dos acidentes ocorrem por causa da imprudência. Muitos falam em construir faixas exclusivas para motociclistas, mas isso é algo que ainda é testado na Capital. Se pensarmos em faixas exclusivas hoje em Sorocaba, será para ônibus.
BOMDIA_ Porque há tantos acidentes como motociclistas?
Gianolla_ A moto conquistou gente que andava de ônibus. Muitas pessoas inexperientes que saem da autoescola e caem direto no trânsito. O problema é que o trânsito de Sorocaba hoje não é o mesmo de 10 anos.
BOMDIA_ O código de Trânsito prevê multa para motociclista que usar os corredores entre os carros. Porque ninguém é multado?
Gianolla_ Porque existe bom senso por parte das autoridades de trânsito. Fazer que as motos trafeguem como automóveis tiraria a agilidade do veículo. Realmente é proibido, mas se sairmos multando por isso, coibindo a fluidez das motos, travaremos ainda mais o já complicado trânsito. O uso dos corredores não é o maior causador de morte. Veículos que passam no sinal vermelho e imprudência em geral mata mais.
FONTE: BOM DIA SOROCABA
Entre os dias 12 a 16 de setembro acontece a 5ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) da Prefeitura de Sorocaba, que terá como tema “Quem cuida de si, cuida do outro”. Durante a semana, os servidores públicos participarão de palestras e atividades que abordarão o tema, por meio de uma programação especial visando promover a segurança no ambiente de trabalho.
O Sipat é realizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Prefeitura (Cipa), com apoio da Seção de Segurança do Trabalho, da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segep), e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Entre os temas que serão trabalhados estão: trabalho em equipe, stress, autoestima, qualidade de vida, dependência emocional, entre outros.
Comissão
Formada em 2006, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) é um importante instrumento de prevenção e de qualidade de trabalho para os servidores e, consequentemente, aos munícipes. A ideia de criar uma equipe de ajuda à prevenção de acidente de trabalho surgiu praticamente em todo o mundo há alguns anos, a partir de uma reunião entre trabalhadores de diversos países na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Atualmente, a Cipa existe em cerca de 150 países filiados com uma só função: preservar a integridade do trabalhador.
A Cipa da Prefeitura de Sorocaba é coordenada pela Secretaria de Gestão de Pessoas e tem atuado na prevenção de acidentes que envolvam funcionários e munícipes, pois sua missão é a de zelar pela segurança de todos que transitam pelos corredores e departamentos dos próprios municipais. São 36 funcionários ‘cipeiros’, sendo que 18 são eleitos pelos servidores e os demais indicados pela administração. A equipe trabalha voluntariamente em todos os órgãos públicos municipais, observando e verificando quais os problemas enfrentados pelos funcionários e sugerindo soluções para preservar a segurança de todos que circulam pelos prédios públicos.
A Cipa é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seus Artigos 162 a 165, e pela Norma Regulamentadora 5 (NR-5), contida na Portaria nº 3.214, de 08/06/78, do Ministério do Trabalho.
