Laura Fygi era uma das vocalistas do grupo alemão Centerfold, que foi muito popular entre 1987 e 1991 em vários países da Europa e no Japão. Sua carreira solo começou com o lançamento de Introducing (1991), álbum jazzístico que ganhou um Edson Award, prêmio equivalente ao Grammy, e incluiu Laura Fygi na lista da American Billboard Jazz.
Bewitched (1992), o segundo álbum, apresenta forte influência de Nat King Cole. The Lady Wants to Know (1994) soa mais pop, e denuncia alguns dos estilos latinos que Laura passou a ouvir após fixar residência no Uruguai por alguns anos. Turn Out the Lamping mantém mais ou menos a mesma linha do anterior, além de trazer canções de Paul Simon, Lionel Ritchie e Stevie Wonder.
Em 1997, Laura convidou o compositor Michael Legrand para acompanhá-la no North Sea Jazz Festival daquele ano, encontro que resultou no álbum Watch What Happens When Laura Fygi Meets Michael Legrand. O álbum foi produzido pelo compositor francês, que também participou de Laura Fygi Live! (1998), gravado no Royal Theatre Carré, com a Metropole Orchestra.
The Latin Touch (1999), como o nome sugere, retoma mais uma vez as influências latinas. Change (2001) marca o retorno de Laura às raízes do jazz e boa parte do repertório foi incluído no Laura Fygi at Ronnie Scott (2002), disco gravado durante a semana em que a cantora esteve em cartaz no lendário London Jazz Cafe, por onde já passaram Stan Getz, Ben Webster, Donald Byrd e outros. Laura estava acompanhada pelos músicos Hans Vroomans (piano), Jan Menu (sax), Maarten van der Grinten (guitarra), Mirjam van Dam (percussão) e os irmãos Koos (baixo) e Marcel Serierse (tambores), que tocam com ela há mais de uma década.