A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira 32 pessoas em Sorocaba e outras quatro em cidades da região acusadas de lesar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) através da obtenção de aposentadorias por meio de fraude e corrupção. Entre os detidos estão sete funcionários públicos e quatro advogados.
A quadrilha vendia facilidades. Num dos serviços oferecidos, funcionários do órgão garantiam aprovação de pedidos de aposentadoria em tempo recorde. Por isso cobravam o valor correspondente aos três primeiros meses da aposentadoria conseguida. O valor chegava a R$ 9 mil por cliente.
A PF identificou 356 beneficiados pelo esquema, que serão chamados a depor. “Eles sabiam que estavam contratando um serviço ilegal”, afirma o delegado Júlio Baida Filho. “A PF não pensa, no entanto, em pedir a prisão dos clientes da quadrilha.”
Em outra vertente de atuação, o bando fraudava a documentação de pessoas que não tinham qualquer condição de se aposentar.
Mediante pagamento, períodos em que o interessado não contribuiu com a Previdência eram trocados por registros em carteira com nomes de empresas para as quais o beneficiado jamais trabalhou.
A quadrilha também fraudava os PABs (Pagamentos Alternativos de Benefícios), espécie de ordem pagamento destinada a pessoas que passam anos para conseguir se aposentar. Por 30% do valor total a ser recebido, os fraudadores reduziam a espera de anos para semanas.
Além de Sorocaba a PF fez prisões em Itu, Salto, Porto Feliz e Araçoiaba da Serra.
Fonte: Agência BOM DIA