Programação completa da V Sipat
DE 12 A 16 DE SETEMBRO
Vacinação Dupla-Adulto e os Ônibus da Mulher e do Homem promovendo atendimentos
Local: Paço – estacionamento externo das 8h às 16h
12 DE SETEMBRO/SEGUNDA-FEIRA
8h30 – Cerimônia de Abertura
9h30 – Coral – Local: Paço – Salão de Vidro
10h – Palestra “Momentos de reflexão” – Local: Paço – Salão de Vidro
12h – Palestra “Responsabilidade junto ao trabalho de equipe” – Local: UBS Paineiras
14h – Palestra “Reflexologia” e Aplicação de Acupuntura Auricular – Local: Paço – Salão de Vidro
13 DE SETEMBRO/TERÇA-FEIRA
7h – Palestra “Responsabilidade junto ao trabalho de equipe” – Local: Garagem – Seção de Manutenção da Frota
8h – Palestra “Stress, autoestima e qualidade de vida” – Local: Wanel Ville (Sedu)
10h – Palestra “Responsabilidade junto ao trabalho de equipe” – Local: Wanel Ville (Sedu)
12h – Apresentação artística de dança – Local: Paço
14h – Palestra “Acidente de percurso: A responsabilidade em suas mãos” – Local: Paço – Salão de Vidro
14 DE SETEMBRO/QUARTA-FEIRA
8h e 10h – Palestra “Responsabilidade junto ao trabalho de equipe” – Local: Zoonoses
8h – Palestra “Comportamento, Ato Inseguro, Pérfuro Cortante” e Intervenção Teatral – Grupo Agon – Local: Paço – Salão de Vidro
8h30 – Palestra “Stress, autoestima e qualidade de vida” – Local: UPH Zona Oeste
10h – Palestra “Dependência Emocional” – Local: Urbes – Auditório
13h – Palestra “Comportamento, Ato Inseguro, Pérfuro Cortante” e Intervenção Teatral – Grupo Agon – Local: Paço – Salão de Vidro
15h – Palestra “Dependência Emocional” – Local: Urbes – Auditório
15 DE SETEMBRO/QUINTA-FEIRA
7h – Palestra “Responsabilidade junto ao trabalho de equipe” – Local:Centro Operacional da SEOBE – Chacrinha
8h30 – Palestra “Stress, autoestima e qualidade de vida” – Local: UPH Zona Norte
9h – Palestra “Espiritualidade no ambiente de trabalho” – Local: Salão Verde – UNISO Seminário
10h – Aplicação de Reflexologia – Local: Salão Verde – UNISO Seminário
14h – Aplicação de Reflexologia e Acupuntura Auricular – Local: Paço – Salão de Vidro
16 DE SETEMBRO/SEXTA-FEIRA
9h – Aplicação de Acupuntura Auricular – Local: Paço – Sala de Licitação
13h – Apresentação musical – Local: Paço – Salão de Vidro
14h – Palestra “Programação Neurolinguística” e Aplicação de Acupuntura Auricular – Local: Paço – Salão de Vidro
15h – Palestra “Construindo o capital emocional” – Local: Paço – Salão de Vidro
16h – Encerramento com apresentação musical – Local: Paço – Salão de Vidro
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
A região de Sorocaba teve 1.225 acidentes de trânsito em suas dez rodovias neste ano. Os números fazem parte da estatística da área de cobertura do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária e foram computados entre 1º de janeiro e a última sexta-feira. Desse montante, 265 ocorrências envolveram caminhões, o que corresponde a 21,6% dos registros. A análise não integra as vias referentes à Polícia Rodoviária instaladas na rodovia Castello Branco.
A soma teve como base os acidentes nas rodovias Senador José Ermírio de Moraes (SP-75), Waldomiro Correia de Camargo (SP-79), João Leme dos Santos (SP-264), Vereador João Antônio Nunes (SP-268), Raposo Tavares (SP-270), Celso Charuri (SP-91/270), Doutor João Salerno (SP-92/270), Doutor Miguel Afonso de Castilho (SP-103/79), João Guimarães (SP-104/79) e entre Araçoiaba da Serra e Araçoiabinha (SP-112/270). Segundo o 1º tenente da Polícia Militar Rodoviária de Sorocaba, Helder André Bonás, a quantidade de ocorrências é proporcional ao mesmo período dos anos anteriores.
A maior parte dos acidentes é provocada por culpa dos motoristas. “Seja por imprudência ou por problemas de saúde”, comenta Bonás. Outro ponto citado pelo policial rodoviário é a falta de obediência às leis de trânsito. O ato de derramar, lançar ou arrastar a carga transportada no veículo pelas vias públicas é irregular. A infração é considerada gravíssima, com perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e o motorista recebe multa de acordo com o tamanho do veículo e do volume do material transportado. Mas basta percorrer as ruas e estradas da região para a população se deparar com o descaso dos condutores.
A reportagem do jornal Cruzeiro do Sul registrou algumas irregularidades nas ruas e estradas da região. A lista inclui pessoas na carroceria de veículos, pilhas de caixas equilibradas em motocicletas e sacos plásticos amontoados e fora do limite do corpo do caminhão. Esse tipo de irregularidade por pouco tirou a vida do empresário Claudinei Maschietto, 41 anos, vítima de um acidente de trânsito há nove anos. Na ocasião, um caminhão que transportava um trator sem permissão tombou e a carga caiu sobre o automóvel de Maschietto. O empresário ficou 1h30 preso nas ferragens e sofreu fraturas na perna, antebraço, punho e no crânio. Permaneceu 13 dias em coma no hospital e 9 meses de cama. “Até hoje o processo segue na Justiça sem nenhuma solução e as irregularidades continuam nas ruas”, comenta.
