Área rural sobe até 300% na região de Sorocaba
Comprar propriedades rurais na região de Sorocaba ficou mais caro nos últimos anos. Um estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontou que entre 1995 e 2011 as terras ficaram até 300% mais caras na região. A especulação imobiliária e a expansão urbana são as principais causas apontadas pelo Sindicato Rural de Sorocaba para esse fenômeno. Atualmente, os valores variam de R$ 14.462 a R$ 21.694 o hectare. O levantamento levou em conta 19 municípios da região.
“As áreas estão sendo compradas para a construção de condomínios residenciais ou parques industriais”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba e Região, Luiz Marcello. Como consequência deste cenário, Marcello aponta mudanças econômicas, sociais e ambientais.
Durante o período do estudo, a valorização mais expressiva foi encontrada nas terras de pastagem que registrou a alta de 300% passando de R$ 4.132 o hectare (ha) em 1995 para atuais R$ 16.528. Apesar deste comportamento, em valor nominal, as terras de cultivo de primeira são as mais valiosas, com o ha tendo um preço médio de R$ 21.694.
Terra de cultivo de primeira, informa o IEA, é aquela potencialmente apta para culturas anuais, perenes e outros usos, que suporta manejo intensivo de práticas culturais, preparo de solo, etc. É terra de produtividade média e alta, mecanizável, plana ou ligeiramente declivosa. O solo é profundo e bem drenado. A valorização dessas propriedades foi de 162%. Em 1995 o ha tinha custo médio de R$ 8.264.
Com valorização de 200%, as terras de cultura de segunda, em valor absoluto, ocupam o segundo lugar no ranking. O ha passou de R$ 6.199 para R$ 18.595. Essas propriedades apresentam terras que, apesar de potencialmente apta para culturas anuais e perenes e para outros usos, apresentam limitações mais sérias do que a terra de cultura de primeira. Pode apresentar problemas de mecanização, devido à declividade acentuada.
As terras para pastagem foram as que apresentaram maior valorização (300%). O preço que em 1995 era R$ 4.132 o ha, fechou o ano passado cotado em R$ 16.528. No campo, que são áreas com vegetação natural e com possibilidades restritas de uso para a pastagem, a alta foi de 164%. O ha, atualmente, está em torno de R$ 14.462. O mesmo preço por ha é encontrado nas áreas de reflorestamento. Nesse último caso, porém, a valorização foi de 250%.
Consequências negativas
Atualmente, o município de Sorocaba conta com pouco mais de 1200 propriedades rurais mas nem todas são produtivas. Com a diminuição da área rural da região, a produção de alimentos fica mais distante. Consequentemente, os alimentos chegam mais caros para os sorocabanos.
No âmbito social, Marcello cita o êxodo rural provocado por essa situação. “Muitas vezes são propriedades familiares e os filhos não querem tocar a produção. Essa família acaba indo para a zona urbana que não tem mais condições de receber novos moradores”, pondera o presidente do sindicato. Por último, Marcello cita as consequências ambientais.
“Vimos no último sábado grandes enchentes na cidade e isso deve ficar cada vez mais frequente”, alerta o sindicalista. Com o uso da área rural para a construção de condomínios ou indústrias, continua ele, há um aumento significativo da impermeabilização do solo. “Há diminuição da área de absorção da água das chuvas para os lençóis freáticos”, explica. Com isso, a água é escoada para o rio provocando sua rápida elevação.
O estudo
O levantamento, realizado em parceria do Instituto de Economia Agrícola (IEA), com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), traz os preços da terra nua, ou seja, sem levar em conta a existência de edificações, instalações e plantações. Os preços referem-se a diferentes categorias de uso do solo. O IEA é responsável pela elaboração dos questionários analise e publicação das informações e a Cati é responsável pelo preenchimento dos questionários.
O coordenador do estudo, o pesquisador do IEA, Felipe Pires Camargo, explica que a relação dos valores entre as diferentes categorias de uso do solo não se altera ao longo do tempo, sendo que a terra de cultura de primeira é invariavelmente a categoria mais valorizada e conduz os preços das outras categorias. “Se a terra de 1º aumento 10% provavelmente as outras também se valorizarão no mesmo patamar”, pondera.
