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Tempo seco já afeta preço da carne, leite e verduras

O clima seco que continua a assolar a região de Sorocaba e a maior parte do país, já começa a ter reflexo sobre o preço da carne bovina, leite e verduras.

De acordo com os comerciantes do ramo, alguns dos itens que compõe a cesta básica sorocabana – de acordo com a pesquisa da Uniso (Universidade de Sorocaba) – já foram aumentado em 10% pelos fornecedores.

O aumento nos valores, porém, não devem, ser repassados para o consumidor. Pelo menos até a próxima semana.

Para a comerciante Ivanilde Monteiro, proprietária da In Natura, alguns produtos, como a laranja, já sofreram reajustes. “Se o tempo continuar sem chuva, a situação vai piorar e o valor dos produtos vão aumentar ainda mais”, prevê.

Outra situação alarmante, segundo a comerciante, é com relação a qualidade dos alimentos. “Sem água a produção sai inferior a normal. Isso faz com que o fornecedor tenha um estoque ainda menor”, diz.

Carne ’salgada’
Segundo os proprietários de açougues de Sorocaba, o preço da carne já aumentou devido à constante seca no município.

Os comerciantes, que preferiram não se identificar, garantem que o preço ao consumidor pode ficar até 15% mais caro, já a partir desta semana.

Para o professor da Uniso, Manuel Payés, a explicação para a alta está na seca das pastagens, onde o gado encontra seu principal alimento. “O animal não come e a qualidade cai. É o mesmo efeito com relação ao leite.”

A situação ainda complica, segundo o professor, devido ao período normal de entressafra, que começa em setembro. “Cai a oferta, aumenta o preço.”

No entanto, o professor garante que o consumo de carne pelo sorocabano vem caindo nos últimos meses. “As pessoas estão adquirindo bens e limitando pequenas despesas para saldar as parcelas de dívidas. Isso faz com que, por exemplo, ao invés de se fazer três churrascos por semana, faz-se apenas um”, exemplifica.

‘A solução é substituir os produtos’
A solução para não cair na rede do aumento de preço é substituir os produtos que estão em alta.

Pelo menos esse é o pensamento do representante comercial Osvaldo Dias Ervilha, 60 anos.

Ainda de acordo com o consumidor, quem frequenta regularmente os sacolões e feiras sente facilmente o aumento ocasionado pela seca. “O duro é se esse tempo continuar sem chuva. O preço dos produtos aumentaram ainda mais”, diz.

O representante comercial garante que, desde a semana passada ele já procura pelo produto mais em conta do que aquele que está acostumado a levar.

fonte:www.redebomdia.com.br

30 de agosto de 2010 por antena1
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