Os motoristas que realizam o trabalho de fretamento e carreto em Sorocaba garantem não cometer esses erros e ressaltam a preocupação com a segurança. O autônomo Edson Aparecido de Sousa possui uma camionete e garante seguir as leis de trânsito. “A carga é sempre amarrada e coberta para que não ocorra nenhum problema durante a viagem”, diz. Sousa fica instalado em um ponto de carreto ao lado da ponte do Pinga-Pinga junto com o motorista Adeílton Gonçalves da Silva, proprietário de um caminhão baú. “Tudo precisa estar em ordem para não danificar o material transportado e não causar acidente”, diz.
A Urbes, responsável pelo sistema de transporte de Sorocaba, foi procurada para passar números de infrações referentes ao transporte de carga no perímetro urbano. A informação não foi passada.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Na contramão da média das cidades da região – e do Estado de modo geral – os acidentes fatais com motocicletas em Sorocaba diminuíram. É o que mostra o levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) divulgado nesta semana, com dados do ano 2002 até 2009. Enquanto de 2008 para 2009 as vítimas fatais em Sorocaba diminuíram em 13%, a média da região de Sorocaba aumentou em 22% e em todo o Estado foram considerados estáveis, com redução de 0,88%.
Em Sorocaba a redução de mortes provocadas com acidentes de moto estão consecutivamente diminuindo desde 2007, quando atingiu o ápice de 24 óbitos. Em 2008 foram 15 e em 2009, 12 casos. A Urbes Trânsito e Transportes foi consultada para falar sobre esses números mas informou que não havia tempo para atender a reportagem. De acordo com o delegado da Ciretran de Sorocaba, José Olímpio Pretti, atualmente há 61.616 motos emplacadas no município.
Itu é a segunda cidade entre as 18 que incluem a região de Sorocaba definida pela Sead com o maior número de mortes com acidentes de moto em 2009, com 11 casos. Em 2008 foram 6 vítimas fatais por acidentes de motocicleta, o que corresponde a uma elevação de 83%. Apesar da Sead levar em consideração as vítimas que moram na cidade, o Departamento Municipal de Trânsito e Transportes de Itu diz que os acidentes em geral na área urbana diminuiu nos últimos seis anos e atribui os números às ocorrências em rodovias, argumentando que cinco estradas de grande movimento passam pelo perímetro de Itu. Divulga que a Prefeitura realiza campanhas educativas, além de orientar os motociclistas, pedestres e condutores de outros veículos.
Diferente das estatísticas registradas pelas instituições policiais e de transportes, que ficam restritas às vítimas que falecem no local do acidente, o Sistema de Estatísticas Vitais da Seade colhe informações de declarações de óbito procedentes dos Cartórios de Registro Civil, também considerando as mortes ocorridas em prontos-socorros ou hospitais. Foram consideradas as vítimas fatais, seja condutor ou passageiro, segundo a cidade de residência.
Motociclistas opinam sobre trânsito
A maior parte dos motociclistas consultados pelo Cruzeiro do Sul dizem que o trânsito em Sorocaba está organizado, melhor monitorado, mas falta prudência, principalmente entre os mais jovens, continuam causando acidentes. O empresário da área de motofrete e presidente na região de Sorocaba do Sindicato das Empresas de Distribuição das Entregas Rápidas do Estado de São Paulo (Sedersp), Adilson Nunes de Souza, diz que a situação no trânsito em Sorocaba melhorou muito recentemente.
Souza diz que o aquecimento na economia fez com que aqueles profissionais que durante a crise migraram para trabalhar com moto frete por causa do desemprego voltaram a atuar em sua área de origem, fazendo com que permanecessem os pilotos mais experientes. Também diz que o município conta com boas vias, e uma frota de veículos novos, que não causam acidentes por falta de manutenção.
Porém, o presidente regional do Sedersp chama a atenção para o risco que surgiu com a implantação da terceira faixa em algumas avenidas da cidade. Explica que nestes locais, quando o motorista sofre uma fechada na esquerda, ele vai para a direita sem antes olhar, podendo colidir tanto com um carro como com uma moto.
