O número de emprego divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no setor do comércio em Sorocaba comprova a tendência dos lojistas em qualificar a mão-de-obra temporária visando um maior lucro nas vendas de fim de ano.
Segundo o diretor da Acso (Associação Comercial de Sorocaba), Hudson Pessini, a maior parte dos 1.153 empregos gerados no comércio em junho refere-se ao emprego temporário.
“As lojas, principalmente grandes redes, já estão contratando. É muito melhor você chegar no período de Natal, que é melhor data para o comércio, com vendedores prontos para atender seus clientes.”
A falta de experiência no atendimento, para o diretor da Acso, compromete em 50% o rendimento do vendedor. Segundo Hudson, em 2009 foram geradas mais de 3 mil vagas temporárias. Para este ano, a previsão é de crescimento de, no mínimo, 7%, ou mais 210 vagas.
O diretor lembra que o período de maior volume em contratações ainda esta por vir. “Em agosto os temporários ganham força, tendo o pico de vagas até outubro.”
Primeiro emprego
Aos 18 anos de idade, a vendedora Aryelle Andrade foi contratada como temporária em maio e está sendo preparada para atender os consumidores em dezembro. “É o meu primeiro emprego. Espero poder ficar aqui e ser efetivada em 2011.”
Já Camila dos Santos, 18, já está em seu terceiro emprego e está em fase de testes como temporária. “Esse tempo de aprendizado é fundamental para nos acostumarmos com a rotina, produtos de venda e clientes que vêm até a loja. Isso nos dá experiência e qualidade em vendas para a empresa”, diz.
Segundo Hudson Pessini, a média de efetivação de temporários é de 30%, após o período de vendas.
Previsão para o Dia dos Pais é fraca
A previsão de vendas para o Dia dos Pais ainda é fraca, segundo o diretor da Acso, Hudson Pessini.
A data, para a maioria dos comerciantes, aparece atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. As vendas, de acordo com Hudson, não devem ultrapassar os 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O diretor da associação ainda lembrou da nova lei que passou a vigorar no país desde esta semana, que exige pelo menos um livro do código do consumidor sobre o balcão nos estabelecimentos comerciais.
“É um absurdo este tipo de exigência. Eles estão obrigando mais de 40 mil estabelecimentos, somente em Sorocaba, a comprar o código do consumidor para esse único e exclusivo fim”, diz.
Mesmo contrariado e recebendo reclamações de lojistas, Hudson lembra que a multa para quem não obedecer a nova lei é de pelo menos R$ 1,5 mil. “Isso ainda vai gerar muita discórdia e reclamações.”
Fonte:www.redebomdia.com.br