Depois de oscilar entre os terrenos negativo e positivo na sessão, a Bovespa fechou com sua sexta alta consecutiva. A valorização desta 2ª feira (26), de 0,18%, foi bem mais modesta que os ganhos em torno de 1% apurados pelas bolsas em Nova York. Enquanto os índices acionários norte-americanos se animaram com um surpreendente resultado das vendas de imóveis novos nos EUA e com a revisão de lucro da empresa de entregas expressas FedEx, a Bovespa ressentiu-se das altas recentes. Na semana passada, após uma sequência de cinco pregões de alta, o Ibovespa acumulou valorização de 6,39%, puxado, principalmente, por ações da Vale e de siderúrgicas.
Com isso, os preços desses papéis, em especial dos da Vale, resistiram a novos avanços, abrindo espaço para um movimento de realização de lucros. Segundo dado divulgado pela manhã, as vendas de imóveis novos nos EUA dispararam 23,6% em junho, em relação a maio, quando economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam aumento de 3,7%. Os dados também mostraram que os estoques de casas novas diminuíram 1,4% em junho.
Além disso, a empresa de entregas expressas FedEx anunciou ter elevado sua projeção para ganhos no primeiro trimestre fiscal, que se encerra em 31 de agosto. A companhia prevê lucro entre US$ 1,05 e US$ 1,25 por ação, acima da estimativa anterior de ganhos de US$ 0,85 a US$ 1,05. Para todo o ano, a FedEx agora espera lucro por ação entre US$ 4,60 e US$ 5,20, em vez de entre US$ 4,40 e US$ 5,00.
Com a alta de 0,18%, o Ibovespa alcançou 66.443,26 pontos,ainda a maior pontuação desde 4 de maio. Ao longo da sessão, bateu na mínima de 66.150,64 pontos, em queda de 0,26%, e atingiu a máxima de 66.618,61, em alta de 0,45%. O giro financeiro foi de R$ 4,062 bilhões.
Fausto Gouveia, economista da Legan Asset, comenta que, após sustentar altas recentes do Ibovespa, Vale hoje contribuiu para manter o índice atrás de Nova York. Somente na semana passada, quando o Ibovespa acumulou alta de 6,39%, as ações Vale ON haviam subido 12,41% e as PNA, 12,50%. Hoje, Vale PNA fechou em queda de 0,26%, cotada por R$ 42,10 e registrando o maior volume financeiro do índice (R$ 431,382 milhões); Vale ON registrou leve alta de 0,04%, para R$ 48,19.
Os papéis da Petrobras, por sua vez, recuperaram um pouco do atraso em relação à alta de 6,39% do Ibovespa na semana passada. No período, a opção ON havia subido 3,92% e a PN, 3,53%. Hoje, Petrobras ON subiu 0,47%, para R$ 31,93, e PN, +0,40%, para R$ 27,90. Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,97%, para 10.525,43; o Nasdaq valorizou-se 1,19%, aos 2.296,43 pontos; e o S&P500 evoluiu 1,12%, para 1.115,01 pontos.
Câmbio
O dólar pronto na BM&F fechou o dia a R$ 1,7663, alta de 0,52%, enquanto no balcão a moeda avançou 0,34%, para R$ 1,7650. Perto das 16h40, o euro avançava para US$ 1,2997, de US$ 1,2918 no final de sexta-feira em Nova York, enquanto o dólar caía para 86,88 ienes, de 87,45 ienes sexta-feira à tarde em NY. Hoje, o Banco Central fez novo leilão de compra, entre 15h48 e 15h58, e fixou a taxa de corte em R$ 1,7661.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (109.865 contratos) estava na mínima de 10,75%, de 10,76% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2011 (244.070 contratos) caía de 10,94% para 10,89% (mínima); o DI janeiro de 2012 (156 205 contratos) cedia de 11,70% para 11,61% (mínima) ; e o DI janeiro de 2014 (12.885 contratos) projetava 11,94%, de 11,99% no ajuste de sexta-feira.
Fonte:www.cruzeirodosul.inf.br