Marcos de Moura Sales, 26 anos, tem moto há um ano e considera que o trânsito em Sorocaba é bom para os motociclistas. Ícaro Pazeti, 21 anos, também pilota há um ano e crê na redução dos índices de acidentes fatais porque vê menos viaturas de resgate e menos motociclistas caídos no chão. Jefferson Urias Cordeiro, 38 anos, pilota há 12 e diz não acreditar que o número de mortes esteja reduzindo, opina que está estável. Ele aponta que Sorocaba está bem sinalizada, com bastante fiscalização, mas ainda falta consciência, principalmente nos pilotos de moto mais novos.
Itu
O presidente regional do Sederp, Adilson Nunes de Souza, não considerou condizente a estatística de Itu com a realidade que vive nas ruas daquele cidade. Declarou que além das vias estreitas o município ainda carece de sinalização, há muita lombada, buracos e é preciso melhorar a fluidez do trânsito. A versão da Prefeitura de Itu é a de que aprimorou a sinalização vertical de suas principais vias de rodagem, além de reestruturar a avenida Caetano Ruggieri e inaugurar três dos quatro trechos previstos da avenida Galileu Bicudo, que tornou o fluxo de veículos mais organizado e seguro.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Um novo sistema de alerta, para evitar que os caminhões e ônibus que ultrapassam a altura máxima permitida passem por pontilhões e viadutos – evitando acidentes como o ocorrido na terça-feira -, foi inventado por sorocabanos e apresentado para a Urbes – Trânsito e Transportes. Segundo Leandro Piovesan, que desenvolveu o projeto com parceria do engenheiro Antônio Pereira, o sistema, denominado como Laser Height Detector Ecologic (LHDE – em português, laser detector de altura ecológico), é pioneiro no mundo todo e Sorocaba poderá ser a primeira cidade do mundo a contar com o programa.
O engenheiro conta que sempre morou na região da praça da Bandeira e via acidentes no pontilhão com bastante frequência, fazendo com que investisse na criação do sistema. Ele explica que seriam colocados dois dispositivos, um em cada lado da rua ou avenida, que contam com um laser, determinando a altura máxima para que o veículo possa fazer a travessia por baixo do viaduto ou pontilhão. Os equipamentos seriam instalados antes de uma possível rota alternativa, para que não haja problemas no trânsito. Caso o veículo ultrapasse a linha do laser, um alerta sonoro é disparado, juntamente com algumas luzes de LED piscando na placa onde indica a altura máxima. “Sempre acontecem acidentes como esse em cidades de todo o mundo, então existem sistemas parecidos com esse por lá. Mas não com um dispositivo a laser e alimentado com energia solar”, explica.
O LHDE conta com uma energia ecologicamente sustentável, já que não utiliza a elétrica e sim a solar. O sistema é alimentado por meio de uma placa, que capta a energia irradiada do Sol, e é conectada à bateria do equipamento. “Isso significa que mesmo que acabe a energia elétrica, a ponte continuará segura”, ressalta Pereira, informando também que o sistema poderia ser utilizado em pontes, para evitar acidentes com embarcações. O projeto levou mais de um ano para ser finalizado, e o criador do sistema, Leandro Piovesan, afirma que ele já foi testado em vias públicas. “E garantimos que resiste ao tempo”, completa. Ele, que possui uma empresa que fornece sistemas de segurança, estava trabalhando no projeto e o apresentou a Pereira, que se animou e resolveu investir na ideia.
De acordo com o engenheiro, há 15 dias o LHDE foi apresentado para a Urbes, contando com a presença de autoridades que são envolvidas quando acontecem acidentes, como o ocorrido ontem na cidade. Pereira afirma que se a autarquia adquirir o sistema, os únicos gastos da Prefeitura para a implantação na cidade seria com a aquisição do produto, além de dispor três postes metálicos, para que os equipamentos sejam instalados. “Como sou sorocabano, gostaria que a cidade fosse a primeira a ter esse sistema no mundo”, enfatiza. Piovesan revela que para instalar os dispositivos seria necessário menos de uma hora, já que todos os equipamentos são portáteis. A Urbes relata que não entende que a aquisição do equipamento venha a ser a solução para que acidentes desse tipo sejam evitados. Segundo a autarquia, se o motorista observasse atentamente a sinalização presente, os problemas não existiriam.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Sem registros de ocorrências graves, no domingo (24), a volta do feriadão foi tranquila nas estradas da região. Por conta da grande quantidade de veículos houve lentidão e em alguns trechos a média de velocidade foi de 60 km/h desde o início da tarde até o final da noite. A Polícia Rodoviária registrou treze acidentes nas estradas da região, nenhum, porém, com vítimas graves ou fatais.
