De um total de 22 projetos contemplados no último edital do Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria de Estado da Cultura, quatro são de Sorocaba. A relação foi divulgada esta semana e a comissão que avaliou os trabalhos contou com o diretor sorocabano Mário Pérsico. Os premiados são: Coletivo Cê , com “Desterro”; Circo Guaraciaba, com “Cara Suja”; Celta Produções, com “João e Maria”, e Katharsis, com “Astros, Patas e Bananas”. Cada um receberá R$ 50 mil. Outros dois artistas da cidade estão em grupos também escolhidos: a diretora Angela Barros, da Coop Paulista, por “Soltando os Cachorros” e Rodolfo Amorim, que atua como ator em “Hygiene”, do Grupo XIX.
Ao todo, 247 projetos foram apresentados. Dos 22 escolhidos, 16 receberão R$ 50 mil e os seis restantes, R$ 70 mil. A verba será usada para custear a produção, despesas com viagem e cachê da equipe e dos atores. Cada grupo deverá, até o final do ano, se apresentar em três cidades, além do município de origem. “Desterro”, do Coletivo Cê, que também teve apoio da Lei de Incentivo à Cultura (LINC) foi encenada no Casarão da CPFL, no centro da cidade. O espetáculo, bastante comentado, faz, conforme o grupo, parte de um projeto de investigação e preservação da memória.
A dramaturgia, assinada por Janaína Silva foi toda construída dentro do próprio espaço da encenação. Com direção de Júlio Mello e preparação corporal de Melany Kern, “Desterro” reúne em seu elenco os atores Hércules Soares, Eliane Ribeiro, Mariana Alves, Giuliana Bona, Fernanda Brito e Andressa Machado. “Cara Suja” é um drama do repertório do Guaraciaba, que desenvolve um trabalho de preservação do circo-teatro. Tanto quanto “O Ébrio” e “O Céu Uniu dois Corações”, o texto aposta na densidade. Pelo Katharsis, “Astros, Patas e Bananas” é o resultado de pesquisas que o grupo realiza no campo da dramaturgia. A montagem ocupou o Teatro da USP, no Centro Cultural Maria Antonia e foi premiada em festivais dos quais participou.
“João e Maria”, adaptação do clássico infantil, projeto bancado com recursos da Linc, tem direção de Marcelo Nascimento.
Mário Pérsico avaliou como importante sua participação na comissão que selecionou os trabalhos: “Foi extremamente importante poder representar o interior que acaba ficando sempre à margem do movimento teatral até pela dificuldade de circulação que uma produção tem”.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br