Comprar propriedades rurais na região de Sorocaba ficou mais caro nos últimos anos. Um estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontou que entre 1995 e 2011 as terras ficaram até 300% mais caras na região. A especulação imobiliária e a expansão urbana são as principais causas apontadas pelo Sindicato Rural de Sorocaba para esse fenômeno. Atualmente, os valores variam de R$ 14.462 a R$ 21.694 o hectare. O levantamento levou em conta 19 municípios da região.
“As áreas estão sendo compradas para a construção de condomínios residenciais ou parques industriais”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba e Região, Luiz Marcello. Como consequência deste cenário, Marcello aponta mudanças econômicas, sociais e ambientais. Durante o período do estudo, a valorização mais expressiva foi encontrada nas terras de pastagem que registrou a alta de 300% passando de R$ 4.132 o hectare (ha) em 1995 para atuais R$ 16.528. Apesar deste comportamento, em valor nominal, as terras de cultivo de primeira são as mais valiosas, com o ha tendo um preço médio de R$ 21.694.
Terra de cultivo de primeira, informa o IEA, é aquela potencialmente apta para culturas anuais, perenes e outros usos, que suporta manejo intensivo de práticas culturais, preparo de solo, etc. É terra de produtividade média e alta, mecanizável, plana ou ligeiramente declivosa. O solo é profundo e bem drenado. A valorização dessas propriedades foi de 162%. Em 1995 o ha tinha custo médio de R$ 8.264.
Com valorização de 200%, as terras de cultura de segunda, em valor absoluto, ocupam o segundo lugar no ranking. O ha passou de R$ 6.199 para R$ 18.595. Essas propriedades apresentam terras que, apesar de potencialmente apta para culturas anuais e perenes e para outros usos, apresentam limitações mais sérias do que a terra de cultura de primeira. Pode apresentar problemas de mecanização, devido à declividade acentuada.
As terras para pastagem foram as que apresentaram maior valorização (300%). O preço que em 1995 era R$ 4.132 o ha, fechou o ano passado cotado em R$ 16.528. No campo, que são áreas com vegetação natural e com possibilidades restritas de uso para a pastagem, a alta foi de 164%. O ha, atualmente, está em torno de R$ 14.462. O mesmo preço por ha é encontrado nas áreas de reflorestamento. Nesse último caso, porém, a valorização foi de 250%. Consequências negativas Atualmente, o município de Sorocaba conta com pouco mais de 1200 propriedades rurais mas nem todas são produtivas. Com a diminuição da área rural da região, a produção de alimentos fica mais distante. Consequentemente, os alimentos chegam mais caros para os sorocabanos. No âmbito social, Marcello cita o êxodo rural provocado por essa situação. “Muitas vezes são propriedades familiares e os filhos não querem tocar a produção. Essa família acaba indo para a zona urbana que não tem mais condições de receber novos moradores”, pondera o presidente do sindicato. Por último, Marcello cita as consequências ambientais.
“Vimos no último sábado grandes enchentes na cidade e isso deve ficar cada vez mais frequente”, alerta o sindicalista. Com o uso da área rural para a construção de condomínios ou indústrias, continua ele, há um aumento significativo da impermeabilização do solo. “Há diminuição da área de absorção da água das chuvas para os lençóis freáticos”, explica. Com isso, a água é escoada para o rio provocando sua rápida elevação. O estudo O levantamento, realizado em parceria do Instituto de Economia Agrícola (IEA), com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), traz os preços da terra nua, ou seja, sem levar em conta a existência de edificações, instalações e plantações. Os preços referem-se a diferentes categorias de uso do solo. O IEA é responsável pela elaboração dos questionários analise e publicação das informações e a Cati é responsável pelo preenchimento dos questionários.
O coordenador do estudo, o pesquisador do IEA, Felipe Pires Camargo, explica que a relação dos valores entre as diferentes categorias de uso do solo não se altera ao longo do tempo, sendo que a terra de cultura de primeira é invariavelmente a categoria mais valorizada e conduz os preços das outras categorias. “Se a terra de 1º aumento 10% provavelmente as outras também se valorizarão no mesmo patamar”, pondera.
Fonte: Cruzeiro do Sul