Até as 20h de ontem, segundo boletim parcial divulgado pela concessionária Colinas, cerca de 222.695 mil veículos passaram nos dois sentidos da SP-280, rodovia Castello Branco, que faz ligação da capital ao interior. Neste trecho foram seis acidentes sem vítimas ontem.
A assessoria de comunicação da concessionária informou ainda que na SP-075, rodovia Santos Dumont, estrada que liga Campinas a Itu, o movimento foi de 175.262 veículos, com 9 acidentes e 3 vítimas leves.
Ainda na área sob concessão da Colinas, na SP-127 trecho de Rio Claro/Piracicaba o movimento foi de 33.367 veículos, sem acidentes. Na ligação Piracicaba/Tatuí o movimento foi de 21.737 veículos, com 3 acidentes sem vítimas. Já no trecho entre Jundiaí e Itu (SP-300), foram 82.458 veículos, com 4 acidentes e 2 vítimas leves.
Fonte: Cruzeiro do Sul
O número de mortes provocadas em acidentes de moto aumentou 754% entre 1998 e 2008, aponta Caderno Complementar Mapa da Violência feito pelo Instituto Sangari. O trabalho, divulgado nesta teça-feira (12), mostra que a explosão nas estatísticas está relacionada não apenas com aumento expressivo da frota, mas com maior risco do uso do veículo.
Em 2008, foram registradas 87,6 mortes a cada 100 mil motos no País. Uma proporção 170% maior do que a taxa da frota de automóveis: 32,5 mortes a cada 100 mil veículos. Em 1998, a taxa de mortes por motos era de 67,8 a cada 100 mil – uma proporção 75% maior do que a taxa da frota de carros.
“Os números são assustadores. A direção de moto tornou-se aparentemente mais arriscada”, afirma o autor do trabalho, o pesquisador Júlio Jacobo Waiselfiz. Em sete Estados, as mortes provocadas por esse tipo de acidente já pode ser considerado como epidemia. Em Rondônia, Roraima, Tocantins, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, a taxa ultrapassa 10 de mortes por 100 mil habitantes.
As maiores vítimas dos acidentes são jovens. O trabalho mostra que é na faixa entre 15 e 24 anos, o número de mortes é expressivamente maior do que nas demais idades. “Com nenhuma outra categoria de veículo constatamos tal fenômeno. Há uma vitimização de jovens”, completa o pesquisador. Entre 2004 e 2008, os óbitos juvenis aumentaram 15 vezes mais do que no restante da população. (AE)
Fonte: Cruzeiro do Sul
Para combater o aumento gradativo de acidentes de trânsito na semana do Carnaval em Sorocaba, o presidente da Urbes, Renato Gianolla, lançou ontem a campanha do Carnaval 2011. Apesar de não contabilizar nenhuma morte no trânsito em 2010, o número de acidentes aumentou 9% em relação ao ano anterior. Com o slogan “Acontece no Carnaval, mas no trânsito pode ser fatal”, a Urbes pretende conscientizar o público sobre os perigos de misturar bebida e direção e diminuir este índice.
Gianolla apresentou todas as peças publicitárias da campanha, que será veiculada em todas as mídias. A novidade desse ano é a elaboração de um site temático e interativo, no qual os foliões poderão inserir vídeos e fotos de situações divertidas de outros carnavais. “Deve ficar no ar pelo menos por seis meses, mas podemos acabar mantendo para outras campanhas futuramente”, afirmou.
A campanha teve início ontem à noite nas universidades. O jingle, ao ritmo de um samba-enredo, possui o refrão feito com o slogan da campanha. Folhetos em forma de cadeado com os dizeres “Se estiver travado, não dirija”, em alusão ao consumo abusivo de álcool, serão colocados nas maçanetas dos carros estacionados.
A peça não será utilizada apenas no Carnaval, mas no ano todo, de acordo com Gianolla. “O Carnaval é o grande começo das campanhas de educação no trânsito do ano todo”, destacou.
