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Queen Latifah

Queen Latifah tem estrela! Artista do mundo da música, do cinema, da televisão, além de ser empresária, essa americana mostrou que tem conteúdo de sobra para ser um conglomerado de habilidades numa só mulher.
Nascida Dana Elaine Owens, no dia 18 de março de 1970, em New Jersey, Estados Unidos, Queen ficou conhecida primeiro através da música antes de fazer sucesso como atriz. Chamada por muitos como a primeira dama do rap – por ter se arriscado no gênero há muito tempo – ela logo chamou a atenção com seu álbum de estréia, All Hail the Queen (1989).
Pode-se dizer que o lançamento do LP implantou moda. Foi o disco que norteou o padrão visual e o modelo de comportamento para as próximas cantoras de rap. Na capa, que traz Latifah com a postura de uma rainha afro-americana, está estampada a definição de como uma mulher negra deve se portar na indústria da música e nos negócios em geral. O clipe da faixa ‘Dance for Me’ ilustra bem esse pensamento inovador da artista (se quiser conferir é só procurar no www.youtube.com).
Seu disco seguinte, Nature of a Sista (1991), não obteve a repercussão esperada devido à má divulgação feita pela sua antiga gravadora, a Tommy Boy. Depois de ter ficado um tempo na geladeira, castigo comum imposto por empresas aos músicos que não vendem bem, Queen encontrou na Motown (gravadora que tem um dos mais extensos catálogos de artistas negros) o apoio para dar aquilo que chamamos de “volta por cima”.
Deu certo! Black Reign (1993) chamou a atenção novamente para a cantora. O álbum, que presta tributo a um irmão falecido num acidente de carro, conquistou o disco de ouro e o single ‘U.N.I.T.Y’ ajudou-a a chegar no top 10 do r&b americano. No ano seguinte, ela ganharia o Grammy como Melhor Performance de Rap Solo.
Esta época coincide mais ou menos com a sua estréia nas telas, mais precisamente com o longa metragem de Spike Lee, Febre da Selva (1991). A transparente competência a fez disparar também nessa nova via profissional. Até as Últimas Conseqüências (1996) foi outro grande sucesso, que lhe rendeu uma indicação para o prêmio Spirit na categoria de Melhor Atriz.
O último grande filme estrelado por Latifah foi Chicago (2002), no qual recebeu indicações para concorrer como Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar e no Globo de Ouro. Ao todo, Queen já participou de aproximadamente 12 filmes, entre eles: My Life (1993), Sphere (1998), The Bone Collector (1999), Bringing Down the House (2003), Taxi (2004), Last Holiday (2006) e Ice Age 2: The Meltdown (2006).
O período em que a artista começou a estrelar alguns papéis no cinema também marca uma mudança no seu estilo musical. Em Order in The Court (1998), Queen apontou que sua direção atual seria um vocal mais melódico, ao melhor estilo da black music americana. O CD foi muito bem sucedido, graças à força dos hits ‘Bananas (Who You Gonna Call?)’ e ‘Paper’.
Com seu último disco lançado, The Dana Owens Álbum (2004), Queen virou Dana novamente, mas a voz suave do LP anterior continuou com força. O disco foi produzido por um time de respeito, como Herbie Hancock, Arif e Jeff Porcaro. Jazz, pop e soul formam a essência desse ótimo álbum. A canção ‘Hard Times’, constantemente na programação da Antena 1, ilustra bem o talento da voz de Queen.
Em suma, sobre a carreira da rainha Latifah pode-se dizer: a mulher atira para muitos lados e normalmente acerta a pontaria!
16 de outubro de 2009 por antena1
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