Haverá também intervenções teatrais de 10 a 20 minutos, nas faculdades e bares da cidade. Um grupo de teatro realizará esquetes bem-humoradas,com o intuito de conscientizar a população sobre o tema. “Os atores irão agir sem ser abusivos, para também não serem inconvenientes”, disse. A campanha conta com o patrocínio de duas redes de táxi: a RS Rádio Taxi e a Sorotaxi. “É uma alternativa até melhor que os ônibus da cidade, porque os bailes ultrapassam o horário de funcionamento dos ônibus”.
Gianolla explicou que todo ano, na semana nacional de folia, há algum acidente fatal em Sorocaba, considerando os mortos em 30 dias. Nos últimos quatro anos, somados, foram 422 acidentes no trânsito durante o período. Só em 2010 foram 121 acidentes, 13 a mais que no ano anterior. Por meio de campanhas educativas, Gianolla pretende, mesmo com o aumento da frota, diminuir o número de acidentes nas ruas de Sorocaba. “Em 2009, foram 3,51 acidentes para cada 10 mil carros. Em 2010, esse número subiu para 3,57″, compara. De acordo com a Urbes, morrem 35 mil pessoas por acidente de trânsito durante um ano. Só em Sorocaba, são aproximadamente 60 mortos.
A campanha será voltada ao público jovem, de 18 aos 30 anos. “Faz parte da premissa do povo brasileiro pensar que nesta época tudo é permitido. Não se deve transferir o entusiasmo do carnaval para o trânsito”, enfatizou.
Fiscalização
Gianolla enfatizou que os amarelinhos e os agentes da Guarda Municipal (GM) atuarão normalmente durante os dias de folia. “A atuação de fiscalização é a mesma”, destacou. Ao todo, serão 77 homens em operação – 45 da GM e 32 da Urbes – , além da equipe que irá trabalhar na educação do trânsito – 6 atores e outras 5 pessoas que irão fazer a distribuição dos folhetos. Em relação às autuações relacionadas a bebidas alcoólicas, Gianolla conta com o apoio da Polícia Militar. “Os flagras de bafômetros são só com a polícia”.
Interdições
O presidente da Urbes afirmou que as intervenções no trânsito das ruas de Sorocaba serão as mesmas do ano passado, principalmente na avenida Carlos Reinaldo Mendes, em frente à Prefeitura, local de desfile das escolas de samba. “Os blocos também não mudaram o itinerário, então as intervenções serão as mesmas. Como o trânsito é bem menos intenso no período, esperamos que seja tranquilo”. Gianolla ainda não divulgou pontualmente os locais de interdição, que deverão começar na quinta-feira, dia 3, devido ao ensaio geral das escolas de samba na avenida Carlos Reinaldo Mendes.
Ele alerta apenas para a interdição da rodovia Raposo Tavares, que irá acontecer entre o sábado, dia 5, até segunda de Carnaval, pela manhã. Nesses dias será demolido o viaduto da avenida Armando Pannunzio, que dá acesso a Salto de Pirapora pela rodovia João Leme dos Santos (SP-264).
Gianolla afirma que foi estipulado um prazo de 48 horas para limpar a rodovia dos escombros. “Será um transtorno a mais na rodovia durante o Carnaval, mas não tem outra data”, justifica. Por causa da intervenção, os motoristas terão que fazer o retorno em outro trevo da rodovia. “Quem for utilizar a SP-264, terá que entrar na rodovia e fazer o retorno para conseguir o acesso”, explica. O trânsito da rodovia será desviado para as alças de acesso.
Segue abaixo a programação:
Quarta-feira (dia 23)
20h40 – Uniso
Quinta-feira (dia 24)
21h – Facens
Sexta-feira (dia 25)
20h – Fefiso
21h30 – Fadi
23h30 – Nakombi
Sábado (dia 26)
11h – Feijoada Ipanema
23h – Grito Clube de Campo
Segunda-feira (dia 28)
20h55 – Esamc
Terça-feira (dia 1º)
9h – Fatec
20h55 – Esamc
Quinta-feira (dia 3)
00h15 – Asteroid
22h30 – Expresso Sorocabano
Sexta-feira (dia 4)
21h – Espetinho Bar